A Lei Do Casamento.
6 Sentimentos confusos e... Detenção.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Severo.
Eu apertei meus dedos em meus templos. Por que diabos eu beijei a senhorita Granger?
Eu fiquei surpreso ao ser beijado por ela, mas despertei rapidamente e em vez de afastá-la, eu me vi puxando ela para meus braços e retribuindo o seu beijo intensamente.
Eu ainda podia sentir o gosto doce de seus lábios nos meus e podia me lembrar da suavidade das curvas de seu corpo. E que curvas!
Gemi me arrumando na cadeira de forma desconfortável diante de meu desejo inadequado para senhorita Granger.
Eu não compreendia o que de fato aconteceu ali, mas me vejo atraído por ela. Eu a desejava. Eu desejava a insuportável, sabe-tudo, Grifinória, Hermione Granger.
O que eu fiz para merecer isso?
Nem mesmo Lílian tivera efeito tão devastador sobre meus sentidos como essa menina teve em tão pouco tempo.
Os alunos entraram e saíram, e logo chegou a hora do almoço e nada que eu pensava fazia sentido sobre o que eu sentia, e de todas as pessoas que eu poderia encontrar, eu encontro a única que eu queria desesperadamente em ficar longe.
Hermione Granger.
Ela estava abraçada ao menino Potter no corredor. Talvez ele houvesse pedido ela em casamento. Raiva se infiltrando em mim.
Maldito Potter! Esse menino está sempre no meio. Quando ele não vai interferir em minha vida?
Eu me viro rapidamente, seguindo meu caminho para o grande salão ignorando todos os alunos que saiam da minha frente em crescente pânico.
Eu me sento na grande mesa dos professores e olho distraidamente os alunos.
– Algo errado, Severo? – pergunta Minerva ao meu lado.
– Não nenhum problema. – eu digo enfadado.
Eu vejo o trio de ouro entrando no grande salão. O jovem Wesley dizia algo a ela. Ela parecia triste, mesmo quando sorriu de volta a ele.
Por que eu estava me sentindo preocupado com o que ela sentia? Como ela se sentia não era problema meu.
– Ela é muito bonita, você não acha Severo? – perguntou Minerva suavemente.
– Ela é linda! – eu digo sem pensar. Eu vejo um sorriso deslizar na face de Minerva e percebo pela primeira vez o que eu disse. – Isso não muda nada. – eu digo friamente.
– Você deveria se dar uma chance.
– Ela vai se casar com Potter. – eu digo indiferente.
– Harry? Acho que está enganado. Pelo que sei Harry Potter irá se casar com Ginny Wesley, ele me disse está manhã.
Eu volto meu olhar à mesa onde vejo Hermione conversando com a jovem Wesley. Então ela não iria se casar com o Potter. Sinto a raiva que segurava abrandar.
– Vocês faria um belo casal. – Minerva volta a dizer suavemente com um toque levemente divertido. Eu a olho e vejo em seus olhos algum conhecimento que eu não estou a par.
Ela me lembrou de tanto a Alvo Dumbledore que parecia enxergar coisas que outros não enxergavam.
– Acredito que você esteja lendo muito romance de trouxa, Minerva. Se me dá licença, eu acho que eu perdi a fome. – eu digo me levantando e saindo do grande salão.
As aulas da tarde passam de forma lenta para minha irritação. Os ponteiros do relógio parecia se arrastar como em uma doce tortura.
Quando o último aluno deixa a sala de aula eu me vejo mais uma vez olhando ansiosamente os ponteiros do relógio.
Eu desabo na cadeira ao notar o que fazia. Eu estava ansioso para vê-la.
Isso era totalmente errado, eu bem sabia. Mas saber e aceitar eram uma coisa totalmente diferente.
Eu me sentei em minha mesa e esperei, olhando furtivamente a porta em tempos e tempos. Amaldiçoando-me por isso, mas incapaz de fazer outra coisa.
Pov Hermione.
As aulas passaram em um borrão. Eu não saberia dizer o que fora dito, tudo que eu conseguia pensar era no beijo que eu havia dado em meu professor de poções. Mas o que mais me surpreendia foi o fato dele ter correspondido. Quem diria que por baixo de sua imagem rigorosa e rígida escondia um homem com atitudes um tanto apaixonadas. Certamente eu não poderia imaginar.
Meu coração perdeu uma batida ao lembrar o beijo com professor Snape essa manhã. Em toda essa situação, eu tinha que ser forçada a encarar, sendo a bruxa mais inteligente de minha idade, que eu me sentia atraída pelo meu professor de poções. Eu desejava que não, mas que não era o caso.
