A Lei Do Casamento.

5 Pegando detenção.


Notas iniciais
Oi lindas! Obrigada a todas que estão deixando um comentário, eles me alegram muito e me motiva a escrever cada vez mais.
Agora vamos a estória...

Pov Hermione.

Se eu pensei por um momento que eu poderia me livrar das perguntas de Ginny sobre o assunto, eu logo descobriria que eu estava errada. Eu havia evitado me reunir com meus amigos durante o almoço e a parte da tarde com perfeição, mas isso logo iria acabar.

– Ah ai está você! – eu ouço a voz de Ginny atrás de mim.

– Oi Ginny! – eu digo apreensiva.

– Onde foi que você se meteu? Eu estive procurando por você pela escola inteira.

– Eu... – suspirei em desistência. Uma hora eu teria que contar a alguém e se eu fosse honesta comigo mesma eu precisava conversar desesperadamente com alguém sobre isso. – Eu fiz o feitiço e já sei quem é minha alma gêmea – eu digo em um só fôlego, dando espaço para Ginny se sentar ao meu lado na cama.

– Mesmo? Quem é ele? Pela cara não parece bom, não me diga que ele já é casado.

– Não, ele não é casado. – eu digo apressadamente.

– Então qual é o problema? Oh! Não me diga que ele é um Sonserina.

Eu mordo meu lábio inferior.

– Oh! Harry e Ron não vão gostar disso...

– Não, não vão. Principalmente quando souber de quem se trata. E antes de qualquer coisa prometa que não falara nada a eles por enquanto. – eu digo olhando com apreensão para o rosto ansioso de Ginny.

– Eu prometo. Eles não saberão nada por mim.

– Obrigada. – eu digo me permitindo relaxar um pouco. Eu abro a boca para contar e a fecho de novo sem saber como dizer-lhe.

– É o Draco Malfoy. – ela diz em assombro sem mais se conter em expectativa diante de minha demora em falar. – Bem, pelo menos ele é bonito. – ela diz tentando ser solidária.

– Não é o Malfoy, Ginny. Ele é o... Ele... – Oh Merlin eu nem consigo dizer para Ginny em voz alta.

– Não pode ser tão ruim assim. Só se ele fosse... – eu aperto meus lábios, sabendo que ela chegará à resposta sozinha. — Oh! Não!... Não pode ser...

– Pela sua cara eu acho que já sabe de quem se trata.

– Mas...

– Sim, é o prof. Snape.

Ela me olha aturdida por um momento.

– Oh! Você vai ter sexo com o professor Snape! – ela guincha eufórica.

– Ginny! Será que pode falar mais baixo, eu não quero que a escola toda fique sabendo. – eu a repreendo. – Além do mais eu não disse que ele aceitou se casar comigo.

– Hermione, você terá que me dar todos os detalhes suculentos. Eu quero saber se aquelas mãos são tão magicas como parecem. – ela diz animada segurando minhas mãos como se não tinha escutado minhas palavras anteriores. – Eu aposto que ele é bom de cama.

– Ginny!

– O que? – ela diz se fazendo de desentendida. — Você sabe do que eu estou falando. Com aquele olhar, aquela voz profunda e gostosa, quer dizer vamos ver o lado bom.

Ah, Merlin me ajuda. Eu penso.

– O peito dele é bem firme, eu pude sentir mais cedo quando topei com ele. – eu me pego falando.

– Você vê? Como ‘grande’ você acha que é? – Ginny diz maliciosamente me fazendo corar.

– Bem eu acho que eu vou acabar descobrindo, não é mesmo? – uma nova cora se faz em meu rosto. O que é que eu estou falando? — Oh céus! Ginny, eu só quero dormir e esquecer sobre ele agora. – eu digo com minha voz vacilando um pouco.

– Ok, Então vai dormir afinal você não vai querer se atrasar pra aula de seu futuro marido amanhã. – ela diz rindo deitando em sua própria cama.

