Notas iniciais
Olá semideuses,mais um capítulo para vocês.Desculpem a demora é que meu computador pifou e eu demorei eras seculais para concertar.
Gostaria de agradecer a fofa da Redbird pelo primeiro comentário da minha vida,aos leitores e a vocês que favoritaram a minha Fanfic,beijinhos
Agora eu quero ver se eu posto um capítulo toda semana.Tomara que eu consiga.

POV DIONE

Meu plano estava funcionando tão bem quanto eu imaginei que funcionaria.

Uma dupla de ghouls de mantos negros havia me levado até uma pequena sala circular feita de obsidiana negra. Bem no centro da sala havia um pedestal grego com cerca de um metro de altura. Sobre ele repousava uma bacia quadrada feita de prata cheia de um líquido lilás responsavél pela única iluminação no recinto.

Curiosa como sempre,eu andei até a bacia e olhei dentro dela. O fundo era cheio de cascalhos coloridos e sua superfície era cheia de bolhas.

Agora você irá rever, disse uma voz máscula que eu reconheci imediatamente, seus últimos dias no mundo mortal.

– Você... — falei

Eu, ele disse. Agora olhe para o reciptáculo.

– Mas...

OLHE PARA O RECIPTÁCULO!

Eu resolvi obedecer. Acredite, se um deus assustador como aquele gritasse com você daquela maneira, você também teria olhado para o tal receptáculo — ou bacia, chame da maneira que quiser.

A água tremeluziu e um lindo medalhão dourado apareceu boiando em sua superfície. Eu estendi a mão para pegá-lo e assim que meus dedos o tocaram, uma forte luz iluminou todo o local e eu me senti como se estivesse me desintegrando.

Cada célula do meu corpo pareceu se separar e tudo a minha volta tremeu. Depois de alguns instantes tudo voltou ao normal, me deixando uma dor lancinante na cabeça, o desejo de vomitar até os pulmões e um fraqueza incomoda.

Assim que eu abri os olhos,meu coração apertou-se. Eu estava de volta.

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Aquele dia estava realmente lindo. O sol brilhava alegremente no céu. A diversão estava visível em todos os cantos, na verdade era quase possível ver a diversão correndo por aí.

Hoje era o meu último dia de aula. O ano fora estranhamente calmo. E amanhã eu iria para o meu lugar favorito no mundo inteiro: o Acampamento Meio-Sangue.

Sim, eu era uma semideusa, filha de Poseidon, o que automaticamente me tornava a meio-irmã mais nova do Percy e do Tyson e meio-irmã muito mais nova do Tritão. E ainda tinha a minha irmã gêmea, a Thalita (a criatura mais chata da história da chatura).

Eu estudava no Colégio Ateniense de Educação Preparatória (seja lá o que isso signifique). Ele não ficava em Atenas, ficava em Nova York mesmo. E também não fora criado pela deusa da sabedoria. Tinha esse nome porque a fundadora havia decidido que nós meros alunos devíamos nos tornar tão sábios quanto Atena.

Nossa mãe havia ido nos buscar na escola. Eu vi o carro dela assim que saí da escola acompanha pela Thalita — que no momento em questão estava falando mais rápido do que a Rachel . Atravessamos a rua e sentamos no banco de trás. Minha mãe tinha umas regras básicas em relação ao seu veículo:menores de dezenove anos sempre vão atrás e nunca,em hipótese nenhuma ouse sujar ou arranhar a parte exterior ou interior do carro ou você irá visitar Hades mais cedo.Fazer o quê da vida?Minha mãe amava aquele carro mais do que as filhas dela.

— Oi. — disse nossa mãe — Como foi o dia de vocês na escola?

— Incrível!A professora de teatro disse que eu sou ótima quando o assunto é fazer as pessoas rirem, ou seja, ela quis dizer que eu sou uma ótima atriz e estou fadada ao sucesso... Quem sabe eu não participo de um comercial,ou seriado,ou novela,ou reality show?Melhor um filme ou musical da Broadway! Agora ela é oficialmente minha professora favorita!Já estou ansiosa pelo ano que vem!Ainda bem que a minha clone não fez nenhuma besteira esse ano e nós não fomos expulsas, assim poderemos voltar no próximo ano. — disse Thalita, falando mais rápida do que a velocidade da luz.

Minha “querida” irmã tinha essa mania de falar que eu que eu era a clone dela só porque nós somos gêmeas. Você precisava ver do que eu chamava ela quando não havia nenhum adulto responsável por perto...

— Lamento te informar, mas ela não estava elogiando você. — falei, revirando os olhos — Ela disse que você era boa em fazer as pessoas rirem porque você estava fazendo a turma inteira rir das suas palhaçadas. E ela estava mais brava do que um cachorro com raiva!

Thalita me deu uma forte cotovelada nas costelas enquanto me chamava de invejosa.

— Ai! — reclamei — Sua praga dos infernos! — dei um tapa na nuca dela.

Em menos de meio segundo nós estávamos nos socando no banco de trás. Brigávamos como dois gatos de beco e nossa mãe tentava nos separar a força.

