A Lei Do Casamento.
9 A carta.
Notas iniciais
Pov Hermione.
Era perto da meia noite quando eu e Ginny estávamos em nosso quarto terminando de nos aprontar para dormir.
– Você acha mesmo que ele vai pedir desculpas? – Ginny perguntou em duvida.
– Sim, eu tenho. – eu respondo confiante.
– Como você sabe que ele gosta realmente de você? Quero dizer, às vezes ele olha para você de um jeito, mas...
– Porque ele não teria respondido meus beijos com tanta intensidade se não sentisse algo por mim.
E não teria reagido da forma que reagiu em sala de aula só porque Rony estava com os braços ao meu redor. Eu penso para mim.
Pena que ele era teimoso demais para aceitar e seguir o que ele sentia, pois isso certamente facilitaria.
– Entendo. Mas por que será que ele reluta tanto com isso? – Ginny pergunta a ninguém em particular, deitando em sua cama que ficava ao lado da minha em um tom baixo para não acordar as outras alunas que já dormiam profundamente.
Suspirei ao pensar nisso.
– Acredito que ele, de certa forma, não acha que alguém possa amá-lo... E depois de ter entregado primeiramente seu coração a uma garota e não ter sido correspondido, creio que ele deva ter ficado meio cético com o sexo oposto, quero dizer, Lilian preferiu o atleta ao invés de um... Nerd. Acho que para ele é difícil acreditar que outra pessoa possa querê-lo pelo que ele é.
– E você o ama? – Ginny pergunta curiosa.
– Eu... – eu o amava? Ele era frio, sarcástico, mal-humorado... Mas eu tinha que reconhecer que ele beijava maravilhosamente bem... Seus beijos fazia me ansiar seu toque... Seu toque fazia minha pele arder em chamas... E ele era inteligente, era ótimo para conversar, bonito... – Sim, eu o amo.
Ginny me olhava surpresa com a veracidade de minhas palavras.
– Mesmo?
– Sim. Há alguns anos eu tive uma leve queda por ele que com o tempo passou a ser admiração e com a guerra esse respeito aumentou consideravelmente, mas acima de tudo gosto de seu intelecto, sua personalidade mesmo não sendo tão agradável na maior parte do tempo... – ‘na maior parte do tempo?’ eu ouvi Ginny perguntar, mas optei por ignorar e continuei. -... Sim, eu o amo.
Nesse momento uma carta saiu da lareira que ficava no quarto e flutuou até a minha cama. Ao ver a caligrafia elegante, eu sorri largamente.
– É dele. – eu disse abrindo a carta.
–Por sua causa, espero que ele tenha escrito algo agradável.
Eu leio suas palavras e volto a olhar Ginny com um grande sorriso em meu rosto.
Ginny com grande curiosidade praticamente salta da sua cama e senta em cima da minha, quase quicando no lugar, e eu lhe entrego a carta, no qual ela passa a ler rapidamente.
– Hermione, ele está completamente apaixonado por você. – ela diz animada. – O que vai fazer?
– Eu não sei. Acho que vou deixa-lo em espera um pouco mais. Não irei facilitar, quero que ele realmente pense que feriu meus sentimentos.
– Mas não vai responder sua carta? – ela pergunta confusa.
– Não. Vou fingir que queimei a carta, antes mesmo de lê-la. E eu vou precisar de ajuda com isso.
– Pensei que você havia dito que o amava?
– Eu o amo, Ginny. Mas ele vai ter que entender que não pode me tratar como ele trata seus outros alunos e as demais pessoas. – sim, eu podia amar Severo Snape, mas se ele achava que podia me tratar mal, ele iria aprender uma lição.
– O que você precisa?
– Em primeiro lugar, você vai me ajudar a falar com Rony e Harry amanhã cedo e então falaremos sobre como irão me ajudar.
Eu só espero que eles aceitem bem o que eu iria dizer a eles. Eu pensei antes de cair no sono.
Pov Severo.
Como eu podia ter tratado a pessoa que eu amo dessa forma? Ela jamais iria me perdoar.
Ela iria arrumar outro para se casar e eu só poderia culpar a mim mesmo.
Merda!
O dia finalmente chegou a seu fim e eu pude me recolher a meus aposentos.
Com uma pena em uma mão e um pergaminho na outra eu escrevo uma carta.
Cara senhorita Granger.
Eu sinto que talvez eu tenha sido um pouco frio em minhas palavras a você mais cedo... Eu realmente não queria fazê-la chorar. Perdoe-me pelo meu mau humor tirar o melhor de mim. Não estou zangado com você. Espero que não esteja com raiva de mim... Por favor, caso queira conversar sinta-se a vontade para vir até mim...
