A Lenda De Um Imprinting.

16 Capítulo 16 - Não é preciso fugir.


Notas iniciais
Olá minhas lindas!!! Deus! Eu por várias vezes achei que a inspiração e o tempo não estivessem ao meu favor. As vezes eu clamava aqui para alguém me mandar um comentário só para ver se eu destravava, mas isso não aconteceu : Então, do nada, eu ressurgi!!! Fato que não irei ir embora totalmente. Esse capitulo era para ter sido postado antes, mas graças a um certo "incomodo" aqui no site, eu acabei dando um tempo nele. (Tempo demais!!!) Espero que gostem desse capitulo, afinal, as preses de vocês finalmente foram atendidas! Espero eu, ainda ter leitoras suficientes para ler e para me mandarem comentários lindos também, porque mais do que tudo, eu estou precisando. Então, COMENTEM!!!! Mais um capitulo do Livro Dois - Renesmee Cullen. BOA LEITURA MINHAS LINDAS!!!! Vejo vocês lá embaixo!

[...]

Ao destocar minhas mãos de sua face alva e fazê-las perder o calor que seu corpo transpassava para o meu e abrir meus olhos, que por alguma razão inconsciente estavam fechados, eu o visualizei. Seus olhos estavam fechados e sua expressão suave como que se estivesse dormindo me passava a impressão de que ele estava absorvendo tudo o que eu acabara de lhe mostrar. O que mesmo sem palavras eu acabara de lhe dizer. E ele permanecia assim. Parado, imóvel, perdido com os olhos fechados e eu admirava aquela cena, mesmo ansiando para que ele abrisse os olhos, me encarasse e falasse algo para que todo o medo que estava sobrepujo em meus olhos se esvaísse, ou não.

Nos segundos que se passaram ele permaneceu do mesmo modo e os segundos que foram somente segundos pareceram mais que minutos para mim. Uma tortura interminável de horas. O mundo a minha volta estava imóvel, assim como ele e não existia vento naquela floresta para que uma brisa fresca refrescasse meu rosto. A lua cheia e o céu estrelado junto com as árvores sombrias criavam uma atmosfera linda e agonizante. Eu agonizava esperando que uma palavra saísse de seus lábios carnudos que agora, por alguma razão, chamavam minha atenção de uma forma tentadora.

O que ele acharia de mim? Onde os seus pensamentos se encontravam? Onde naquele momento ele vivia? Em que parte de minha história ele havia se perdido? Ou em que parte de minha história sombria e pecaminosa ele havia se apavorado? Eu, para ele não era somente um monstro gerado por monstros. Eu era mais do que um inimigo e agora ele sabia disso. Agora ele sabia que sem o sangue de Tícia para me alimentar sempre que a sede por sangue secasse meus lábios, eu seria uma afronta, seria uma máquina de morte, uma Serial Killer e ele teria que me deter. Mas eu mostrei para ele muito mais do que um passado sombrio sobre mim. Mostrei para ele também, mesmo sem entender o porquê, os meus medos, a minha fraqueza, a solidão que se escondia em meu interior, a fugitiva que fugia de tudo só por não ter uma boa explicação para encarar tudo de frente. Mostrei a ele o meu lado humana. Mostrei que mesmo em partes eu era igual a ele, que acima de tudo sangue também percorria em minhas veias e que não era somente uma fria. Havia algo quente em mim. Não com a mesma efervescência que havia em seu corpo, não com a mesma chama, mas eu também era quente.

Ele abriu seus olhos por fim com tanta delicadeza como quem estava a sonhar e me encarou com seus olhos perdidos, confusos, admirados. Obscuros demais e cintilantes demais, mas não de uma maneira exagerada. Seus olhos estavam lindos, e ao olhá-los um misto diferente e nunca sentido percorreram sobre o meu corpo e uma ardência singela, e ao mesmo tempo, forte cresceu na parte esquerda de meu peito. Que sentimentos desconhecidos eram aqueles que eu sentia por aquele inimigo? Por que eu queria e sentia vontade de tocá-lo mais do que devia? Por que ao seu lado eu sentia-me tão preenchida como se a forma que preenche o meu ser, a parte de um quebra cabeça de minha alma estivesse se completado?

Ele me encarou mudo. Seus olhos deixaram de ficar cintilantes como se houvessem perdido todo o brilho. Seu maxilar se tencionou primeiramente depois senti o resto de seu corpo se tencionar também e uma parte de mim sentiu medo ao compreender que o menino/homem, o lobo guerreiro que havia nele tivesse voltado, ressurgido e o Jacob com quem conversei e mostrei toda a minha vida há segundos atrás tivesse morrido. Uma dor surgiu na expressão evasiva de seus olhos e temi que o homem que se encontrava comigo naquela floresta fria viesse a me matar. Tive medo. E o medo que sentia naquele momento arrepiou todo o meu corpo e de certa forma se estampou em meus olhos.

Um vento frio tomou posse da floresta naquele instante e um uivo ao longe soou quase como um chiado. A floresta pareceu ficar mais escura e a lua que antes quase se escondia nas nuvens apareceu brilhante, cheia e límpida. Olhei para Jacob um pouco espantada e seus olhos pareciam ter se tornado ainda mais obscuros, mais sombrios e já não existia nenhum ponto de brilho neles. As arvores balançavam de um lado para o outro e seus troncos rangiam agudamente. Não compreendia o que estava acontecendo e então olhava para Jacob e ele permanecia parado olhando-me com seu maxilar tão rígido como se estivesse pronto para a batalha.

