Notas iniciais
Oi lindas! Nos vemos nas notas finais, ok?
Agora vamos à estória...

Pov Severo.

Eu andava pela sala enviando olhares frios a todos os alunos sem exceção. Nem mesmo os sonserinos, minha própria casa tinha ficado imune a meu humor hoje. Eu estava particularmente mais do que irritado eu estava colérico.

Eu passei os últimos dois dias queimando de desejo por certa... Menina. E por muitas vezes eu tive que me parar para não ir atrás dela e arrastá-la para meus aposentos para aplacar o desejo que ela havia despertado em mim.

Eu praticamente repetia a palavra ‘menina’ em minha cabeça como se fosse um mantra, mas mesmo eu sabia que era inútil e que menina dificilmente seria um termo apropriado para a Senhorita Granger.

Eu olhei de relance em sua direção, pegando seu olhar sobre mim, fazendo-a ruborizar antes de baixar seu olhar para a tarefa em mãos, mas mesmo quando eu continuei a me movimentar pela sala eu podia sentir seus olhos em mim.

Interessante... Eu pensei.

Eu me pergunto o que se passa em sua cabeça nesse instante. Não seria difícil ler seus pensamentos usando Legilmency, mas eu não queria invadir sua privacidade.

Será que ela pensava sobre o que aconteceu na última vez em que esteve nessa sala?

Somente o pensamento do que havia acontecido fazia meu pau vibrar de forma desconfortável.

Maldita menina!

Eu já estava tomando um tempo difícil somente quando tínhamos trocados poucos beijos e depois do que ela havia feito, eu simplesmente não podia ignorar as demandas de meu corpo. Eu a queria. Mesmo contra o bom-senso e todos meus argumentos contrários a idéia, eu a queria.

Eu havia perdido as contas de quantos banhos frios havia tomado nos últimos dois dias.

Eu queria perguntar sobre o que havia acontecido na ultima vez... O motivo de ela ter tomado tal atitude. Não que eu não tenha apreciado, mas me pergunto se ela já havia feito isso antes.

Somente esse pensamento me deixava enfurecido e a contragosto enciumado. Seria o menino Weasley a ter tido esse tipo de atenção? Eu não era adepto a fofocas e romances juvenis, mas depois de anos como espião duplo me fez ouvir muitas coisas, mesmo as mais banais... E era notório que o menino ruivo e ela havia tido mais do que uma simples amizade.

Maldito Weasley!

Eu volto a me sentar em minha cadeira, olhando minha mesa distraidamente... Suspirei. Eu nunca mais conseguiria ver minha mesa sem pensar no que tinha acontecido? Eu rangi os dentes, quase me contorcendo em minha cadeira por ter minha calça subitamente apertada.

Aparentemente não.

Eu olho o movimento dos alunos na sala, tendo cada um, entretido em sua devida poção.

Atualmente a classe estava trabalhando em um poção de envelhecimento e, claro, Longbottom estava tendo problemas. Eu estreitei meus olhos em direção à senhorita Granger que sussurrava instruções para o menino.

Será que ela nunca escutava o que eu dizia? Quantas vezes eu já havia lhe dito que ela não estava autorizada a instruir seu amigo? Eu posso até ver, ela seria uma péssima esposa e eu deveria me sentir bem melhor ao ter me decidido a não prosseguir com os seus planos de casamento por mais que os últimos acontecimentos me fez querer voltar atrás, mas por que eu não estava feliz com a minha decisão?

– Menos dez pontos de Grifinória. Senhorita Granger acredito que esse seja um projeto individual. – eu zombei em uma voz fria a fazendo corar profundamente. Ela mordeu o lábio inferior nervosa e voltou a sua própria poção.

– Vocês têm mais dez minutos. – eu digo — Eu quero que vocês peguem uma amostra de sua poção, engarrafe e rotulem e coloquem em cima de minha mesa antes de saírem e Longbottom tenha mais cuidado com esses ingredientes. – eu gritei exasperado as ultimas palavras e, mesmo quando o menino pulava sobre os próprios pés e arregalava os olhos em pânico em minha direção isso não amenizou meu humor.

Por Merlin! Esse menino deveria ser impedido de ficar perto de um caldeirão.

Eu penso voltando minha atenção ao livro em minhas mãos, contudo sem de fato lê-lo. Eu olho de relance a responsável pela minha inquietação e meu humor cada vez mais sombrio. Aquela que parecia tomar cada vez mais parte de meus pensamentos.

Hermione Granger.

Desde que ela havia entrado na classe eu tentei ignorar sua presença, olhando tudo e todos que não fosse ela. É claro, que mesmo contra o bom-senso, invariavelmente meus olhos recaiam nela ou mesmo ao olhar em outra direção seus movimentos não me passavam despercebidos. Eu nunca tinha sido tão consciente da presença de outra pessoa e isso me irritava profundamente.

Acredito que nem mesmo o Lord das trevas tinha tido tal domínio sobre mim e eu seria miserável se ela tomasse conhecimento desse fato.

E mais uma vez eu me perguntava quando foi que meus sentimentos haviam mudado em relação a ela. Nesse momento ela me olha e ruboriza abaixando seu olhar no mesmo instante.

Eu devo me manter longe dela. Talvez isso a fizesse mudar seus planos e iria em busca de outro candidato para se casar.

Contrariando os meus pensamentos iniciais eu me levanto e caminho pela sala novamente, antes de parar bem atrás dela. Eu posso dizer que ela está bem consciente de minha presença, pois seu corpo está tenso como cordas de violino em minha aproximação.

– Gostaria de dividir seus pensamentos, Senhorita Granger? – eu sussurro em seu ouvido, me divertido com seus olhos se alargarem em pânico e como seu corpo estremeceu quando meu corpo roçou ao seu ao me aproximar mais um pouco dela.

