A Irmãzinha
26 Capítulo Vinte e cinco
Notas iniciais
Espero que estejam muito, muito bem.
postando para voces um capitulo quentinho.
Espero que gostem.
Boa leitura.
–E então crianças? — Padre Harry perguntou sorrindo quando nos acomodamos em seu escritório na secretaria da igreja — A que devo a sua visita? — Edward olhou para mim pedindo minha permissão. Eu segurei sua mão e assenti.
–Eu sei que o senhor deve estar imaginando que deveríamos estar cuidando de nossas vidas, no seminário e no convento e não aqui — Edward começou a dizer olhando para o padre que observava sorrindo nossas mãos unidas — mas aconteceram algumas coisas e tudo mudou.
–Eu estou vendo mesmo que as coisas mudaram — padre apontou para mim — Me contem o que foi que aconteceu?
–Bella e eu deixamos a vida religiosa… — Edward hesitou e o padre disse:
–Eu imaginei mesmo ao ver a Bella sem seu hábito. Fale Edward qual foi o motivo para vocês deixarem tudo o que sonharam esses anos todos. O que levou a desistirem assim, de uma hora para outra?
–Não foi de uma hora para outra padre. Eu me descobri apaixonado pela Bella e que ela também estava por mim e foi por isso que deixamos tudo para trás– Ele ficou em silencio e Edward olhou para mim. Eu sabia que ele estava com receio de encarar nosso grande amigo e mentor. Eu sabia por que também estava, mas fomos surpreendidos com as risadas do padre. Ele gargalhava com a mão na barriga como se tivéssemos contado a melhor de todas as piadas.
–Me perdoem meninos — ele disse ofegante depois de finalmente parar de rir — mas eu não pude evitar..
–Eu sei que parece difícil de acreditar, mas…
–Não Edward, não é por isso que estou rindo. Eu só estou feliz por vocês finalmente terem percebido isso. Deus ouviu as minha preces…
–Como é? — perguntei atônita.
–Meus filhos, eu conheço muito bem cada um de vocês e os observo desde pequenos, sou o seu confessor desde a primeira confissão e então posso dizer que sei quase, senão todos os sentimentos que carregam, principalmente um pelo outro — Edward e eu olhávamos para ele em silencio enquanto ele continuava sorrindo.
–Bella, desde de menina era fascinada pelo Edward. Seus olhos brilhavam e brilham até hoje como duas grandes estrelas da noite de natal quando olha para ele e eu sei que faria qualquer coisa ou iria a qualquer lugar que ele a levasse — eu sorri assentindo — Eu sempre tive a certeza que aquele brilho, esse brilho, não era apenas de amizade.
–Eu gostaria tanto de ter enxergado isso padre, não entendo como foi que não percebi.
–Não viu por que não quis. Estava ai para quem quisesse ver, estampado no rosto, nas palavras e nas ações dessa menina, o quanto ela te ama, assim como você também mostrava isso.
–Ele mostrava? — perguntei e o padre sorriu.
–Edward? A possessividade que sempre teve no modo de agir, de falar era “minha irmãzinha” para cá minha Bella para lá, sem falar no pobre Jacob que nem se quer podia chegar perto da amiga sem que Edward o fizesse sair correndo — nós rimos — Vocês acham mesmo que eu não perceberia nada?
–Não imaginei que nos conhecesse tanto assim.
–Eu conheço querida. Eu fiquei tão chateado, me sentindo completamente impotente quando estava próximo o dia de vocês partirem, Bella vinha falar comigo duas, três vezes na semana e eu sempre dizia pense bem no que quer para a sua vida.
–Eu estava com medo, mas tudo o que eu queria era estar com o Edward, não importando como fosse.
–Eu sei disso. Não é que eu não que eu não acreditava no amor que vocês sentem por Jesus e sua missão de evangelizar. Eu sei que dentro de vocês o isso tudo flui, pela maneira como sempre viveram, como foram criados na barra da minha batina — nós rimos — m Eu sei que a minha vida é isso aqui, com Deus está todo o meu amor e o meu coração, mas o sentimento de vocês é diferente do que eu sinto. Além do mais eu sabia que um dia o amor que estava guardado esse tempo todo iria desabrochar, mais cedo ou mais tarde ele ia falar mais alto — Edward assentiu.
–Desde que a Bella disse que estava prestes a se tornar noviça eu mal consegui dormir. Eu fiquei desesperado achando que eu a tinha perdido, que já era tarde demais para mim.
