A Irmãzinha
9 Capítulo Oito
Notas iniciais
Quero dedicar esse capitulo - que eu ameei escrever - para a minha querida Lizze B que recomendou a história, obrigada querida, obrigada de verdade, fiquei muito feliz com as suas palavras.
Eu espero que voces gostem muito.
Boa leitura
Muita coisa mudou na minha vida agora.
As mudanças no convento foram simples, coisas do tipo ser chamada de Irmã Isabella e me adaptar as responsabilidades que vinham com a nova etapa que eu estava vivendo.
Como noviça, eu teria que assumir alguma responsabilidade mediante aos trabalhos que eram realizados dentro do convento, o que eu queria de verdade era continuar no orfanato eu tinha me apaixonado de verdade por aquelas crianças. E assim se fez.
A irmã Renata estava ocupada cuidando dos preparativos para a sua profissão solene e eu fui encarregada de ficar em seu lugar coordenando o voluntariado e a minha função era orientar e acompanhar as novas aspirantes.
As mudanças eram basicamente essas, o que não era grande coisa, comparado à verdadeira mudança que tinha acontecido.
A principal mudança estava dentro de mim.
Durante a maior parte da minha vida, eu vivi reprimindo o meu amor por Edward, amando-o em segredo e sem ser correspondida, acreditando que seria assim por toda a e de uma hora para a outra não era mais assim.
Edward disse estar apaixonado por mim, comprometendo tudo o que era concreto na minha vida, tudo o que havia de sensato na minha mente não fazia mais sentido e eu já não sabia o que pensar.
Não sabia o porquê eu não dava as costas para esse lugar, dando um jeito de encontrar com Edward e convencê-lo de que deveríamos ficar juntos, convencê-lo de que eu o amava e que seria capaz de qualquer coisa por ele.
A lembrança daquela noite, os beijos que trocamos não saia da minha cabeça em momento algum. Sempre que eu fechava os olhos eu podia me lembrar de Edward me dizendo estar apaixonado, que queria que eu fosse dele. Mas o que mais ficava em minha mente era o olhar de descrença quando eu disse que também estava apaixonada.
Isso me deixava completamente atormentada.
Como ele poderia duvidar dos meus sentimentos?
Talvez ele acreditasse mesmo que era um mal entendido, que eu estava confusa com todos esses sentimentos revelados, talvez ele só precise de um tempo para processar tudo.
Eu realmente posso fazer isso, não posso? O que é algumas semanas mais para quem já viveu tanto tempo esperando. Quem sabe é o tempo que vai fazer Edward enxergar que eu realmente o amo.
Isso tinha me apavorado durante toda a semana, mas agora enquanto eu caminho em direção a ele que estava sentado em um banco nos fundos da igreja, meu coração se enche de esperança de que eu possa ver em seus olhos que ele acreditava em mim, de que ele fosse me encher de beijos e me levar para longe.
Quando me aproximei, me sentando ao lado dele, Edward abriu um lindo sorriso e me abraçou.
–Ah irmãzinha, você veio.
–Eu disse que vinha meu amor, eu estou aqui com você – ele suspirou.
–Finalmente – eu não poderia concordar mais me apertando a ele o máximo que podia.
Edward simplesmente agiu como sempre. Era como se nada tivesse acontecido há uma semana. Ele começou a me contar sobre suas aulas e as coisas novas que tinha aprendido com uma ponta de histerismo no tom entusiasmado que ele usava, quase imperceptível, mas não para mim que o conhecia tão bem.
Ele só parou de falar quando a missa começou e Edward participava da celebração rezando como sempre, de olhos fechados e a mão segurando firmemente a minha.
Quando acabou ele beijou minha testa com carinho e disse que mal podia esperar pelo próximo domingo, sorrindo com tristeza, eu me despedi dele.
Eu fiquei terrivelmente decepcionada e sem ação diante da atitude dele. Nós precisávamos conversar, havia muito para ser dito sobre nós dois e não poderíamos ignorar isso, mas Edward me enchia com novidades assim que me via e era impossível refreá-lo quando começava.
As semanas foram passando de pressa e nós nos víamos todos os domingos e aquela breve hora que passávamos juntos era a melhor da semana para mim. Ele passou a me esperar sempre na porta da igreja, dando sempre um de seus maravilhosos sorrisos tortos quando me via, me abraçando com entusiasmo e dizendo a mesma saudação:
–Oi minha irmãzinha!
