A Lei Do Casamento.
11 Conversa acalorada.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Severo.
Durante toda a minha aula, ela não disse nenhuma palavra, absolutamente nada. Nenhuma conversa sussurrada entre seus amigos, nenhum comentário sobre o fato de eu ter dado como lição as funções das pedras lunares, tema que já fora estudado na aula passada... Em outro momento ela já teria levantado a mão para dizer que o assunto já fora abordado... Mas nada veio dela, nenhuma cintilação, nenhum som... Absolutamente nada.
Eu comecei a crescer impaciente e preocupado. O que estava errado com ela. Eu teria sido tão duro com minhas palavras? Culpa me assolava.
Eu me levanto de minha cadeira e começo a vagar por entre as mesas dos estudantes, sem, no entanto prestar atenção ao que faziam. Felizmente não estávamos tendo uma aula pratica, pois certamente eu teria problemas em explicar o motivo do menino Longbottom ter explodindo a sala de aula por não estar prestando a devido atenção ao que ele fazia e eu nem poderia contar com a atenção da senhorita Granger que parecia ausente, apesar de seu corpo presente.
Eu nunca havia visto ela dessa forma. Um suspiro doloroso escapa de seus lábios e antes que eu possa pensar mais sobre isso eu vou até ela.
– Algo errado senhorita Granger? – eu pergunto com voz indiferente, o que é um grande contraste com o que sinto.
Ela estaria doente? Talvez uma ida a senhora Pomfrey nas enfermarias fosse algo a ser considerado.
Ela olha para mim nesse instante. Seus olhos brilham com lágrimas contidas em seu olhar vazio.
Eu sinto meu sangue sendo drenado de meu rosto.
Era minha culpa. Eu tinha sido um tolo e magoei a pessoa que havia se tornado muito importante para mim. Ela jamais vai me perdoar. Eu fiz tudo errado.
– Não, professor. Não tem nada de errado. – ela diz apressada em sua voz suave e baixa, antes de voltar seus olhos para baixo.
Eu queria pedir desculpas, mas eu já havia lhe mandado uma carta com um pedido de desculpas e se ela não me respondeu de volta, significa que ela não me perdoou... O que eu deveria fazer para concerta isso?
Eu sento em minha cadeira, sem sequer desviar meus olhos dela. Estou tão perdido em meus próprios pensamentos que não noto os olhares curiosos de Drako Malfoy, ou mesmo, o brilho que toma seus olhos alguns minutos depois em sua contemplação.
Talvez eu devesse conversar com ela após as aulas... Não. Talvez Minerva estivesse certa. Talvez eu devesse colocar em pratica meu lado mais... Romântico. Mas o que eu deveria fazer?
Eu precisava conversar com alguém sobre isso. Mas quem? Minerva? Não, eu acho melhor não.
– A classe está dispensada. – eu digo de forma amena.
Eu a vejo arrumar suas coisas rapidamente e ela é a primeira a sair de minha sala de aula. Aparentemente ela não suportava sequer ficar mais um minuto em minha presença. Eu a perdi. Eu penso deprimido até que sussurros chamam minha atenção.
– Estou preocupado com ela. Eu não sei quem lhe enviou aquela carta, mas ela deve ter ficado muito chateada para queimá-la antes mesmo de lê-la. – sussurrou Potter.
– Você viu como ela ficou chorando? Ginny disse que ela chorou quase a noite toda. – Ronald Wesley acrescentou.
– Eu nunca vi Hermione assim. – Potter voltou a dizer preocupado.
– Pelo que eu vi, ela está mal. Mas não é como se ela fosse tentar se matar. – zombou Draco Malfoy.
– Eu não sei. Do jeito que ela está isso não me surpreenderia. – Disse Wesley.
Se matar? Ela não seria capaz, ela seria? Eu me levanto apressadamente. Eu ouço “merda” sair dos lábios de Potter, antes de sair pela porta, mas não me detenho. Eu ando pelos corredores com passos apressados, eu sabia que os alunos teriam as próximas aulas livres devido a um passeio que seria feito durante a tarde, então ela só poderia estar na biblioteca ou em seu quarto.
Eu cheguei à biblioteca, mas ela se encontrava vazia, então eu me virei rapidamente em direção a seu quarto. Uma das alunas estava saindo, e eu me aproveitei e entrei antes mesmo que ela fechasse a porta. Eu sequer dei importância a seus olhos chocados.
Eu olhei ao redor, e não a encontrei em lugar algum. Pânico começou a subir em meu peito, em seguida eu escuto sons de água no banheiro. Sem pensar muito nisso, eu entro em um rompante dentro do banheiro, onde eu vejo Hermione submergida na água da grande banheira. Eu engasgo em terror e institivamente a puxo pelos braços para a superfície. Ela solta um grito e começa a lutar contra mim e em minha tentativa de parar seus golpes eu me vejo sendo puxado para dentro da banheira.
Ela pega sua varinha e a aponta em minha direção. Choque e reconhecimento passam em seu rosto.
– Merda! Mas que droga você pensa que está fazendo? – ela grita com raiva.
Ela está corada de raiva e... Molhada. Oh céus! Ela está nua. Como ela é bonita... Espera! Se ela está nua, então ela não está tentando se... Ela está simplesmente tomando um... Oh eu vou matar o menino Wesley.
– Cuidado com a língua senhorita Granger. Eu pensei que estava tentando se matar, mas vejo que minha preocupação era desnecessária. – eu digo me levantando, tendo minha roupa aderindo a meu corpo por se encontrar totalmente molhada, quando uma mão pequena segura meu braço.
– Professor, me desculpe. Eu não queria dizer isso, eu sei que não faria algo do tipo se não fosse justificável.
