A Irmãzinha

28 Capítulo Vinte e sete


Notas iniciais
Oi minhas irmãzinhas :)
Tudo bem?
Eu espero que gostem bastante desse novo capitulo.
Boa leitura!

–Bella eu senti saudades de você – Molly me disse ainda em meus braços que estavam satisfeitos em tê-la ali.

–Eu também querida, cada minuto que eu passei longe.

–É mais agora você está aqui comigo.

–Eu estou sim – ela olhou para mim franzindo o cenho e me olhando de lado. Eu me preparei por que sabia que quando ela fazia aquela expressão viria algo grande saído daquela cabecinha.

–Agora você gosta do seu cabelo? – eu ri.

–Eu já lhe disse o por que eu usava o véu querida e não era por causa do meu cabelo. Não se lembra?

–Ah eu me lembro sim. Era por que você pertencia a Jesus não é? – eu assenti – você não pertence mais?

–É isso que Edward e eu viemos falar com você – Olhei para Edward que se aproximou de nós sorrindo – que tal se a gente fosse para algum lugar conversar?

–Eu tenho o lugar perfeito – Edward segurou minha mão – venham comigo senhoritas – eu deixei que ele me guiasse com Molly em meus braços que foi me beijando por todo o caminho que levava para a arvore enorme que costumávamos nos sentar para brincar. Quando percebeu para onde ele nos levava Molly quis descer e foi correndo na frente, Edward segurou minha mão e caminhamos devagar atrás dela.

Nós nos sentamos juntinhos embaixo da grande arvore com Molly na nossa frente, Edward passou o braço em volta da minha cintura e ela sorriu atenta aos nossos movimentos e toda contente com cada um. Diante daquele sorriso eu resolvi começar.

–Molly você se lembra que eu disse que um dia eu iria deixar de vir aqui todos os dias para brincar com você e que não poderia mais dormir e nem fazer as festas que a gente fazia de vez em quando – ela assentiu.

–Faz muito tempo, mas eu lembro, foi quando você foi embora mais depois voltou.

–É sim querida, mas agora é de verdade, eu fui mesmo embora dessa vez. Eu não sou mais freira.

–É por isso que você não usa mais aquela roupa e nem aquele pano na cabeça?

–É sim querida – eu ri – mas o que eu estou tentando te dizer é que não vou poder estar aqui com você todos os dias como eu disse que aconteceria e nem vou poder dormir mais aqui com você, mas eu prometo que vou vir te visitar muitas e muitas vezes junto com o Edward

–Tudo bem – ela disse sorrindo e eu franzi o cenho.

–Mesmo?

–Sim – ela olhou para o Edward e tapou a boca dando uma risadinha e ele riu também. Não estava entendendo nada.

–O que foi? Do que estão rindo?

–Não é nada meu amor – Edward piscou para Molly – é coisa nossa.

– O que vocês estão aprontando?

–Não é nada Bellinha – Molly subiu no meu colo acariciando meu rosto. Eu estreitei os olhos e olhei para o Edward intimando-o a contar a verdade e ele suspirou.

–Molly está rindo por que eu já lhe contei isso...

–Você contou? Quando?

–Eu vim visita-la quando passei no seminário para buscar minhas coisas. Eu fiquei preocupado por deixa-la aqui sozinha e vim conversar com ela, para que ela não ficasse triste –olhei para Molly que assentiu freneticamente.

–E por que você não me contou? – perguntei um pouco magoada com Edward – Sabe que eu estava preocupada.

–Por que não tinha importância. Eu só vim dizer a ela que não veríamos todos os dias. Foi a única coisa que eu disse.

–Eu fiquei feliz quando o Edward veio. – ela disse olhando de mim para ele – Quando eu acordei segunda-feira eu me vesti direitinho, escovei os dentes e comi tudinho meu café da manhã para você ficar feliz comigo e depois eu me sentei junto com a minha Bella para esperar você, mas as irmãs chegaram e me disseram que você tinha ido no médico e não ia vir me ver. Eu pedi para o papai do céu cuidar do seu dodói para que ele sarasse. Funcionou?

–Funcionou sim – eu ri – o papai do céu sempre escuta as nossas orações. Obrigada por rezar por mim.

