A Irmãzinha

29 Capítulo Vinte e oito


Notas iniciais
Oi minhas queridas irmãzinhas :D Como estão? Espero que nao estejam bravas com a minha demora, é que a minha casa está em reforma e tudo está fora do lugar, tive que matar vinte e tres pessoas para conseguir ligar o wi fi, mas eu consegui. O capitulo foi escrito com muito carinho, eu espero que voces gostem. Boa leitura!

Edward e eu passamos vários minutos namorando no sofá e quando meu pai se cansou de ser ignorado por mim e meu noivo, praticamente o expulsou de casa e assim que ele se foi eu resolvi ir para o meu quarto mesmo sendo cedo demais para dormir.

Tomei um banho, vesti uma camisola macia e confortável e me sentei em minha cama sem nada para fazer. Automaticamente peguei o terço de Edward para me sentir um pouco mais perto dele, já que o sono absurdo que eu estava sentindo antes tinha sumido totalmente. Fiquei brincando com as contas enquanto pensava.

Hoje foi um dia relativamente fácil se comparado aos dias que passamos nessa semana, diante de tantas coisas que aconteceram e que mudaram nossas vidas de uma hora para a outra, era como se finalmente pudéssemos respirar um pouco depois de muito tempo sem ar.

Saber sobre o nosso filho hoje foi uma alegria imensa, e por mais que o médico tenha me garantido que eu estava gravida foi emocionante e ter a certeza de que ele realmente estava aqui e, graças a Deus, crescendo muito bem. Sem falar que olhar para o meu bebê, mesmo não conseguindo distingui-lo em meio a tantos borrões, foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida.

Ver a Molly também foi incrível, apesar de ainda não ter conseguido sanar toda a saudade que eu sentia dela, ao menos fico mais tranquila em saber que ela está bem, em ver o seu sorriso e suas brincadeiras com meu Edward. É tão lindo ver os dois juntos e toda a afinidade que eles adquiriram em tão pouco tempo, como se eles se conhecessem a vida toda, a ponto de tramarem algo contra mim. O que será que eles estavam escondendo?

Eu não conseguia parar de pensar em como tudo ficava completo com ela conosco, em como eu queria ter ela perto de mim todos os dias, seus sorrisos, suas conversinhas infantis. Gostaria de poder brincar com ela e ensinar muitas coisas...

Eu queria ser sua mãe.

Eu suspirei olhando para o terço branco em minhas mãos enquanto me deitava confortavelmente na cama e abraçando o meu travesseiro, quando e a porta do meu quarto foi aberta pela minha mãe.

–Oi querida. Eu posso entrar? – eu assenti ela veio em minha direção – já vai dormir?

–Acho que sim, eu não tenho mais nada para fazer e o Edward foi embora. O dia hoje foi bem cansativo.

–Eu posso imaginar que mesmo com todo o cansaço, você deve estar se sentindo feliz por ter visto seu bebê e depois a sua Molly ou não? – eu assenti.

–É, eu estou mesmo.

–Ver o nosso bebe pela primeira vez é uma emoção sem limites. Ter a certeza de que ele está dentro de você e que vai crescer com a sua ajuda a cada dia é ainda mais emocionante não é?

–É sim mãe. Eu nem acredito ainda. Não sei quando a minha ficha vai cair de vez.

–Olha não vai ter como não acreditar quando ele estiver tão grande que você não conseguira enxergar seus pés e quando ele te chutar tanto que não vai conseguir dormir – eu ri e deitei no colo dela que começou a acariciar meus cabelos enquanto me contava suas experiências de gravidez.

Mamãe e eu conversamos muito naquela noite.

Contei a ela sobre meus medos e sonhos e tudo o que tinha se passado na minha cabeça desde que soube que estava gravida. Contei como me senti sozinha enquanto voltava para casa acreditando que Edward tinha me deixado e como estava determinada a criar meu filho sozinha sem nunca contar a ninguém o que ele e eu tivemos.

E já que eu estava falando, resolvi contar toda a nossa história, desde a separação que a Irmã Irina nos obrigou a ter, nosso encontro escondido no dia do meu aniversário, o nosso quase beijo. Contei sobre as férias em que Edward estava estranho e em como eu não imaginava que ele queria ficar comigo, que as dúvidas que eu pensei que ele sentia nada tinha a ver com amor.

Falei do dia dos meus votos, do nosso primeiro beijo e dos outros que trocamos no escurinho lá no convento naquela mesma noite, de como eu sofri quando ele fingia que nada tinha acontecido e de como eu tomei a decisão de tomar a iniciativa e pedir uma atitude dele. Eu disse a ela sobre o medo que eu senti quando Edward me ignorava imaginando que ele me odiava e de como começamos a nos encontrar na sacristia antes das missas e em como as coisas mudaram quando ficamos sozinhos em um quarto.

Contei da nossa primeira vez e em como Edward vinha me ver de madrugada, todas as noites das férias. Expliquei a ela que só tinha feito tudo aquilo por que Edward e eu desistiríamos de tudo e na minha cabeça nós não voltaríamos mais para o convento e o seminário, que ficaríamos livres para estar juntos.

