A Irmãzinha

27 Capítulo Vinte e seis


Notas iniciais
Oi de novo irmãzinhas.
Sei que receberam dois avisos de capitulo postado por que realmente eu postei duas vezes.É que eu fiz uma pequena confusão postando apenas o fim do capitulo anteriormente eu avisei as irmãzinhas que comentaram, mas nao sei quantas fantasminhas que leram e nao devem estar entendendo nada, então eu resolvi postar novamente. Aqui vai o capitulo completo dessa vez.
Desculpe.
Espero que gostem.

Edward soltou da minha cintura e deu um passo atrás, receoso com a reação do meu pai, mas eu entrelacei nossos dedos e entrei em casa fingindo que não estava o enxergando em sua poltrona a nos observar com desgosto.

Ignorando totalmente as caras e bocas dele, eu levei Edward para a escada afim de seguir para o meu quarto como tínhamos planejado, mas antes mesmo que começássemos a subir meu pai nos chamou de volta. Sem olhar para ele eu respondi:

–Pai eu não quero brigar com o senhor. Seria muito melhor se nos deixasse em paz.

–Não vou brigar com vocês Isabella, só quero conversar de uma vez e esclarecer tudo...

–Eu não quero saber pai. A hora de conversar já passou e já falamos tudo o que tinha para ser dito tanto que eu já sei que o senhor não aceita nosso casamento e muito menos o nosso filho. Sei que essa gravidez é a pior coisa que já lhe aconteceu, que está decepcionado comigo e que quer matar meu Edward. Não precisa dizer mais nada. Vem Edward – eu puxei meu noivo comigo, mas ele hesitou.

–Amor vamos ouvir o que ele tem a dizer – pediu de mansinho – talvez ele tenha mudado de ideia.

–Não acredito nisso…

–Só tem um jeito de descobrir — ele me puxou de volta para a sala e nos sentamos no mesmo sofá em que estávamos de manhã, de volta ao banco dos réus – O que quer de nós Charlie? – Edward perguntou tão logo nos acomodamos e olhando para nossas mãos unidas meu pai suspirou.

–Marcaram a data do casamento? – perguntou tentando esconder a rispidez de sua voz sem sucesso.

–Ainda não.

–Você desistiu? – meu pai perguntou fechando a mão em punho pronto para socar a cara de Edward – então está abandonado a Bella?

–Não senhor. Eu jamais desistiria dela...

–O que aconteceu? Você finalmente percebeu que a solução que encontrei para o problema é o melhor a se fazer não é?

–Eu continuo achando péssima essa sua ideia senhor, ainda vamos nos casar e ter o nosso filho juntos, apenas resolvemos esperar...

–Esperar o que? Que ela fique enorme antes do casamento? Que vergonha meu Deus! Minha filha nem vai poder usar branco no dia do seu casamento...

–Charlie não é nada disso.

–O que é então?

–Por mim já estaríamos casados, eu não vejo a hora de me unir a ela diante de Deus – Edward continuou depois de um longo minuto de silencio – mas a Bella precisa de um vestido e temos alguns detalhes para resolver. É só por isso que ainda não temos uma data.

Meu pai assentiu e continuou quieto, olhando para frente com o cenho franzido e apesar do jeito altivo com que Edward se portava, eu sabia que ele tinha medo do meu pai. Ele não tinha medo pelo o que fizemos, até por que temos a consciência de que erramos e estamos dispostos a fazer tudo da maneira correta e por mais que meu pai fosse contra, sei que Edward lutaria pela nossa família.

Seu medo estava no que Charlie poderia fazer para nos separar.

Uma prova disso é o alivio que Edward sentiu quando resolvi me rebelar dizendo não aos planos meu pai.

Apesar de todas as brincadeiras que tem feito eu sei que Edward não tem medo que Charlie possa fazer algo contra ele e mesmo que fizesse ele poderia se recuperar um dia. A única coisa que nos prejudicaria que acabaria conosco seria se nos separássemos. Ele não viveria sem mim da mesma maneira que eu não viveria sem ele.

Algum tempo depois, eu me cansei do silencio estranho que reinava na sala e fiquei em pé.

–Se o senhor já acabou nós vamos subir. Caso se lembre de mais alguma coisa estaremosno meu quarto.

–Eu ainda não acabei Bella e mesmo que tivesse você não ia o para o seu quarto com ele.

–Pai… Não vamos começar com isso outra vez, já passamos dessa fase de proibição ridícula. Edward sempre pode entrar no meu quarto…

–E provavelmente esse foi o meu pior erro — eu me surpreendi com o tom de voz com que ele me respondeu. Nunca eu ouvi meu pai tão triste e angustiado. Sai imediatamente da defensiva e o meu coração ficou apertadinho ao perceber que ele realmente estava chateado com o que aconteceu.

–Pai… Não foi erro seu, nem do Edward. Se tem alguém culpado aqui sou eu. Se desde o começo eu tivesse dito o que eu sentia isso não teria acontecido.

–Eu deveria ter cuidado de você Bella, não permitido que fizesse algo que não queria por que eu impus...

–O senhor não me impôs nada – eu ri – ninguém fez isso, nem mesmo o Edward. Eu fiz isso tudo por que quis e não me arrependo.

–Mas talvez se eu não tivesse feito tanto alarde em cima disso, você poderia ter mudado de ideia, afinal todo mundo tem esse direito. Você só tinha doze anos quando decidiu o que queria. Se você não estivesse sobre a pressão que eu fazia vocês teriam se resolvido antes, sem precisar engravidar no convento.