–E eu não sei? Bella desde que o convite para os seus votos chegou, eu não tive mais paz. E quanto mais o dia se aproximava, mais Edward me ligava vairas vezes por dia…
–Verdade? Para que?
–Eu precisava desabafar — Edward respondeu — mas eu não tinha coragem de dizer em voz alta o que o meu coração gritava, mesmo sabendo que o padre não me criticaria e nem contaria a ninguém.
–Ele realmente não falava. Ficava fazendo rodeios, me pedindo meios concelhos… -Padre parou de rir olhando para o Edward com olhos cheios de piedade — E na véspera do grande dia, ele chegou aqui em prantos, me pedindo pelo amor de Deus que eu o ajudasse. Naquele dia eu realmente entendi o que ele sentia.
–Se o senhor sabia o que eu estava sentindo, por que não me ajudou? Por que não disse para eu lutar por ela, me desse dicas de que ela também me amava para que eu pudesse fazer a coisa certa?
–Por que você não se abriu de verdade comigo. Se tivesse me perguntado com todos as letras o que fazer em relação a Bella eu teria te dito para pegar ela no colo e correr daquele convento por que era tudo o que Bella queria. Minto?
–De forma alguma.
–Passado isso tudo, eu estou imensamente feliz que vocês se acertaram. Já estava mais do que na hora.
–Eu também acho — Edward me deu um selinho — agora estamos juntos e eu não vou sair do lado dela nunca mais.
–Posso saber qual foi o milagre que abriu os vossos olhos?
–Foi o maior milagre que poderia existir padre, o milagre da vida. A Bella está grávida.
–Oh Meu Deus! — ele fechou os olhos negando — eu pensei… Pensei que vocês iam apenas se aproximar, que se declarariam e então se afastariam da igreja. Senhor! Eu jamais imaginei que iriam mais longe que alguns poucos beijos.
–Não era mesmo para ter ido. Sei que passamos dos limites, mas as coisas foram acontecendo — repeti o que tinha dito a Alice era a mais pura verdade.
–A culpa foi minha. Eu convenci Bella ficar comigo…
–Não comece Edward. Eu quis também. A culpa é nossa e estou cansada de ouvir que não é.
–Os dois são muito culpados. Vocês desrespeitaram as normas impostas a vocês quando entraram para a vida religiosa, quebraram o mandamento da castidade e você quebrou seus votos Bella...
–Eu sei padre...Mas foi por amor, será que não ganho nenhum desconto por isso? Eu jamais teria aceitado quando ele me propôs… Eu… Eu não teria feito se não amasse esse homem com a loucura que amo.
–É exatamente isso senhor. Foi por amor que fizemos cada uma dessas coisas. Acha que Deus vai nos perdoar?
–Estão arrependidos?
–De verdade? — o padre assentiu e Edward olhou para mim tocando meu rosto com carinho — Não. Nunca estivemos tão felizes. A única coisa que pesa em nós é o fato de termos quebrado nossas promessas, mas estarmos juntos e tudo o que fizemos para isso não nos deixa arrependidos — o padre suspirou olhando para nós e disse:
–Eu acredito que por amor se faz qualquer coisa, se enfrenta perigos e engolem muitos sapos. E vão por mim, vocês terão muitos pela frente. As pessoas são maldosas e vão falar muito de vocês dois, aquelas pessoas que apoiaram e estavam com vocês toda a vida vão julgar e condenar vocês, afinal o povo de Deus é santo, mas também é pecador.
–Nós sabermos disso e estamos dispostos a enfrentar o que for. Eu não vou abandonar a Bella só por que as pessoas vão falar mal de nós — o padre assentiu e continou.
–Olha meus filhos, o amor que move a humanidade. Por amor um pai de família trabalha hora e horas para dar o que comer a sua mulher e filhos, por amor um médico salva vidas, cozinheiras fazem os melhores pratos, professoras ensinam e padres rezam missas — ele deu uma risadinha — mas eu não acredito que o amor seja o motivo para uma pessoa matar a outra, por exemplo, ou é a razão que se cometam atrocidades que destroem a vida do próximo, mas eles precisam justificar de algum modo e usam isso. Eu sei que no caso de vocês o amor realmente existe, mas isso não significa que estão certos ou que o pecado vai ser esquecido. Sei que não estão arrependidos, mas rezem, peçam perdão por ter desonrado as promessas que fizeram a Deus e por ter quebrado seus mandamentos.