Contei o choque que levei quando Edward quis voltar, foi uma dor enorme e eu me senti a pior das mulheres achando que depois de tudo ele fosse me abandonar e o alivio que senti quando vi que ele estaria comigo e em como ele se juntou ao orfanato para ficar mais perto de mim, na afinidade imediata que ele teve com a Molly e nas vezes em que fugíamos para ficar juntos.

Ela me ouviu em silencio sem me interromper nenhuma vez e quando terminei ela ainda ficou em silencio acariciando meus cabelos.

–Diz alguma coisa mãe.

–Eu não sei que dizer. Tudo o que você viveu sozinha, guardando para si mesma se poderia dividir comigo. Eu não consigo entender. Por que você não confiava em mim?

–Eu já lhe disse, não é que eu não confiava na senhora eu tinha medo, medo de que o Edward descobrisse e nunca mais olhasse para mim, eu tinha tanto pavor que eu não conseguia nem admitir para mim mesma na maioria das vezes. Eu queria ter tido coragem de contar a ele e a senhora, mas...

–Não teve. Tudo bem. Nós não vamos mais mexer no passado minha filha, o que devemos fazer é aprender com os erros que cometemos para não fazer outra vez – ela se deitou ao meu lado olhando para mim – Um casamento só funciona se for extremamente sincera com o seu parceiro conte ao Edward tudo e sempre. Não esconda nada dele, por menor que seja.

–Eu sei. Acho que nós dois já aprendemos essa lição, afinal tudo isso só aconteceu por que não conversamos sobre o que sentíamos. Esse erro nós não cometemos mais.

–Isso é bom minha filha, mas você precisa ensinar seus filhos a serem sinceros também, a confiar em vocês para que tudo o que precisarem e que eles não sofram em silencio nunca...

–Mãe... – eu a interrompi me sentindo mal, mas ela negou com a cabeça para que eu não me preocupasse.

–Eu sei querida, eu sei – ela sorriu – apenas seja amiga do seu filho, mas nunca deixe de ser mãe em primeiro lugar, mantendo a ordem, impondo que o obedeça sem nunca perder a amizade, seja firme e carinhosa, ensinando e amando. É disso que uma criança precisa.

–Obrigada mãe. Eu só rezo para que eu consiga ser para meu filho ao menos metade da mãe que a senhora foi para mim.

–Se essa criança foi só um pouquinho como você, você vai ser muito feliz. Eu sou muito sortuda por ser sua mãe Bella, eu jamais imaginei eu seria tão abençoada como sou por ter você.

–Eu te amo – nós sorrimos e nos abraçamos felizes.

Acordei no meio da noite com a bexiga explodindo e morrendo de fome. Minha mãe ainda estava na minha cama comigo e eu sorri ao vê-la dormir toda encolhida, mas um minuto depois essa sensação boa passou e eu pensei se ela estaria ali por que meu pai tinha pedido com medo de que Edward invadisse meu quarto no meio da noite.

Eu ri.

É claro que não. Isso já seria demais.

Fui ao banheiro rapidamente e desci para a cozinha a fim de encontrar alguma coisa para comer. Passei vários minutos lanchando no escuro com apenas a luz da geladeira iluminando a cozinha e de repente eu escutei um barulho vindo da porta, como se alguém a estivesse forçando.

Eu fiquei com medo, pensando ser um ladrão e então fiquei bem quieta rezando para que ele desistisse logo e fosse embora. Ele forçava o trinco com certo desespero como se precisasse muito entrar, como se precisasse de algo aqui que estivesse aqui.

Alguns minutos se passaram e quem quer que estivesse ali desistiu e de repente eu me dei conta do quão idiota era esse medo, afinal quem seria louco o suficiente para assaltar a casa do chefe de polícia?

Deveria ser o Jasper chegando de algum lugar e tinha se esquecido da chave.

Resolvi verificar o que tinha acontecido e quando cheguei bem perto a pessoa do outro lado deu um chute fraco na porta e resmungou:

–Ai meu Deus, me ajuda por favor! Eu preciso entrar.

Eu ri de alegria reconhecendo a voz de Edward e me aproximei ainda mais.

–Edward é você? – chamei.

–Bella? Oh meu amor que bom que você está ai. Abra a porta para mim – eu me encostei na porta sem encontrar a chave que sempre ficava na fechadura.

–A chave não está aqui.

–Então vai procurar, por favor, eu quero ver você.

–Eu também quero meu amor, mas é perigoso.

–Sei disso, mas eu me arrisco.

–Edward nós não temos para onde ir, minha mãe está dormindo na minha cama e se meu pai pegar você as coisas vão ficar ainda mais complicadas para nós.

–Eu sei amor, não quero entrar, quero que você saia. Vamos para o meu carro ficar um pouquinho juntos, eu preciso de você.

–Eu vou Edward. Só preciso encontrar a chave.

Comecei a procurar em lugares em que ela sempre ficava, mas eu não encontrei em lugar nenhum. Imaginar que assim que encontrasse a chave eu estaria nos braços do meu amor, me fez entrar em desespero, deixando a cautela de lado e em pouco tempo estava fazendo um barulhão a procura daquela bendita que não estava em lugar nenhum.

–O que você está procurando Bella?

–Pelo amor de Deus Jasper! – eu gritei assustada – você vai me matar do coração!

