A Lei Do Casamento.

8 Sentimentos... e teste.


Pov Severo.

Eu noto tardiamente que uma aluna tinha ficado para trás, eu tive que me segurar para não correr como uma criança assustada. Eu pego o livro que está a minha frente e o abro na esperança que ela ache que eu estou ocupado e vá embora.

– Professor Snape?

Ou não.

– Sim, senhorita Granger. – eu digo sem olhar em sua direção.

– Podemos conversar?

– Eu preferiria que não.

– Acho que não estou lhe dando está opção. – ela diz categoricamente, me fazendo olhar espantado em sua direção devido ao seu tom. Eu a vejo reunir suas emoções como se estivesse preste a chorar, e eu me vi querendo abraça-la e tentar lhe dar algum conforto.

Por que de repente eu tinha a impressão que estava lutando uma batalha perdida?

– Como disse? – eu me vejo perguntando, vendo seus olhos luzirem em determinação.

Parecia que ela não desistiria tão fácil. Suspirei pesadamente colocando meus dedos em meus templos fazendo leves compressões.

– Dor de cabeça? – ela pergunta suave, eu somente aceno de forma positiva. — Não estou surpresa Neville pode dar uma tremenda dor de cabeça ao tentar lhe passar instruções.

– Você deve saber bem, já que gasta a maior parte de minhas aulas de poções lhe dando instruções apesar de minhas ordens expressas. – eu digo sarcástico.

– Autodefesa. – ela diz sombriamente me fazendo arquear a sobrancelha em surpresa com seu tom. – Não me olhe assim, não é você que tem que se sentar ao seu lado temendo o que ele vai fazer a seguir. Não tem idéia de quantas vezes eu tive que para-lo antes que fizesse toda sala explodir. Ele deveria ser proibido de mexer em poções.

– Eu concordo. – eu digo realmente surpreso com seu desabafo.

Ela continua a me olha fixamente. Eu vejo algumas mechas de seu cabelo escapando de seu rabo-de-cavalo improvisado e minhas mãos coçam para coloca-los de volta no lugar, meus olhos desviam de seus cabelos a vendo respirar profundamente fazendo seu peito subir e descer com o movimento me fazendo mexer desconfortável em minha cadeira por ter as calças subitamente apertadas.

Como é que ela fazia isso?

Ela sequer estava fazendo algo para chamar atenção ou mesmo tentando me seduzir.

Eu precisava que ela fosse embora. Eu precisava ficar sozinho ou acabaria fazendo algo que não teria volta.

Eu desvio meus olhos dela e volto a abrir o livro em minhas mãos, em uma vã tentativa de fazê-la ir embora.

– Professor?

Merda! Por que ela simplesmente não pega a dica e vai embora?

– Sim, senhorita Granger. – eu digo friamente olhando para ela. Ela, no entanto, apenas me olha com suas feições compostas, mas eu posso ver seus olhos luzindo diversões.

O que a fazia tão divertida?

– O livro é interessante? – ela pergunta inocentemente, indicando com a mão o livro em minha mão, e apesar de sua pergunta inocente algo em seus olhos me faz estreitar meus olhos em desconfiança em sua direção.

Eu não conseguia entender o motivo de sua pergunta.

– Sim. Eu costumo ler apenas livros de meu interesse, os com intuitos acadêmicos ou mesmo os relacionados com as Artes das Trevas, esses, contudo, se encontram em meu acervo pessoal muito bem guardado, eu asseguro. – eu digo a guisa de explicações, antes que ela tivesse idéias sobre ler tais livros sem meu conhecimento, visto que não seria a primeira vez que ela pegava algo que não lhe pertencia. Eu ainda não aceitava como ela podia ter a coragem de ‘roubar’ ingredientes de meus armazenamentos de ervas para poções, mesmo que fosse para ajudar seus amigos idiotas. – Agora se me dá lincensa.

Eu volto ao meu livro, meus olhos incapazes de se concentrar em uma única linha, ou mesmo uma única palavra. Eu quase olho para cima pelo silencio interposto, pois sei que ela continua no mesmo lugar.

