A Irmãzinha
10 Capítulo Nove
Notas iniciais
Tudo bem?
Capitulo doce, doce doce.
Eu espero sinceramente que voces gostem *---*
Boa leitura.
–Ah meu amor, meu amor! Eu sabia, eu sabia que... – eu mal conseguia completar meu raciocínio, apenas abraçava Edward com força em meus braços, meu coração batendo forte em meu peito. Eu estava tão feliz, tão emocionada de saber que Edward finalmente ia lutar pelo nosso amor.
–Quando a gente vai embora? – perguntei ofegante – Olha, nós podemos ir agora mesmo se você quiser, não tem nada que me prenda no convento e mesmo que tivesse eu deixaria para trás por que nada mais importa e...
Edward me calou com um beijo, rindo contra os meus lábios.
–Bella, uma coisa de cada vez querida. Deixa eu te beijar primeiro, aproveitar esse momento aqui com você e depois a gente resolve isso, tudo bem?
Ele me beijou novamente, um beijo delicado e apaixonado. Seu polegar acariciava meu rosto delicadamente e seu outro braço estava ao redor da minha cintura me puxando ainda mais perto dele.
Quando o ar faltou Edward distribuiu beijos do meu queixo até a minha orelha e sussurrou baixinho.
–Temos que aproveitar o máximo possível Bella, até por que logo logo nós teremos que voltar e eu vou ficar com tanta saudades de você, contando os minutos para te ver de novo.
Surpresa, eu abri meus olhos e o encarei tentando me acalmar para que a minha voz soasse clara entre ofegos.
–Edward eu falei sério quando disse que iria embora agora, por que o que eu tenho no convento não é nada. Eu quero ir, sem nem olhar para trás.
–Calma meu amor, você não está pensando direito. Não seria certo e nem justo se fizéssemos isso, pensa bem. Além do mais, nós temos tempo. Até dezembro a gente pensa no que fazer, vamos dar um jeito, mas agora vamos aproveitar que estamos aqui. Juntos.
Edward me deu um beijo de leve, saboreando meus lábios acariciando minha língua com a dele, tirando meu fôlego.
–Eu estava louco para te beijar de novo sabia? Sonhei tanto com esse momento – ele sussurrou em meus lábios – desde a primeira vez, eu sonho em te beijar de novo.
–Duvido que você sonhou mais do que eu.
–Eu adoro beijar você – sorrindo em meus lábios, ele continuou baixinho – Sua boca tem o melhor sabor que eu já provei e eu fiquei completamente viciado, tanto que tenho vontade de te beijar para sempre.
–Então beija – pedi ofegante, mas eu mesma tomei a iniciativa o beijando com urgência e ele me acompanhava. Nossas bocas se encaixavam tão perfeitamente como se fossem feitas uma para a outra.
Eu enfiei os dedos em seus cabelos o puxando para mim, colocando meu rosto em seu pescoço, distribuindo beijos ali enquanto recuperávamos o fôlego.
–Eu te amo tanto Edward, tanto – ele se afastou o suficiente para me olhar nos olhos e sorriu, parecendo impressionado e eu tremi – você acredita em mim não é? – ele assentiu uma vez e olhou para baixo e eu tive que perguntar – então por que você demorou tanto para aceitar, para se entregar assim?
–Eu estava com... Medo.
–Medo?
–Sim, eu tinha... Eu tenho medo de que você perceba que não é isso o que você quer depois de eu estar dependente você, medo de que você vá embora sem querer me ver nunca mais. Eu não suportaria...
–Edward isso nunca vai acontecer você é tudo o que eu quero e que eu vou querer para sempre e agora que eu te tenho aqui – apertei meus braços em sua cintura – não vou deixar você sair mais.
–Isso parece perfeito para mim, por que não existe nenhum outro lugar que eu queira estar – Edward beijou cada lugar que a sua boca alcançava minha bochecha, meu nariz, minha testa. Seus lábios nunca me deixavam.
–E como vai ser agora? – perguntei de olhos fechados saboreando seus beijos – Como vou ficar sem ter você assim, comigo até dezembro?
–Ah isso não vai acontecer Bella – ele riu – Eu já não suporto ficar sem seus beijos, meu amor. Nós vamos dar um jeito confie em mim.
–Eu confio Edward – falei com toda a certeza que eu tinha – sempre confiei.
–Vai dar tudo certo minha querida, de um jeito ou de outro.
A testa dele estava na minha e Edward escovava seus lábios nos meus, sua mão acariciava meu rosto enquanto eu apertava meus braços ao seu redor emocionada por estar ali com ele.
Então eu me lembrei de como eu o encontrei na igreja e resolvi perguntar:
–Edward?
–Hmm? – ele respondeu sorrindo com a boca em meu pescoço.
–Você estava me esperando na igreja?
–O que? – ele perguntou confuso e eu abri meus olhos para vê-lo.