–Como eu disse pai, não foi culpa sua. Entenda isso. O senhor querendo que eu fosse freira ou não, eu seria. Tudo bem que eu adorava ver como o senhor estava feliz com tudo isso, mas na verdade a única pessoa que eu queria agradar era o Edward, por ele, só por ele eu entrei no convento e fiquei lá todos esses anos e é por ele que eu estou saindo agora.

–Você não entende filha, eu sempre quis te proteger de tudo, te trancando do mundo e foi aqui dentro que você acabou sendo desrespeitada bem debaixo do meu nariz e sabe-se lá desde quando ele... Faz isso com você – Edward abriu a boca para se defender e meu pai impediu – E nem vem me dizer a respeitava garoto. Se você não respeitou a casa de Deus você não ia respeitar a minha também.

–Charlie – Edward falou com calma – eu juro que nunca toquei na Bella quando éramos crianças, nós nem sequer brincávamos de médico como as outras crianças – ele deu uma risadinha nervosa e continuou – nós nem sabíamos o que era isso, nunca nos interessamos por isso até bem pouco tempo. Bella sempre foi como uma irmã para mim. Era um sentimento diferente do que eu tinha pela Alice, que eu nem entendia direito o que isso significava. Mas eu sempre a respeitei muito, tanto que me sentia culpado quando eu a via como uma garota da minha idade, com quem eu poderia namorar.

–Como você quer que eu acredite nisso? Tem noção do que fez? Ela está deixando o convento esperando um filho seu! Se ao menos você tivesse o mínimo de decência, teria assumido o romance de vocês, tirado ela de lá, se casado com ela antes de engravidá-la

–Eu sei disso senhor, e hoje eu vejo que fiz tudo errado tentando acertar. Eu estava apaixonado e a única coisa que eu pensava era em…

–Eu sei o que era – meu pai riu parecendo zangado – eu já tive a sua idade rapaz, sei as artimanhas que é capaz de inventar para levar uma moça para a cama...

–Não senhor, tudo o que eu pensava era em ver a Bella feliz. Pode não acreditar, mas eu amo a sua filha mais do que consigo dizer e realmente acreditava que ela queria ser freira, passamos a vida toda falando sobre isso e nunca, nenhuma vez sequer percebi que ela estava mentindo.

–E se ela está mentindo agora? Como vai saber?

–Foi por isso que eu esperei tanto tempo. Eu queria que ela tivesse certeza do que estava prestes a fazer, não queria que ela abandonasse seus sonhos por causa de mim. Se eu soubesse que ela me amava como eu, teria a tirado de lá no dia do nosso primeiro beijo, antes de ela se tornar noviça.

–Por que não conversou com ela naquele dia? Por que deixou que ela continuasse?

–Era tudo o que eu queria. Eu tinha conversado com o padre Harry e quase na hora decidi que precisaria ao menos tentar ficar com ela, que precisava lutar por nós, mas eu só consegui encontra-la na porta da igreja, faltando poucos minutos para o início da celebração e desabafei – Edward contava olhando para o chão segurando minha mão com firmeza – eu disse que a amava, mas Bella pensou que era como amigo, como se fosse mais uma vez que dizia isso e na falta de uma palavra para explicar eu a beijei – Edward me olhou sorrindo.

–Aquele foi o nosso primeiro beijo e depois dele eu pretendia com calma, dizer a ela tudo o que vinha sentindo naquele último ano. Mas Bella simplesmente se virou e entrou na igreja, como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei sem chão acreditando que tudo o que tinha feito não valeu de nada – ele franziu o cenho – eu ainda não entendi por que fez isso, por que você não ficou comigo Bella?

–Eu não sei – respondi sinceramente – não conseguia acreditar no que estava acontecendo, você dizendo que me ama de uma hora para outra, me beijando... Eu achei que fosse sonho ou coisa assim e como não sabia o que fazer acabei me deixando levar pela Rose e quando me dei conta do que tinha acontecido era mesmo real, percebi que estava fazendo tudo errado. Antes que eu pudesse ir até você, você veio ao meu encontro e não me deixou explicar, não me deixou dizer que tudo o que eu queria era ir embora com você. E foi assim que mais uma vez eu deixei que as coisas acontecessem – suspirei e olhei para o meu pai.

–O senhor entende agora o que eu estou fazendo papai? Eu sempre deixei que o barco tocasse por onde o vento sopra, eu nunca segurei o leme e o levei para onde eu queria. E quer saber sinceramente? – eu dei uma risadinha – Acho que nunca lutaria. Eu provavelmente faria tudo o que me impusessem estaria dizendo sim ao senhor, a mamãe, o padre Harry, a irmã Irina, para cada pessoa que me pedisse algo, para cada loucura que o Edward inventasse e estaria me sentindo bem, como sempre me senti, mesmo que as minhas vontades ficassem em segundo plano.

Olhei para meus dedos entrelaçados com o de Edward sentindo o olhar dos dois sobre mim e continuei.

–Eu tenho um grande motivo para lutar agora, pai. Esse bebê que está dentro de mim precisa que eu decida as coisas por ele e por mim também. Por favor, eu sei que é difícil ter descoberto tudo ainda mais assim como foi, mas é que eu o amo muito e quero estar com ele, vou lutar por isso.

–Vamos lutar juntos meu amor – Edward beijou minha testa e eu assenti.