A porta a minha direita abriu.Eu e Thalita paramos com a agressão mútua e Lorenzzo entrou,sentando-se no meu lado.

— Obrigado por esperar Sra. Rickelme. — ele suspirou — Diferentemente dessas malditas filhas de Poseidon

Lorenzzo era filho de Ares, mas tinha pouquíssima coisa haver com o seu pai. Inclusive a aparência.Ele era tão branco quanto a neve,seus cabelos eram de um negrume incrível,seus olhos eram azuis como água e seus lábios tinham um tom avermelhado.Tinha alguns músculos e apesar de lutar bem,evitava ao máximo entrar em brigas.Mas quando entrava fazia o adversário se arrepender de ter nascido.Resumindo: ele era a versão masculina da Branca de Neve.

Eu o conhecia desde que eu tinha quatro anos de idade.Tenho que admitir,eu simplesmente adorava quando ele se irritava.Ele era muito criativo para xingamentos.

- A culpa não é minha!- disse Thalita bem brava. Só então eu notei que eu havia dormido e que aquela... criatura bendita havia me acordado.

- É claro que foi sua Thalita. — replicou Lorenzzo — Foi de quem então, dos deuses?

- Possivelmente. — disse Thalita convicta — A culpa é todinha deles, principalmente do seu pai.

Eu revirei os olhos e olhei pela janela. O sol já se punha e nosso carro estava preso em um congestionamento. Por quanto tempo eu havia dormido?

— Ei vocês aí do banco de trás poderiam fechar a porcaria das suas boconas? — esbravejou minha mãe — Essa droga de trânsito!Se eu ainda tivesse aquela bendita espada eu poderia descer desse carro agora e acabar com esses estúpidos.

Minha mãe também era uma semideusa. Ela era filha de Atena. Sim,eu sei.É realmente bastante irônico uma filha de Atena se apaixonar por Poseidon,devido a rixa que existem entre os dois deuses,mas ninguém — exceto aquela danadinha de Afrodite — pode controlar o amor.Então,minha amabilíssima mãe costumava "detonar" nos velhos tempos.Ela tinha sempre uma ótima tática de batalha,era basicamente invencível.Mas um dia largou tudo isso para ir em busca dos seus sonhos e no meio do caminho acabou se apaixonando pelo meu pai.

- Só quero ver agora. — falei

- Acordou preguiçosa? — perguntou Lorenzzo. Toda vez que ele estava irritado e eu dizia alguma coisa, ele se acalmava e sorria. Só porque eu gostava dele enfezado.Mas tinha esse efeito calmante sobre todos os garotos...Maldita seja Afrodite.

- Que ótimo querida. Nós estamos quase chegando em Long Island. — disse minha mãe. Eu notei que ela estava profundamente irritada — Se não fosse a porcaria desse trânsito. — ela apertou a buzina.

Lou (esse é o apelido do Lorenzzo) abriu a janela do carro e enfiou a cabeça para fora e gritou:

-EI, SERÁ QUE VOCÊ PODERIA REMOVER A DROGA DO SEU CALHAMBEQUE DO CAMINHO?EU QUERO PASSAR SUA TARTARUGA PARALITICA! — então ele enfiou a cabeça para dentro e deu com as loucas da Thalita e dá minha mãe rindo como se elas fossem... Sei lá, loucas?

- Tartaruga paralitica? — perguntei tentando não rir

- Vá para o Tártaro! — revidou Lorenzzo

- Falou o cara que até a segunda série achou que o Tártaro se tratava de um prato indiano muito pouco conhecido. — revidei

- Erre es korakas! — praguejou Lorenzzo. Eu então caí na risada. Logo ele riu também.Éramos um bando de Loucos Felizes.

- Liga não Lou. — disse Thalita — A Dione está metida assim hoje só porque o Sócrates, nosso professor de história e filosofia, deu o manual dele para a minha clone.

Thalita tinha a mania de dizer para os deuses e para o mundo que eu era a "clone" dela só porque nós éramos gêmeas. E nós não éramos iguais,éramos só parecidas.Affe,ninguém entende né?E quando ela disse que Sócrates era o nosso professor de história e filosofia, ela estava falando do Sócrates mesmo, aquele Sócrates.

A menor menção do Manual de Sócrates, minha mãe freou o carro, quase batendo no da frente. Ela se virou para trás com uma cara para lá de feliz.

- Você não pode estar falando sério. — disse ela

- Pode apostar que eu estou falando seriíssimo mãe. — garantiu Thalita

- Di Immortales!Você me daria à honra de ver esse manual Dione? -perguntou minha mãe. Ela me lembrava uma criança cujo os pais loucos haviam lhe dado todos os doces que existiam no mundo como presente de aniversário — Esse manual tem as respostas para praticamente todas as perguntas que um semideus pode vir a fazer em vida. — Viu só?Não falei que ela era neta de Atena?

Eu assenti.