É verdade, minhas duas primeiras aulas seriam de poções, como é que eu poderia encarar ele? Será que Minerva falou com ele? E como foi que ele reagiu? Ele vai aceitar? Eu devia ter procurado Minerva para saber... Mas se ela tivesse falado com ele, ela teria me dito, não teria? Minha cabeça rodava em perguntas.

Oh Merlin! Eu gemi internamente, afundando minha cabeça no travesseiro.

Acordei um pouco desorientada, mas muito bem disposta. Levei horas para dormir, devido a tantos pensamentos atravessando minha mente, mas por fim eu acabei dormindo de cansaço.

Eu olhei rapidamente o horário no despertador que se encontra em cima de meu criado mudo ao lado da cama, saltando da cama imediatamente.

Oh droga! Esqueci-me de aciona-lo ontem à noite. Estou atrasada.

Eu pego meu material e corro escada a baixo, parando brevemente a poucos passos da sala de aula e caminhando rapidamente para dentro da sala onde o prof. Snape se encontrava escrevendo no quadro negro, e me sento apressadamente.

– Está atrasada Srta. Granger. 15 pontos de Grifinória. – sua voz gélida se faz ouvir, me fazendo estremecer.

Pelo seu tom ele estava em um daqueles dias.

– Onde você se meteu? Harry e eu ficamos preocupados. – sussurrou Ron atrás de mim.

– Eu perdi a hora. – eu sussurro de volta.

– Mais 10 pontos de Grifinória por conversar em sala de aula sem permissão.

– Desculpe professor. – ambos dissemos.

– Leia a página 183 e façam um ensaio de seis paginas que deverá ser entregue no fim da aula.

Muitos gemeram ao ouvir isso, mas trataram logo de fazer o que foi pedido.

Meia hora depois eu havia terminado meu ensaio sobre Manticores africano e observava meus amigos e outros alunos escrevendo os deles.

Eu evitava olhar na direção do professor Snape. Hoje ele estava particularmente mais irritado do que o habitual, em menos de 20 minutos ele já tinha tirado mais 30 pontos de Grifinória e mais 30 de sua própria casa pegando de surpresa muitos sonserinos.

Aproveitando que ele estava andando ao redor da sala para verificar sobre o andamento do trabalho atribuído, eu decidi fazer uma lista do que eu sabia sobre ele. Se eu estava realmente considerando como futuro marido, eu tinha que pelo menos ver de maneira logica como isso poderia dar certo.

Coisas que eu sei.

1- Mestre de poções.

2- Sempre veste preto.

3- Ex-comensal da morte.

4- Herói de guerra.

5- Bastante inteligente.

6- Ele tem uma voz agradável e um olhar profundo, e ele está muito bonito de se olhar.

7- Odeia tudo em relação à Potter.

O que eu não sei sobre ele.

1- Família? Ele tem uma?

2- Amigos? Qualquer um que não esteja em Azkaban ou morto?

3- Ele já...

Antes que eu pudesse completar minha lista, o papel foi retirado de minhas mãos. Eu olhei petrificada a minha referida alma gêmea, suposto futuro marido. Eu pisquei algumas vezes e engoli audivelmente.

– Professor eu... – eu comecei a dizer, sem saber ou pensar em uma boa desculpa.

– Senhorita Granger peço desculpas se minha lição é chata para você. Mas me pergunto o que no mundo poderia ser mais interessante para um sabe-tudo como você que não está fazendo o trabalho que eu apliquei? – perguntou sarcástico, pousando seus olhos na lista que se encontrava em suas mãos.

Eu prendi minha respiração, mordendo meu lábio inferior, enquanto assistia seus olhos alargar conforme lia, voltando seus olhos para mim.

– Detenção esta noite, senhorita Granger, logo apos o jantar. De agora em diante se atenha a fazer o que lhe foi proposto. – ele disse friamente.

O sinal tocou assim que eu saio de meu estupor. Eu nunca fiquei de detenção. Os alunos saíram apressadamente. Harry e Ron me esperavam ansiosos para sair dali o mais rápido possível.

– Vão na frente, eu alcanço vocês depois. – eu digo para eles.

– Tem certeza? – pergunta Harry.