–Vamos fazer isso padre. Todos os dias. E não é por que abandonamos a vida religiosa que vamos nos afastar de Deus, muito pelo contrario, queremos criar nossas crianças como fomos criados, dentro dessa igreja, na barra da batina do padre não é meu amor? — Eu assenti recebendo o beijo que Edward me deu e o padre riu.
–Crianças? Já estão planejando ter mais?
–Por mim — eu dei de ombros e Edward riu.
–Por enquanto nós vamos ficar com as que temos — eu franzi o cenho sem entender o plural reparando que não foi a primeira vez que ele o usou, mas antes que eu pudesse fazer um comentario ele contiunuou — até por que eu vou ter que me virar para sustententar minha familia e vou precisar muito da ajuda de Deus. Eu preciso de um emrego, preciso estudar para dar um futuro melhor para eles…
–Já que você tocou no assunto, eu estava mesmo procurando um sacristão para me ajudar aqui. Sei que você conhece essa igreja tão bem quanto eu, então acho que pode se dar bem. Se você se interessar… — eu sorri e Edward gaguejou.
–Pa… Padre…
–O salario não é la aquelas coisas — falou como quem se desculpa — mas serve enquanto não encontra nada melhor.
–Meu Deus, eu quero! É, obrigado puxa. Quando quer que eu comece?
–Pode começar na sexta
–Eu vou adorar — ele riu feliz — Olha para mim, acabei trabalhando na igreja afinal. Muto obrigado, um emprego é tudo o que preciso para começar a minha familia.
–É bom poder ajudar. Vocês sempre foram como filhos para mim e quero que sejam felizes. Contem comigo.
–Vamos ser padre, vamos sim.Agora só precisamos encontrar um lugar para morar, um cantinho que seja só nosso…
–Por que? Vão sair de casa? Não vai me dizer que o Charlie expulsou você?
–Não ele não me expulsou… Mas ele está furioso consco.
–Na verdade ele esta furioso comigo e chateado com a Bella, principalmente por que ela o enfrentou dizendo que não aceitaria as coisas que ele estava impondo — Edward respirou fundo tentando se controlar e continuou — Charlie queria nos separar e nos deixar longe do nosso filho, deixando ele crescer em uma fazenda como um cão que ninguém quer mais — eu assenti.
–Não poderia permiti isso padre. Tudo bem que ele é meu pai e tinha sonhos para mim, mas eu não poderia ficar com os braços cruzados esperando que ele decidisse a minha vida.
–Eu te entendo querida e estou minuto orgulhoso de ver você lutando pelo que quer, além de muito surpreso que depois de tudo isso você ainda esteja vivo Edward — ele riu.
–Não posso morrer agora. Minha vida está prestes a começar, vou viver com a mulher que amo e ter uma linda família com ela, depois é claro que eu me casar. E é isso que viemos fazer aqui hoje. Queremos marcar a data do nosso casamento e celebrar o nosso amor onde ele começou.
–Ok. Quando querem o casamento?
–Tem que ser logo. Não quero me casar barriguda...
–Você está de quanto tempo?
–Eu não sei… Descobri a gravidez ontem. Eu preciso me consultar com um obstetra para saber, mas eu nem sequer tenho uma consulta marcada...
–Na verdade tem sim — Edward beijou minha bochecha — eu marquei uma para você hoje de manhã…
–Você fez muitas coisas hoje de manhã…
–Eu estou tentando resolver a nossa vida meu amor. Eu quero viver em paz com você logo, quero a nossa felicidade que está mais do que atrasada. E para isso precisamos que o nosso filho tenha saude, que você passe os meses mais lindos da sua vida enquanto o carrega.
–Para quando é a consulta?
–Amanhã a tarde, depois falamos sobre isso. Padre queremos nos casar o mais rápido possivel, se tiver jeito, amanha mesmo — ele riu.
–Eu sei que estão animados crianças, mas um casamento não se faz de um dia para o outro, precisamos de muitos documentos, para o civil e o religioso...
–Eu consigo, não se preocupe. Quando vamos poder nos casar?
–Edward, mesmo que você consiga os documetos, Bella não vai conseguir encontrar um vestido de noiva para amanha.
–Ela disse que não faz questão, não é meu amor?