A cada vez que ele usava o apelido que antes teria me feito derreter era como se ele tivesse pisando ainda mais em meu coração machucado.
Eu não sou a irmãzinha dele, não mais.
E por esse motivo eu fui me fechando, perdida em meus sentimentos, se por um lado eu estava feliz por estar perto dele naquela única hora na semana, pelo outro eu ficava ainda mais triste com o contato, por ele fingir que nada aconteceu que éramos as mesmas pessoas que sempre fomos.
Era uma segunda feira à tarde, no fim de setembro. As folhas das grandes árvores começavam a ficar amarelas e logo começariam a cair. Eu estava observando sem ver realmente as meninas cantarem músicas alegres enquanto pulavam corda no pátio do orfanato, minha mente vagava, longe bem longe dali.
Logo as férias do natal chegariam e eu voltaria para casa junto com Edward. Suspirei tentando imaginar como seria quando estivéssemos em casa e não fiquei nenhum pouco animada como teria ficado no ano anterior.
Pensei em como eu esperei ansiosamente para ir para casa depois da promessa que ele tinha me feito de não largar de mim durante as férias e em como eu sonhei com isso.
Edward estava tão carinhoso e intenso naqueles dias, hoje eu posso ter uma nova perspectiva das atitudes dele. Como eu pude não enxergar que ele já estava apaixonado quando ele me disse que não queria voltar para o seminário, ele tentou me dizer que não estava feliz, que não poderia viver sem mim e eu o encorajando a voltar, dando forças, dizendo que logo encontraria a felicidade.
Pensei também naquela noite em que ele pediu que eu ficasse, em como ele tinha falado sobre sexo, me convencendo de que o amor não era pecado. Será que ele queria...?
Ah Meu Deus.
Só agora eu posso enxergar a grande besteira que eu fiz. Lembro exatamente das palavras que eu disse e em como ele ficou perdido depois que despejei tudo aquilo.Tudo poderia ser diferente, se eu tivesse fechado minha boca grande e escutado o que ele tinha para me dizer.
Constatar isso me fez entrar em desespero, mas ao mesmo tempo me fez perceber que eu não poderia ficar apenas sentada me lamentando por isso, eu precisava fazer alguma coisa e depressa.
–Irmã? – a diretora do orfanato me chamou e eu olhei para ela vendo seu rosto preocupado.
–Senhora Clarke, algum problema?
–Infelizmente sim. Uma das meninas passou mal e eu preciso levá-la ao hospital. Graças a Deus que vocês estão aqui hoje, por que eu preciso que você receba uma nova menina que vai chegar daqui a pouco. Pode fazer isso por mim? Eu mandaria outra pessoa ao hospital, mas eu estou realmente preocupada, não sei se aguentaria ficar aqui sem noticias.
–Não se preocupe senhora, eu posso cuidar de tudo. Fique tranquila e se precisar de algo não hesite em me chamar, por favor.
–Obrigada irmã – ela falou saindo e eu fiz uma oração silenciosa pedindo pela menina, que ela fique bem.
Dez minutos depois da saída da diretora, a assistente social chegou trazendo uma menina tão pequena, tão desnutrida, parecendo apavorada agarrando um cobertorzinho imundo.
Seus olhos negros como a noite, estavam arregalados de pavor, grandes demais em contraste com o rosto tão pequeno, a pele morena e o cabelinho enrolado caindo sobre os ombros. Sorri para ela tentando passar tranquilidade e me aproximei.
–Oi querida. Meu nome é Bella e o seu? – ela não me respondeu apenas andou de pressa em minha direção e se jogou em meus braços me abraçando com força, seu corpinho tremia e eu a apertei em meus braços tentando acalmá-la – Calma querida, está tudo bem, você vai ficar bem.
–Bom – a assistente social falou com sua voz anasalada – o nome dela é Molly Howe, tem cinco anos. Ela morava com a bisavó que era muito doente e mal tinha dinheiro para os remédios que tomava, mal sustentava a si mesma e não tinha condições de cuidar da menina, já estávamos tentando tirá-la da bisavó através da justiça, mas a velha morreu e poupou o nosso trabalho, pelo menos isso – ela fez um gesto de desdém com as mãos e continuou.