–Eu quero saber o que está procurando – pediu firme.

–Eu estou procurando... Hmmm... Alguma coisa doce para comer, sabe como é a gravidez... deixa a gente com muita fome e cheia de desejos.

–Na sala? – ele perguntou cruzando os braços e uma expressão cética.

–É que... Eu guardei um biscoito aqui e não me lembro onde...

–Você mente muito mal Bells.

–Eu não estou mentindo.

–Eu te conheço e sei que está. Aposto que é isso o que está procurando não é? – Jasper estendeu a chave da porta para mim.

–E o que eu iria querer com isso?

–Eu não sei – ele passou por mim indo até a porta – quem sabe abrir a porta para deixar aquele crápula explorador de freiras entrar?

–É claro que não – eu ri nervosa – de onde foi que tirou essa ideia? Você só pode estar louco.

–Vamos ver se eu estou louco ou não – Ele colocou a chave na fechadura enquanto ia destrancando devagar olhando bem para mim.

–Jaz... Para. Você me ofende pensando isso de mim. Não tem motivos para você abrir essa porta...

–Só quero ter certeza – ele disse abrindo a porta e Edward entrou. Seu sorriso foi morrendo aos poucos quando ele viu meu irmão com cara de poucos amigos.

–Jasper – ele cumprimentou sem se deixar abater.

–O que você está fazendo aqui? Deveria estar dormindo a essa hora não acha?

–Sabe que eu vim ver a Bella.

–Então pode dar meia volta, já ficou com ela tempo demais por hoje. Vai embora Cullen.

–Não faz assim cara, por favor, eu preciso falar com a Bella por um instante...

–Então fala, eu espero.

–É que... Eu queria...

– O que?

–Jasper... Eu queria levar a Bella para dar uma volta, prometo que vou trazê-la antes de amanhecer...

–Não, nem pensar.

–Lembra quando foi ao contrário? – Edward implorou – Todas as vezes que você foi ver a Alice e eu não te dedurei e ainda fingi que não vi...

–Não esfrega isso na minha cara Edward...

–Não é o que estou fazendo, você sabe que nunca eu nunca faria. Eu só quero que você me ajude como um dia eu te ajudei. Jasper, você sabe como é ter vontade de ficar um pouco mais com a mulher que ama, mas não ter tempo o suficiente para poder...

–Eu sei muito bem o que quer fazer com ela seu desgraçado – Jasper rosnou com raiva e eu fiquei muito assustada com a sua reação

–Não fala assim com ele Jaz, fica calmo.

–Como eu posso me acalmar se esse crápula vem aqui no meio da noite querendo te levar para a cama dele por que se entediou no seminário...

–Eu não vejo a sua irmã desse jeito, não estou brincando com ela. Eu a amo e só quero passar mais do que cinco minutos com ela, mas o seu pai não permite...

–E ele está muito certo em proibir e se depender de mim você não vai chegar perto dela e por favor, me poupe do seu drama Cullen, por que não vai me convencer. Eu não vou deixar você se aproximar da Bella.

–Você não pode fazer isso Jasper – eu falei me irritando – você não tem nada a ver com a nossa vida e não pode me proibir de nada.

–Tem razão. Eu não posso, mas o nosso pai pode e eu posso ir chama-lo se você quiser.

–Eu vou com o Edward agora e você não vai me impedir.

–Bella não me obrigue a usar a força – ele disse com os dentes cerrados e apertando os punhos e eu dei um passo atrás, mais uma vez horrorizada.

–Você me bateria Jaz? – perguntei baixinho e ele respirou bem fundo, fechou os olhos demorando alguns minutos para responder.

–É claro que não. Eu só estou tentando proteger você Bells, por favor, entenda.

–Me proteger do Edward? – eu ri – não percebe o absurdo que é isso?

–Não é um absurdo coisa nenhuma. Você estava feliz, lá no convento e ele foi lá acabar com a sua vida eu não posso permitir que isso continue.

–A única pessoa que está acabando com a minha vida nesse momento é você. Edward me faz feliz, será que você não consegue enxergar?

–Nosso pai já disse que você só fica com ele quando se casar, isso se realmente vocês se casarem.

–Nós vamos – Edward disse com firmeza – eu vou me casar com ela no mês que vem.

–E então até lá eu vou ficar de olho para que as ordens dele sejam cumpridas. É o meu dever de irmão zelar por você.

–O papai não precisa saber, ninguém precisa. Nós voltaremos antes que qualquer um acorde, por favor.

–Nem pensar, você não vai e pronto. E eu já disse que é melhor você ir embora Cullen.

–Você não vai contar ao papai que ele veio aqui não é?

–Eu vou sim, pode ter a certeza disso e se ele não sair das minhas vistas nesse instante eu vou lá em cima acordar o velho agora mesmo, e as coisas não vão ficar nada boas para o seu lado – Jasper deu um sorriso debochado tentando intimidar, e Edward suspirou.

–Tudo bem Jasper, eu vou embora – Edward esticou a mão e segurou a minha – eu tentei querida, mas não se preocupe que eu não vou desistir...

–Se eu fosse você desistiria – Jasper o interrompeu – não vamos baixar a guarda, vai ser assim para pior.