–Eu sei querido. O que eu estou dizendo é que nós vamos ficar juntos pai e eu não quero que o senhor se afaste de nós. Quero que leve meu filho para pescar como levava o Jasper, quero que brinque com ele como brincava comigo e que o ensine tudo o que eu e Edward não sabemos. Quero o senhor na minha vida, comigo como sempre esteve e também quero muito que o senhor entre comigo na igreja no dia do meu casamento, por favor.

–Não me peça isso Bella… Você não imagina o quanto eu estou decepcionado com você e com o Edward, não é nem por vocês terem descoberto que sem amam. Eu poderia ter aceitado melhor se ele tivesse conversado comigo antes de te atacar dentro do convento. É claro que eu não te entregaria de bandeja facilmente, mas seria mais fácil para mim. Até por que por mais que eu sonhasse que você seria virgem para sempre eu sabia que em algum momento você ia querer ter a sua família com alguém e para ser sincero sempre achei Edward um bom rapaz para assumir esse papel.

–É claro que você deve imaginar como eu me senti feliz ao saber que queria ser freira — ele riu — eu rezava todos os dias para que você não mudasse de ideia e que ficasse para sempre na companhia de Deus, mas eu via vocês dois por ai e ficava imaginado que poderiam se apaixonar, meu coração disparava todas as vezes que eu os via entrar juntos de mãos dadas. Eu ficava com medo de estarem vindo me contar sobre o romance de vocês o quanto estavam felizes juntos, mas não. Hoje eu penso que seria muito melhor se tivesse se assumido antes. Nunca imaginei que isso aconteceria com você minha filha, gravida antes do casamento.

–Pai isso é mais comum do que parece.

–Não para mim. Vocês desrespeitaram a Deus e a nós, tudo o que sempre te ensinamos vocês simplesmente jogam fora e eu não vou esquecer isso.

–Quer dizer que não vai me perdoar? — ele fechou os olhos e baixou a cabeça sem dizer mais nada. Meus olhos encheram-se de lagrimas, mas eu não queria chorar na frente dele, e então engoli cada uma das minhas lagrimas e me levantei trazendo Edward comigo. Reuni toda minha força para dizer – tudo bem papai, eu te entendo. Vem Edward, vamos subir…

–Não — meu pai interrompeu — você não vai ficar no quarto com ela, pelo menos não dentro da minha casa.

–Certo. Então você é quem vem comigo Bella – Edward me puxou para o lado da porta e meu pai ficou em pé para impedi-lo – se não podemos ficar aqui, vamos para a minha casa.

–Não vocês não vão. Não vão ficar juntos nem aqui, nem em lugar nenhum.

–Não tem sentido o senhor fazer isso, eu vou me casar com ele, já estou gravida, não vai ser como se fizéssemos algo que nunca fizemos pai, não seja arcaico.

–Mesmo que já esteja gravida eu ainda mando nessa casa, e enquanto morar aqui eu ainda mando em você. Não quero vocês dois sozinhos quando vier aqui, tem que ficar na vista de alguém, se saírem não vão sozinhos.

–Pai isso é ridículo — eu bufei

–Eu não pude te vigiar antes, vou te vigiar agora. Até que você se case vai ser assim.

–Pai — eu levantei a voz pronta para discutir, mas Edward segurou minha cintura me puxando para um abraço meio de lado e beijou minha testa.

–Por mim tudo bem meu amor, eu não me importo.

–Mais isso não é justo — eu resmunguei e disse baixinho só para que ele escutasse – eu aposto que você tinha uma ideia bem gostosa para me fazer esquecer da minha surpresa – ele sorriu.

–Você está tão curiosa assim?

–Não, nem tanto. Eu estava mais interessada em como você me faria esquecer.

–Não seja por isso. Eu posso fazer você esquecer bem aqui — eu ofeguei com os olhos arregalados e olhei para o meu pai nos observando.

–Na frente dele? — Edward riu e falou ao pé do meu ouvido.

–Sim, na frente dele, mas não do mesmo jeito que eu pretendia sua safada. Isso vai ter que ficar para depois — ele mordeu o lóbulo da minha orelha e eu fiquei toda arrepiada.

–O que vai fazer então? — Edward nada disse apenas segurou meu rosto e me beijou e com aquele beijo eu entendi o que ele quis dizer.

Enquanto seus lábios estavam nos meus eu não conseguia pensar em mais nada, que não envolvesse nós dois cada vez mais juntos. Eu estava me deixando levar quando meu pai pigarreou fazendo com que nos afastássemos.

–Eu acho que já chega agora. Você pode ir embora rapaz, já está tarde e a Bella precisa ir para a cama.

–A Charlie tenha a santa paciência, ainda não são nem oito da noite – minha mãe entrou na sala rindo – deixa os dois. O jantar está quase pronto e Edward pode ficar conosco mais um pouco. Venham me ajudar a colocar a mesa.

Nós a seguimos e ela começou a contar toda animada tudo o que tinha conversado com Esme e Alice sobre o nosso casamento, de um lado minha mãe estava toda animada, do outro meu pai estava todo emburrado mexendo com o garfo na macarronada e Jasper nem se sentou na mesa, apenas pegou seu prato e foi para o quarto comer lá.

Edward tentava me animar, compartilhando o bom humor da minha mãe, mas eu não conseguia me concentrar por muito tempo. Quando terminamos de jantar voltamos para a sala e meu pai foi conosco, mas a minha mãe deu um jeito de que ele fosse ajuda-la com a louça e eu me sentei com Edward no sofá me alinhando em seu corpo.