–Dinada – ela sorriu satisfeita e continuou depois de tomar bastante folego – Ai depois o dia passou e eu brinquei com as minhas amiguinhas e o Edward também não veio. No outro dia, todas as irmãs chegaram de novo, mas você não. Eu perguntei onde você estava, mas elas não sabiam e que não tinham visto você em lugar nenhum. Eu fiquei triste pensando que você tinha ficado no hospital, mas ai o Edward chegou e me contou que você não podia mais vir aqui todos os dias e foi só depois que eu me lembrei que você disse que ia embora um dia e eu perguntei a ele se era verdade.

–Ele te disse mais alguma coisa?

–Ele disse que era e que ele me visitaria também muitas vezes e me levaria para fazer muitos passeios como no dia do seu aniversário.

–Foi divertido não foi?

–Muito Bella. Eu queria tanto ir de novo. Vamos? Por favor?

–Vamos sim. Eu e o Edward vamos combinar um dia de fazer uma coisa bem especial com você, nós vamos nos divertir muito.

–Obaa! – Ela bateu palmas e riu animada começando a dizer ao Edward o que ela gostaria de fazer e onde eles poderiam ir e eu fiquei contente em ver aquele lindo sorriso em seu rostinho, me fazia tão bem.

–Edward – eu chamei tirando da festa que ele estava fazendo com ela – você contou a ela sobre nós?

–Não. Eu só disse para a Sra. Clarke, eu não queria que ela ficasse surpresa quando te visse te deixando numa situação constrangedora.

–E funcionou – eu sorri – isso foi muito doce meu amor, obrigada.

–E essa mocinha tão linda ainda não sabe o que nós temos – ele a abraçou beijando-lhe a bochecha.

–O que vocês tem? – ela perguntou intrigada.

–É que você me perguntou se eu pertencia a Jesus não foi? Mas eu não pertenço querida, nunca pertenci e eu não sou mais freira justamente por isso, é ao Edward que eu pertenço – ela olhou para ele sem entender com o cenho franzido e ele riu.

–O que ela quis dizer meu amor é que nós estamos juntos, Bella é a minha namorada ...

–Eu já sabia! – ela bateu palmas animada – eu vi você beijando ela e sabia que eram namorados.

–O que você não sabe querida, é que nós vamos nos casar – ela parou parecendo pensar em algo.

–Mais eu queria que você casasse com a Bella e você me disse que padres não podem se casar.

–E foi por isso mesmo que eu deixei de ser seminarista. Eu quero me casar com a Bella, eu a amo muito e então eu não vou mais ser padre.

–Ah que bom! Eu posso ser daminha no casamento? – Edward riu.

–É claro que pode meu amor, nós viemos aqui justamente para te convidar.

–É mesmo Bella?

–É claro que sim.

–Eu estou tão feliz – ela riu – Eu gosto muito de casamentos!

–Verdade? Quantos casamentos você foi?

–Ah... Nenhum ainda – Edward e eu rimos quando ela deu de ombros – mas eu gosto de ver na televisão e nas historinhas das princesas que se casam com os seus príncipes. É tudo muito bonito, o vestido, a igreja, o beijo de amor quando o padre pede...

–O casamento é bonito querida, não só a cerimonia, mas o que ele significa.

–E o que significa?

–Quando duas pessoas se casam elas estão entregando a sua vida ao companheiro. Eles querem dividir tudo, suas alegrias tristezas seus sonhos, enfim eles esperam dividir a vida um com o outro e ser felizes juntos. É isso que eu busco com o Edward, queremos ter uma família só nossa – Molly e Edward se entreolharam e ele sorriu para ela assentindo, provavelmente entendendo alguma pergunta em seu olhar e ela ficou radiante. Querendo um pouquinho de atenção eu disse.

–Sabia nós vamos ter um bebê? – Edward beijou meu pescoço e colocou a mão em minha barriga

–Você vai? – ela perguntou olhando para a minha barriga onde Edward acariciava – ele está ai dentro?

–Está sim. Ainda é muito pequeno, mas ele está crescendo.

–E ai você vai ficar barriguda?

–Eu vou. Minha barriga vai crescer bastante junto com o bebê até que ele esteja grande o suficiente para sair daqui.

–Como foi que o seu bebe foi parar ai dentro da sua barriga? Você comeu ele?

–É claro que não querida.