Sinceramente, Severo Snape.
Coloquei a carta em um envelope, deixando a flutuar até a lareira e sumir, indo de encontro a seu destinatário.
Eu não sei dizer quanto tempo se passou enquanto eu esperava uma resposta em retorno até que uma mão repousa em meus ombros.
Minerva.
– O que há de errado com você Severo?
– Nada.
– Não tente me enganar. Qual é o problema? Tem haver com a senhorita Granger?
– Não é nada, Minerva.
– Aparentemente é algo. Foi me dito que a senhorita Granger saiu de sua sala aos prantos. O que foi que você fez?
– Por que toda vez que algo acontece, todos presumem que fui eu? – eu pergunto exasperado.
– Bem, porque na maioria das vezes... Você é a causa dele. Eu tenho certeza que é melhor do que pensa. – ela diz em conforto.
– Oh! Minerva, suas palavras são um conforto para mim. – eu digo sarcástico.
– Ah! Cale a boca e me diga logo o que fez. – ela disse exasperada.
Eu suspiro em derrota. Eu conhecia Minerva o suficiente para saber que ela não iria desistir facilmente.
– Eu fui cruel e frio com ela. Eu disse-lhe que ela era nada mais do que uma aluna e que nada iria acontecer entre nós. Que eu jamais iria me casar com ela. – bom, pelo menos era a essência do que havia acontecido, não acho que ela precisasse saber os detalhes.
– Por Merlin! Mais por que fez isso?
– Eu estava testando ela. Eu queria ver se realmente ela queria algo comigo apesar de minha... Personalidade encantadora. – eu zombei.
– Você queria que ela corresse atrás de você apesar de fazer de tudo para afastá-la. – suas palavras não saíram como pergunta, mas como uma declaração.
– Bem... Eu não iria... É que... – eu gaguejei.
– Severo, você é um idiota!
Devo dizer que sua explosão me pegou de surpresa. Eu não esperava ela me dizer isso. Pelo menos não verbalmente. Abri minha boca, fechando-a novamente ao vê-la com uma das sobrancelhas erguida e seus lábios em uma linha fina. Eu sabia melhor do que provocar Minerva mais do que permitido, ainda mais quando um de seus filhotes Grinfindor estava envolvido.
– Mmmmmm e como é que você está indo me ajudar... agora?
– Severo, com que diabos você achou que Hermione iria correr atrás de você? Você achou que ela era tão estúpida? Você achou que dizendo ‘cai fora’ e logo depois ela estaria rastejando atrás de você?
– Maldição! O que eu devo fazer agora? – eu digo já perdendo a paciência.
– Em primeiro lugar eu sugiro que você não a procure hoje à noite, ela estará mais calma amanhã de manhã, porque ela pode estar inclinada a rasga-lo parte por parte está noite depois de trata-la dessa forma. – eu sinto minhas bochechas corarem levemente em suas palavras acaloradas. Ela respira profundamente antes de continuar mais branda. – Em segundo lugar, você deve pedir desculpas...
– Desculpas! Mas eu lhe enviei uma carta. Eu escrevi dizendo que estava arrependido e que se ela quisesse vir e falar comigo, ela podia vir a mim.
– Se ela não escreveu de volta, então sugiro que a deixe em paz ou então eu sugiro que você descubra seu lado mais romântico que você tem e o use. Sugiro flores, caixa de bombom, livros...
– Maldição!... Mais que merda! – resmunguei comigo mesmo.
– A culpa é toda sua, seu grande idiota! Se você tivesse sido agradável para ela, você não estaria nessa situação e já estaria casado com ela.
Como se eu não soubesse sua bruxa velha!
– Eu vou pensar em algo. – eu resmungo.
– Não se preocupe Severo, se era para ser em seguida, isso vai acontecer. – ela disse com um sorriso entre divertido e satisfeito saindo dos meus aposentos.
Eu olhei a porta fechada e depois a lareira. Nenhuma resposta.
Eu falaria com ela amanhã.
Pov Minerva.
Hermione, sua menina danada!
– Eu tenho uma Sonserina entre meus filhotes. – eu murmuro baixinho, rindo em seguida.
Eu conhecia Hermione o suficiente para saber que ela estava tramando algo. Eu fiquei feliz em ver alguém tendo a coragem de colocar Severo em seu lugar.
Mais uma vez me pergunto ‘como eu nunca vi que Severo e Hermione são perfeitos um para o outro?’
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