A Lei Do Casamento.
10 Banho de banheira.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Hermione.
No dia seguinte, eu fingi ser indiferente na sala de aula de poções e não dirigi nenhuma palavra aos demais alunos, mesmo aos meus amigos, lançando olhares vez ou outra de forma desolada em direção ao professor Snape.
Em algumas vezes em que eu peguei seu olhar em minha direção, eu tive que me conter para não sorrir diante de seu olhar chocado e preocupado, mas eu tinha que me lembrar do motivo de está fazendo isso.
Eu só esperava que meus amigos cumprisse sua parte com perfeição.
Eu vejo pelo meu canto de olho o momento que o professor Snape desliza de sua cadeira e começa a andar na sala de aula, com a nítida impressão de inspecionar os alunos, mas posso sentir seu olhar vez ou outra em minha direção.
Nesse momento eu deixo escapar um suspiro sofrido e seus passos se apressam na minha direção, eu abaixo a cabeça de modo a encarar minha própria mesa. Era chegada a hora.
– Algo errado senhorita Granger? – ele pergunta em sua indiferença usual.
Eu olho para ele simulando surpresa com lágrimas reprimidas reluzindo em meus olhos.
– Não, professor. Não tem nada de errado. – eu digo apressada, antes de voltar meus olhos para baixo, antes mesmo que eu possa sorrir diante de seu olhar de choque absoluto. Eu não poderia sorrir.
Ele volta a sua mesa, sentando, parecendo contemplativo. Sua expressão me fez lembrar minha conversa mais cedo com meus amigos.
Flasch back on.
Eu havia acabado de contar sobre minha intenção de me casar com nosso professor de poções e por pelo menos cinco minutos eles me olhavam com descrença e choque.
Eu olhei Ginny ao meu lado, que segurava minha mão para me dar apoio dando um pequeno sorriso em minha direção.
O silencio estava me matando e antes que eu pudesse dizer algo mais Rony finalmente sai de seu estupor quebrando o silencio interposto.
– Você não pode está falando sério. – Ele disse exasperado. – Ele é... Ele é... É Snape. O morcego das masmorras, o bastão gorduroso...
– Cale a boca! Ronald Wesley. Se Hermione quer se casar com ele o mínimo que podemos fazer é apoia-la, é para isso que serve os amigos. – Ginny disse com raiva colocando suas mãos na cintura, tal qual sua mãe teria feito. Era de assustar, eu que não queria cair no lado ruim de Ginny.
– Eu acho que faz sentido. – Harry diz calmamente, fazendo todos olharem para ele como se a qualquer minuto outra cabeça fosse nascer por sobre seus ombros. – O que? – ele pergunta confuso diante de nossos olhares. – Eu acho que faz sentido. Hermione é muito inteligente e madura para garotos de sua mesma idade e se Snape vai fazer Hermione feliz...
– Obrigada Harry. – eu digo enlaçando ele em um abraço afetuoso. Aliviada pela sua aceitação.
– D-de nada... Mione. – ele diz sem jeito e um pouco corado com minha demonstração de carinho.
Meninos!
Eu me afasto um pouco e Ginny dá um beijo no rosto de Harry, o fazendo sorrir meio envergonhado em sua direção.
– Bem... – Rony começa a dizer e para ao ver que é o centro das atenções novamente.
– Ronald... – começou Ginny de forma ameaçadora.
– Tudo bem. – ele diz. – Se é o que Hermione quer, eu vou apoiá-la... É para isso que serve os amigos, não é mesmo? – ele diz defensivamente.
Eu caminho até ele e lhe dou um abraço.
– Obrigada, Rony.
– Mas eu não tenho que gostar dele. – ele resmunga ao soltá-lo.
Eu apenas sorrio de volta.
– Me diga Hermione... Como sabe que Snape gosta de você? – pergunta Harry curioso. – Bem, não é como se ele tivesse mulheres com ele o tempo todo. Na verdade, eu nunca o vi com mulher nenhuma. Ele é sempre tão sério, é difícil imaginá-lo chegando perto de alguém...
– Harry tem um ponto. – Disse Rony. – Ele pode nem gostar de mulher. – ele diz cruzando seus braços.
– Ele não é gay, Rony. E eu sei que ele sente algo por mim ou não teria, correspondido meus beijos.
– ELE BEIJOU VOCÊ? – Harry e Ron perguntaram juntos.
– Sim. – eu respondo.
– E foi bom? – Harry pergunta, ficando sem jeito com sua pergunta impulsiva.
Eu sorri de forma maliciosa. Não era necessária uma resposta. A resposta estava escrita em todo meu rosto.
– Você está pensando realmente em se casar com o morcego... Ai Ginny está doeu. – ele reclama esfregando a cabeça no local que Ginny havia lhe acertado um tapa. – É só... É Snape. Ele é feio...
