A Lei Do Casamento.

13 Contando a Ginny.


Notas iniciais
Oi lindas! Eu queria agradecer a Mili Oliveira e a Léka por indicar essa fic. Suas palavras em sua indicação me trouxe muita alegria, esse capítulo é especialmente para vocês, viu? Espero que se divirtam.
Agora vamos à estória.

Pov Hermione.

– Você fez o quê? – Ginny disse descrente.

– Eu lhe dei uma chupada. – eu gemi de encontro ao travesseiro.

– Por quê? – Ginny perguntou confusa.

– Eu estava há quarenta minutos ou mais debaixo daquela mesa e eu meio que me senti entediada e então ele resolveu me ignorar, eu fiquei irritada e... E... Eu não sei. – eu disse miseravelmente.

– Você está me dizendo que agiu por impulso? Por Merlin, Hermione.

– Eu estava entediada. – eu tento me justificar, mas mesmo para mim soou uma desculpa bem fraca.

– Então você pensou que chupando o pau dele era um ótimo método de se distrair?

– De certa forma funcionou. – eu disse me sentando.

– E o que vai acontecer agora? O que você vai fazer?

– Eu não sei. Quais são as minhas opções?

– Suicídio, transferir de escola ou ir e falar com ele sobre isso.

Eu gemi pensando nas alternativas.

Eu não poderia mudar de escola no meio do ano letivo, isto poderia afetar meu desempenho escolar e minha graduação. Suicídio não era opção. Eu não gostava de dor... E não reagia bem a ela. Eu ainda me lembrava de como eu havia me comportado ao cair da escada...

Flasch back on.

Uma vez que cheguei à parte inferior da escada, tendo a certeza que eu não havia morrido na queda eu vejo professor Snape descer a escada para se certificar que ele não tinha me matado... Tudo bem que ele não me empurrou escada abaixo, mas que não é o ponto. E como eu disse anteriormente eu colocava a culpa pelo acidente totalmente nele.

Gemi em desconforto enquanto ele corria a mão sobre mim em busca de danos. Eu gritei em dor quando ele chegou ao meu tornozelo e tentei me afastar de seu toque.

– Estou paralisada. Estou paralisada. – gritei.

– Se você está se movendo, obviamente você não está paralisada. – ele zombou, pegando meu pulso.

– Você poderia chamar um médico-assistente se não gosta de minha demonstração de dor. – eu rebato irritada.

Eu podia sentir ou mesmo suportar a dor se isso significava proteger um de meus amigos, caso contrário...

– Eu sou treinado como um médico-assistente. – ele diz, levantando a sobrancelha com um ligeiro sorriso apesar de minha dor insuportável.

– Mentiroso. – eu digo e ele solta minha mão imediatamente. Eu sabia que estava agindo de forma infantil. — Eu poderia ter caído de cabeça, pelo menos eu teria sido tirada da minha miséria. – eu digo com sarcasmo.

– Você vai ficar parada? – ele perguntou com raiva, enquanto eu batia suas mãos fora de mim. Gemendo de dor ao ter ele segurando novamente meu tornozelo. – Fique quieta. – ele ordenou.

Mas eu não fiquei quieta, eu não queria que ele me tocasse, eu estava muito mortificada pelo que eu tinha feito e a dor não estava me ajudando a pensar com clareza, eu odiava estar em dor... Dor nunca tirava o melhor de mim.

– Você pode andar? – ele perguntou, desistindo de tentar me segurar. Ele se aproximou novamente em minha demora a responder e tentou me pegar e chegou até mesmo a me erguer um pouco.

Eu pude sentir o calor de seu corpo junto ao meu, a fragrância que exalava de seu corpo... Hortelã e almíscar.

Ele cheirou meu cabelo?

Antes que eu pudesse analisar tal fato eu sou colocada no chão bruscamente.

– Acredito que um de seus amigos poderá carrega-la se isso for preciso – ele estreitou seus olhos em minha direção com um leve brilho se revelando neles. Eu acho que eu não gosto do tal brilho. — ou quem sabe eu devo leva-la para que você possa me dizer o que se passou em sua cabeça para...

Definitivamente eu não gosto do tal brilho.

– Oh! Eu me sinto um pouco tonta... Onde estou? – eu digo em lamento segurando minha cabeça, interrompendo suas palavras. Pela sua expressão eu podia ver que ele não acreditava em nada do que eu dizia.

Pânico lavado sobre mim. Eu não queria ter que conversar com ele agora.

– Senhorita Granger. – seu tom era de aviso e, eu me recusei a atender a seus olhos e me levantei mancando em direção à ala das enfermarias. A dor era terrível, mas se isso significava ficar longe dele...