–Eu venho buscar você amanhã de manhã para que você conheça a nossa casa – ele fingiu não ter ouvido o que Jasper disse, sorrindo para mim.

–Vou ficar te esperando, não demore por favor.

–Nem pensar – ele suspirou – boa noite querida – ele tentou se aproximar mais para me dar um beijo, mas Jasper entrou na frente.

–Só vai embora! – Edward suspirou e se foi e eu bufei e fui pisando duro para a sala. Depois de trancar a porta e guardar a chave no bolso, Jasper veio e se sentou ao meu lado.

–Por que você me odeia tanto? – perguntei sem olhar para ele.

–Eu não odeio você, é por que eu te amo que estou fazendo isso.

–Não é o que parece. Eu amo o Edward Jaz, sempre amei desde que o conheci, nada me faz mais feliz do que estar ao lado dele.

–Mas ele acabou com a sua vida, te deflorou e engravidou, destruiu seus sonhos de ser freira e você ainda fica ai sorrindo toda vez que esse crápula aparece – ele balançou a cabeça parecendo inconformado – eu juro que não entendo Bella, como é que você pode querer se casar com esse sujeito se ele te fez tanto mal?

–Ele não me fez mal nenhum, eu já disse que só fui para o convento por que queria passar a minha vida ao lado dele, mesmo como se fosse só como amiga. E agora, tudo o que eu mais queria se realizou, eu finalmente vou ser dele – suspirei sem conseguir evitar um sorriso e meu irmão me olhava com o cenho franzido – Jaz... Será que não pode ficar feliz por mim?

–Eu não vou aceitar isso nunca. Você era tão pura, tão imaculada e ele... te...

–Do jeito que você fala parece que Edward me pegou a força e está me manipulando para ficar com ele – Jasper me encarou claramente duvidando do que eu disse e eu ofeguei – Ele não fez isso! Pelo amor de Deus, é claro que não. Eu quis e aceitei cada passo que demos. Ele não fez nada sozinho.

–Não consigo acreditar nisso...

–Se estou dizendo que sempre fui apaixonada por ele, por que você acha que eu não iria querer fazer amor?

–Por que você nem sequer sabia o que era isso – eu senti meu roso arder de vergonha e desviei o olhar.

–Mesmo assim – admiti – isso não me impedia de sentir vontade quando estávamos juntos.

–Ah sim e Edward como um bom amigo te explicou o que você estava sentindo e te convenceu a dormir com ele não foi? É a sua cara aceitar tudo o que ele propõe.

–Vocês precisam parar de pensar que eu sou uma boba indefesa que não sabe o que quer, por que não foi assim, nós nos amamos e tudo o que fizemos foi em nome desse amor...

–E é principalmente isso que me deixa puto sabia? – Ele falou tentando não gritar comigo – Se Edward te amava tanto, se ele te queria como faz você acreditar, por que teve que esperar você ir para o convento para perceber isso? Por que ele não conversou comigo e com o nosso velho e te pediu em namoro como um cara normal faria? Não seria mais fácil? – Jasper ficou em pé e deu uma volta pela sala respirando fundo para se acalmar e só alguns minutos depois ele se sentou ao meu lado.

–O que me revolta Bella é que eu sabia o que você sentia por ele, desde que você o conheceu, aqueles seus olhinhos brilhantes não me enganavam nenhum minuto – eu suspirei.

–Não é verdade...

–Bells eu sempre soube o que ele estava fazendo com você – ele se sentou de frente para mim e segurou minha mão – eu sabia o tempo todo, desde o dia em que voltaram nas ultimas férias, como ele estava te agarrando no sofá naquele mesmo dia, as vezes que ele te beijava quando achava que não tinha ninguém olhando, os amassos que vocês davam no carro dele aqui em frente e até mesmo quando ele entrava aqui de mansinho na madrugada.

–Você o que? – perguntei toda nervosa perdendo o folego.

–Eu vi que algo estava diferente desde que vocês vieram das férias no primeiro ano. Percebi pelo jeito que ele te olhava e a forma como você não percebia o que ele queria, as vezes que ele te abraçava e não soltava mais, os rompantes de carinho e a necessidade que ele tinha de dizer que te ama a cada cinco minutos – ele suspirou desviando os olhos e apertando minhas mãos – E no ano seguinte quando vocês voltaram, eu vi vocês dois no sofá naquele dia...

–Jasper – eu sussurrei sem saber o que pensar e ele continuou.

–E mesmo sem ter visto, eu teria percebido a forma como se olhavam e como estavam depois de sumirem por logos minutos, ou quando chegavam juntos de algum lugar que você sempre estava corada e ofegante. E principalmente quando desciam para o café da manhã, como se tivessem passado a melhor noite de toda uma vida.

–Mas se sabia todo esse tempo, se ficou ao nosso lado desde o começo, por que mudou de ideia? Por que só agora que vamos nos casar você está tão incomodado com isso?

–Eu achei que fosse só uma fase, ou que sei lá vocês quisessem ter algumas experiências, essas curiosidades que todo mundo tem era por isso que deixava passar. Se eu fosse prometer nunca tocar em uma mulher eu ia querer pelo menos saber do que eu estava abrindo mão, entendia esse lado, mas sinceramente eu não achei que iriam tão longe e quando isso tudo passasse, vocês encontrariam sozinhos o caminho de volta para a vocação que sempre sustentaram e tudo ia acabar como começou.