–Então como? — eu olhei para o seu rostinho intrigado e ela fazia aquela expressão de quando queria saber de algo.

–É uma coisa um pouco complicada que eu acho que você não entenderia... – eu olhei para Edward que parecia tão sem jeito quanto eu.

–Eu entendo sim, eu sou muito inteligente, não se preocupe.

–Molly... nós não sabemos como te explicar isso...

–Por favor, me diz como foi?

–Hmm... – Eu disse tentando ganhar tempo e desconcertada olhei para Edward pedindo ajuda. E ele gentilmente me socorreu.

–Deus me presenteou com uma sementinha muito especial que faz bebes... — ela ofegou surpresa.

–É mesmo? E só você tem?

–Na verdade, todos os pais tem essas sementinhas e todas as mães tem o lugar certo para que essas sementinhas cresçam e se tornem bebês.

–Que é dentro da barriga?

–Sim. Essa sementinha demora nove meses para ficar pronta e nascer uma criança, até que aconteça ela fica crescendo dentro da mãe.

–Ah bom... – ela assentiu entendendo – Não era tão complicado assim Bella.

-Eu acho que você é quem é inteligente de mais.

-Isso eu sou mesmo — ela sorriu orgulhosa. Ela continuou olhando Edward que acariciava minha barriga — como é que o bebê vai se chamar?

–Eu ainda não sei querida, nós ainda nem sabemos se é menino ou menina.

–E quando vão escolher o nome dele?

-Ainda falta muito tempo para ele nascer. Não precisamos ter pressa. Por que?

–Por que eu tenho algumas ideias de nome.

–Você tem? Então conte, quem sabe nós gostamos.

–Eu tenho certeza de que você vai amar Bellinha. Que tal se for menino se chamar Isaward? – eu ri e Edward fez uma careta.

–Isaward? De onde você tirou esse nome?

–É a mistura de Isabella e Edward. É perfeito!

–E se for menina? – perguntei ainda me divertindo.

–Hmm... Que tal Edwella?

–Não Molly. O nosso bebê merece ter um nome mais bonito, não é querida – eu assenti rindo e ela olhou para nós pensativa.

–Você vai ser a mamãe dele não é Bella? – eu assenti e ela olhou para o Edward – e você vai ser o papai? – Edward assentiu também e ela ofegou sorrindo — e então... ele vai ser...

–Shii – Edward a impediu de falar olhando seriamente para ela – Molly lembre-se do nosso segredo.

–Oops quase que escapa – ela deu uma risadinha e olhou para mim sorrindo emocionada – Oh Bella! Eu estou tão tão contente! – ela se jogou em meus braços e Edward riu eu a abracei com carinho sem entender o que foi esse rompante. Edward sorriu para ela e se aproximando lhe beijou as bochechas.

–Lembra o que eu te disse no outro dia? Nós te amamos Molly e estaremos sempre com você.

–Eu sei e eu amo muito vocês dois também, muito muito – ela esticou os bracinhos me abraçando com um e o Edward com o outro. Ele nos envolveu em um abraço apertando nós duas até que Molly começou a rir – você está esmagando nós duas.

–Ah me desculpe – ele riu – não queria esmagar vocês.

–Tudo bem. E quando é que a gente vai sair para passear?

–Quando você acha Bella?

–Eu não sei, eu preciso encontrar um vestido...

–É mesmo Bella? Eu posso ajudar você eu sei escolher vestidos de noiva maravilhosos para você ficar maravilhosa.

–Eu não posso dispensar a sua ajuda então. Eu levo você para me ajudar e além disso teremos que encontrar um vestido para você também. A minha daminha precisa estar tão maravilhosa quanto eu.

–Eu já posso imaginar como vai ser o seu vestido Bella Eu acho que você deveria usar um que seja...

–Molly você não pode dizer como o vestido será na frente do Edward – ela tapou a boca e arregalou os olhos.

–Por que não?

–Ele é o meu noivo e dá azar o noivo saber como a noiva vai se casar. A gente precisa fazer uma surpresa.

–Verdade? – eu assenti

–É sim, o noivo só pode ver a noiva não hora do casamento, então você pode me ajudar a escolher um vestido, mas você não pode contar ao Edward como ele é.

–Nós vamos ter um segredo também?