- Sra. Rickelme, tem uma questão que sempre me deixou intrigado. — disse Lorenzzo — A senhora é uma semideusa, então deve ter dislexia. Como a senhora consegue ler e escrever desse jeito por tanto tempo?

Minha mãe virou-se para frente e apertou tanto o volante que os nós dos dedos ficaram esbranquiçados. Ela voltou sua atenção para o trânsito.

- Em primeiro lugar, senhora é a sua mãe garoto. — ela disse finalmente — E você não entenderia se eu te contasse.

Lorenzzo assentiu.

Minha mãe permaneceu o resto do trajeto quase muda,falando somente algumas poucas vezes enquanto o trânsito continuava a irritá-la e três meios-sangues discutiam,riam e faziam brincadeiras realmente muito ridículas no banco de trás do carro.

Quando nós chegamos na nossa mansão (sim eu disse essa palavra mesmo. Minha mãe era uma escritora famosa e dona de uma livraria-café, o que nos garantia estabilidade financeira) já era noite, e nós nem pestanejamos quando nossa mãe disse que o melhor era pernoitar ali e ir para o Acampamento somente no outro dia.

Nós tomamos banho e comemos a maravilhosa comida grega que minha mãe tinha feito; da maneira que nós gregos gostamos. Sim eu disse nós gregos. Assim como nossa mãe,eu e Thalita nascemos em Atena na Grécia e nos mudamos para os Estados Unidos quando tínhamos três anos de idade por causa do Acampamento.

Durante o resto da noite nós quatro jogamos Super Banco Imobiliário, Detetive e algumas partidas de pinochle. E depois que minha mãe foi se deitar e nós ficamos sem a supervisão de um adulto responsável, eu, Thalita e Lorenzzo fomos até a piscina jogar umas partidas do nosso jogo favorito: Pega e Afoga. Como eu e minha (arght!) irmã éramos filhas do rei dos mares, sempre vencíamos, ao contrário que Lorenzzo, que no final do jogo devia estar até com a alma molhada.

Quando o relógio marcou três horas da manhã nós fomos nos deitar, cada um em seu respectivo quarto. Sim, o Lorenzzo tinha um quarto na minha casa porque Zeus ordenou que carregássemos aquele idiota para todo qualquer canto. Vai entender...

Eu mal havia me deitado quando comecei a ter pesadelos.

Sonhei com um garota. Ela usava uma túnica grega sem mangas que estava em farrapos e somente um dos seus pés estava calçado com uma sandália velha enquanto o outro tinha correntes. Sua pele era bronzeada, seus olhos eram de um verde aquático e seus cabelos eram de coloração castanho arruivado.

Mas o que mais me chamou atenção era que a garota estava ferida em todos os lugares visíveis e caída de lado imóvel em um chão de terra. Mesmo ela não estando respirando eu sabia que ela estava viva.

O resto do local era todo encoberto por sombras e eu não pude saber onde aquilo ficava. Só sabia que me lembrava vagamente uma caverna.

— Abra a caixa. — disse uma voz feminina direta e fria do meu lado, o que me fez ter um sobressalto.

— Eu não irei abrir nada para você! — a garota gritou

— Abra e eu a libertarei. — disse a voz

— Você não irá me libertar! — a garota disse mais fraca — Você sabe que eu sou a única que posso abrir aquele maldito portal para você e eu não vou fazer isso, eu não vou soltar aquela besta mais uma vez sobre a face da terra sua imunda!

— Você está minha querida. — disse a voz sádica — Você não é a única que pode abrir essa caixa, eu apenas ainda não localizei a outra sacerdotisa. Reze para eu nunca achá-la assim você poderá continuar viva.

A garota começou a resmungar em grego.

— Querido por que você não vai lá e mostra como nós fazemos com quem desobedece as nossas ordens? — disse novamente a voz — Quem sabe assim ela não resolve abrir a boca.

Uma sombra se materializou da escuridão e começou a andar em direção a garota. Eu não podia ver seu rosto, ela era apenas um punhado de sombras com silhueta humana que andava. E estalava um chicote elétrico no chão.

A sombra se aproximou da garota e lhe deu uma chicotada. O grito dela foi tão doloroso que era como se eu houvesse levado aquela chicotada no lugar dela, eu cheguei a sentir até aquela dor nada agradável da eletricidade perfurando meu braço e aquilo foi o suficiente para me fazer acordar.



Quando eu abri os olhos vi que não estava mais deitada na minha cama confortável e sim estirada no chão do quarto.

Eu estava suada e meu braço direito latejava. Quando eu o verifiquei quase morri.

No meu braço havia uma cicatriz longa e fina, que serpenteava do cotovelo até o pulso que parecia ter sido feita por um chicote. Mas não um chicote comum.Um chicote elétrico.



Notas finais
Aí galera,foi mau pelo capítulo pequeno,mas eu fiquei com muita preguiça de postar o resto.Quem sabe amanhã tem mais?
Quero pelo menos seis comentários senão eu não posto o próximo hein?
Tenho a necessidade de descobrir o que se passa na mente de vocês.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.