– Acredito que esse livro não deve ser muito bom porque não conseguiu lhe prender a atenção. – ela diz risonha.

– Eu posso saber o que a faz pensar dessa forma? – eu digo mais uma vez olhando em sua direção.

Por que raios ela se sente tão divertida? Eu me pergunto mais uma vez.

Ela deu a volta na mesa se aproximando lentamente em minha direção, olhando distraidamente o livro em minhas mãos. Eu sequer podia tirar meus olhos dela. Ela se inclinou por sobre meu ombro e algumas mechas de seu cabelo roçam em meu braço como uma caricia.

Sândalo. Ela cheirava sândalo.

Eu arranho minha garganta em um pigarro e ela me olha fixamente e de repente eu me vejo em uma perda de palavras. Ela estava tão perto... Eu penso em todos os fatores a considerar, nos vários problemas em ficar com ela. A diferença de idade, seus amigos, estes sendo os mais óbvios. O menos obvio era que eu não merecia ela.

Mesmo ela afirmando que queria se casar comigo, ela era jovem demais para saber o que ela de fato queria, e quando ela amadurecer mais um pouco e tiver noção do que realmente quer, o que ela quer não serei eu.

Pergunto-me se ela me queria mais do que apenas ter que cumprir a lei. Talvez eu devesse testá-la para saber o quanto ela deseja-me para marido ou se qualquer um serviria.

Ela dá um passo mais a frente e eu posso sentir a fragrância de seu shampoo.

– Senhorita Granger qual é..? – Eu digo tentando fazê-la recuar, contudo, ela leva uma mão em meu rosto, e eu nada faço para afasta-la, cativo em seus olhos, perdido em palavras.

Ela olha meus olhos, minha boca, e meus olhos novamente. Ela se inclina um pouco em minha direção, e mais uma vez eu não faço nada para afasta-la, mesmo sabendo que isso era imprudente.

Ela roça seus lábios nos meus, apenas um leve roçar, sem sequer desviar seus olhos dos meus. E se afasta apenas um pouco, desviando seu rosto de forma que seus lábios fiquem a milímetros de minha orelha.

– O livro não deve ser interessante porque ele se encontra de cabeça para baixo. – ela sussurra em minha orelha.

Livro? Que livro?

Então eu chego à realização do que ela me dizia e apressadamente olho o livro em minha mão, e para minha mortificação ela está correta. O livro se encontra de cabeça para baixo.

Antes que eu possa dizer alguma coisa sarcástica para negar o obvio, ela cobre meus lábios com os dela e antes que eu mesmo me parasse eu a envolvo em meus braços e a seguro pertinho de meu corpo aprofundando o beijo e para meu total assombro eu estava completamente excitado.

Sinto suas mãos deslizar pelas minhas costas, indo até meu pescoço, arranhando levemente com suas unhas, me fazendo suspirar de encontro a seus lábios.

Isso não pode está acontecendo. Eu penso. Estou sonhando. Eu não posso está tocando Hermione Granger ou mesmo deixando-a me tocar. É um... Oh! Esse é um ponto sensível, eu deveria dar 20 pontos para Grifinória por ela encontrar esse.

Eu mordisco seu lábio inferior, enquanto ela arfa em busca de ar, e vou distribuindo beijos em seu pescoço, me erguendo da cadeira a levando junto comigo, eu não chego a dar três passos e logo estou imprensando ela de encontro à parede mais próxima. Eu deslizo minhas mãos por sua perna e a ergo enroscando suas pernas em minha cintura, e nesse momento eu sinto o calor irradiar de sua intimidade de encontro a minha me fazendo gemer antes de tomar seus lábios nos meus mais uma vez.

Parecia que eu nunca tinha o suficiente dela. Cada toque, cada beijo, cada suspiro. Eu queria ver seu sorriso, ouvir seus desejos mais profundos, afastar seus medos, assegurá-la ao meu lado... eu a amava.

Choque percorrendo meu corpo.

Amava? Eu amava Hermione Granger?