–Edward até parece que você não a conhece, Bella esquece a sua vontade para deixar todo mundo feliz, mas toda mulher sonha com um grande dia, um vestido bonito e que a igreja toda faça “ooh” quando ela surgir na porta. Você não pode negar isso a ela — Edward olhou para mim com cenho franzido, pensando no assunto e eu toquei seu rosto.
–Amor eu disse que não me importo e realmente é verdade, juro que é. Você lá me esperando quando eu chegar é tudo o que eu quero.
–Viu como eu tinha razão? — ele revirou os olhos.
–Padre. Tudo bem, é serio.
–É verdade — Edward concluiu com um suspiro — Quanto tempo sera que leva para se escolher um vestido?
–Eu não sei.
–Alice pode Ajudá-la, vamos falar com ela.
–Então eu sugiro que falem com a Alice, vão a consulta e descubram quanto tempo tem de gravidez, depois de tudo isso voltem aqui e nós marcaremos a data. Que tal? — Edward suspirou.
–Eu sei que o senhor tem razão, mas eu quero me casar logo padre. Mal posso esperar para passar o resto da minha vida com essa mulher.
–Não precisa ter pressa meu filho, até por que você já viveu a vida toda ao lado dela.
–Eu sei, mas agora é diferente… Ela vai ser minha.
–Eu sempre fui sua meu amor.
–Você sempre foi minha amiga, minha irmã, mas nunca me pertenceu de verdade. Agora você vai ser a minha esposa, só minha de verdade. Eu quero muito isso, mas o padre tem razão, eu vou esperar. Quero que mesmo as pressas você possa ter um casamento digno de você, de nós. Com direito a um vestido bonito e tudo mais.
–Combinado então.
Conversamos por mais alguns momentos e depois o padre levou Edward para discutir com ele sobre suas tarefas e seu salario enquanto eu voltei para a igreja, me sentando em nosso banco observando toda a igreja e ali acariciando minha barriga comecei a imaginar como seria o dia de nosso casamento.
No fundo o padre tinha razão.
Eu queria mesmo estar bonita no grande dia, gostaria que Edward se emocionasse quando me visse entrar caminhando em sua direção com o meu pai ao meu lado, segurando meu braço…
Suspirei sabendo que provavelmente isso não aconteceria. Será que meu pai seria tão orgulhoso de se negar a entrar comigo na igreja? Meu pai estaria tão chateado comigo que não poderia querer a minha felicidade? Será que Jasper também não viria?
Isso não é justo. Eu finalmente consigo ficar com Edward e não vou ter a minha família ao meu lado para me ver ser feliz.
Por que eles não podem simplesmente aceitar?
Toquei minha barriga ainda completamente plana e sorri. Um bebe é algo tão bom e trás tanta esperança na vida das pessoas, como meu pai podia não gostar, como ele poderia estar tão furioso com uma noticia tão maravilhosa como essa?
–Isabella? — eu ouvi uma mulher me chamando e olhei na direção que a voz tinha vindo e me segurei para não fazer uma careta de reprovação. A senhora Stanley e sua filha olhavam para mim com curiosidade paradas ao meu lado.
–Oi Sra. Jessica. Como estão?
–Nós estamos bem, mas um pouco preocupadas. Vimos um carro parecido com o de Edward parado ai em frente e como sabemos que ele deveria estar no seminário imaginamos que algo tivesse acontecido e viemos ver, mas não esperavamos ver você aqui também ainda mais sem a sua roupa de freira. O que está acontecendo?
–Hmm… É que nós viemos falar com o padre Harry… — eu fiquei em pé para tentar fugir, mas elas me cercaram.
–Verdade? E o que acontceu?
–Por que você não está vestida de freira?
–Você foi expulsa? — Mãe e filha me cercaram e estavam me deixando louca diante de tanta pergunta. Eu não sabia o que dizer.
Sabia mesmo antes do padre dizer que isso aconteceria, mas não imaginei que serião tão depressa e eu estivesse sozinha para enfrentá-las.
De repente eu me senti tonta e a minha vista começou a escurecer.
–O que foi? você não pode responder? — uma perguntou se aproximando ainda mais.
–Ah conta para a gente — a outra emendou.
–Naõ vamos falar nada para ninguem.
–Seu segredo está a salvo conosco — Eu estava me sentindo muito mal e aos poucos eu fui sentindo minhas pernas bambas e perdendo o equilíbrio com elas praticamente em cima de mim.