–Você está tão para baixo. Não gosto de ver você assim – ele puxou os cantos da minha boca tentando me fazer sorrir – sorria meu amor.

–Acho que não consigo. Estou muito chateada com o que está acontecendo conosco, a forma como meu pai e o Jasper reagiram ao nosso casamento.

–Você tem que entender que eles ficaram bem surpresos. Só precisam de um tempo para digerir tudo isso.

–Mas a sua família não agiu assim. Seus pais, seus irmãos não estão me olhando feio e nem me ameaçando de morte. Eles não querem nos separar Edward.

–É diferente. Você é um doce de menina, tão delicada, tão novinha que foi para o convento querendo ser freira e volta gravida – ele deu de ombros – É uma situação revoltante realmente e se fosse com a minha irmã, ou com a minha filha eu também ia querer matar quem fez isso, nem que fosse um amigo de infância. Com a minha família é diferente, eu sei que mesmo que não demonstrem meus pais estão muito decepcionados pelo que aconteceu. Minha irmã está radiante por que ela é louca – ele riu – você sabe que ela é. Meu irmão...

–O que o Emm acha disso?

–Eu não sei Bella. Ele não me diz nada, ele está tão quieto é até estranho. Desde que o conheci nunca vi meu irmão assim.

–Eu acho que nós estamos dando a ele o que pensar. Ele ama a Rose, e ela ama ele. É muito difícil encarar o amor, principalmente quando se apaixona por uma pessoa considerada proibida.

–Como uma freira? – Ele perguntou sorrindo e eu assenti.

–Sim, ou como o melhor amigo – eu acariciei seu rosto e ele me beijou. Olhando em meus olhos ele disse.

–Foi mesmo muito difícil chegar até aqui meu amor, mas aqui estamos e vamos ficar. Eu não vou recuar, por nada. Nós vamos ser felizes custe o que custar. Eu prometo.

–Eu sei, confio em suas promessas, até por que elas nunca falham, mas isso não muda o fato de que é muito triste ouvir o que meu pai disse para nós e ver o desprezo que Jasper nos olha. Eu não quero perde-los.

–Isso tudo vai passar amor, em breve tudo vai voltar a ser como era, talvez no dia do nosso casamento ou até mesmo quando o nosso filho nascer, ninguém resiste a chegada de uma criança. Um nascimento pode fazer milagres você vai ver, nosso filho vai trazer a paz de volta as nossas famílias.

–Eu gostaria tanto de ter meu pai ao meu lado para ele me levar até você no nosso grande dia, de vê-lo tocar em minha barriga emocionado com o neto crescendo. É triste não poder realizar esse sonho.

–Não se preocupe meu amor, por falta de alguém babando não vai ser – ele acariciou minha barriga olhando para ela. Quando me olhou de volta seus olhos estavam brilhantes – Eu estou tão ansioso para ver o nosso bebê amanhã. Será que vamos conseguir?

–Eu não tenho a menor ideia – eu ri – espero que sim – ficamos em silencio, cada um perdido em seu próprio pensamento enquanto acariciávamos minha barriga. Devagar, Edward se aproximou beijando minha cabeça, minha testa, nariz e a boca.

Seus braços me envolveram e me apertaram com força e sem que eu me desse conta estava em baixo dele no sofá, sentindo seu peso sobre meu corpo ao mesmo tempo em que sua boca devorava a minha.

–Eu acho que já é hora de você ir para sua casa Edward – meu pai apareceu do nada nos assustando – Já está na hora de nos recolhermos.

–Pai – eu reclamei me sentando – ainda é cedo...

–Nós vamos dormir agora, e Edward vai embora – eu ia protestar, mas Edward disse primeiro.

–Como quiser senhor – ele beijou meus lábios rapidamente e sorriu, com os olhos escuros e brilhantes que eu já conhecia muito bem – por que você não me leva até o carro?

–Vamos – eu fiquei em pé num salto puxando ele comigo.

–Isabella vai lhe acompanhar somente até a porta – meu pai falou firme e seu tom de voz era de quem não estava aberto a discussões – Boa noite Edward.

–Boa noite senhor – ele respondeu fazendo careta. Eu abri a porta para ele e meu pai se encostou na parede ao nosso lado. Sem se deixar amedrontar Edward me abraçou beijando meu pescoço e eu suspirei.

–Queria ficar mais com você – falei baixinho acariciando seus cabelos.

–Eu também, mas eu volto amanhã bem cedo para ficar com você.

–Pode vir – meu pai disse – mas não quero que vá ao quarto dela. Nem adianta entrar de mansinho por que agora eu vou estar te vigiando. Já chega, pode ir rapaz – eu bufei e Edward se separou de mim e me deu um selinho.

–Boa noite meu amor – eu acenei para ele vendo seu carro partir. Entrei em casa e fechei a porta, passei por meu pai que estava parado no mesmo lugar com os braços cruzados e suspirei.

–Boa noite pai – disse e fui para o meu quarto sem ouvir se ele me respondeu ou não.

.

.

Eu olhei pela janela pela milionésima vez ficando impaciente com a demora de Edward. Já eram quase uma da tarde e ele não chegava, nossa consulta seria as três e pensei que ele fosse chegar mais cedo para ficarmos juntos, mas ele não vinha. Mesmo com o meu pai de marcação cerrada para cima de nós achei que ele fosse querer ficar comigo o máximo de tempo possível, pelo menos antes de sexta que ele teria que trabalhar e teríamos menos tempo juntos, mas ao que parece dessa vez meu pai conseguiu espantá-lo.