– Severo? – eu escuto meu nome deslizar de seus lábios diante de minha parada brusca do estávamos fazendo. Confusão atada a sua voz. No entanto, estou muito concentrado em minha recente descoberta.

Eu a amava.

Quando isso aconteceu? Eu acaricio sua bochecha com meus dedos, segurando sua nuca firmemente com minha outra mão.

Eu encosto minha testa de encontro a sua e fecho meus olhos. Havia silencio ao fita-la nos olhos novamente.

Eu encosto meus lábios nos seus mais suavemente, em um beijo delicado, apenas degustando de seu sabor assistindo ela em meus olhos semicerrado. A emoção dos sentimentos por ela me deixando louco. Eu sabia que tinha que parar antes que as coisas fugissem de controle mais uma vez. Eu roço meus lábios nos delas uma última vez antes de deslizar seu corpo até o chão e me afasto alguns passos ao constatar que ela pode ficar firme em suas próprias pernas.

– Você vai se atrasar para sua próxima aula. – eu digo com uma voz plana e calma, o que era um contraste com o que eu sentia.

Eu queria dizer que a amava e leva-la aos meus aposentos e faze-la minha e ninguém iria poder vê-la nos próximos dias, pois ela estaria bastante ocupada em minha cama.

Talvez um teste fosse necessário.

– Mas precisamos conversar. – ela diz suave.

– Não, não precisamos. – eu teimo, e volto a me sentar em minha mesa.

Lembranças rodavam em minha cabeça.

Eu ainda me lembro da primeira vez em que bati meus olhos nela. Seus olhos brilhantes e ávidos para conhecimento, ansiosa esperando sua vez para experimentar o chapéu e depois a jovem corajosa que se mostrou em tempos de guerra e sem me dar conta eu havia desenvolvido um grande respeito a ela e quando ela voltou a Hogwart para seu sétimo ano, ela já não era a menina franzina e de longe uma adolescente desengonçada.

Eu a tinha visto cruzar o corredor com suas malas em sua chegada em suas roupas de trouxas e pela primeira vez eu notei que ela tinha curvas. Curvas que era encobertas pelo uniforme escolar eu pude visualizar enquanto ela caminhava com seu short jeans e camisa branca, mas que na ocasião eu despertando certa parte de minha anatomia masculina, mas eu tinha afastado os pensamentos para longe. Ela era minha aluna e eu não deveria ter pensamentos impróprios sobre ela.

– Você não pode está falando sério. Depois do que houve... Você não vê? E mais uma coisa a favor para que nos case. Não é como se fossemos indiferente um ao outro. – ela diz exasperada.

Talvez eu devesse me casar com ela... Era obvio que nós nos sentíamos atraídos um pelo outro, talvez isso ajudasse. Ela não poderia fingir isso, poderia?

– Professor?

Ela podia vir a me amar um dia, mas será que ela poderia lidar com minha personalidade? Eu bem sabia que não era uma das pessoas mais agradáveis para se lidar, se bem...

– Professor?

– Senhorita Granger um casamento entre você e eu nunca irá acontecer. – eu digo calmamente.

Ela me olha com atenção, piscando algumas vezes como se minhas palavras estivessem se afundando em sua mente. Mais uma vez lagrimas brilham em seus olhos, no entanto ela não se move.

– Granger! – eu grito, surpreendendo ela. — Preste atenção a minhas palavras.

– Sim, senhor. – ela diz mansamente, me fazendo sentir culpado.

Eu tinha que fazer isso. Eu tinha que testá-la. Eu não suportaria ela se arrepender de sua escolha e viesse me odiar em alguns meses depois do casamento. Eu tinha que mostrar meu lado mais desagradável e cruel.

– E você deve ser senhorita Granger.

– Eu fiz algo errado? – ela perguntou baixinho.

Merlin! Como eu quero te beijar...

– Isso é importante? – eu pergunto friamente.

– É importante para mim.

– Não você não fez. Agora você deve ir...

– Você está com raiva por que eu te beijei, não é você?

Não, mas eu quase desejei que não parássemos só nos beijos...