–Jasper... – eu me aproximei um pouco dele e ele abriu os braços para me receber e sem demora eu me atirei neles – Nós estamos mesmo amando e queremos passar o resto de nossas vidas juntos, então por favor, não fique contra nós e nem brigue com o Edward.

–Eu não vou aceitar isso Bella. Para mim o que ele fez...

–O que nós fizemos – eu o corrigi, mas ele me ignorou.

–O que ele fez é inadmissível. Eu não vou perdoar e nem ficar assistindo ele vencer ao te levar para o altar e o máximo que puder mantê-lo longe de você eu farei.

–Mas ele vai ganhar no final. Em um mês estaremos casados.

–Pelo menos eu não vou ter te entregado sem lutar. Voce é o meu tesouro, minha irmã querida, eu tenho que ao menos tentar te defender. Quando eu poderia ter feito a diferença eu não fiz e é isso que me deixa mal, ter com que vocês dois se envolverem e isso ter acabado assim.

–O que adiantaria? Voce deixando ou não mudar nada.

–Mas você não estaria gravida... – ele disse com amargura – se eu tivesse falado com ele, tido uma conversa de homem para homem e feito ele se afastar ou mesmo te proteger, talvez a sua vida não estaria tão complicada, e provavelmente quando percebesse a besteira em que estava metida, ainda continuaria no convento seguindo seu sonho.

–Não era como se eu estivesse infeliz lá dentro – falei com doçura – mas meu lugar não é aquele, eu sempre quis o Edward.

–É isso que ele quis te convencer, mas você pode se arrepender um dia, e eu tenho tanto medo que você se arrependa Bells, eu não suportaria te ver sofrer e não deixaria aquele crápula sobrevivesse depois de te magoar, até por que, assim como o papai eu tinha o maior orgulho de ter uma irmã que era freira e tinha a segurança de que nenhum babaca ia quebrar seu coração. E agora...

–Continua da mesma maneira. Voce sabe que o Edward jamais vai quebrar meu coração e sabe também que ele não é nenhum babaca...

–Disso eu não tenho certeza. Nunca terei e nem você.

–Eu tenho Jasper e você pode acreditar também, não precisa ter medo eu amo e confio plenamente em Edward – Jasper me encarou por um momento. Em seus olhos haviam muitas duvidas solidas, do tipo que só o tempo poderia quebrar. Então ele me deu um beijo carinhoso na testa.

–Bells eu acho que já chega por hoje – ele me afastou suspirando – vamos dormir, já está muito tarde.

–Tudo bem – eu me levantei com a ajuda dele – até por que Edward vai estar aqui de manhã e eu preciso acordar cedo para ir com ele conhecer a nossa casa – Jasper bufou e segurando minha mão me levou para o meu quarto. Ao chegar lá ele me deu um beijo na bochecha e foi se deitar sem dizer mais nada.

Eu arrumei um lugarzinho ao lado da minha mãe e me deitei, me negando em pensar em coisas ruins, fiquei pensando em meu filho até que finalmente cai no sono.

.

Quando eu acordei, o dia já estava claro e chovia bem forte lá fora.

Minha mãe já tinha se levantado e eu ouvia barulho da família lá em baixo, então resolvi tomar um banho e me arrumar para esperar o Edward. Vesti uma das minhas saias compridas com as blusas de mangas até o punho e gola alta que fazia parte do meu vestuário. Quando estava pronta fiz minhas orações e desci.

Estavam todos sentados à mesa: papai tomava uma xicara de café com o jornal dobrado ao lado de seu cotovelo ao invés de estar lendo como todas as manhas. Ele estava parecendo zangado demais para essa hora do dia e então eu me dei conta de que Jasper deveria ter contado o que aconteceu ontem à noite.

Mamãe estava servindo mais um pedaço de bolo para o Jasper que comia com gosto, sorrindo satisfeito e pelo que conheço dele não era apenas por causa do generoso pedaço que minha mãe acabara de lhe dar.

Edward estava sentado no lugar de sempre, ao lado de onde eu sempre me sentava, parecendo um tanto cabisbaixo, pensativo e sério demais, mas e sorriu assim que me viu.

–Bom dia gente – eu cumprimentei me aproximando – bom dia meu amor – eu me inclinei para dar um beijo rápido em Edward e meu pai reclamou.

–Pode se afastar dele dona Isabella. Seu irmão já me contou o que aconteceu aqui na noite passada...

–O senhor já me deu um sermão e eu já pedi desculpas – Edward o interrompeu parecendo cansado – Não precisa recriminar a Bella por algo que eu fiz – eu abri minha boca para perguntar o que estava acontecendo, mas minha mãe fez um sinal discreto para que eu me calasse e sorrindo me ofereceu um pedaço de bolo.

Depois disso tomamos café em silencio. Edward mal me olhava, ele não comia e nem tocava em mim, estava completamente em silencio ao meu lado enquanto meu pai e meu irmão conversavam satisfeitos. Eu tentei falar com ele algumas vezes, mas a sua voz não saia, Edward sorria com tristeza e me afastava gentilmente quando eu o tocava.