Suspirei triste e desci para a cozinha afim de comer alguma coisa e dei de cara com Alice de braços cruzados, parecendo muito brava, olhando para o outro lado enquanto Jasper falava com ela. Eles olharam para mim quando entrei.

–Finjam que eu nem es estou aqui – falei um pouco sem jeito, mas entrei na cozinha mesmo assim, estava morrendo de fome. Jasper murmurava algo para Alice que nada dizia. Eu peguei tudo o mais depressa possível para deixar os dois a vontade, mas quando eu estava saindo Alice me chamou.

–Espere, eu vou com você Bella.

–Não Alice, fique e converse com o Jasper. Sinto muito se eu atrapalhei...

–De jeito nenhum, você não atrapalhou.

–Alice, está na cara que vocês estavam conversando...

–Eu não tenho nada para falar com esse imbecil, não enquanto continuar com toda essa ignorância com você e o Edward. E além do mais eu vim para falar com você.

–Comigo? O que quer?

–Edward pediu que eu a ajudasse a escolher um vestido de noiva e tem que ser para ontem. Ele quer mesmo se casar bem depressa não é? – eu ri assentindo e ela olhou por cima do ombro falando um pouco mais alto – esse só é mais um motivo para que certas pessoas parassem de criticar e se tornassem adultos.

–Você vai me levar para ver vestidos hoje? – perguntei chamando a atenção dela novamente – Eu não posso ir por que tenho uma consulta daqui a pouco em Port Angeles e era para Edward estar comigo. Aliás, cadê ele?

–Calma Bellinha. Edward foi resolver uns assuntos e nem me pergunte que eu não sei do que se trata. E enquanto isso ele me pediu para que eu viesse aqui e não, nós não vamos sair para ver vestidos, por que eu os trouxe para você.

–Como assim? Onde foi que você arrumou vestidos de noiva Alice? – ela revirou os olhos como se a resposta fosse muito óbvia.

–Bella acorda. Eu não trouxe vestidos de verdade. Fui até Seattle e peguei um catalogo de uma loja de vestidos a pronta entrega. Então escolhemos um e eles o preparam para você rapidamente. O que achou da ideia?

–É ótima Alice, obrigada.

–Eu faço tudo para te ver feliz, por que ao contrário de uns e outros eu te amo e quero o seu bem – ele pegou uma caixa enorme em cima do balcão e foi saindo da cozinha – vamos para o seu quarto Bella, aqui o ar já está um tanto irrespirável – eu a segui vendo Jasper suspirar quando saímos e eu fiquei triste por ele.

–Alice não acha que está sendo um pouco dura demais com ele?

–E ele não está sendo duro demais com você e Edward Bella? Isso não é justo. Vocês se amam e ele não tem que ser contra, não faz sentido. Sei que ele ficou surpreso com tudo o que aconteceu, todos nós ficamos, mas a atitude dele não tem nome, não tem logica ele não poderia ter ficado contra vocês daquele jeito.

–Ele estando contra ou não nada vai mudar, eu ainda vou continuar amando o Edward e Jasper ainda vai amar você. Brigas não levam a nada minha querida, não o deixe de castigo por muito tempo.

–Bella – ela me olhou de cenho franzido – pode parar de bancar a freira agora, essa fase já ficou para trás, até por que agora que vive em um relacionamento como o meu e vai perceber que há coisas que não se pode deixar passar. Ele errou tem que pagar e ponto final.

–Não estou bancando a freira. Eu só não quero que vocês briguem por pouca coisa, não estrague tudo o que vocês construíram por uma briga que nem é de vocês. É bobagem fazer isso...

–Bella, já chega! Vamos parar de papo furado por que temos muitos vestidos para ver – eu revirei os olhos e fui com ela para o meu quarto, onde ela abriu o grande mostruário que tinha trazido com fotos dos vestidos e amostra dos tecidos em que eram confeccionados.

Eu estava encantada, amando cada um que eu via e Alice não estava ajudando muito por que gostava dos que eu gostava me deixando ainda mais em dúvida do que me ajudando a tomar uma decisão. Então chamamos a minha mãe e foi ainda pior. Ela começou a chorar me imaginando em cada um dos vestidos e não conseguíamos escolher, até que Esme apareceu a porta.

–O que estão fazendo meninas?

–Estamos escolhendo o vestido de noiva da Bella mamãe, venha nos ajudar

–Vamos ter que fazer isso mais tarde, Bella Edward está esperando para a consulta de vocês.

–Edward está aqui? – olhei para onde ela estava e não o vi – Por que ele não subiu com a senhora?

–Ele bem que queria, mas o seu pai não deixou. E agora ele está lá, encarando meu pobre filho como se pudesse explodir o cérebro dele só com o olhar – eu ri.

–Então vamos salvá-lo – eu falei ficando de pé depressa e indo para a porta. Elas riram de algo que Alice falou mais eu nem me importei praticamente correndo em direção a ele. Ao chegar na sala eu o encontrei exatamente como Esme tinha dito e sem me importar com o meu pai eu pulei em seus braços tão logo o alcancei.

–Amor eu estava te esperando – disse e tomei seus lábios num beijo cheio de saudades só o soltando quando o ar faltou e ainda ofegante eu disse – por que você demorou tanto?

–Eu estava resolvendo algumas coisas para podermos começar a nossa vida – Ele acariciou meu rosto e beijou meus lábios de pressa – Você e Alice encontraram um vestido?

–Ainda não, mas estamos trabalhando para isso.