Depois de um minuto ou dois, eu escuto ele bufar e maldizer atrás de mim, e para meu espanto eu sou colocada por sobre seus ombros. Eu estava completamente assustada e, em seguida, eu comecei a pensar furiosamente, olhando vagamente a surpresa nos olhos dos poucos estudantes tardios que caminhavam para suas respectivas aulas.

– Será que você poderia pelo menos me carregar de forma que os outros estudantes não possam ver minha calcinha?

– Sua saia é de um comprimento adequado e por tanto sua preocupação em mostrar sua... – ele parecia tropeçar na palavra. Ele estava envergonhado?

– Calcinha. – eu ofereci divertida.

– Ela não está sendo vista. – ele disse indiferente, virando o fim do corredor. Eu apenas suspirei.

Um minuto depois e nada dele mudar a posição que me carregava e eu me sentia frustrada. Eu podia sentir a musculatura de seu corpo abaixo de mim... Curiosidade floresceu em minha mente.

Quem diria que o professor de poções era tão forte, não que eu fosse gorda, mas eu nunca imaginei que ele pudesse carregar um aluno praticamente adulto sem, no entanto demonstrar qualquer sinal de cansaço ou fadiga ao subir escadas e andar vários corredores... Por Merlin! Por que as alas da enfermaria tinha que ser tão longe? Pobre dos alunos que se feriam e tinham que percorrer tal distancia.

Eu olhei suas longas pernas andando de forma fluida e parei em uma parte de sua anatomia... Será que era tão firme como parecia? Humm... Eu estiquei minha mão e apalpei sua bunda, ele vacilou em seus pés me batendo contra a parede. Doeu. E logo eu estava novamente no chão e ele me olhava com adagas em seus olhos.

O que eu tinha feito? Por que eu não conseguia parar minha curiosidade... Curiosidade que ao me parecer estava me deixando cada vez mais em apuros. Por que com ele?

– Merda!

– Cuidado com a língua senhorita Granger.

E quando ele perguntou o motivo de eu ter beliscado sua bunda, eu até cheguei a balbuciar sobre ter um papel grudado em suas vestes, não havia, mas não era como se ele tivesse olhos em suas costas. Eu verifiquei.

Antes que ele pudesse dizer algo mais, a senhora Pomfrey apareceu ao nosso lado e depois de uma rápida explicação de que eu havia caído das escadas, ele deu as costas e se foi.

Flasch back off.

Eu volto meus pensamentos ao ver Ginny ficando impaciente com a demora de minha resposta.

– Eu vou falar com ele. – eu digo simplesmente.

Ele não poderia está com raiva ainda, poderia?

– Você vai contar isso para Harry ou Ron?

– Não. – eu rebato de pronto. – E nem você.

– Ok. – Ela concordou, apertando minha mão suavemente. — E Mione... Tente não ir para cama com ele. Sei que pode ser difícil, mas... – ela diz divertida.

– Oh! Cale a boca Ginny! Isso não está me ajudando. – eu bato em sua mão.

Ela apenas ri e caminha para sua cama, se acomodando para dormir.

Houve silencio por um momento, enquanto eu fitava o teto deitada confortavelmente em meu travesseiro. E então uma Ginny muito animada me empurrou de modo que ela estava deitada ao meu lado.

– Qual foi à sensação? – ela perguntou curiosa.

– O que? – eu resmungo.

– Você sabe do que eu estou falando, não se faça de desentendida. Como foi a sensação? – ela voltou a perguntar incisivamente.

– Como um sorvete. Apenas maior mais grosso e quente. É tudo que eu vou falar sobre isso.

– Hermione!

– Não, Ginny eu não estarei falando sobre isso.

– Você tem que me dizer o que você fez passo por passo, para que eu possa saber o que eu devo fazer. – ela choramingou.

– Ginny você é a minha amiga, mas eu não quero saber... – ela me olhou com olhos suplicantes. — Você deveria perguntar isso a Lavanda. – eu digo exasperada.

– Lavanda. Por que eu não pensei nisso antes.

Alivio lavado sobre mim. Eu me sentia confortável de falar tudo com Ginny, mas era meio estranho falar sobre essas coisas... Eu não queria imaginar Ginny e Harry fazendo... Afastei as imagens mentais de minha cabeça, era um pouco assustador.

Novamente o silencio se refez.

– Como acha que ele vai reagir de agora em diante?

– Hum?

Ela ergueu um pouco o corpo de modo que estava olhando diretamente para mim.

– Você tem aulas de poções com ele daqui dois dias. Como acha que ele vai reagir?

– Eu não tenho idéia.

O silencio se prolongou novamente.

– Hermione, você só puxou sua boxe para baixo e o chupou? – eu gemi internamente, será que esse assunto nunca iria ser deixado de lado? – Digo, ele não deu nenhuma indicação de que queria isso? – perguntou Ginny me olhando atentamente.

Eu pensei sobre sua pergunta.