–Também? Você tem segredo com o Edward é?

–Eu tenho.

–Me conta?

–Não Ela não vai te contar o nosso segredo assim como ela não vai me contar o de vocês não é Molly?

–Desculpe Bella eu não posso te contar. É uma coisa muito séria, muito muito séria.

–Tudo bem, eu não pergunto mais.

–Por que vocês não ficam ai falando sobre vestidos e festas enquanto eu vou falar com a Senhora Clarke? – eu franzi o cenho.

–De novo? O que você tanto fala com ela?

–Eu tenho algumas coisas para resolver.

–O que por exemplo?

–Não seja curiosa meu bem. Um dia você vai saber – eu franzi o cenho enquanto ela ficasse de pé – não faz essa carinha meu anjo. Eu amo você, não se esqueça nunca disso.

–Aproveite que você está aqui com a Molly, mate a saudade dela, eu sei que é muita. Eu vou deixar vocês duas em paz, e quando tivermos que ir eu volto.

–Tudo bem. Vamos ficar por aqui.

Assim que Edward se afastou Molly e eu começamos a conversar sobre várias coisas, ela me disse como imaginava que eu me casasse com os vestidos das princesas ou com lacinhos cor de rosa em meu cabelo. Ela disse que é a última moda no reino que ficava muito distante daqui.

Enquanto conversava com ela, eu tentava ver onde o Edward estava e imaginando o que tanto ele conversava com a Sra. Clarke que eu não poderia saber agora. Ele não estava cumprindo com o que propôs de não escondermos nada um do outro, haviam tantas coisas que ele não contava para mim, tantas coisas que eu queria saber e ele não me dizia. Não que eu estivesse desconfiada, mas ele tinha razão ao dizer que foram as pequenas coisas que deixaram tudo complicado entre nós.

Eu precisava falar com ele para esclarecermos isso de uma vez por todas.

A nossa visita não durou muito mais. Deixamos combinado que íamos vir buscar a Molly para passar o fim de semana e a Sra. Clarke não viu problema nenhum.

Voltamos para onde nossas mães estavam com o carro e elas se acomodaram depressa para irmos embora.

–Nós podemos ir para casa agora? – Esme perguntou sorrindo quando nos acomodamos no banco de trás.

–Nós gostaríamos de passar na igreja antes, se não se importa. Ficamos de marcar a data do nosso casamento.

–É mesmo? E quando pretendem marcar?

–Eu não sei. Alice me disse que em um mês ela consegue arranjar tudo o que a Bella precisa e eu vou conseguir deixar pronto tudo o que eu estou preparando para nós, e então eu acho que dá para marcar a data para daqui há um mês. O que você acha meu amor, por você tudo bem? Ainda não vai ter dado tempo para a sua barriga crescer e é bem próximo...

–É perfeito meu amor – eu dei um selinho nele sorrindo.

–Você pode escolher o dia que quiser.

–Eu vou pensar nisso até chegar lá – eu disse bocejando e Edward riu.

–Como foi que você ficou tão cansada meu amor?

–É que eu acordei muito cedo esperando você que não veio ficar comigo...

–Me perdoe, queria ter ficado com você, mas não pude.

–Eu ainda não sei o que você tanto faz quando some o dia todo – resmunguei meio grogue me ajeitando nos braços de Edward.

–Eu vou te contar na hora certa meu amor, não se preocupe.

–Eu só quero ver – murmurei e ouvi o riso baixo de Edward e seu lábio em minha testa foi a última coisa que eu senti antes de apagar.

.

–Você não vai no quarto dela garoto, não insista – ouvi meu pai dizer perto de mim me despertando de repente.

–Mas Charlie eu só quero coloca-la na cama, eu já volto – Edward pediu um pouco alterado, mas ainda assim tentando falar baixo me abraçando e foi só assim que percebi que eu estava em seu colo.

–Eu sei muito bem o que você quer e se depender de mim você não vai ter, pelo menos não até que se case com ela.

–Senhor, pelo amor de Deus! Ela está cansada, no sétimo sono olha para ela. Só quero que ela descanse bem em sua cama.

–Não me interessa. Você não vai lá e ponto final.

–Tudo bem Edward, eu fico aqui mesmo – eu disse querendo que a briga acabasse.

