A Lei Do Casamento.

7 Batalha perdida?


Notas iniciais
Oi lindas! Eu quero agradecer todos os reviews que eu recebi, eu fiquei muito feliz com todos eles, obrigada meninas.
Sobre o capítulo: Bem, para aquelas que estão se perguntando quando Severo vai ceder, o que posso dizer é que ele no momento está em uma batalha interna consigo mesmo, mas ele chegará em uma conclusão do que ele realmente sente pela Hermione no próximo capítulo, o que não significa que ele irá lidar bem com isso, mas isso vocês logo descobre...
Agora vamos a estória...

Pov Severo.

– Você não pode ser sério Lúcios. – eu digo me servindo de uma dose generosa de Wisquer.

– Pense bem Severo, Granger é inigualável, realmente devo salientar meu total apoio a idéia. Ela pode ser simples e sangue ruim, mas ela é um herói de guerra respeitado, você poderia escolher pior. Além do mais ela praticamente vive com seu nariz enterrado em um livro, o que poderia deixa-lo sozinho a maior parte do tempo, sem ter que constantemente lhe distrair. É perfeito.

– Você tem um jeito muito estranho de fazer elogios, Lúcios. Você a sugere para mim, no entanto suas palavras saem em um tom de menosprezo em relação a ela. O que não é muito reconfortante para mim, devo dizer. – eu zombo.

– Não interprete mal minhas palavras. Eu admiro a menina, eu nunca vi nenhum bruxo ou bruxa segurar firmemente seus gritos ao ser torturada com cruciatus como ela fez nas mãos de Bellatrix Lestrange. Porém não vou fingir que ela é perfeita ou mesmo atraente para mim.

– Ela é atraente para mim. – eu murmuro, amaldiçoando-me internamente quando um sorriso desliza na face de Lúcios. – Ela é uma criança. – eu protesto afundando em minha poltrona.

– Sério? Você já viu ela se comportar como uma criança? – ele indaga. Diante de minha falta de resposta ele continua. — Acredito que ela seria a única para entender os horrores que passou nas mãos do senhor do escuro, além do mais... Você a acha atraente. – ele provoca.

– Seu filho já achou uma bruxa adequada? – eu digo tentando mudar de assunto. Lúcios sabe o que estou fazendo, mas deixa passar, felizmente.

– Não. Mas ele parece ter interesse na menina Lovegood. – ele disse desinteressado.

– Luna Lovegood. – Eu digo espantado.

– É o que ele disse. – ele diz e dá de ombros, olhando o relógio distraidamente. – Bem, eu tenho que ir para casa. Não se esqueça de mandar um convite de seu casamento com a senhorita Granger.

– Mas eu... – começo a protestar, mas Lúcios já tinha ido usando pó de Flu.

Maldito Lúcios. Maldita Hermione Granger.

Com um suspiro eu caminho até meus aposentos e me deito na cama, estendendo minha mão para a gaveta do criado mudo.

Eu abro a gaveta tirando de seu interior à lista de Hermione.

Lista que lhe havia causado uma detenção... Detenção que apenas serviu para confundir ainda mais meus pensamentos. Se alguns anos atrás alguém dissesse que um dia eu iria me sentir atraído por Hermione Granger eu teria recomendado a pessoa para a sala psiquiatra de St. Mungo.

Aparentemente, a criação de uma lei absurda foi o suficiente para mudar muitos conceitos e ao que parece até os meus. Eu balanço a cabeça e volto meus olhos ao pergaminho em minhas mãos.

Eu leio a lista atentamente.

Eu não tinha ficado surpreso em ver um aluno escrever uma lista sobre mim, eu já tinha visto listas de todos os tipos que os alunos tinham me chamado por trás em minhas costas. Uma das mais interessantes tinha vindo dos gêmeos Weasley que tinha como título “Dez maneiras de irritar Snape”, tendo como primeiro tópico “escrever uma lista de maneiras como irritá-lo e ficar preso com ele em sua sala.”.

Eu tinha me segurado para não ri na ocasião, levando vinte pontos de cada menino, apreciando internamente seu senso de humor um tanto irônico.

Quando tinha percebido que a senhorita Granger tinha feito uma lista sobre mim senti uma pequena magoa, eu tinha pensado que ela me respeitava, mas fiquei surpreso conforme eu lia o conteúdo de sua lista.

Eu leio novamente os números 5 e 6. Bastante inteligente.Ele tem uma voz agradável e um olhar profundo, e ele está muito bonito de se olhar.

Então ela gostava da minha voz e gostava de minha aparência... Que era interessante.

Os dois dias seguintes passaram rapidamente e eu consegui evitar a senhorita Granger e os constantes estímulos de Minerva sobre minha união com a sabe-tudo insuportável.