Clamei por Tícia quando Jacob parecia mais assustador do que aparentava ser. Ele iria me matar. Meus pensamentos gritavam em alto e bom som. Tícia apenas gritou em minha cabeça dizendo a mesma frase repetida: “Eles estão vindo! Eles estão vindo!” E eu não a entendia. Quem afinal estava vindo? Olhei novamente para Jacob e seu corpo tremia. Um rosnado era extraído de seus lábios.

– Vá! – Jacob com sacrifício pronunciou. – Vá! Renesmee! Fuja! – Ele gritou e eu me mantive parada.

Meus olhos viram o menino/homem se transformar a minha frente soltando um rosnado de seus lábios caninos que fez meu corpo pender para trás. E eu cai. Cai sobre a relva escura e úmida sentindo meu coração quase saltar pela boca ao avistar o seu grande lobo interior de pelo avermelhado a minha frente. A bolsa com as flechas envenenadas estavam perto de minha mão e por um momento eu pensei em pega-las e atira-las contra ele, no entanto, não queria machucá-lo, não queria fazê-lo sentir a mesma dor que havia causado da primeira vez. Naquele momento eu era incapaz de fazer algo contra ele, mas ele parecia estar disposto a fazer algo contra mim. E o que eu queria mostrando para ele as pessoas que matei? Pessoas que ele defendia como um guerreiro que era.

Ele deu um passo a minha frente soltando novamente mais um de seus rosnados furiosos e eu estremeci. Teria que detê-lo antes que fosse tarde demais, e como faria isso?

– Tícia me ajude! – Gritei pedindo socorro, mas a única coisa que escutei foi: “Eles estão vindo! Eles estão vindo!” – Novamente não entendi.

Suas patas investiram um novo passo a minha frente e eu me arrastei para trás. Ele estava perto, e tão perto que a sua respiração vinha quente sobre o meu rosto. Seus pelos quase se encostavam a minha pele, e quando de seus lábios outro rosnado soou, eu gritei. Gritei para ele parar, pois sabia que no fundo ele, de certa forma, não queria me machucar.

– Jacob pare! – Gritei. – Eu sei que você não quer me machucar! Pare, por favor! – Lágrimas desciam de meus olhos. – Eu sou igual a você. Nós dois... Somos... Iguais. Não adianta fugir Jacob, somos dois fugitivos em busca de algo. E eu não sei o porquê e nem sei explicar, mas algo me diz que eu sempre estive em busca de você. Eu não sou um mostro. Eu também sou quente. O certo a fazer seria cravar a flecha com o veneno de Nahuel em seu peito, mas então você morreria e onde eu iria achar outro alguém mais confuso igual a mim? A nossa maldição é o que nos faz igual, e devemos nós, carregá-la juntos.

Um ruivo estourou de seus pulmões. Doloroso e triste. O brilho renasceu em seus olhos e então pude ver que ele havia me compreendido. O rubor sumiu de seus olhos e eu ousei a me aproximar. Meu coração por alguma razão batia rasgando-me o peito e a trepidação de corpos passou de seu corpo para o meu no momento em que minhas mãos tocaram-lhe a face. Senti seus pelos macios em minha mão, quentes, febris demais. Eu queria aquele calor em meu corpo, queria ser febril como ele era, queria senti-lo, e sem pensar abracei-o. Abracei o grande lobo marrom avermelhado a minha frente; tão forte.

O vento se cessou e a quietude da floresta voltou ao normal. Menos eu. Menos nós. Senti o seu corpo diminuir em meus braços e o olhei quando uma de suas mãos tocou também a minha face delicadamente. Seus olhos tristonhos demais. Nos olhamos por um longo tempo e nada mais tínhamos para dizer. Ele me olhou. Eu o olhei. E mesmo sem palavras compreendemos um ao outro. Ele era a minha maldição e eu era a maldição dele.

– Nessie... – Ele ousou dizer, mas eu o calei.

– Não diga nada. Você só não precisa mais fugir, assim como eu também não.

Seu hálito quente veio ao encontro de meu rosto; quente como deveria ser. Algo cresceu dentro de mim e eu o quis mais do que alguém pode querer um inimigo. Eu o quis em mim, para mim. Seu corpo, seus braços em meu rosto não eram o suficiente. Eu queria prová-lo e ele entendendo-me me beijou. Perdi-me naquele momento e nada que acontecesse faria com que eu me encontrasse. Sempre achei que estava perdida, mas naquele momento eu havia me encontrado e finalmente eu me senti quente. Ele em meus braços era apenas um homem. Sem pelos, sem lobo. Não era mais um Alpha, era apenas Jacob, a minha maldição.

Notas finais
Meus amores, o que acharam??? AHHHHHHH Teve beijo!!!!! o/ Jacob de fato me assustou neste capitulo. Afinal, o que se passou na cabeça dele para tentar atacar a Nessie? (Descobriremos a seguir...) Mas teve beijo!!! E por mais que a autora aqui não tenha o descrito, foi lindo *-* E uma pergunta que não quer calar... O que significa (Nas palavras de Tícia) "Eles estão vindo?" Será os Volturi? Ou... (Tícia cheia dos mistérios loucos) kkk Espero que tenham gostado minhas lindas!!! Mereço comentários? Recomendações? Até o próximo capitulo minhas lindas... Beijinhos... By: Milleyd