–Tem que ser depressa meu amor, quero me casar com você logo, colabora comigo vai – eu ri.

–Eu também quero querido, vai ser em breve, eu prometo – ele assentiu me puxando para si novamente. Eu me envolvi em seu beijo e me apertei nele, me aconchegando em seu corpo. Estávamos nos empolgando quando ouvimos meu pai pigarrear e nos afastamos ofegantes.

Edward sorriu e eu bufei com raiva, mas ele segurou meu queixo e beijou minha testa

–Eu vim buscar você para ver o nosso bebê. Vamos?

–É claro – eu sorri – estava mesmo esperando por isso – Edward segurou minha mão me levando para porta.

–Esperem – meu pai chamou – a mãe de vocês vai junto.

–Não vai não pai.

–Faz parte do nosso trato Bella, eu não implico com vocês e vocês respeitam minha ordem – enquanto ele falava Renée e Esme desciam as escadas prontas para sair conosco. Eu revirei os olhos e Edward beijou minha testa.

–Tudo bem amor, tudo o que importa é que estamos juntos – e olhando para nossas mães – vamos logo minhas senhoras temos hora marcada. Segue o meu carro mãe?

–Não senhor, elas vão com vocês, no mesmo carro e ficaram juntas todo o momento. Eu disse que vocês não ficarão sozinhos nem um minuto – meu pai disse parecendo muito satisfeito consigo mesmo e eu bufei.

–Agora quem está com pressa de se casar sou eu – peguei a mão dele e levou para fora.

Entramos no banco de trás do carro de Carlisle que Esme pegou para nos levar a consulta e só lá dentro Edward demonstrou sua insatisfação por não estarmos sozinhos, afinal aquele momento era nosso, tínhamos todo o direito de disfrutar dele. Mas nenhum de nós se atreveu a questionar, afinal era a única maneira de Charlie colaborar conosco.

Pegamos a estrada a caminho de Port Angeles em silencio e abraçadinhos no banco de trás. Esme sem aguentar o clima ruim disse.

–Ei crianças, vocês não precisam ficar assim. Nós não vamos invadir o momento de vocês.

–É claro que não – minha mãe ajudou – Só estamos indo para que Charlie não crie caso. Nós não estamos contra vocês, estamos juntos. Tanto que se quiserem dar uma escapadinha nós ajudaremos, não é? – Esme assentiu.

–Vovós em ação – ela riram fazendo Edward rir também – vamos encobri-los até o dia do casamento, por que depois ninguém vai poder ser contra.

–Obrigado mãe, Renée. É muito bom saber que estão do nosso lado.

–E não poderia ser diferente. Afinal vocês são nossos filhos e estamos felizes em vê-los felizes e juntos. Para nós a notícia de um bebe é muito bem-vinda.

–Ainda mais sendo nosso netinho não é?

–Eu mal posso esperar para ver....

Enquanto eles conversavam animadamente eu olhava para a estrada molhada pela chuva. A chegada do nosso bebê de uma forma ou de outra é uma grande alegria, e eu nunca seria capaz de abrir mão dele, mesmo que tudo fosse difícil.

Isso não sai da minha cabeça. Faz tão pouco tempo que eu sei da existência dessa criança e já a amo com todo o meu coração e eu fico pensando em como uma mãe depois de nove meses tendo uma criança crescendo dentro dela, acompanhando cada progresso, curtindo cada centímetro que ela crescia e quando nasce ela simplesmente.

Como se abandona um pedacinho de si mesma? Alguém que precisa dela para tudo?

Como uma mulher tão sem coração foi capaz de abandonar uma criança tão especial e todo carinhosa como a Molly?

Se eu recebesse a graça de ser mãe daquela menininha tão doce, eu seria a mulher mais feliz desse mundo... Se eu pudesse...

–Bella — Edward me chamou me tirando dos meus pensamentos — o que foi amor? Você está tão quietinha, estou sentindo falta da sua voz.

–Eu só estava pensando.

–No que? — Ele pegou meu queixo e me fez encontrar seu olhar e franziu o cenho provavelmente percebendo as lagrimas que estavam nele — Bella por que está chorando?

–Não sei o que está acontecendo comigo, estou muito chorona — eu sequei uma lagrima e minha mãe riu.

–É assim mesmo querida, as gravidas ficam muito emotivas, pode ir se acostumando viu? E você também Edward não pode entrar em desespero toda vez que vê-la chorar, tenha compostura papai.

–Se ele está assim, imagina quando for o bebê que estiver chorando? – Esme riu e minha mãe acompanhou.

–Os dois vão chorar mais do que o bebê... – Elas continuaram matraqueando enquanto Edward ainda olhava para mim tentando descobrir o que houve. Eu lhe beijei nos lábios e o tranquilizei.

–Está tudo bem amor, de verdade eu nem sei por que estava chorando.

–Em que pensava? Conte para mim.

–É que eu quero ir visitar a Molly, estava pensando nela e fiquei com saudade. A gente precisa ter uma longa conversa com ela – Edward me abraçou assentindo.

–Eu sei amor, mas você não precisa chorar, Molly é uma boa garota, muito forte. Ela vai entender o nosso sumiço e você mesma disse que poderemos visita-la sempre e eu vou te levar lá quantas vezes quiser, todos os dias se tiver vontade.

–Nós podemos ir hoje?

–É claro que sim, vamos logo depois da consulta e podemos pegar o horário do lanche, assim você e o nosso filho não ficam com fome – eu ri.

–Isso vai ser bom. Você pensa em tudo, cuida tão bem de mim...