– Não, senhor... E-eu tenho que terminar minha poção. – ela disse olhando o liquido claro em seu caldeirão. Uma poção perfeita a jugar pela cor e cheiro, eu não deveria me surpreender. Suas poções eram sempre perfeitas, não que eu fosse lhe dizer isso.

– Então termine. – eu disse sereno, sem mover um milímetro de onde estava. Era obvio que ela não queria falar sobre o que havia acontecido, mas eu precisava saber o que a motivou a fazer o que ela tinha feito, mesmo temendo sua resposta.

– Eu não posso com você atrás de mim. – ela diz suavemente.

– Eu sou o seu professor e é minha obrigação verificar as tarefas de meus alunos. – eu digo simplesmente. Eu estava me divertido com sua aflição obvia.

Talvez isso compensasse a aflição que ela havia me feito passar na aula anterior.

– Claro. – ela murmurou quase inadiavelmente, mas estando tão perto dela eu pude ouvir.

Ela acrescentou os últimos ingredientes com as mãos trêmulas.

– Diga-me senhorita Granger o que se passou em sua cabeça em nossa ultima aula? – eu sussurro minha pergunta incapaz de segurar minha curiosidade.

Ela engoliu de forma audível e sua mão passa há tremer um pouco mais, mas ela logo fecha suas mãos em punhos nas laterais de seu corpo como se quisesse abrandar... Sua raiva? Seu nervosismo?

Eu é que deveria está furioso. Ela me colocou em uma situação delicada, e se algum dos alunos tivesse presenciado o que tinha acontecido?

Eu inspirei profundamente o cheiro de hortelã que vinha de seus cabelos e... Algo queimando?

– Neville NÃO! – Eu escuto ela gritar, antes de empurra-la para trás e minhas vistas fiquem turvas e uma escuridão se aposse de minha mente.


Pov Hermione.

A aula em si estava se tornando um martírio para mim. O professor Snape estava nitidamente furioso e seu olhar estava mais gélido do que habitual.

Eu tinha que me desculpar, mas ele aceitaria minhas desculpas? Não parecia que isso fosse acontecer.

Ah! Se antes eu achava difícil faze-lo concordar em se casar comigo, eu praticamente podia dizer que agora que minha chance de me casar com ele era praticamente nula. Ele jamais iria aceitar.

E quando ele se aproximou de mim, eu sabia o que ele iria dizer... E eu não fiquei desapontada. Eu tinha planejado minhas desculpas cuidadosamente, mas quando ele sussurrou em meu ouvido todo pensamento coerente saiu de minha cabeça e eu quase me inclinei para trás para apoiar meu corpo ao dele ao sentir minhas pernas fraquejar.

Eu tentava pensar furiosamente quando foi que eu comecei a me sentir dessa forma em relação ao meu professor de poções. Eu sei que eu já sentia uma leve atração em sua direção há alguns anos atrás, mas agora era como se eu não pudesse me conter. Era como se eu tivesse engarrafado e tivesse libertado nesse momento. Tudo bem que eu não pude pensar muito no que eu sentia ou pensava devido à guerra iminente, mas o que ele fazia me sentir ou fazer era por demais surreal.

Se eu não soubesse melhor eu poderia pensar que isso era obra de um feitiço.

Um movimento a minha esquerda chama a minha atenção. Neville estava para colocar mais um ingrediente em sua poção... O ingrediente errado.

– Neville NÃO. – eu grito antes de ser jogada para longe.

Eu me levanto um pouco desorientada, olhando a confusão a minha frente e fico chocada com a visão a minha frente.

Eu vejo um Neville Longbottom, um Draco Malfoy e um professor com uma expressão muita irritado em torno de seus... Dois anos de idade?

Neville e Draco nus passam a correr na sala de aula enquanto um menino em uma pilha de vestes negras ao seu redor olha para todos com uma carranca adorável em seu rosto.

Eu não podia acreditar que o homem que eu estava esperando me casar era agora uma criança.

Eu saio rapidamente de meu choque momentâneo e me encaminho em sua direção.

Eu o envolvo em meu manto e o pego em meu colo, ele abre a boca para dizer algo, mas a fecha novamente me olhando irritado, mas que no rosto de um menino de dois anos não se podia dizer que era intimidador.

Será que nosso filho se pareceria como ele? E sem perceber um sorriso se espalha em meu rosto.

– Você é adorável. – eu digo suavemente, antes de ri com a expressão de choque em seu rosto que logo vira uma carranca, sendo acompanhada pelos demais alunos em minha risada ao ver a contrariedade de nosso professor de poções em meus braços.

Pov Severo.

Quando eu voltar ao normal eu vou matar Longbottom! Eu não posso acreditar que eu estou nu.

Eu me sentia mortificado e congelo ao sentir a senhorita Granger me envolver em seu manto me levantando em seu colo. Eu abri minha boca para dizer algo, mas nenhuma palavra saiu, e eu fecho minha boca novamente olhando irritado em sua direção.

Eu olhei descrente a garota a minha frente. Por que diabos ela estava sorrindo?

– Você é adorável. – ela diz suavemente.

Eu não sou adorável!

Notas finais
Espero que tenha curtido. Antes que me perguntem... Severo não permanecera criança por muito tempo... talvez dois ou três dias no máximo, mas foi um jeito que eu achei para que ele conhecesse a Mione um pouco mais, afinal alguém vai ter que cuidar do menino Snape, não é mesmo? rsrrsrsrsrsrsrs Quem sabe isso acabe por derrubar as barreiras que ele tenta manter... Beijos e até o próximo capítulo.