– Bem... Ele estava visivelmente excitado. Acho que ele queria... Não é? – eu disse nervosamente, torcendo meu cabelo por entre meus dedos.

– Há uma diferença entre querer algo e o realmente querer algo. – eu apenas olhei para ela confusa. – Quero dizer, eu quero meias novas, mas não significa que eu quero ou confio em alguém para compra-los para mim. Você entende o que eu quero dizer?

Eu continuo olhando confusa para ela. Eu sabia que ela estava tentando me fazer entender algo, mas devo dizer que seu método estava falhando miseravelmente.

– O professor Snape pode ter ficado excitado, o que não significa que ele gostaria de ter você a cuidar desse detalhe. Não sem o seu consentimento.

Eu penso em suas palavras.

– Eu sou uma idiota. – eu grito, abaixando minha voz ao ver Lavanda sentar em sua cama confusa devido ao sono, deitando novamente e voltar a dormir antes de eu voltar a falar com uma voz amena. – Quero dizer, vamos olhar sobre a sua perspectiva. Tem alguém grudado em minha virilha, no qual eu me sinto desconfortável e essa pessoa continua a me provocar e se esfregar de modo que com tantos estímulos me deixa muito excitado... Em uma sala aula cheia de alunos... Com a aluna sabe-tudo insuportável presa a minha virilha muito perto de meu pênis e, que puxa minha cueca para baixo e basicamente me estupra... E mesmo quando ao tentar leva-la para ter cuidados médicos é apalpado... Oh céus! Ele me odeia. – eu choraminguei.

– Você pode pedir desculpas. – Ginny tentava me acalmar.

– Você desculparia se Malfoy fizesse o mesmo com você? Você não ficaria nem um pouco chateada? – perguntei com pânico e raiva.

– Talvez um pouco... Tudo bem! Eu iria querer que cada um de meus irmãos tirasse um pedaço dele e depois chutasse seu traseiro. – ela pausa por um momento. – Como seria para obter Harry usar a língua...

– Ginevra Molly Weasley! Eu não quero imaginar isso, então...

– Ok, ok. – ela disse apaziguadora. – você tem razão, eu não iria querer ouvir você falando esse tipo de coisa se fosse com Ron. – ela estremeceu.

– Obrigada.

E cada uma ficou em silencio contemplando seu próprio pensamento.

– Eu não posso acreditar que fiz isso. – eu disse a ninguém em particular.

– Bom, seja como for, daqui dois dias não haverá como ambos evitarem um olhar para o outro. – Ginny diz levantando-se e indo deitar em sua própria cama.

Talvez suicídio não fosse lá uma má idéia no final das contas. Eu pensei afundando minha cabeça no travesseiro. Não, eu não gostava de dor... Foi meu pensamento antes de cair no sono.

Os dois dias seguinte passaram rapidamente. Quer dizer, não é como se o tempo tivesse passado mais rápido, é só que eu queria que demorasse a chegar. Por duas ou três vezes eu pensei em ir falar com ele, mas sempre no último momento eu desistia. Eu estava sendo covarde, eu bem o sabia. E quando o dia chegou, meus nervos estavam em frangalhos.

Eu me levantei cedo e fui tomar meu café no grande hall, junto com meus amigos. Eles por cortesia não falaram nada sobre minha inquietação.

Harry e Ron ainda queria saber onde eu estava para não ter ido à aula de poções, visto que eu nunca havia faltado a nenhuma aula até esse dia.

Não que eu tivesse faltado à última, se você considerar que eu estava presente, mais precisamente debaixo da mesa... Mas isso era algo que eu não poderia responder, pois isso levantaria perguntas que eu não queria responder. Dizer a Ginny foi mais do que suficiente, em minha opinião.

Olhei vagamente a mesa dos professores e sem nenhuma surpresa eu vi seu lugar vazio. Era como se ele estivesse me evitando. Não que eu não estivesse fazendo o mesmo.

Suspirei.

Conforme eu fui fazendo o meu caminho para a minha próxima aula eu sentia como se estivesse caminhando para minha morte. Tenho certeza de que sou. Gemi internamente.

Aula de poções.

Eu não tinha visto Severo desde que ele havia me levado para a enfermaria.

Eu podia ver a porta da sala de aula e lembranças dos últimos acontecimentos me vieram à mente, no qual eu afastei bruscamente, eu não deveria pensar sobre isso. Eu acho que não conseguirei olhar para a mesa do professor Snape sem pensar no que havia acontecido.

Será que ele pensava sobre isso? Quer dizer, eu não vou mencioná-lo se ele não mencioná-lo.


Notas finais
Espero que tenham curtido. Hermione está em pânico, mas será que ela tem motivos? rsrsrsrsrs Beijos e até o próximo capítulo. Reviews? Recomendações? Ambos são bem vindos.