– HERMIONE!
– Credo Ron, não precisa gritar. – eu digo com raiva, após ter levado o maior susto.
– No que você está pensando? Eu e Harry estávamos chamando você há horas. – ele disse dramático.
– Nada que seja da sua conta. – eu digo irritada.
– Eu sei o que está pensando. – diz Harry calmamente me fazendo olhar em sua direção em alarme. Eu não devia ter confiado em Ginny. – Mas você não precisa ficar preocupada tenho certeza que logo vai encontrar alguém compatível, nós podemos ajudar a encontrar alguém... – eu de forma impulsiva o abraço, emocionada pela sua amizade e aliviada em saber que Ginny não contou nada a ele.
Eu sei que eles eram meus amigos, mas eu não me sentia segura em dizer sobre minha intenção de se casar com nosso Professor de poções quando esse mesmo ainda não havia aceitado. E se eu fosse sincera comigo mesma, eu tinha um pouco de receio de suas reações.
Por sobre o ombro de Harry eu vejo o professor Snape olhando brevemente em nossa direção antes de continuar o seu caminho, os alunos saiam da sua frente como se temesse sua ira.
– Harry tem razão, mas podemos comer antes disso?
– Com certeza, Ron. – eu digo suave.
Entramos no grande salão, onde castiçais e velas flutuavam no ar e os alunos chegavam de suas aulas se sentando em seus lugares conversando animadamente. Ginny já nos esperava nos nossos lugares habituais como sempre, com exceção de Lavanda está sentada ao seu lado.
– Você não se importa de Lavanda se sentar conosco, não é mesmo Mione? – pergunta Ron inquieto.
Eu suspiro. Eu sempre pensei que ia me casar com Ron em algum momento, mas depois de analisar melhor eu vejo que isso não seria possível.
Eu conhecia Ron desde criança, ele era um dos meus melhores amigos, quase um irmão. Analisando as coisas em comum com ele, eu chegava apenas em duas coisas. A luta contra Voldemort e Harry.
Será que se não fosse pela nova lei e o teste de compatibilidade eu teria visto isso antes de cometer um erro no quais ambos nos arrependeríamos mais tarde?
Eu olho Ron que me olha ansioso esperando minha resposta.
– Não Ron, eu não me importo. – eu digo dando um pequeno sorriso.
Bem, se Ron estava para se casar com Lavanda era inevitável tê-la perto.
Eu me sentei entre ambos os casais, enquanto vagava meus olhos pelo grande salão até chegar a grande mesa onde os professores estavam sentados, parando brevemente naquele que habitara meus pensamentos por toda a manhã.
Ele me olhou por breves instantes antes de voltar a me ignorar.
Suspirei. Será que eu poderia fazê-lo mudar de idéia? Era tão repugnante a idéia de se casar comigo?
E pela segunda vez nesse dia eu me sinto um pouco ofendida e irritada. Isso não deveria me afetar tanto. Eu volto a olhar em sua direção dando de encontro com seus olhos me fitando, tendo a professora Minerva McGonagall sussurrando algo em seu ouvido antes que ele se levante dizendo algo e saia da sala tendo suas vestes esvoaçando em suas longas passadas.
A professora McGonagall me olha apoplética dando um pequeno sorriso antes de se voltar a sua atenção a nova professora de transfiguração que lhe dizia algo.
Eu olho a porta onde Prof. Snape saíra há pouco.
Talvez eu não seja o seu tipo. Mas será que ele tinha um tipo?
Se Lílian Potter era uma indicação de sua preferencia eu não tenho a menor chance.
Suspiro.
– Tá tudo bem Mione?
– Tá tudo bem Ginny. – eu digo dando um leve sorriso.
– Vocês já falaram sobre...
– Sim. – eu olho furtivamente para os lados para ver que Harry e Ron estavam muito ocupados em uma conversa sobre a próxima partida de quadriboll para prestar atenção ao que dizíamos em nossa conversa sussurrada.
– E?
– Ele não quer se casar comigo.
– Por quê? – ela diz confusa.
– Talvez eu não seja o seu tipo... Eu não sei.
Ela parece pensar um pouco.
– Você é uma moça bonita Hermione eu não vejo como ele não pode se sentir atraído por você.
Suas palavras tiveram um efeito calmante em meu ego um tanto ferido e eu passo a relatar o que houve na parte da manhã.
– Então nem tudo está perdido. – ela diz com olhos brilhantes.
– Ginny você escutou o que eu disse? Ele disse que não quer se casar comigo.
– Bobagem, ele só precisa de um incentivo.