–É por que eu te amo, e amo também esse presente que você está carregando ai dentro. Quero dar tudo do bom e do melhor para vocês.

–Você vai ser um ótimo pai Edward.

–Eu vou me esforçar sempre para ser o melhor para você em tudo. Sempre.

–Você já é querido, sempre foi. – Edward beijou meu cabelo e me abraçou, nós ficamos em silencio ouvindo nossas mães matraqueando sobre o bebê, só ouvíamos os planos daquelas duas malucas rindo de vez em quando.

Quando chegamos ao consultório nos sentamos na sala de espera aguardando a nossa vez. Lá haviam outras mulheres com barrigas de vários tamanhos, pequenas, médias, grande e maior ainda. Minha mãe e Esme fizeram amizade rapidinho conversando com as gravidas e perguntando sobre seus bebes, de vez em quando ouvíamos nosso nome e a palavra netinho.

Edward e eu ficamos em silencio, de mãos dadas apenas observando e perdidos em pensamentos. Quando finalmente pudemos entrar demos de cara com uma medica baixinha com longos cabelos pretos.

–Boa tarde – ela nos disse – fiquem a vontade, eu sou a Dr. Brandon, Vocês são Isabella e Edward certo? – nós assentimos – Não são casados?

–Estamos noivos.

–E já vão começar a vida comum bebê. Como estão lidando com isso?

–Foi uma grande surpresa para nós – Edward disse segurando minha mão – realmente não planejamos esse filho, estamos tendo que apressar um pouco as coisas, mas estamos felizes e ansiosos para que ele nasça.

–Como foi que a família reagiu?

–Eles ficaram bastante surpresos assim como nós, o pai e o irmão dela principalmente, mas sei que aos poucos tudo vai se encaixar.

–Eu estou vendo aqui que são muito jovens, dezenove anos! Estão mesmo prontos para começar uma família? Ser pai e mãe não é uma tarefa fácil.

–Sabemos disso doutora. Não estamos prontos ainda, mas vamos ficar. Temos toda a gravidez para nos preparar e Deus vai nos ajudar no que precisamos vai dar tudo certo – Edward apertou minha mão ao dizer isso e eu assenti concordando.

–Isso é muito bom. Para ter uma gravidez tranquila precisamos fazer um pré-natal completo. Vamos acompanhar esse bebezinho mês a mês e cuidar para que ele chegue bem trazendo muita felicidade na família. Como foi que você descobriu que estava gravida? Deu falta da sua menstruação e fez um teste de farmácia?

–Na verdade não, nem tinha dado a falta dela. É que fiz uma doação de sangue e acabou dando nos exames...

–Sei... Então a gravidez foi mesmo constatada. Quanto tempo sua menstruação está atrasada?

–Eu só não menstruei no mês passado.

–Tudo bem. Vamos então fazer um ultrassom para descobrir a idade do bebê. Vá para aquela sala, vista um dos aventais de lá e volte – eu assenti e fiz como ela disse em breve eu estava de volta.

Ela e Edward estavam perto de uma maca com uma televisão e um aparelhinho estranho. Ela me ajudou a me acomodar nela e abriu o avental deixando minha barriga a mostra ela passou um gel geladinho na minha barriga e olhei para Edward que parecia ainda mais ansioso que eu e sorrindo eu lhe segurei a mão esperando que algo aparecesse na telinha.

Alguns minutos depois a doutora disse.

–Bem papais esse aqui é o filho de vocês – ela apontou para um pequeno ponto na tela – Vocês estão aproximadamente de três semanas, e ele é tão pequeno quanto um grão de arroz, mas está aqui, firme e forte dentro de você.

Eu olhei para onde ela apontava, mas não conseguia ver nada, tanto por que não entendia quanto por que as lagrimas não me deixavam ver muita coisa mesmo. Edward apertou minha mão e nós nos olhamos emocionados rindo e chorando juntos, como dois bobos muito felizes.

–Você pode se trocar querida – a dra. disse – vamos conversar melhor sobre o bebê e eu vou responder todas as dúvidas que tiver – eu assente descendo da maca num pulo limpando minhas lagrimas de alegria.

Eu já tina certeza de que estava esperando um filho, mas pode ver é ainda mais emocionante. Meu bebe – acariciei minha barriga – um pedacinho meu e do Edward a quem vamos amar com todo o nosso coração.

Voltei para a sala e Edward estava debruçado sobre a mesa da doutora falando com ela. Ela sorriu para mim quando me sentei.

–Isabella, seu noivo acabou de me fazer uma pergunta muito importante e foi bom você ter chegado, assim eu respondo aos dois.

–O que ele quer saber?

–Se fazer sexo durante a gravidez pode machucar o bebê...

–Meu Deus! Pode? – perguntei assustada – nós fizemos ontem e eu nem pensei nisso. Será que ele está bem?

–Ele está sim, não se preocupe, sexo durante a gravidez é saudável e não se preocupe que bebê está bem seguro vocês podem fazer até o ultimo dia, desde que a mamãe se sinta confortável, não tem problema nenhum – eu assenti e Edward sorriu para mim – tem mais alguma pergunta?

–Por enquanto não – Edward respondeu depois que eu neguei com a cabeça.

–Tudo bem. Eu vou deixar meu número com vocês, qualquer dúvida que surgir, qualquer coisa que acontecer, a qualquer hora pode ligar para mim, estou à disposição para o que precisarem.

–Obrigada – agradeci pagando o cartão dela.

