Notas iniciais
Oi gente,espero que gostem.Esse primeiro capítulo é narrado pela nossa querida Dione.Comentem por favor.

Tudo tem um começo e um fim. Meu começo foi inesperado e meu fim prematuro. Mas eu mesma que optei por dar um fim a minha vida. Suicídio?Muita gente rotula o meu ato dessa forma, mas não foi exatamente isso. Sacrifício. Sim, é exatamente isso. Eu dei a minha vida para salvar as dos outros. É eu era imortal. Mas aquela coisa é capaz de matar até um deus rapidamente,imagine só o que aconteceu comigo.Não é melhor,não.Você não vai querer imaginar o que aconteceu comigo.

Por enquanto eu apenas direi que foi uma experiência extremamente dolorosa. Provavelmente aquela foi a pior dor que eu já senti na vida. Se aquela coisa não tivesse me matado,acho que só aquela dor sozinha faria todo o serviço.

Os juízes do Mundo Inferior disseram que eu fora muito boa em vida (e depois mais um bocado de blá-blá-blás) e depois de dizer mais um milhão de coisas sobre mim, eles chegaram a um impasse (depois de mais um bocado de blá-blá-blás, oh gente que fala; meus deuses!) e decidiram que eu iria para o Elísio.

Eu tenho que ser sincera com você. Eu realmente gostei daquele lugar.

Só para começo de conversa, o Elísio era de longe o lugar mais bonito e mais fantástico que eu já vi em toda a minha vida. O paraíso era exatamente como eu me lembrava da minha primeira viagem a terra de Hades: era um pequeno vale cercado de muros de pedra para todos os lados. Do lado de dentro haviam vários palácios e casas de todos os períodos históricos.A grama era negra eram literalmente jóias com pétalas.Um caminho de pedras negras levava até um pavilhão onde havia uma enorme mesa (quando eu digo enorme,eu quero dizer enorme mesmo;com cerca de três quilômetros de comprimento) cheia com todo tipo de comigo que um ser vivo pode imaginar e todo tipo de comida que nenhum ser vivo pode imaginar.

Porém esse caminho de pedras se dividia no meio e dele surgia outro que conduzia até uma arena com todo tipo de arma já inventada, onde os semideuses e combatentes falecidos (não, imagina...) podiam treinar combate. É claro que eu freqüentava bastante a arena e o pavilhão-refeitório (sim, lembra vagamente o Acampamento Meio-Sangue). E para completar eu ainda consegui fazer duas amigas: Bianca di Ângelo filha de Hades (e irmã de Nico) e Zoë Doce-Amarga “Luz-Noturna”.

Resumindo: eu estava completamente infeliz.

Eu sentia falta de estar viva. Eu sentia falta de aprontar com os outros; de comer da comida mortal; de proteger semideuses e de batalhar, claro. Eu me arrependi de ter fechado as janelas toda vez que ventava,mesmo eu amando tanto o vento.Eu me arrependi de nunca ter percebido que por mais que eu quisesse levar uma vida normal,a coisa que eu mais amava era a ação que estava presente em minha vida todos os dias.Eu percebi que eu gostava do modo como as coisas mudavam a minha volta.Mesmo que nem sempre as coisas fossem boas eu tinha gosto pela mudança.

Eu me arrependi de nunca ter notado que mesmo eu achando o frio uma coisa um pouco desconfortável, eu gostava dele quase tanto gostava das coisas quentes. Eu me arrependi de muitas vezes ter desejado não viver mais do que o normal sendo que a coisa que eu mais amava era a minha vida.

Então meus pensamentos mudaram completamente e eu voltei a lembrar do pessoal.

Eu sentia falta de implicar com o Percy. Eu sentia falta de todos os diálogos inteligentes que eu costumava ter com Annabeth. Eu sentia falta de me divertir com a Piper. Eu sentia falta de sempre derrotar Jason na esgrima. Eu sentia falta das minhas duas melhores (e loucas) amigas: Rachel e Clarisse. Eu sentia até falta um pouquinho de falta das vigílias que eu fiz com Nico em que no final ele saía literalmente queimado.Eu sentia falta da Hazel e do Frank.E admito,que também sentia falta da irritante da Thalita,que apesar de ser chata em todos os quesitos humanamente possíveis,era minha parceira em todas as minhas loucas aventuras e nunca,em hipótese alguma havia me abandonado.Eu sentia do Scott,muita falta da minha mãe e do Leo.Ah Leo...