–Você deveria ir para o seu quarto descansar um pouco meu amor, parece estar exausta.

–Eu estou, mas não quero que vá embora, quero ficar aqui com você.

–Tudo bem meu amor, eu fico – Edward me levou para sala sentando comigo em um sofá e meu pai sentou no outro olhando para nós.

–Você foi na igreja? Eu apaguei completamente e não vi nada.

–Eu não fui. Fiquei sem coragem de acordar você e quis te deixar em casa, mas agora que acordou e quer que eu fique resolvi ficar aqui com você então — ele se inclinou em me beijou rapidamente — é tão bom estar ao seu lado, sabia?

Por mais que estivesse passando um jogo do time favorito dele na TV, eu sentia o olhar de meu pai constantemente sobre nós, mas eu não me importei e Edward muito menos. Ele deitou no sofá e me puxou para junto dele, como já havíamos ficado muitas vezes. Eu o abracei, fechando meus olhos e seu cheiro, seu corpo junto ao meu foi me acalmando e somado ao carinho que ele fazia em meus cabelos, em pouco tempo eu estava quase dormindo novamente.

Edward se aproximou um pouco mais passando levemente o nariz em meu pescoço e quando chegou ao meu ouvido sussurrou:

–Quando a gente se casar eu nunca mais vou dormir sabia?

–Depois a insaciável sou eu não é? – falei um pouco grogue pelo sono e ouvi seu riso baixo.

–É claro que eu vou querer fazer amor com você boa parte da noite, mas o resto dela eu vou passar olhando para você. Te ver dormir, acordar com você é o paraíso. Eu mal posso esperar por isso – eu abri meus olhos e encontrei os dele, tão brilhantes e o seu sorriso torto perfeito me fez perder o folego e meu coração disparar como sempre acontecia.

–Eu também quero, quero muito meu amor. Talvez a gente devesse se casar agora mesmo sem se importar com nada – falei puxando seu rosto para o meu o sono desaparecido completamente – deixa tudo de lado, vamos ficar juntos.

–Eu também gostaria amor, mas o padre tem razão, não podemos nos precipitar. Eu preciso encontrar um lugar para gente morar e cuidar da sua surpresa...

–É isso que você tem feito nesse tempo que você passa longe de mim?

–Sim. Por mais que eu queria estar ao seu lado o tempo todo, como pai de família eu preciso cuidar para que a nossa vida seja tranquila, quero que seja feliz Bella, que viva confortavelmente.

–Você encontrou uma casa para nós?

–Sim. Meus pais nos deram uma casa que a minha mãe herdou dos meus avós. É uma casinha pequena, perto da floresta na entrada da cidade, mas é um bom lugar para começar a nossa família.

–É mesmo? — eu sorri imaginando e ele assentiu.

–Eu tenho ido até lá para limpar e colocar as coisas em ordem. Era um surpresa também, mas essa eu não consegui guardar de você. Até por que eu pensei que talvez você gostaria de arrumar do seu jeito, que você fosse querer deixar a sua cara. Faltam algumas coisas, mas eu posso ir comprando devagar conforme os meses passem, afinal nós já temos o essencial – ele riu – eu posso te levar lá amanhã antes de começar o meu expediente na igreja. O que você acha?

–Eu vou adorar meu amor. Puxa você é incrível em poucos dias já conseguiu tantas coisas...

–Eu já estava cuidando disso há algum tempo, de dentro do seminário eu pedi a minha mãe para ver a casa para mim. Os moveis que tinham lá eram da nossa casa em Chicago, Esme comprou tudo novo quando se mudou. Melhor para nós não é?

–Edward, isso tudo é muito bonito, mas você não precisa fazer tudo sozinho, eu posso e quero ajudar você – ele ia negar e eu tapei a boca dele – Amor isso não é justo. Quero te ajudar no que for preciso, temos que ser parceiros como sempre fomos. Vou ser sua esposa e quero te ajudar a crescer estar ao seu lado para o que der e vier.

–Essa é a minha função querida. Eu quero que tudo que eu estou planejando para nós dê certo meu amor, você vai ficar tão feliz se eu conseguir e só de imaginar seu sorriso me dá vontade de lutar por isso com unhas e dentes.