Mas mesmo repetindo que ela era uma sabe-tudo insuportável eu me vi desejando sua presença o que me deixava mais irritado comigo mesmo. Ela era apenas uma criança, eu praticamente repetia isso mentalmente como um mantra, infelizmente parecia que meu corpo não concordava com minha mente. Eu nunca havia me sentido tão desperto por uma mulher antes e repetir que ela era uma menina não arrefecia minha libido, e tê-la a poucos passos de onde me encontrava não ajudava em tudo.

Eu volto a me focar na sala onde os alunos tinham se afastado enquanto era retirado o caldeirão quebrado. Olhando a cena em minha frente me fazia perguntar o motivo de ser professor.

Eu me sentia frustrado e irritado. Eu até podia sentir uma enxaqueca se aproximando. Tudo culpa do menino Longbottom. O menino simplesmente me fazia querer puxar os cabelos. Ele tinha batido o record em quebrar caldeirões, fora as mercadorias danificadas e inutilizavel que ele deixava para trás.

E é claro para minha maior irritação o menino Potter ainda tinha que tentar defender seu amigo dizendo que Longbottom era apenas desajeitado.

Que Merlin tenha misericordia. Desajeitado?

Longbottom foi um descuidado, preguiçoso, propenso a acidentes, um fluxo interminável de desastre. Desajeitado. Eu quase ri. Esse certamente era o eufemismo da história.

Meus olhos recaem na senhorita Granger que fala palavras animadoras para Longbottom. Ela sempre estava ajudando Longbottom com suas poções, mesmo quando eu expressamente havia dito para ela não ajudá-lo, ela dava instruções sussurradas como se eu não pudesse ver o que ela fazia

Hermione Granger era a pessoa mais irritante que eu havia conhecido, com aquele cabelo castanho no qual eu imaginava espalhado pelo meu travesseiro... Foco Snape, foco.

Eu comprimo a ponte de meu nariz, me sentando na cadeira atrás de minha mesa, antes de voltar a encarar os alunos e... Por que Ron estava com os braços em volta de minha Hermione?

– Menos 10 pontos de Grifinória.

– Por quê? Não fizemos nada. – Potter diz confuso.

– Eu não tenho que me explicar para você senhor Potter. – eu rebato.

– Isso é novo. – ele murmura.

– Senhor Weasley não estamos nos três vassouras, retire sua mão da senhorita Granger.

– S-sim s-senhor. – ele gagueja.

Pela primeira vez eu não estava amaldiçoado mentalmente Potter para o inferno.

E então me bateu o que eu tinha feito. Eu tinha sentindo ciúmes de Hermione. Hermione? Desde quando eu pensava nela que não fosse senhorita Granger? Eu afastei o pensamento para uma analise posterior e voltei minha atenção à classe.

– Alguém sabe o que é a pedra-da-lua? – perguntei, observando a sala que já se encontrava em ordem.

Uma mão se levantou. Eu simplesmente ignorei. A mania de levantar a mão o mais alto que pudesse quando eu questionava a sala. Como se eu não pudesse ver sua mão levantada. Pensei ironicamente.

– Com lincensa, professor. – ela começou a dizer, fazendo que eu olhasse para ela. – A pedra da lua é um ingrediente da poção...

– Menos dez pontos para a Grifinória. – eu a interrompo, a fazendo corar profundamente o que me fez pensar como ela ficaria corada depois de uma noite de amor. Eu rangi meus dentes ao ver onde meus pensamentos estavam me levando novamente como se não bastassem os sonhos perturbadores à noite. – Por hoje é só isso. Como lição de casa eu quero uma redação de 20 páginas sobre a pedra da lua e suas propriedades. Estão dispensados.

Zombando internamente eu vi os alunos se apressando em sair de minha sala. Era sempre o mesmo, os alunos pareciam querer sair o mais rapidamente de minha sala de aula. Foi sempre divertido assistir a aflição em sair dali o mais rápido possível.

Eu noto tardiamente que uma aluna tinha ficado para trás, eu tive que me segurar para não correr como uma criança assustada. Eu pego o livro que está a minha frente e o abro na esperança que ela ache que eu estou ocupado e vá embora.

– Professor Snape?

Ou não.

– Sim, senhorita Granger. – eu digo sem olhar em sua direção.

– Podemos conversar?

– Eu preferiria que não.

– Acho que não estou lhe dando está opção. – ela diz categoricamente, me fazendo olhar espantado em sua direção devido ao seu tom. Eu a vejo reunir suas emoções como se estivesse preste a chorar, e eu me vi querendo abraça-la e tentar lhe dar algum conforto.

Por que de repente eu tinha a impressão que estava lutando uma batalha perdida?


Notas finais
Gostaram? Deixe me saber. Essa conversa promete rsrsrsrsrsrrs Beijos.