–Minhas irmãs — padre Harry chegou em meu socorro fazendo que elas se afastassem um pouco — não se esqueçam que a curiosidade matou o gato.
–E o burro — Edward completou se aproximando de mim me segurando em seus braços fortes — Meu Deus Bella você está tão pálida — ele me fez sentar e se sentou ao meu lado segurando minhas mãos — você está bem querida? — assenti.
–Só um pouco tonta com todas essas perguntas.
–Não se preocupe meu amor, eu já estou aqui com você. Vai ficar tudo bem viu? — Ele beijou minha testa me puxando com carinho para seus braços e eu me aconcheguei neles. Jessica suspirou e disse.
–Ah Edward como você é atencioso, cuida tanto da sua amiga. É uma pena que vai ser padre, você seria um ótimo marido, principalmente se fosse o meu marido.
–Jess não fala besteira minha filha. Esse já nasceu com o sacerdócio em seu sangue, ele só cuida da irmã assim por que é isso que ela é para ele, uma irmã.
–Eu sei mamãe, mas sonhar ainda é de graça e quem sabe, um dia, eu ainda consigo ter um homem como o Edward – ela jogou os cabelos para trás do ombro querendo chamar a atenção e eu fiquei feliz ao ver que Edward olhava apenas para mim, ainda preocupado com o meu pequeno desequilíbrio. Elas começaram a matraquear com o padre Harry e tudo o que eu queria era ir para casa e levar o Edward para longe daquele olhar de águia que Jessica lançava em cima dele.
–Eu quero ir embora Edward – pedi baixinho.
–Você tem certeza que está bem? Se quiser eu posso te levar para ver um médico hoje mesmo.
–Eu estou bem meu amor. Eu acho que você vai ter que se acostumar a isso, pelo que eu sei grávida passa mal a toda hora.
–Não sei se vou aguentar ver você sofrendo o tempo todo e não poder fazer nada.
–Vai passar e, além disso, vai ser por uma boa causa – levei minha mão ao meu ventre acariciando e ele me imitou.
–Eu sei que vai meu amor, mas...
–Não se preocupe. Vou estar bem se você estiver comigo.
–Então vai estar bem para sempre, eu prometo – Edward segurou meu queixo e puxou meu rosto em direção ao seu, me dando um leve beijo, muito rápido que foi interrompido por um ofegar exagerado.
–Minha Santa Maria! Padre o senhor viu isso? Que absurdo! – a Sra. Stanley gritava horrorizada com a mão no peito – Padre Harry o senhor viu o que acabou de acontecer aqui, bem debaixo dos nossos olhos?
–É claro que eu vi Dorothy – ele respondeu tranquilo – só não entendo o motivo de tanto alarde da sua parte.
–Como assim? Esse seminarista acabou de beijar a noviça dentro da igreja, bem debaixo de seus olhos e o senhor não vê nada de mal?
–Não. Se eu tivesse visto um seminarista beijando uma noviça, eu acharia mesmo um escândalo, mas o que eu vi aqui foi um casal apaixonado trocando um carinho. Nada de mais.
–Do que está falando padre? Bella é freira – Jessica me olhou com o cenho franzido enquanto a mãe se sentava abanando com o leque – ela não esta usando suas roupas de sempre, mas sabemos que ela é, estávamos lá, vimos tudo acontecer. Sem falar que há poucos meses a vimos rezando e fazendo coisas que freiras fazem...
–Jessica – Edward chamou – já chega.
–Edward e você? — ela perguntou fazendo drama — Como foi que você pode fazer isso comigo? Sabe que sempre quis ser sua... E agora você está ai aos beijos com a sua própria irmã...
–Na verdade, Bella não é a minha irmã, ela nunca foi. Bella é a mulher que eu amo, que vai ser a minha esposa e mãe dos meus filhos.
–Você não pode fazer isso! Bella você vai para o inferno se se casar com um padre.
–Eu não vou mais ser padre. Pedi a dispensa e deixei o seminário, tudo para ficar com a Bella que é o grande amor da minha vida.
–Mas isso é um verdadeiro escândalo! – a Sra. Stanley gritou se levantando parecendo bem recuperada – nunca na história dessa cidade se viveu um absurdo como esse. O que as pessoas vão dizer quando souberem disso? – Edward deu de ombros e me abraçou novamente.