– Incentivo?
– Hermione. – ela diz como se falasse com uma criança. – Deve ser difícil para ele vê-la crescida depois de lecionar para você depois de tantos anos. Provavelmente ele ainda a vê como aquela menina de setes anos em seu primeiro ano aqui em Hogwart. Você só tem que lhe mostrar que não é mais uma menina e pelo que me contou sobre a sua reação parte dele não a vê como uma. – ela diz séria antes de deixar escapar risadinhas. – Quer dizer que por baixo do homem frio existe um homem quente?
Eu corei. Eu sempre quis que me vissem como uma mulher bonita, e não só uma menina inteligente que tirava seus amigos de encrencas, e que vivia afundada em seus livros.
Hoje em minha interação com professor Snape, eu mais uma vez me vi desejando com dor ser vista como uma mulher. Quanto mais eu pensava nele, mais decidida, e por mais improvável o par podia ser, ele era exatamente o que eu queria.
Seus olhos escuros tinham me cativado, mesmo sua frieza habitual não fazia esmorecer minha atração por ele.
Houve alguma parte dele que a via como mulher? Ou ele apenas me via como uma criança sabe-tudo insuportável? Não, não acho que ele me via como criança, não totalmente pelo menos ou ele não teria me beijado daquela forma.
As aulas da tarde passaram rapidamente e eu me vi ansiosa com a minha detenção.
Mesmo agora meus pensamentos só tinha um nome. Severo Snape. Era o tipo comum de obsessão para uma mulher que estava começando a gostar de um homem, porém era uma coisa estranha para minha mente. Não porque não era perfeitamente natural, mas porque era tudo devido a uma situação onde eu estava sendo forçada a me casar. Logicamente, muito pouco fazia sentido para mim. Eu não deveria me sentir atraída, mesmo considerando me casar com ele... Deveria?
Emocionalmente eu era um naufrágio.
– Aqui vista isso. – disse Ginny saindo do armário com um par de roupas em seus braços.
– Ginny isso é inútil. Não acredito que me vestir diferente vai fazê-lo me ver de outra forma. – eu tento faze-la compreender o conceito, eu tinha sérias dúvidas se ele mesmo notaria tais coisas.
– Ah cale a boca, Hermione. Se ele ainda a vê como criança, então o melhor a fazer é mostrar que isso não é verdade. Você precisa mostrar melhor suas curvas femininas que nenhuma criança tem. Vamos arrumar o seu cabelo e você vai ficar muito bonita, afinal você precisa fazê-lo comer em sua mão.
Eu me vesti sem nada a dizer. Desde que eu havia contado a Ginny sobre o beijo, ela parecia decidida a fazer o professor de poções caírem de amores comigo.
Eu me olhava no espelho avaliando o resultado enquanto Ginny ficava atrás esperando ansiosamente a minha aprovação.
Meu cabelo estava penteado para trás onde cachos caiam em ondas, graças a uma loção modeladora de Ginny. Eu amei o tempo curto que foi desprendido neles. O que internamente eu agradeci, eu não queria que Severo me visse como uma quase mentira, visto que eu não tinha nenhuma intenção de mantê-los assim.
A blusa azul com gola cava deixava entrever a curva de meus seios sem cair no vulgar e a saia não era tão curta a ponto de quebrar a regra da escola sobre as vestimentas permitidas. Eu estava bem feminina, mas não tão ousada a ponto de me sentir desconfortável.
– Você está maravilhosa, Hermione. Muito madura, ele será um louco se não a vê-la como uma jovem atraente. – Ginny disse satisfeita com seu próprio trabalho antes de dizer tardiamente. – Eu queria poder ver a cara dele quando a ver.
– Eu tenho que ir. São quase 20 horas. Obrigada Ginny. – eu disse antes de sair do quarto em direção a sala de aula de poções.
Eu parei em frente à porta respirando profundamente antes de bater na porta, meu baixo ventre se contraindo em nervosismo ao escutar ‘entre’.
– Boa noite professor.
– Boa noite senhorita Granger. – ele disse rabiscando algo em um pergaminho antes de olhar em minha direção.
Seus olhos revelaram leve surpresa antes de voltar a sua expressão indiferente.
– Para sua detenção eu quero que você separe os ingredientes para uma poção para a turma do primeiro ano, a lista de ingredientes se encontra em cima da mesa. – ele disse monotonamente, mas eu podia ver seus olhos deslizando pela minha roupa, eu só não podia dizer se era por apreciação ou não, o que era muito frustrante.
Eu passei a próxima meia hora separando os ingredientes da lista. Eu não sabia bem o que eu queria que acontecesse.