Quando terminei de comer eu me virei para ele e perguntei.

–Voce ainda vai me levar para conhecer a nossa casa?

–Assim que você terminar de comer.

–Por mim podemos ir então – eu fiquei em pé e minha mãe também.

–Me deem apenas um minuto meninos, vou só pegar a minha bolsa.

–Não precisa mãe, eu vou com eles – Jasper se levantou parecendo animado – quero ter a certeza de que Edward entendeu o recado.

–Do que você está falando Jaz? – perguntei confusa e ele deu de ombros sem me responder. Edward segurou minha mão me levando para fora.

–Infelizmente nós não teremos muito tempo para ficar lá meu amor, não se esqueça que hoje é o meu primeiro dia no emprego, não posso me atrasar.

–Tudo bem, tchau mãe, pai... – falei por cima do ombro enquanto me afastava. Corremos para o carro tentando escapar da chuva gelada e ao chegarmos no carro, Edward dirigiu rapidamente e em silencio assim como Jasper no banco de trás. Eu me deitei no ombro dele como sempre fazia quando ele dirigia e suspirei.

–Eu estou sentindo falta da sua voz querido, por que está tão quieto?

–Só estou com um pouco de medo de que você não goste da nossa casa...

–Não seja bobo Edward, eu vou amar, não se preocupe.

–Voce as vezes diz o que eu quero ouvir, mas me promete que se não gostar vai me dizer a verdade? – eu assenti e Edward continuou – No momento é só o que temos, mas um dia eu vou conseguir algo melhor para nós. Chegamos –Edward disse quando em frente de uma casinha amarela, atrás de um cercadinho de madeira branco, como as de um desenho animado.

Na frente haviam alguns canteiros mal cuidados que clamavam pelo minha atenção e eu já podia ver como ele ficara bonito depois de receber um pouco de carinho.

Eu já estava amado antes mesmo de entrar.

–Eu vou ficar no carro – Jasper falou cruzando os braços – mas eu vou dar meia hora. Se demorarem demais eu vou atrás de vocês.

Sem dizer nada Edward me ajudou a descer do carro e de mãos dadas entramos em casa.

Era tudo bem pequeno e modesto, mas as cores claras, a posição da janelas e cada pequeno detalhe, mesmo com os moveis espalhados de um jeito aleatório já davam a doce sensação de um lar. O meu lar.

A sala tinha uma lareira muito aconchegante e que provavelmente aqueceria a casa toda no inverno, e eu comecei a imaginar o lugar perfeito para cada móvel que estava ali. Eu podia me ver com Edward a frente da lareira com o nosso bebê nos braços rindo felizes.

A cozinha era bem pequena com azulejos com desenhos delicados que me fizeram ter vontade de ficar ali e cozinhar algo bem gostoso e me sentar na mesa com Edward para comer.

Edward olhava para mim com expectativa e eu não conseguia parar de sorrir nenhum minuto sequer e a cada cômodo eu ia ficando mais encantada.

Nosso quarto tinha uma cama antiga, mas o colchão me parecia novo. Tinha um guarda roupas enorme e cortinas amarelas, a janela era bem grande e deixava a luz do dia entrar, mesmo sendo pouca por causa das nuvens constantes.

O quarto que será do nosso bebê era ao lado e Havia um banheiro no fim do corredor, mas antes tinha um cômodo trancado com chave.

–O que tem aqui? – perguntei e Edward deu de ombros me abraçando.

–Eu não sei, minha mãe não me deu a chave daqui eu preciso pedir a ela novamente, mas provavelmente é um quarto reserva, para quem sabe um próximo filho.

–Voce já tocou nesse assunto várias vezes, sempre que fala do nosso filho você usa o plural e agora tem um quarto extra na nossa casa...

–Mmhmm... – ele sorriu beijando meu pescoço – você percebeu é?

–Quer mesmo ter muitos filhos?

–Muitos, muitos não, quem sabe mais uns dois ou três. É claro que se a gente tiver tantos assim vamos precisar mudar para uma casa maior.

–Ou então a gente se aperta por aqui mesmo. Eu me vejo morando aqui por muito tempo com você e nosso filho. Vamos ser muito felizes.

Ele me beijou delicadamente, apertando seu corpo junto ao meu. E rápido demais a saudade eu que sentia dele fez com que meu corpo se ascendesse e eu gemi baixinho em seus lábios.

–Eu estou com tanta saudades meu amor – ele sussurrou com a voz rouca me deixando toda arrepiada – eu quero tanto amar você.

–Eu preciso de você Edward... Preciso muito – eu o apertei mais contra mim quando de repente ouvimos a buzina no lado de fora. Era Jasper nos lembrando de que estava ali nos esperando eu bufei e Edward suspirou se afastando de mim – Voce precisa dar um jeito da gente ficar juntos ou eu vou ficar louca – reclamei e ele acariciou meus cabelos.

–Eu bem que queria meu amor, mas o seu pai estava realmente muito bravo comigo e disse que se eu não me comportar ele vai te tirar de mim...

–Ele não pode fazer isso, eu já sou sua e não tem nada que ele possa fazer.