– Sim, eu tenho.

A sala de aula se encontrava sozinha, com exceção do professor e eu. Eu hesitei em me aproximar perto de sua mesa, mas eu tinha que saber. Isso estava me matando. Eu queria saber se Minerva havia contado ou não.

Eu me aproximei o vendo escrever com uma pena e tinta vermelha sobre um pergaminho, vendo uma quantidade enorme de comentários por todo o pergaminho, senti pena ao estudante que pertencia o tal trabalho.

– Eu... – eu começo nervosa torcendo uma mão na outra sem saber como abordar tal assunto. – Acho que já foi informado sobre o feitiço.

– Bem, — ele disse em seu tom habitual. – eu acho que a diretora e você deveria ver a senhora Pomphrey para ser tratados para doenças magicas que afetam o cérebro. Um casamento entre nós jamais irá funcionar. Você tem dezenove anos, um júnior, um sabe-tudo insuportável como eu já lhe informei antes, Grifinória e mais importante minha aluna.

Uma coisa era eu não querer me casar com ele, mas ele não querer se casar comigo era um pouco insultante. Meu orgulho estava ferido.

– Dezoito. – ele arqueio sua sobrancelha ligeiramente. – Eu tenho dezoito anos e não dezenove. Eu sou uma bruxa capacitada e muito inteligente, acredito que eu serviria para ser sua esposa, eu duvido que uma mulher estupida possa ser sua esposa. E quanto ser uma Grifinória, acredito ser um ponto irrelevante diante da nova lei e o fato de ser sua aluna seja irrelevante pelo mesmo motivo.

– No entanto minhas razões são validas. – ele rebateu. — Eu não posso imaginar como chegou a cogitar essa possibilidade senhorita Granger, mas eu sugiro esquece-la. Eu não vou concordar com isso. Eu não vou me casar com uma criança.

– Eu não sou nenhuma criança. – eu digo me contendo para não bater os pés.

– Eu devo divergir. – ele diz friamente, olhando para cima, vendo que em minha raiva eu havia dado a volta ficando ao lado de sua cadeira, onde ele havia permanecido sentado.

– Tem alguém em vista?

– Não que seja da sua conta, mas não eu não tenho. – meus olhos brilham em triunfo. — E não senhorita Granger, mesmo não tendo ninguém a vista eu não irei considerar me casar como uma criança.

– Eu não sou uma criança.

Ele arqueia a sobrancelha. Ah isso era tão irritante. Eu vou provar para ele que eu não sou uma criança. E antes que eu pudesse refletir eu me inclino e pressiono meus lábios sobre os dele.

Seus lábios eram macios e se encontrava imóvel. E foi o bastante para me fazer cair na realidade. Eu estava beijando meu professor de poções. O que foi que me deu na cabeça?

Eu estava para me afastar quando sinto suas mãos agarrar minha cintura de encontro a ele, de forma que eu me encontrava em seu colo. Em minha surpresa eu entreabro os lábios, no qual ele aprofunda o beijo inserindo sua língua em minha boca, como se estudasse cada recanto escondido. Seu beijo é quente e apaixonado, diferente de tudo que eu havia provado antes.

Suas mãos deslizam pelas minhas costas e eu deixo escapar um gemido por entre meus lábios, o que parece despertar ele para o que estava acontecendo. Ele se levanta abruptamente quase me fazendo cair no chão no processo. E sem nenhuma palavra ele segura meu braço, empurrando-me para fora e fechando a porta em meu rosto.

Eu olho a porta fechada por alguns segundos antes de me encaminhar para minha próxima aula, meus pensamentos entorpecidos pelo que tinha acontecido a poucos momentos.

Eu beijei meu professor de poções e ele... Retribuiu meu beijo.

Como eu poderia encará-lo depois disso? Pelo menos eu não teria aula com ele pelos próximos dois dias e então o pensamento me bateu.

Eu tinha detenção com ele hoje à noite.


Notas finais
Gostaram? Deixe me saber. Essa detenção promete rsrsrsrsrsrs Beijos e até o próximo capítulo.