Hermione você é uma idiota! Achou mesmo que colocar uma roupa diferente ia fazê-lo pedi-la em casamento? Eu me censurei mentalmente.
As palavras de Minerva ecoando em minha cabeça.
“... ele tem uma forma reservada sobre você, embora você seja perfeitamente capaz de assumir a liderança se necessário.”
Hora de assumir a liderança.
Eu me aproximei da mesa e percebi ele ficar tenso no mesmo instante.
– Professor?
– Sim, senhorita Granger. – ele disse formalmente me olhando friamente.
Eu reuni toda a coragem de Grifinória.
– Eu queria saber se chegou a considerar...
– Não há nada a ser considerado. – ele me cortou. – Acho que fui bem claro sobre o que pensava desse absurdo.
– Mas o feitiço...
– Magicas e feitiços não são tudo, senhorita Granger.
– Então prefere perder sua varinha a se casar comigo?
Ele comprimiu os lábios antes de responder.
– Eu não irei perder minha varinha. Eu espero que quando os dias estipulados acabar, o Ministério designe uma bruxa adequada para mim, e essa bruxa não é você. – ele disse bruscamente.
Eu rangi os dentes. Como ele podia ser tão teimoso?
– Eu sou uma bruxa adequada.
– Você é uma criança e acima de tudo minha aluna.
Eu queria gritar toda a minha frustração, mas isso não iria ajudar a convencê-lo que eu não era uma criança.
– Creio que está enganado. O próprio Ministério alegou que eu estou em idade de me casar e, portanto isso faz de mim uma adulta. – eu digo perseverante. Ele apenas rola os olhos. – Você é irritante sabia?
– Se eu sou tão irritante, porque ainda quer se casar comigo? – ele zombou.
– Por que acredito que podemos fazer esse casamento dar certo. Temos bastante em comum, mesmo com a diferença de idade. E eu tenho um temperamento de meu próprio se quer saber. – eu digo zombeteira antes de continuar mais confiante. — E eu quero alguém que não vai ser intimidado por mim. Eu quero alguém que discuta comigo sobre o significado da vida ou mesmo de quem é a culpa de algum desastre nacional. É claro que seria culpa sua, mas espero que seja teimoso e se recuse a admitir. – eu digo alegre.
– Os garotos de Grifinória tem medo de você, eles não têm?
– Apavorados. – eu digo sorrindo.
Ele deixa escapar um sorriso antes de ficar sério novamente.
– Tenho certeza que tem ofertas melhores que a fará mais feliz em sua escolha. Jovens dispostos a se casar com... – ele parou a me ver comprimir meus lábios. Eu cheguei a pensar que sendo uma do trio dourado haveria ofertas nesse sentido. – Isso não é possível. Você é uma jovem atraente e...
– Me acha atraente? – eu pergunto entre curiosa e surpresa diante de seu súbito elogio. Ele parece surpreso e aborrecido com o que ele acabara de dizer.
Ele bufou.
– Senhorita Granger, eu não sou um homem muito agradável, você estaria melhor com alguém da sua idade e provavelmente de sua própria casa. Tenho certeza que seria mais feliz em suas próprias núpcias com alguém jovem e agradável. – ele disse sugestivo.
– Não de acordo com as garotas de Grifinória. – eu disse me lembrando das conversas entre as meninas nos vestiários. – segundo suas próprias palavras os ‘meninos’ de Grifinória são péssimos de cama e eu gostaria de ter pelo menos um orgasmo antes de meus quarenta anos, de preferencia mais de uma vez. Talvez até dois em uma mesma noite. – eu digo prosaicamente, mais confiante ao notar certo brilho em seus olhos. Ele não precisava saber que eu nunca tive sexo em minha vida, pelo menos não agora. – Já imaginou o inferno que eu teria que passar ao tentar explicar a eles que a mulher também é suposta para desfrutar do sexo?
Ele deixa escapar uma pequena risada antes de se compor. Eu me senti muito melhor comigo mesmo, eu Hermione Granger fez o austero professor Snape rir.
– Você parece ter definido padrões muito altos. Acha mesmo que eu poderia alcançar esses padrões? – ele pergunta divertido e curioso.
– Ah, sim. Eu tenho certeza que pode. – eu digo olhando para ele fixamente. Ele me olha fixamente antes de franzir o cenho e dizer:
– Por mais que eu possa ver o que levou a me considerar, eu não vejo isso dar certo em longo prazo. – ele diz a ninguém em particular.
– Podemos conversar mais e... – eu dizia colocando minha mão em cima da sua.