–Como a mãe não a quis trouxemos ela para cá, mas a senhora Clarke já está a par de tudo isso – eu fiz uma careta de desgosto por causa da insensibilidade daquela mulher de falar assim na frente da pobre criança. Ela me encarou esperando uma resposta e eu não disse nada – Era só isso. Posso deixá-la com você não é? Já está tudo certo e...
–Pode sim senhora – assim que eu falei ela deu de ombros e se afastou então eu me dirigi à menina em meus braços – e então Molly que tal se nós duas fossemos comer algo bem gostoso lá na cozinha? – ela olhou para mim e assentiu eu sorri levando comigo e servindo um copo de leite e alguns biscoitos que ela devorou em um minuto e eu me perguntei quanto tempo ela estava sem comer, pobrezinha.
Eu tentei conversar com ela, mas Molly não respondia nenhuma das minhas perguntas, talvez assustada demais para falar. Eu não me dei por vencida e comecei a tagarelar falando de como ela ia gostar de ficar aqui, onde ela faria muitas amigas, e teria muitos brinquedos para se divertir.
Eu dei um banho nela, lhe vesti roupas limpas e a apresentei as outras meninas e ao lugar. Ela estava toda tímida e insegura, sempre segurando minha mão com toda a sua força como se tivesse medo de que eu a soltasse.
A diretora voltou e já era hora de voltar para o convento ou nos atrasaríamos para a oração do terço. Quando fui me despedir de Molly ela começou a chorar e não queria me deixar ir, então eu entreguei a chave da van para uma das aspirantes e pedi que avisassem a irmã Irina por mim, eu não iria deixar a menina.
Os dias foram passando e ela se apegou muito a mim, ia me acompanhando aonde quer que eu fosse comendo comigo e dormindo comigo. Rosalie tinha me levado alguns hábitos para que eu ficasse o tempo que fosse necessário.
Graças a Molly eu passei dias melhores deixando um pouco de lado toda a preocupação com o que o futuro me reservava. Ela era minha anestesia e eu era a dela, nós nos demos muito bem, tínhamos criado um laço muito profundo em menos de uma semana, foi amor à primeira vista.
–Todos nós temos um anjinho da guarda sabia? – falei baixinho para ela, estávamos deitadas bem juntas na cama que pertencia a ela no dormitório. Molly tinha se acostumado a me ouvir contar histórias antes de dormir – ele fica o dia todo cuidando da gente com muito carinho, ele é o nosso amigo mais fiel. Sabe a coisa que deixa o nosso anjinho mais feliz? – Molly negou parecendo ansiosa para que eu dissesse – ele gosta que a gente reze para ele, ai ele vai dormir muito contente. Quer rezar para o seu anjinho comigo? – Ela assentiu e eu a ensinei a rezar, sorrindo ao me lembrar de que era exatamente assim que a minha mãe fazia quando eu era criança.
Eu nunca tinha me imaginado assim, contando historinhas para uma criança dormir, como uma mãe. Nunca tinha pensado nisso, ou sequer sentido essa necessidade que parecia ter nascido com a maioria das mulheres, mas de repente eu me vi deitada ao lado de um menininho de cabelos cor de bronze, como os de Edward, adormecido depois de me ouvir contar uma história.
Eu percebi que eu queria muito aquilo.
Eu posso ter reprimido isso por muito tempo, mas diante dos fatos e de Molly tão ligada a mim isso pareceu obvio, como se estivesse lá o tempo todo e eu não tivesse visto, imaginei em um futuro hipotético onde teríamos um filho, a prova concreta de nosso amor, com as nossas feições.
Eu queria ficar com Edward, queria uma família com ele e se eu não fizesse nada, eu ia ficar na vontade o resto da minha vida.
Ele simplesmente finge que nada aconteceu entre nós, finge que não me disse nada. O tempo nada fez com as atitudes dele, continuavam as mesmas e então teria que ser eu a lutar por nosso amor, pelo nosso futuro.
Eu precisava dar o primeiro passo.
No dia seguinte, eu passei conversando com a Molly explicando que eu tinha a minha casa e que ali era a casa dela, que eu viria todos os dias para ficar com ela, mas eu teria que ir para a minha casa depois. Ela ficou triste, cabisbaixa, mas entendeu. Eu não consegui deixá-la enquanto estava acordada e então assim que ela dormiu eu fui para o convento.