– Não eu não estou, mas acredito que essa discursão não seja apropriada, eu sou o seu professor e você é minha aluna.

– Mas eu achei...

– Eu sei bem o que achou, mas sinto informa-la que está enganada, e sim eu sou um bastardo, mas acredito que já saiba disso bem antes do tal incidente. – eu digo gélido, olhando seus olhos ficarem marejados. É só um teste, desculpe-me. – O que esperava? Estava esperando eu me ajoelhar diante de você e proferir votos de amor? – eu zombo. – Você é minha aluna e nada mais.

Merlin, eu me sinto horrível sobre isso...

– Mas...

– Ir embora, senhorita Granger. – eu digo abrindo a porta, vendo seus amigos do outro lado do corredor, olhando preocupados em nossa direção.

Ela anda em direção à porta, seus lábios tremiam e lagrimas escorria em seu rosto.

Não! Não chore.

Eu nunca me senti tão culpado em minha vida. Eu mesmo não conseguia esconder minha expressão de pesar e culpa.

Oh céus! Desculpe-me Hermione. Eu não quis dizer isso. Diga a ela! Diga! Minha mente gritava.

– Desculpe por ter incomodado, senhor. – ela murmura ao passar por mim em soluços indo em direção a seus amigos.

– Senhorita Granger? – eu a chamo preocupado, mas ela me ignorou e correu em direção a seus aposentos, tendo seus amigos atrás dela.

Eu sinto muito.

Merda! Merda... Merda.

Eu fiz tudo errado. Eu penso sentando em minha cadeira pesadamente.

Pov Hermione.

Eu corri para o quarto que eu dividia com Ginny e mais duas meninas, tendo meus amigos ao meu encalço.

– Ah Hermione, eu sinto muito. – Diz Ginny sentando ao meu lado na cama. – Por um momento eu achei que ele poderia vir a gostar de você.

Eu olho para ver que somente Ginny havia entrado no quarto. Meninos! Eles podiam enfrentar o senhor das trevas, mas quando se tratava de uma menina chorando...

– Não se sinta mal Ginny. – eu digo limpando minhas lagrimas de meu rosto com um grande sorriso.

– O que? – ela pergunta confusa.

– Sei que Snape gosta de mim. Eu não sou estupida. Ele apenas está assustado. Ele acha que me tratando como ele costuma tratar todos os outros eu irei correr para ele, provando que eu quero realmente ele apesar de seu comportamento. – eu digo presunçosamente. – Dois podem jogar esse jogo. Eu vou fazê-lo se sentir culpado pelas palavras ditas a mim, vamos ver se ele gosta e aí veremos se ele vai ou não vai me pedir para me casar com ele.

Ginny me olhava com descrença. Eu tinha forjado minhas emoções. Eu Hermione Granger fiz Severo Snape se sentir culpado por ferir meus sentimentos. Foi brilhante.

– Você realmente me fez acreditar, Hermione! – Ginny disse chocada e de repente riu.

– Espero que sim. Isso quer dizer que eu fiz direito. – eu digo astuta com um sorriso enfeitando minha face.

– Você devia estar na Sonserina. – disse ela. — Você viu o olhar no rosto de Snape? Ele olhou horrorizado que ele tinha quebrado seu coração. – Ginny riu.

– Isso é o que ele recebe por brincar comigo! Eu não dou à mínima se ele está me testando ou não! Vamos ver quanto tempo leva para ele pedir desculpas. – Eu digo com um sorriso.

– Eu dou uma semana. – ela diz.

– Eu dou até a meia-noite. Se ele sente alguma coisa por mim, ele não vai esperar muito tempo para pedir desculpas.

Agora, tudo o que tinha de fazer era jogar a triste história de soluço na frente de Snape e fazê-lo se sentir culpado sobre como ele me tratou. Era hora de ensinar-lhe uma pequena lição sobre o que ele estava brincando com.


Notas finais
É Severo não tem idéia com quem está lidando, mas ele bem que merece, não é mesmo? rsrsrsrsrsrs Espero que tenham gostado do capítulo. COMENTE. Beijos e até o próximo capítulo.