– Muito bem, senhorita Granger, você está dispensada. – ele disse me demitindo retirando sua mão como se de alguma forma eu o tivesse queimado.
Eu não me movi. Ele levantou uma sobrancelha e me olhava incisivamente. Eu permaneci olhando para ele. Se ele achava que eu iria desistir tão facilmente...
– Senhorita Granger, você está dispensada. Volte para seu dormitório. – ele disse com uma voz impaciente.
– Professor, se você pudesse pelo menos considerar a idéia de se casar comigo, você veria... – eu comecei a dizer, mais uma vez tentando convencê-lo.
– Isso é o suficiente. – ele disse em uma voz grossa, levantando-se sobre mim. – Não quero ouvir mais nada sobre isso, senhorita Granger. Recuso-me a ouvir qualquer coisa sobre essa sua fantasia.
Eu arregalei os olhos diante de seu show de temperamento, mas permaneci onde eu me encontrava.
Eu abri a boca para dizer algo.
– Nem uma palavra. Fora! – ele disse apontando para a porta.
Eu não posso acreditar que estou destinada a ser com essa criatura. Como ele pode ser minha alma-gêmea?
– Eu não vou sair até que possamos conversar sobre isso. – eu digo entredentes.
Eu olho para cima, encontrando seus olhos de ônix fixados em mim. Eu poderia desviar meus olhos dos dele, mas por alguma razão eu me sentia incapaz de fazê-lo. Ele se inclinou para baixo lentamente, eu podia sentir sua respiração em meus lábios, mas ele não me beijou. Meu corpo estremecendo levemente em desejo. Ele me olha entre curioso e surpreso, eu não saberia dizer com precisão. Começo a me sentir impaciente pela sua falta de ação, então me inclino para cima, colocando meus lábios sobre os dele.
Ao primeiro contato meu corpo parece se embalado com uma onda elétrica, fazendo formigar cada parte em ânsia pelo seu toque. Nem por um momento eu desvio meus olhos dos dele. Choque claramente descrito em seus olhos, mas ele corresponde meu beijo imediatamente.
Sinto a parede a minhas costas ao ser pressionado de encontro a ela, um de seus joelhos por entre as minhas pernas enviando uma sensação de sobrecarga sensorial em minha direção.
Um pequeno gemido se forma em minha garganta quando sinto suas mãos deslizando pela lateral do meu corpo, afagando em uma doce tortura, um calor se espalhando pelo meu corpo ao vê-lo perder seu controle e frieza usual.
Eu podia sentir sua mão deslizando pela minha saia fazendo meu baixo ventre se contrair diante de seu toque em minha pele nua. Minhas mãos percorrem seus cabelos trazendo ele mais próximo, se isso era realmente possível. Eu enterro minha mão em seus cabelos sedosos ao toque, enquanto com que a outra eu deslizo pelo seu pescoço, raspando levemente minhas unhas no processo. Ele geme de encontro a minha boca.
Nossas línguas duelam entre si, e com o tempo eu me rendo de bom grado.
Sinto seus dedos passando levemente de encontro a minha feminilidade mesmo através do tecido que já se encontra húmida e em um gesto brusco ele avança com a mão em minha bunda, pressionando minha feminilidade contra sua ereção latente e eu me vejo moendo contra ele de forma despudorada enquanto ele continuava a me seduzir com a boca.
Ele quebra o beijo, enquanto eu arfo em busca de ar. Ele beija minha clavícula, enquanto minhas mãos exploram seu corpo, ansiando senti-lo e me sentindo um tanto frustrada pelo tecido que me impedi de tocar sua pele.
Ele beija e mordisca meu pescoço e isso faz com que eu empurre meu quadril de encontro a ele, ansiando por um contato maior.
Em minha busca eu encontro os botões de sua camisa e começo a desbotoar de forma frenética, tendo minhas mãos seguradas firmemente. Dois pares de olhos ônix me olham em perplexidade, luxúria e fúria mal contida.
– Isso não deveria ter acontecido Srta. Granger. – eu tenho certeza que sua voz soaria fria se não fosse sua respiração entrecortada. Ele dá dois passos para trás, soltando minhas mãos. – A detenção acabou, volte para seu quarto. – ele diz antes de sair pela porta me deixando mais uma vez entorpecida pelo o que havia acontecido.
Talvez Ginny tivesse razão em um de seus comentários. As mãos deles era realmente mágicas. Eu sorri com o pensamento antes de corar ao imaginar onde aquelas mãos estavam e o que poderia fazer.
Talvez nem tudo estivesse perdido no fim das contas. Eu só precisava convencê-lo disso.
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