Estava tão ansiosa para que o dia amanhecesse que mal pude dormir. Eu queria ver Edward depressa e acabar com angustia que estava sentindo, queria saber qual a sua reação ao me ouvir, duvido que ele vai conseguir fingir que nada aconteceu depois disso.
Cheguei à igreja junto com as outras irmãs e como sempre Edward estava parado ao lado da porta sorrindo para mim e estendendo a mão assim que me viu.
–Oi irmãzinha.
–Oi Edward – eu o abracei e logo ele beijou minha testa – Como você está? – apesar de eu ver ele tentando manter as aparências sabia que Edward não estava muito melhor que eu, os dois estávamos muito machucados.
–Eu estou bem, muito bem. Vem, vamos nos sentar – eu o segui para o nosso banco e ele ficou olhando para mim – eu sempre te conto como está a minha vida, passo o tempo todo falando de mim, mas você nunca me diz nada. Então acho que chegou a sua vez de me contar como anda a sua vida de noviça. Você está feliz?
–Está tudo muito diferente agora – olhei para seus olhos brilhantes tentando me concentrar neles – mesmo depois de todos esses meses ainda é estranho que as pessoas me chamem de irmã. Não me acostumei ainda – ele deu um sorriso
–Acho melhor se acostumar, vão te chamar assim para sempre – eu o ignorei e continuei como se não tivesse ouvido o que ele disse.
–Mas eu não estou bem Edward, nem eu nem você estamos. Você sabe que essa sua tática de fingir que nada está acontecendo não vai durar para sempre – ele me olhou cheio de surpresa e eu continuei.
–Você sabe que aquele dia tudo mudou não foi, mudou de verdade bem aqui – toquei meu peito por cima do crucifixo – eu não sou a mesma, você não é o mesmo e não podemos fingir que somos.
–O que você quer dizer? – ele perguntou baixinho.
–Eu decidi que cansei de fingir Edward, cansei de fingir e de fugir do que eu sinto, do que nós dois sentimos – ele me olhava confuso e surpreso, mas mesmo assim eu continuei falando.
–Eu te amo Edward e eu sei que você me ama também. Deve haver um jeito, alguma forma de ficarmos juntos. Eu estou disposta a fazer o que você quiser, é só dizer o que fazer e eu faço.
–Bella – ele falou fechando os olhos e a expressão torturada – eu não posso... Não posso pedir isso a você.
–Não está me pedindo nada, sou eu quem quer isso. Nós precisamos ficar juntos, não vê isso?
–Não faz isso Bella.
–Eu te amo Edward e não vou desistir, de jeito nenhum.
–Você não me ama querida, eu sei que estou parecendo péssimo, mas vou ficar bem, se você estiver bem.
–Esse é o problema Edward – me controlei para manter a minha voz baixa, super consciente das pessoas a nossa volta sentadas esperando o inicio da missa dominical – eu não vou ficar bem, pelo menos não sem você. Pense nisso e não fuja de nós, do nosso amor, por favor.
Olhei para dentro de seus olhos, tentando decifrar o que eu via ali. A dúvida que eu tinha encontrado ali meses atrás já não estava presente ou estava escondida em algum lugar. Edward apenas parecia assustado e indeciso e eu tinha certeza de que ele ia pensar a respeito.
A missa começou bem nesse instante e eu tentei me concentrar na celebração, mas falhava miseravelmente, a única coisa que eu podia me concentrar era na mão dele na minha, apertando com força de vez em quando.
Eu resisti ao máximo ao impulso de olhar para ele e encontrar o seu olhar que eu sentia em mim durante o tempo todo, fiz isso para que ele pensasse no que acabamos de conversar e eu consegui, por um milagre, me segurar sem olhar para ele por mais que eu quisesse.
No fim da missa, eu levei sua mão aos meus lábios e deixei um beijo carinhoso e ainda sem olhá-lo eu fui embora, deixando-o no banco, pensativo.
Depois desse dia, Edward ficou distante de mim.
Ele não me esperava mais na porta da igreja, não segurava a minha mão e soltava se eu própria tomasse essa iniciativa, mal falava comigo, não me perguntava se eu estava bem, o que eu tinha feito. Eu tentava puxar algum assunto, mas ele respondia monossilabicamente e puxava o terço começando a rezar, isso era o mesmo de pendurar uma placa de “não perturbe” em uma porta.
Eu fiquei arrasada por causa das atitudes dele.