–Vou lhe receitar algumas vitaminas e quero que comece a tomar o quanto antes. Você está nas primeiras semanas de gestação e é muito comum que sinta enjoos e tonturas com frequência. Quero ver você no mês que vem para que me conte como andam as coisas tudo bem?

Agradecemos a medica e fomos para fora do consultório de mãos dadas e fomos atacados por nossas mães que queriam saber de tudo o que tinha acontecido e antes de irmos para casa Edward pediu a Esme que nos levasse para o orfanato que precisávamos falar com a Molly.

Durante o caminho, enquanto Edward falava com nossas mães sobre o bebê eu pensava em como seria quando chegássemos ao orfanato e déssemos de cara com as aspirantes e os colegas de seminário do Edward. O que eles diriam? O que estariam pensando de nós?

–O que foi? – Edward percebeu a minha inquietação e beijou meu rosto tentando me acalmar – o que você tem agora? Fique alegre meu amor, estamos indo ver a Molly.

–Eu sei – eu ri – estou muito feliz com isso...

–Mas...?

–É que eu estou pensando em como vai ser a reação das pessoas quando me virem assim. Estou pensando no que as meninas vão dizer e no que eu direi a elas, principalmente a Molly.

–Diga-lhes a verdade. Eu tenho certeza de que ninguém vai julgar você, bem diferente do que foi com a Sra. Stanley – ele disse fazendo uma careta e foi a minha vez de perguntar.

–O que foi?

–É que eu acho que ela e a filha já se encarregaram de espalhar a notícia pela cidade. Por onde eu passei hoje, as pessoas cochichavam e apontavam para mim. Provavelmente todo mundo já está sabendo.

–Será que já sabem do nosso filho também?

–Eu acho que não, se soubessem eles teriam me parado com certeza.

–Ah Meu Deus, isso vai ser um verdadeiro inferno, eu tenho certeza.

–Não tenha medo meu amor, quando estivermos juntos eu vou fazer qualquer inferno virar céu – sorri para ele e ouvimos Renée e Esme suspirarem. Nós rimos e Esme disse.

–Nós chegamos queridos. Vamos espera-los aqui fora, fiquem o tempo que precisarem.

–Não vão conosco?

–Não filha. Essa conversa é só de vocês, mas mande um beijo para aquela doçura e diga que estamos com saudades.

–Nós vamos dizer – Edward desceu do carro e me ajudou a descer. Nos despedimos de nossas mães e paramos no portão do orfanato tocando a campainha e logo o portão foi aberto Sra. Clark que sorriu ao nos ver.

–Olá meninos! Como estão? – ela agia como se fosse muito comum me ver com roupas normais e de mãos dadas com Edward como eu estava.

–Estamos bem senhora. Viemos fazer uma visita. Podemos entrar?

–É claro, a casa é de vocês, sempre – ela disse olhando diretamente para mim – vieram ver as meninas de uma forma geral, ou tem uma que querem ver em especial?

–Queremos ver a Molly – respondi rapidamente – Ela está bem?

–Ela está muito bem Isabella, não se preocupe. Você se apegou mesmo a ela não foi?

–Sim. Faz poucos dias que me afastei e já estou morrendo de saudade dela.

–E ela de você, mas isso vou deixar que ela mesma te diga. Fiquem a vontade que eu vou busca-la.

–Obrigada – disse enquanto ela se afastava – Seria tão mais fácil se todos agissem como ela não é? – perguntei ao Edward quando ficamos sozinhos e ele riu.

–Seria mesmo meu amor, mas infelizmente não é assim que as pessoas reagem.

–Eu sei – suspirei e Edward beijou meu cabelo, quando olhei para frente novamente vi a Sra. Clarke se aproximando sozinha – Onde está a Molly?

–As meninas estavam fazendo uma atividade com titã e ela acabou se sujando inteira e agora foi tomar um banho. Já avisei que estão aqui e assim que ela terminar vira ao encontro de vocês.

–Tudo bem, obrigada.

–Sem problema. Edward eu posso falar com você um minutinho?

–É claro – ele deu um beijo na minha testa e sorriu – eu já volto meu amor – eu assenti vendo-o se afastar com ela, achando essa atitude estranha. O que será que ela poderia ter para falar com o Edward? E por que eles precisavam se afastar?

Eu fiquei observando de longe. Edward só ouvia assentindo enquanto ela falava, falava e falava. De vez em quando ele lhe fazia alguma pergunta, ou algum comentário, depois voltava a ouvir. Eu estava a ponto de ir até eles para saber o que estavam falando, o que estava acontecendo quando do nada veio um pequeno furacão.

–Edward! – Minha pequena gritou correndo em direção a ele e eu corri também louca para pegá-la nos braços – Que bom que você veio logo!

–Eu prometi que viria. Eu sempre cumpro as minhas promessas.

–Mas você também prometeu que ia trazer a Bella. Onde ela está? – Edward levantou os olhos e me viu.

–Ela está bem atrás de você querida – ela olhou para mim com aquele sorriso imenso que me fazia sorrir também.

–Oi Bella!

–Molly! – Abri meus braços e sem demora ela se jogou neles me abraçando com força – Oh meu amor que bom te ver.

Por cima da cabeça dela eu via Edward sorrindo para o nosso reencontro e sorri também era como se tudo estivesse no lugar cero com a Molly ali.

Era como se a nossa família estivesse completa.

Notas finais
Então é isso meus amores. Espero que tenham gostado. Contem para mim, por favor!
De volta as terças oo/
Vejo voces na semana que vem?
Beeeeijos