–Eu não sei o que você está planejando, mas eu confio em você... – Edward segurou meu queixo examinando meus olhos. Sei que procurava algum sinal de dúvidas e sei também, que ele não encontrou. Então ele suspirou antes de dizer.

–Eu sei que errei muito colocando em pratica tudo aquilo que eu tinha em mente sem sequer pedir a sua opinião e sei que foi isso que acabou deixando as coisas na situação que elas se encontram agora – ele apontou meu pai com um gesto com a cabeça e eu sorri assentindo – você tem toda a razão, nós temos que ser parceiros, compartilhando tudo.

–Então vai me contar o que é a grande surpresa? – perguntei animada e ele negou.

–Ainda não. Eu sei que devia contar a você o que está acontecendo, pedir a sua opinião, mas eu tenho certeza que você vai amar e que eu estou fazendo a coisa certa dessa vez.

–Como sabe?

–Por que antes eu estava seguindo a minha cabeça, o que era certo pela parte logica, ignorando por completo o meu coração que gritava para que eu fosse pelo lado contrário. Agora eu estou seguindo o meu coração, ouvindo o clamor dele. Não tem como estar enganado dessa vez.

–Mesmo assim eu não quero só ficar sentada vendo você cuidar de tudo...

–Mas Bella, eu quero cuidar de você...

–E eu de você e é por isso que devemos trabalhar juntos, um amparando o outro sempre. Certo? – ele me olhou sério e eu imitei o seu olhar fazendo ele rir um minuto depois.

–Tudo bem, vamos fazer isso, mas só depois que você tiver o bebe, durante a gravidez quero que fique quietinha em casa cuidando de tudo o que a médica disser e me esperando para curtirmos juntos.

–Tudo bem eu concordo, mas só dessa vez.

–Isso mesmo – ele me deu um selinho longo e meu pai pigarreou lembrando-nos de que ele ainda estava ali vigiando. Edward se afastou acariciando meu rosto e sorriu – Eu não vejo a hora de sentir o nosso filho chutar minha mão sabia? De ver você acordando de madrugada para me pedir coisas estranha para comer por que está com desejo.

–Eu achei que os pais torcessem para que isso não aconteça com eles.

–O que você não sabe que eu sou um pai normal. Eu quero passar por cada uma dessas coisas, estou ansioso para isso.

–Eu acho que você é louco então – eu ri.

–Eu sou mesmo. Louco por você e por essa criança que você está carreando, são a minha vida e eu faço qualquer coisa para que estejam bem – eu assente e ele beijou minha testa.

Eu tentei beijá-lo mas meu pai pigarreava e resmungava o que nos fez separar. Edward parecia estar bem e então eu nem liguei também. Ele me olhava intensamente e acariciava meu rosto.

–E então Bella, você já pensou em que dia nós vamos nos casar? – Ele perguntou depois de suspirar olhando do meu pai carrancudo para a minha boca.

–Ainda não. Quando você diz que tudo o que precisamos estará pronto no mês que vem, significa que poderemos nos casar no dia primeiro de julho?

–Não. Nós vamos estar prontos daqui a um mês, então só lá pelo dia quinze.

–A nossa data seria depois do dia quinze então? – Ele assentiu

–O que você acha do dia dezesseis?

–Era exatamente o que eu iria sugerir.

–Perfeito – ele riu – eu mal posso acreditar que daqui a um mês estaremos casados.

–Nem eu meu amor. É tão surreal que isso seja verdade. Eu consegui, vou me casar com você!

–Você fala como se fosse a grande vencedora aqui.

–E eu sou. Vou me casar com o homem que eu amei e sonhei por toda a minha vida, meu melhor amigo... Não há premio maior que esse — eu ri — e só falta um mês para o grande dia!

–Parece pouco para você? – Edward emocionado perguntou olhando em meus olhos – para mim parece uma eternidade, mil anos para cada dia. Ah minha Bella eu te amo demais e mal posso esperar para começar a nossa vida.

Segurando meu rosto Edward beijou meus lábios sem pressa, cheio de determinação, tanto que nem os sons irritantes do meu pai foram capazes de fazê-lo parar.

Notas finais
E ai? O que acharam? Contem para mim, por favor!
Eu demorei um pouquinho por que a minha internet tava fazendo graça aqui --', mas eu consegui :D
Espero voces na terça que vem hein?
Beeeeijos té lá!