Eu achei que o que faltava era um incentivo, um primeiro passo e que se eu abrisse o meu coração poderia trazê-lo para mim, mas eu estava completamente enganada.
E como eu sempre temi que acontecesse ele se afastou de mim.
Um mês se passou desde que Edward começou a me ignorar e eu já não conseguia aguentar mais. Não podia dormir a noite e não tinha cabeça para mais nada que não fosse ele. Até a Molly que antes era meu refugio não estava funcionando. Ela estava preocupada comigo tentando me alegrar oferecendo seu cobertorzinho e isso me comovia, eu tentava – por ela – manter um sorriso no rosto, mas até isso era difícil.
Eu queria confrontá-lo e saber dele, com todas as letras o que ele estava pensando, o que ele estava querendo, como ficaríamos. Eu não ia aguentar ficar assim, não mais.
Então eu levei as aspirantes para o orfanato e voltei em direção ao convento, parando na frente do seminário e caminhei para a pequena secretaria cheia de coragem.
–Padre? – chamei padre Garrett que parecia distraído com um livro nas mãos.
–Olá irmã. Como é bom vê-la. Como está?
–Eu estou bem.
–Em que posso ajudá-la?
–Eu gostaria de falar com o Edward, por favor.
–É claro. Ele esta na igreja irmã, ele sempre está lá. Acho que vai ser bom mesmo que fale com ele, Edward precisa se animar, nem parece mais o mesmo garoto que chegou aqui.
–Eu vou falar com ele. Com licença – ele assentiu e eu me retirei andando apressadamente para a igreja.
Assim que eu entrei, eu o localizei ajoelhado em frente ao altar e respirando fundo eu fui em direção a ele, meus passos ecoando na igreja vazia. Quanto mais eu me aproximava eu podia ver a angustia que o tomava, observando a sua postura curvada pedindo e suplicando murmurando alto o suficiente para que eu ouvisse a distancia.
Eu logo o alcancei, tocando seu ombro e no mesmo instante ele levantou o corpo, mas ainda permanecia ajoelhado. Ele respirou fundo e olhou para mim, não havia surpresa em seu olhar, era quase como se ele soubesse que eu viria e que estava exatamente ali para me esperar.
Então, Edward ficou em pé e pegou a minha mão, sem dizer nada me levou para fora apressadamente, tanto que eu quase corria para alcançá-lo. Passamos pelos portões do seminário e contornamos através de uma praça deserta nos arredores.
Não tive coragem de falar nada apenas o seguia, olhando para o chão com medo de tropeçar e cair a qualquer momento. De repente Edward me prensou contra uma parede num canto me fazendo ofegar.
–Edward, o que está fazendo? – ele colocou a mão em meu rosto, os dedos tocando meu pescoço por debaixo do véu me olhando nos olhos enquanto seu polegar acariciava minha bochecha.
–Eu estou desistindo Bella, não posso mais suportar. Você tinha razão o tempo todo, sempre teve – senti um sorriso involuntário ia se formando em meu rosto enquanto eu processava suas palavras.
–Isso quer dizer...
–Quer dizer que eu não posso mais fingir que eu não sinto nada por você, que eu não estou louco para te beijar e tomar todo o direito que eu tenho sobre você, você é minha – Edward sussurrou a ultima parte tomando meus lábios com os seus, me beijando com paixão, com urgência e carinho. Um beijo cheio de saudade, de amor e de promessas.
–Bella – ele colocou a testa na minha enquanto respirávamos ofegantes – Eu estou desistindo de fugir. Eu te amo, não posso mais negar. Que Deus me ajude, mas eu não vou mais ficar longe de você, não vou.
Notas finais
Gente, eu nao tenho respondido os comentarios por que essas semanas foram terriveis, sabe quando voce nao tem cinco minutos para gastar com algo que voce gosta? Eu estava bem assim, mas tenham a certeza de que eu leio cada um com muito carinho e adoro quando voces me contam de verdade o que acharam, gostando ou não e quero que continuem assim, por favor.
Aaah a Molly *--* o que acharam dela? me contem. O que voces acharam? finalmente a Bella percebeu o que fez. O que voces acham que vai ser desses dois de agora em diante? Contem para mim, sério, eu adoro saber.
Bem Lizze B, obrigada outra vez *---*
Eu vejo todas voces na terça que vem certo?
Beeeijos
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