–Eu não me importo e saiba que Bella também não. Não interessa o que vocês digam, vamos estar juntos queiram vocês ou não.
–Não se preocupe Edward, afinal isso não é da conta dela, na verdade não é da conta de ninguém, só de vocês dois – padre Harry repreendeu olhando para elas – Espero que tudo tenha se resolvido então. — ele nos dispensou — Voltem amanha e então marcaremos a data para o casamento. Vai ser uma hora para mim celebrá-lo.
–Vamos voltar senhor. Obrigado por tudo o que tem feito por nós e pela nossa família, o senhor é verdadeiramente um amigo, um verdadeiro pai.
–Eu só quero que sejam felizes meu rapaz. Cuide bem dela. – ele apontou para mim e Edward segurando em minha cintura me fez ficar de pé beijando o topo da minha cabeça.
–Eu vou cuidar. Nos vemos amanhã.
–Deus os abençoe crianças – ele se despediu e enquanto saiamos ouvimos a Sra. Stanley dizer.
–Bom padre eu preciso ir. Tenho muitas coisas para fazer e...
–Ou melhor, você tem muitas pessoas para contatar não é Dorothy?
–Padre...
–Eu acho que ela vai ouvir um sermão daqueles – Edward cochichou para mim quando passamos pela porta da igreja. Ele abriu a porta do carro e só me soltou quando teve a certeza de que eu estava acomodada. Quando ele se afastou com o o carro eu disse.
–Que azar tivemos, mal chegamos e a cidade toda já vai saber o que aconteceu conosco.
–Aposto que faz muito tempo que ela não tem nada para fofocar desde que a Sra. Newton foi pega traindo o marido há sete anos. Ela devia estar a espera de algo e nos viu entrando na igreja – Edward riu e parando no semáforo olhou para mim sorrindo – e isso não foi azar, até por que desde que nos acertamos eu só tenho sorte.
–É mesmo?
–Mmhmm. Veja só: vamos nos casar, ter um bebê e seu pai ainda não acabou comigo – ele riu – Eu consegui um emprego para poder cuidar de você como devo, desse filho que está em sua barriga e do que ainda vai chegar...
–Que vai chegar? – perguntei franzindo rindo – o bebê ainda nem cresceu na minha barriga e você já quer me engravidar outra vez?
–Não foi isso que eu disse isso. A única coisa que eu falei é que ele vai chegar...
–O que quer dizer com isso?
–Espere e verá meu amor...
–Edward... – reclamei e ele me deu um selinho depois de desligar o carro parado a minha porta.
–É uma surpresa tudo bem?
–Que surpresa?
–Se eu contar ela deixa de ser – ele riu – confie em mim e não pense muito nisso. Eu cuido de tudo.
–Se não quer que eu pense você vai ter que dar um jeito de me fazer esquecer – pedi manhosa ele estreitou os olhos sorrindo.
–Vou ter o maior prazer em fazer isso meu amor – ele agarrou meu corpo, colando junto ao seu e me beijou profundamente, fazendo cada parte dele reagir ao seu toque, seus lábios, sua língua – esqueceu? – Ele sussurrou ao se afastar e eu neguei.
–Você vai precisar fazer muito mais que isso – falei em meio a um gemido enquanto ele beijava meu pescoço, subindo beijos até chegar a minha orelha e sussurrar.
–Então nós vamos ter que ir para o seu quarto e lá eu te faço esquecer de tudo, até do seu nome... – ele se afastou de repente, minha cabeça girava e eu mal conseguia respirar. Sem que eu tivesse a certeza de como Edward abriu a porta ao meu lado e me tirou do carro me colocando de volta em seus braços.
–Eu vou fazer você esquecer de tudo meu amor – ele sussurrou em meu ouvido enquanto eu abria a porta. Sua mão segurava minha cintura e me mantinha em pé já que as minhas pernas tremiam demais. Quando abrimos a porta meu pai estava sentado ao lado dela de braços cruzados e cara fechada. Edward engoliu seco ao meu lado.
–Isso se seu pai não me matar primeiro.
Notas finais
O padre Harry é um amor né?
O que acham que Edward esta tramando hein? Aposto que voces ja desconfiam pelo menos ne? kkkk contem para mim.
Vejo voces no domingo que vem!
Beeeijos minhas queridas, obrigada pelas dicas que tem me dado e pelo carinho que sempre demonstram.
Ate domingo.
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