– Desculpas aceitas. Se me der lincensa. – eu me sentia mortificado por minhas ações e queria sair dali o mais rápido possível.
– Não ouse sair daqui seu velho teimoso.
Velho?
– Do que foi que você me chamou? – eu quase rosnei em sua direção.
– Não ouse pensar em deixar. – ela sussurrou determinada ao ver eu me virar e retomar minha intenção de partir.
Eu não sabia ao certo o que fazer. E ando em direção ao quarto tendo ela ao meu encalço.
– Você não pode me tratar dessa forma. – eu me viro e a olho aturdido diante de sua explosão. — Como você pôde tentar me testar? – sua voz fervia de raiva mal contida.
– Eu não...
– Não ouse negar. Você fez. Se você acha que eu vou ficar correndo atrás de você para provar meus sentimentos e o desejo de me casar com você, acho melhor repensar sobre isso.
Choque corria pelo meu corpo. Então ela sabia. Ela sabia que eu a estava testando e mesmo assim... Ela tentou me manipular.
– Você não estava com o coração partido, você estava? – eu pergunto friamente.
– O que faz você pensar que eu não estava? – ela perguntou se fazendo de desentendida. Eu quase ri. Uma Grifinória estava tentando mentir para um Sonserino. Era muita audácia.
– Não se faça de desentendida. Você estava tentando me manipular. – eu acuso.
– N-não eu...
Eu sabia que eu também errara, mas não estava a ponto de admiti-lo.
– Como você teve a audácia de tentar me manipular? – eu inquiro lívido de raiva.
– Por quê? Por que ninguém tem a coragem para fazê-lo? – ela disse cruzando os braços.
– Eu não acredito nessa merda toda. – eu digo exaltado.
– Eu suponho que dizer que lamento, não vai ajudar. – ela diz suave.
– Não. – eu rebato.
– Isso é culpa sua. Se não fosse tão maldito teimoso... – ela volta a ficar com raiva.
– Cuidado com a língua senhorita Granger, eu ainda sou seu professor.
– Sim, eu sei. Eu tenho escutado muito isso enquanto estou em torno de você. – ela disse sarcasticamente.
– Cuidado com o que fala menina.
– Eu não sou uma menina e você sabe muito bem disso.
– Você vai usar cruciatus em mim. – eu digo prosaicamente indicando a varinha que se encontrava em sua mão apontando em minha direção.
– Não, é claro que não. – ela disse indignada.
– Que é o seu primeiro erro. – eu digo tirando a varinha de sua mão e enlaçando seu corpo contra o meu.
– Severo... Você está me assustando. – ela sussurra. Onde estava a coragem dos Grifinória? Eu penso divertido. – Severo...
Eu senti um arrepio correr abaixo de minha espinha ao ouvi-la sussurrar meu nome. Parecia tão bom vindo de seus lábios. Eu olho seus olhos assustado.
– Eu nunca machucaria você. – eu digo suavemente.
Seus lábios rubros são tão convidativos. Eu inspiro profundamente seu perfume.
– O que eu vou fazer com você? – eu murmuro a ninguém em particular, me inclinando em sua direção.
– Mione, você...
Eu praticamente saltei de onde estava e giro ao redor para ver Potter e os irmãos Wesley à porta. Eu podia sentir a cora em meu rosto em mortificação, eu devia parecer ridículo em minhas vestes molhadas.
– Tempo perfeito. – eu digo sarcástico, encarando o trio a minha frente.
– Desculpa... é que nós... É... hã... – gaguejou Potter.
– Mione, você está nua? – Perguntou Wesley, que me fez consciente da criatura nua que se escondia atrás de mim para que seus amigos não a vissem, eu podia sentir seus dedos nervosos apalpando meus ombros.
– Severo. – ela disse em aflição.
Com um aceno de minha varinha eu fiz uma grande toalha flutuar até ela, de modo que ela estava coberta.
E saio sem mais nenhuma palavra, ignorando o burburinho que havia se instalado no corredor pelos alunos.
Essa menina seria minha morte.
Pov Hermione.
Todos os alunos se encontravam no pátio de fora para o passeio, no entanto, eu me sentia muito agitada com os recentes acontecimentos.
Eu não conseguia pensar de forma clara. Eu podia ver que Severo era atraído por mim, mas eu não pude deixar de notar o quanto ele havia ficado furioso ao descobrir que eu estava tentando manipulá-lo.
– Hermione se acalme. E daí que ele descobriu. Ele não pode ter ficado tão zangado. – disse Harry em conforto.
– Harry tem razão. Além do mais mesmo que ele esteja nervoso agora ele terá tempo para pensar sobre isso e vai ficar mais calmo. Você deveria parar de se preocupar e relaxar nesse passeio.
– Ainda bem que o morceg... Ai Ginny, isso dói. – Disse Ron esfregando a cabeça. – Bem, pelo menos ele não vai estar de monitor nesse passeio, ele odeia criança.
Nesse momento Lavanda chega correndo afoita a nosso grupo.
– Houve uma mudança de planos. Parece que a professora Minerva não poderá ir nesse passeio.
– Então ele será cancelado? – eu pergunto automaticamente.
– Não. O professor Snape vai tomar o seu lugar.
Oh Céus! Eu olho mais a frente e me deparo com os olhos frios do professor de poções em mim.
– Harry.
– Sim Hermione.
– Eu quero que saiba que minhas flores preferidas são as begônias amarelas.
– Por que está me dizendo isso?
– Para que você saiba qual flor colocar em cima de meu caixão.
– Hermione ele não pode está tão bravo... – Harry dizia olhando a direção que eu olhava e segundos depois quando nosso professor dá as costas, tendo suas vestes negras flutuando ao seu redor ele volta sua atenção a mim. – De que cor são as flores mesmo?
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