–Charlie me pareceu bem determinado quando disse que era melhor eu me afastar – ele estremeceu e me abraçou com mais força – Eu não posso nem suportar a ideia de te perder, principalmente agora que falta tão pouco para estarmos juntos para sempre.

–O que faremos então?

–Infelizmente teremos que esperar.

–Mais? – suspirei desanimada e ele acariciou meu rosto para me acalmar.

–Eu sei que já esperamos demais, só que essa vez é para valer, quando essa espera acabar, vamos ficar juntos para sempre e não haverá nada no mundo capaz de separar nós dois, eu te prometo.

–E o que vamos fazer enquanto isso?

–Voce vai ficar bem ocupada durante esse tempo, se preparando para o nosso casamento, arrumando todas as coisas que uma mulher precisa arrumar, além é claro da Molly.

–A Molly? – perguntei confusa e ele assentiu – O que tem ela?

–Eu tenho que ir trabalhar mas você pode ir busca-la para que ela te ajude nos preparativos e que escolha os vestidos de vocês e não sei mais o que – eu ri dando um selinho nele.

–É claro que eu adoraria tudo isso meu amor, ter a Molly por perto é tudo o que eu mais quero, mas é um pouco complicado, ela mora em um orfanato tem regras e horários, não podemos ficar tirando ela de lá a toda.

–Você pode sim, meu amor.

–Como eu vou fazer isso?

–A senhora Clarke vai deixar ela sair sempre que você for busca-la. Eu já pedi e ela concordou. Molly vai te fazer companhia enquanto eu não estiver.

–Isso vai ser bom – suspirei e beijei o seu pescoço – pelo visto nós vamos ter cada vez menos tempo juntos não é?

–Infelizmente sim, seu pai vai dificultar muito as coisas para nós de agora em diante por minha culpa...

–Não diz isso. Ele e o Jasper estão sendo irracionais a esse respeito e eles inventariam algum jeito de tentar separar a gente, era só questão de tempo.

–A gente não vai conseguir passar um tempo sozinhos, mas eu ainda vou te ver na sua casa e teremos que vir para deixar a nossa casa do nosso jeito e nas minhas folgas a gente pode começar a trazer nossas coisas para a mudança. Voce vai ver, vai passar bem depressa e quando a gente menos esperar vai ser o dia do nosso casamento. E ai eu vou ter você todos os dias, só para mim.

–Eu mal posso esperar Edward.

–Nem eu – ele sussurrou se aproximando para me beijar e novamente ouvimos a buzina do carro dele. Era como se Jasper estivesse nos espionando.

–Voce precisa ir? – perguntei olhando no relógio e ele assentiu.

–O padre já deve estar me esperando. Por que você não me leva até a igreja e depois vai até a minha casa para ficar com Alice? Vocês podem fazer alguma coisa juntas e depois vocês podem vir me pegar e eu fico na sua casa até o seu pai me mandar embora – ele me deu um beijo rápido eu suspirei rindo.

–Se não tem outro jeito não é? – saímos de mãos dadas e entramos no carro.

Edward dirigiu depressa e nada foi dito durante a viagem até a igreja. Quando deixamos e eu desci com ele para dizer oi ao padre Harry, e assim que entramos de mãos dadas, vários rostos se viraram para nos encarar.

A maioria das senhoras da cidade estavam sentadas e eu fiquei um pouco desconcertada. Apesar de passar muito tempo longe, pelo o que eu conhecia da rotina da igreja, era muito estranho ter tantas pessoas ali naquela hora da manhã de uma sexta feira.

Todas as mulheres que lá estavam não tiravam os olhos de nós enquanto descíamos pelo corredor cochichando entre si. Eu já estava ficando um pouco incomodada quando vimos o padre.

–Meu funcionário finalmente chegou!

–Não estou atrasado estou? – Edward perguntou preocupado.

–É claro que não. Eu só estava um pouco ansioso, vai ser muito bom ter você aqui para me ajudar.

–Eu nem tenho como te agradecer por me dar esse emprego padre, era tudo o que eu precisava.

–Eu já disse que fico feliz em ajudar, vocês merecem ficar bem. E como está a noiva?

–Eu estou bem, obrigada. Eu vim trazer o Edward, mas já estou indo – respondi sorrindo e ele deu um beijo na minha bochecha fazendo que as mulheres sentadas ali cochichassem um pouco mais alto.

–Já escolheram a data? – Edward respondeu animado e as mulheres que estavam em volta fingiam se aproximar para rezar, mas estavam claramente ouvindo tudo o que dizíamos e eu estava me sentindo desconfortável demais com os olhares de reprovação que estava recebendo, então me abracei ao Edward dizendo:

–Eu acho que vou deixar você trabalhando meu amor, não quero te distrair no seu primeiro dia – ele deu um meio sorriso e acariciou meu rosto.

–Você não vai atrapalhar querida – padre disse sorrindo para nós.

–Mesmo assim eu acho melhor ir, Jasper está lá fora no carro e Alice e eu temos milhões de coisas para fazer.

–Por que não fazemos o seguinte: Eu coloco seu noivo para trabalhar e você vem comigo para a casa paroquial, eu tenho aquele chocolate que você adora...

–Eu não sei... – eu olhei por cima do ombro.

–Meu Deus, só pode ser o fim do mundo – padre Harry ficou teatralmente alarmado – você está mesmo recusando seu chocolate favorito Bella?