Enquanto eu me encontrava ali sentada em uma das várias colinas salpicadas de grama negra cheia de flores com miolos de rubis e pétalas negras; eu só conseguia focar a minha mente na minha vida e revisar o meu plano mentalmente enquanto encarava a silhueta escura do palácio negro de Hades a se erguer nas trevas.

¾ Buuuuuuu! ­¾ ouvi alguém gritar atrás de mim. Virei-me e dei de cara com Bianca e Zoë. Elas sorriam despreocupadas.Em vida eu costumava ser assim,sempre sorrindo apesar de tudo.As duas eram espíritos que aceitam seu destino na boa.Eu era completamente diferente delas.

— Oi gente. — cumprimentei. Eu estava tipo super animada, igualzinha aquelas tias velhas que ficam chorando nos velórios. Agora só faltava eu começar a chorar e a me lamentar,dizendo: “Por que ele se foi?Ele era tão jovem,só tinha noventa e oito anos...O coitadinho tinha tanto para viver...”.

— Nossa que animada. — disse Bianca se sentando com Zoë do meu lado — O que você está fazendo aqui?

— Pensando. — falei dessa vez muito mais desanimada do que a tia do velório

— Na morte da bezerra? — perguntou Bianca, engraçadinha.

— Não. — respondi— Na minha mesmo

A minha resposta fez as duas moverem-se desconfortáveis. Eu pude ver claramente que Bianca havia se arrependido de ter aberto a boca.

— Procuramos em todos os lugares. — disse Zoë — Como não te encontramos em local algum, supomos que ti... — ela não precisou nem completar

— Dione... — começou Bianca, mas depois se calou

— Esse teu plano, não pode dar certo. — Zoë disse por fim

Nenhuma das duas havia concordado com o meu plano desde a primeira vez que o ouviram. Elas sabiam do meu enorme desejo de regressar a vida, mas não reencarnada e sim ressuscitada. Elas diziam que eu deveria aceitar minha condição, que voltar da morte era impossível e et cetera, et cetera. Mas diferente delas eu era um espírito totalmente inconformado com o meu destino. Desde aquele dia eles tentam incessantemente me fazer desistir das minha idéias.Nem preciso comentar que era o mesmo que tentar derrubar um muro batendo com uma flor nele:impossível.

Presa aqui no Mundo Inferior eu não tinha nenhuma noção de tempo, mas sabia que já estava muito tempo aqui no andar de baixo.

— Você não me conheceu em vida Zoë. — falei — O que é verdadeiramente uma pena porque você não teve a oportunidade de ver como eu era brilhante quando criava algum plano. E eu só criava planos infalíveis. — elas franziram a testa para mim. Eu enrubesci levemente — Tá. É verdade que alguns eram completamente falíveis,mas grande maioria dava certo o.k?

— Sim, nós já notamos no como você pode ser brilhante. — replicou Bianca — Não foi um desses seus planos infalíveis que fez com que você pagasse com a sua própria vida? — ela disse inocentemente. Eu lhe lancei um olhar maligno.

— Eu fiz o possível! — me defendi — E não se atreva a ofender a minha sabedoria

— Se tu fosses tão sábia quanto dizes, tu irias aceitar o teu destino e permaneceria aqui conosco. Isso é o correto. — disse Zoë

Com essa eu tomei na cara.

— Pelo que eu sei você é grega legítima, natural de Atenas não é? — perguntou Bianca. Eu assenti — Então você, melhor do que qualquer um de nós, deveria saber que ressuscitar é humanamente impossível. Ou você se esqueceu da história de Orfeu e Eurídice?

— E eu não creio que um dos teus admiradores descerá aqui ao Hades tocando uma lira enquanto canta, só para salvá-la. — disse Zoë

Eu não contei a elas sobre a minha esperança secreta.

Sacudi a cabeça e respirei fundo. Eu não podia ficar tendo esse tipo de idéia a essa altura do campeonato.

— Não importa o que vocês duas digam. — falei — Eu prosseguirei com o meu plano, nem que essa seja a última coisa que eu faça.

— Você também disse isso quando traçou aquele seu outro plano infalível e olha só onde você está agora. — disse Bianca

Eu a fitei, muito séria.