– Ele não é feio Ronald. – eu digo raivosa, fazendo ele me olhar assustado e calando qualquer palavra que ele quisesse proferir.
Eu comecei a contar sobre tudo que havia se passado, desde o feitiço de alma gêmea, minha conversa com Minerva, os beijos trocados... Sem, no entanto entrar em detalhes nessa parte, eu acho que eles não ficariam muito emocionados com essa parte em particular e finalmente a carta que ele havia me enviado na noite anterior que Harry lia nesse momento.
– Deixe me ver. – disse Rony ao ver que Harry havia terminado. – Tudo bem, bem... Eu acho que... Estava errado. Talvez ele sinta algo por você. O que vai fazer?
– Quero que ele se preocupe com meus sentimentos... Quero que ele ache que me magoou.
– Você não escreveu uma carta de volta? – perguntou Ron.
– Não. Vou fingir que queimei a carta antes de lê-la. E vocês vão me ajudar com isso.
– E como vamos ajuda-la? – Perguntou Harry interessado.
– Quero que fofoquem entre si, quando ele estiver por perto. Basta mencionar o quanto eu estava chateada e o fato de ter queimado a carta sem nem mesmo abri-la. – eu explico calmamente. — Ah! Certifique de dizerem que eu estava chorando.
– De todas as pessoas para você enganar, você tinha que escolher o mais assustador. – Rony disse estremecendo levemente. – Se ele descobre...
– Ele não vai descobrir. Apenas façam como eu disse a vocês e nada vai dar errado. – eu rebato.
Flasch back off.
Eu sinto seu olhar em mim, mas eu não levanto minha cabeça para confirmar.
– A classe está dispensada. – eu o ouço dizer.
Eu arrumo meu material rapidamente e saio com a mesma rapidez, deixando meus amigos para trás, esperando que Harry e Rony façam a sua parte.
Eu ando pelos corredores sem saber ao certo para onde ir até que eu resolvo ir para meu quarto, eu estava um pouco agitada, a farsa e a mentira estava tomando um pedágio sobre mim.
Eu não queria ter que usar esse tipo de artificio, mas ele não havia me dado uma escolha. Ele precisava entender que não podia ficar me testando, que ele não poderia brincar com meus sentimentos, se eu não tivesse notado que ele estava me testando eu teria ficado realmente magoada, não que eu não tenha ficado um pouco ferida com suas desconfianças. E em parte eu até compreendia. Em parte.
Mas se eu pensei e cheguei a conversar com ele sobre nos casar, eu estava certa do que queria. E eu o queria. Como ele ainda podia duvidar? Homens! Bufei.
Cheguei ao quarto e joguei meu material em cima da cama. Será que Rony e Harry conseguirão enganar Snape? Será que ele acreditou?
Eu estava muito tensa... Talvez um banho me ajude a relaxar.
Eu pego uma toalha e me encaminho para o banheiro. Felizmente havia um banheiro nesse quarto e eu não teria que dividi-lo com varias garotas, além daquelas que dormiam no mesmo quarto. Não era um banheiro privativo, mas dividi-lo com mais três garotas era muito melhor do que trinta garotas ou mais. E a grande banheira de prata era bem convidativa.
Eu me despir calmamente, dobrando minhas roupas em uma cadeira próxima, enquanto a banheira enchia com água. Eu entro e deito na banheira deixando a água morna relaxar gradualmente meus nervos tensos, fechando os olhos com um suspiro.
Por que Severo tem que ser tão teimoso? Custava ele seguir pelo menos o que sentia, ou era tão ruim a idéia de se casar comigo? Eu tinha um pouco mais de cinquenta dias para convencê-lo, mas será que eu conseguiria?
Ahhhhh Eu queria gritar de frustração, eu já estava ficando tensa novamente. Eu respirei fundo e mergulhei meu corpo inteiro na banheira. Eu só ouvia o silencio que a água proporcionava, mas antes que eu possa colocar minha cabeça de fora eu sinto um par de mãos segurando meu braço firmemente e, como reflexo eu começo a me debater furiosamente tentando-me ver livre de meu captor, em meus movimentos bruscos em vez de empurrar eu acabo puxando o mesmo para dentro da banheira.
Eu deslizo minhas mãos para minha varinha que se encontra próxima da banheira e paro ao reconhecer as vestes negras de meu captor...
Severo Snape.
– Merda! Mas que droga você pensa que está fazendo? – eu grito com ele com raiva, esquecendo até que eu me encontrava nua.
Ele parecia aturdido, envergonhado e nervoso. Enfim prevaleceu o último.
– Cuidado com a língua senhorita Granger. Eu pensei que estava tentando se matar, mas vejo que minha preocupação era desnecessária.
Matar-me? Por que eu tentaria me matar? Eu penso confusa. Por que ele acha que eu tentaria....?
Ohhhh! Eu vou matar Harry e Rony.
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