–Eu quero o chocolate, só não quero atrapalhar.

–Voce não vai. Eu vou dar umas tarefas para o Edward enquanto você me espera aqui, depois vamos para dentro tudo bem?

–Tudo bem – suspirei me rendendo – eu só vou ver se o Jasper vai continuar me esperando ou quer que eu o leve para algum lugar e depois eu volto aqui. Eu não posso recusar o chocolate, meu filho nunca me perdoaria – o padre riu.

–A criança ainda nem nasceu e já está levando a culpa, pobre do seu filho Edward – nós rimos e ele beijou meus lábios. Todas as mulheres que estavam dentro da igreja ofegaram em conjunto e os cochichos ficaram mais altos eu corei abaixando a cabeça passando rapidamente pelo corredor e correndo até o carro por causa da chuva.

–Vamos? – Jasper perguntou passando o cinto e eu tirei a chave da ignição.

–Eu vou ficar com o padre Harry um pouco mais, ele tem um chocolate para mim. Quer que eu te leve para algum lugar?

–Eu vou ficar também, não vou te deixar aqui com o Edward – ele tirou o cinto se preparando para descer e eu bufei.

–Jasper pelo amor de Deus, a gente está numa igreja, ele vai trabalhar, vamos ficar com o padre Harry o que você acha que vai acontecer?

–Edward conseguiu te engravidar dentro de um convento, uma igreja com o padre amigo não deve ser nada para ele.

–Mas você não tem mais nada para fazer não?

–Eu tenho, mas você é mais importante. Eu já deixei ele abusar muito de você – eu revirei os olhos e dei de ombros.

–Voce é quem sabe – desci do volvo e ele veio bem atrás correndo comigo da chuva.

–Ora se não é a irmã Isabella – a Senhora Newton se aproximou quando entrei e a senhora Stanley veio com ela.

–Não Sarah, não é a irmã Isabella. Não sabia que ela foi expulsa do convento.

–Verdade? O que aconteceu?

–Ela foi pega fornicando com um dos seminaristas, aquele rapaz que sempre estava junto com ela, o Edward. Eu nem sei por que eles foram para o convento e o seminário, se estava na cara que eles namoravam há vários anos e pelo que eu soube desde crianças eles se envolviam sexualmente...

–Senhora – Jasper interrompeu – com licença, mas não vou permitir que fale assim da minha irmã.

–Eu estou dizendo apenas o que eu ouvi – ela deu de ombros – ou vai me dizer que ela não deixou de ser freira para se casar com o namorado de infância?

–Eles não namoravam...

–Verdade? Então o relacionamento começou dentro do convento?

–Por que as senhoras não param de falar da vida dos outros e vão cuidar das suas? O que a Isabella faz ou deixa de fazer não diz respeito a nenhuma das duas...

–Jasper, deixa para lá – eu pedi baixinho segurando em sua mão – vamos entrar – puxei ele para dentro que balançava a cabeça indignado.

–Como pode ser tão fofoqueiras se não saem de dentro da igreja? – ele perguntou um pouco alto demais fazendo com que elas parassem de falar e olhassem para ele – por que não calam a porcaria da boca e vão procurar o que fazer ao invés de falar mal de quem não lhe fez nada de mal?

–Jasper – Padre Harry veio até nós – por que está gritando na igreja? Perdeu o respeito rapaz?

–Eu não senhor, mas essas pessoas aqui dentro não respeitam nada e nem ninguém, elas estão falando horrores da minha irmã... Eu deveria...

–Voce não vai fazer nada – eu disse tentando fingir que aquilo tudo não tinha me abalado – você só vai dar mais assunto para elas, você não percebe? E infelizmente é só o começo Jaz, eu sempre soube que isso aconteceria, mas eu não vou deixar de viver minha vida, parar de lutar pela minha felicidade por que vão inventar histórias sobre mim...

–Mas Bella, eu não posso permitir que falem esses absurdos sobre você é errado, imoral. Nós precisamos fazer alguma coisa, o papai precisa... E o senhor também padre, passa um sermão ou coisa assim – Jasper parecia estar fora de si, a raiva emanava de cada palavra que ele dizia. Padre Harry olhava para as pessoas que estavam ali parecendo triste.

–Voce tem razão meu filho...

–Padre, o senhor não precisa fazer nada, ninguém precisa até por que não vai adiantar e quer saber, eu nem ligo. Se querem continuar falando é problema delas por que eu não vou deixar que nada nesse mundo abale o que eu tenho com o Edward – olhei diretamente para os olhos de Jasper – tenha certeza disso.

Meu irmão franziu o cenho pensativo e o padre sorriu solidário para mim eu suspirei reunindo todas as minhas forças para lhe sorrir de volta.

–E então, onde está o meu chocolate?

Notas finais
E ai? O que foi que que acharam? contem, contem para mim, por favor :) Indo rapidinho por que ao contrario de muitos lugares no fim de mundo onde eu moro, hoje nao é feriado aqui, estou em horario de almoço hehe, mas para voce que está em casa curtindo esse dia de descanso, saiba que eu te invejo. Obrigada por ler! Vejo voces na terça que vem ( terça mesmo, promessa) Beeeeijos