— Eu não vou desistir. — suspirei — Eu não sei quanto tempo se passou lá fora, só sei que pouco não foi e eu ainda tenho certeza absoluta que o pessoal está precisando de mim e eu também preciso deles. Por isso eu vou colocar meu plano em prática hoje.

— Não podemos mais impedi-la. — Zoë falou para Bianca — A Dione fez sua própria escolha.

Bianca apenas assentiu melancólica.

Eu respirei fundo e me levantei parando em uma pose heróica.

— Agora eu farei a coisa mais heróica de todos os tempos — me diverti com as expressões delas — Mas antes de fazer a coisa mais heróica de todos os tempos eu irei comer.

Elas deram algumas risadinhas.

— Desavergonhada — acrescentou Zoë

Eu fui até o pavilhão onde comecei a atacar a comida como se fosse à última vez que eu iria me alimentar na vida (ou na morte). Segundo Zoë eu havia comido na morte uma quantidade suficiente para três vidas.

Depois de me fartar (e esconder alguns mini hambúrgueres e fatias de pizza na minha armadura) eu fui encontrar com as meninas para dizer adeus.

Vou confessar: não foi nada fácil. Bianca não resistiu e começou a chorar. Zoë foi um pouquinho mais forte e segurou as lágrimas o máximo que pode. Eu mesma tive que me segurar,afinal elas haviam sido ótimas amigas durante a minha estadia na Terra de Hades.

— Adeus. — Bianca me disse — Me prometa que vai se cuidar enquanto estiver lá em cima. Eu não quero vê-la aqui embaixo tão cedo.

— Pode apostar que se eu conseguir eu não voltarei aqui para o Hades tão cedo. — falei com um sorriso fraco nos lábios — Mas isso não significa que eu não irei evocá-las.

— Dione, eu gostaria que tu me prometeste uma coisa também. — disse Zoë — Se esse teu plano não falhar, me prometa que quando estiver lá encima irá viver— eu franzi a testa — porque a vida é a maior dádiva que nos foi dada. Então não tenha medo de se arriscar nunca e ame a tua vida com todas as forças antes que ela lhe seja tirada. Tu fostes a guerreira mais brava que eu conheci, e não quero que agora tu tenhas medo. Seja como quando tu vivias.Não tenha medo de correr riscos,continue a enfrentar o mundo com o peito aberto. — ela pigarreou e forçou um sorriso — E não te esqueças de puxar a orelha do Percy por mim.

— Eu juro pelo Estige que farei tudo que você me disse. — falei. Um trovão ribombou ao longe — Eu nunca tive medo, não é agora que eu vou ter.

Bianca pronunciou alguma coisa que me soou incompreensível para mim, mas totalmente compreensível para Zoë. Ela abraçou Bianca e eu acenei para ela. Zoë desenhou adeus com os lábios e eu comecei a me afastar.

— Não te preocupa com ela. — eu ouvi Zoë dizer para Bianca enquanto eu me afastava — A Dione está em boas mãos. As dela mesma.



Tentei ter pensamentos felizes enquanto andava até os muros do Elísio, mas era completamente impossível. O Mundo Inferior fez um mal danado para o meu astral.

Antes que eu me desse conta eu já havia chegado lá.

Aqueles muros eram simplesmente enormes. Eu nunca ia conseguir escalá-los. Mas quem falou de escalar?

— O último obstáculo. — eu disse para o muro

Eu juro pelos deuses que se o muro tivesse me respondido eu teria morrido outra vez. Eu tive uma experiência anterior bem traumática. Eu explico: quando eu cheguei ao Elísio eu comecei a me lamentar perto de um arbusto que tentou me consolar.No final eu descobri que se tratava apenas de um cara muito idiota (que ganhou de mim dois olhos roxos de presente) escondido atrás do tal arbusto,mas mesmo assim aquela experiência me deixou um pouco chocada.

Olhei ao meu redor. Eu estava no canto mais escuro do paraíso, nenhum daqueles espíritos dentro daquela bolha de felicidade iria me encontrar ali. Sorri levemente e comecei a executar meu plano.

Notas finais
Então oque ahcaram?Comentem!!!!!
P.S:Vou postar sempre que der,por isso pode demorar um pouco,tenham paciencia galera.