–Não sei por que, mas me pareceu que você sabia exatamente que o que ia fazer como se de algum modo soubesse que eu viria – Edward sorriu olhando em meus olhos.
–Eu estava me sentindo tão perdido. Eu estava na igreja por que é o que eu mais tenho feito todos esses dias, tenho pedido implorado por uma ajuda de Deus, que ele me mostrasse o caminho e hoje você apareceu lá, você veio me socorrer.
Edward deslizou as costas da mão pelo meu rosto em um carinho gostoso e eu fechei os olhos por um segundo para aproveitar melhor a sensação. Quando ele suspirou pesadamente e eu abri meus olhos e o encontrei ele me olhando de uma forma diferente, mais intensa. Ele desviou os olhos dos meus e passou a reparar em meu véu, meu hábito e o crucifixo enorme que eu carregava no peito e suspirou novamente.
–Eu tenho total consciência de que o que nós estamos fazendo é errado Bella, mas eu não consigo, não posso evitar. Por mais que seja pecado não vou me afastar de você.
Encostei meus lábios nos dele sorrindo.
–Foi você quem me disse que amar não é pecado lembra? E a gente se ama Edward, se ama de verdade – ele sorriu também.
–Mas eu aposto que ficar com uma freira assim – ele puxou meu corpo mais ainda junto ao dele – não me garante uma passagem direta para o céu.
–E você diz isso para mim? Eu estou quebrando meus votos sagrados. Eu acho que nem vou para o céu.
–O céu para mim é onde você está. Eu não me importo com o resto – Edward sussurrou para mim bem baixinho e eu olhei encontrando o seu olhar intenso sobre mim.
–Eu também não amor, mas não se preocupe com isso por muito tempo eu vou deixar o convento e podemos ficar tranquilos.
–Ei... Não vamos falar nisso, deixa para lá por enquanto. Nós não temos que pensar nisso agora, ou melhor, nós não temos que pensar em nada...
Edward tomou meus lábios novamente e ficamos ali, aproveitando a companhia um do outro querendo que o tempo parasse e não nos separasse nunca mais.
–Bella – Edward sussurrou depois de um tempo – por mais que eu queira ficar aqui te beijando para sempre, Deus sabe o quanto eu quero, mas a gente não pode ficar aqui.
–Por que não? – falei me agarrando mais ainda nele.
–Por que daqui a pouco o Padre Garrett vai procurar por mim e já devem estar sentindo a sua falta lá no orfanato e além do mais alguém pode ver a gente aqui.
–Eu não ligo. Não estou pronta para ir embora. Eu quero ficar bem aqui com você – eu o beijei e Edward riu em meus lábios.
–Eu também quero meu amor, mas uma freira aos beijos com um cara no meio da rua chama muita à atenção não acha? – eu ri também.
–Ai meu Deus eu nem pensei nisso – olhei em volta e agradeci mentalmente por não ter ninguém ali.
–Acho que a gente precisa mesmo voltar – ele suspirou e eu me desesperei.
–Você não vai mais mudar de ideia? Nós vamos continuar juntos certo? Você não vai mais me ignorar não é?
–Não Bella, eu não vou fazer isso. Sinto muito se eu te magoei agindo daquela forma, mas eu pensei que seria melhor se você seguisse com a sua vida, como se eu não tivesse dito nada, mas não foi isso o que aconteceu, ainda bem que não – ele estendeu a mão e acariciou meu rosto e continuou.
–É claro que eu acreditei que você me amava, fazia todo o sentido que fosse assim, eu sentia isso com cada fibra do meu ser, mas eu não queria ter que te fazer escolher ainda mais na porta da igreja na hora da sua consagração. Foi por isso, só por isso que eu não pedi para você ficar. Se eu o fizesse talvez você se arrependesse em algum momento quando fosse tarde demais.
–E então eu pensei que se eu me afastasse e agisse como se nada tivesse acontecido seria a melhor opção, você poderia deixar para lá e seguir com a sua vida, mas não foi isso que aconteceu. Eu vi que não ia melhorar principalmente depois que você me disse tudo aquilo, que disse que não desistiria. Ali você me mostrou que não valia a pena fugir, mas eu tentei outra vez, eu precisava tentar. Eu sofri tanto vendo você sofrer, isso foi o que mais me doeu e eu juro que isso não vai mais acontecer.
Eu olhava em seus olhos que brilhavam cheios de sinceridade e era impossível duvidar deles.
–Aqui eu prometo Bella que nunca mais eu vou fugir de você e do que eu sinto. Eu te amo e estou disposto a qualquer coisa, por você e por nós. Vamos viver esse amor seja como for. Você pode ter a parte de mim que quiser, sempre que quiser eu estou me entregando a você Bella, eu estou te entregando o meu coração – ele riu baixinho – estou te dando ele todo dessa vez, não só a parte que sempre foi sua ou o pedacinho que eu te dei quando viemos para cá.
Ele riu outra vez quando leu a duvida estampada em meu rosto.
–Lembra aquele terço que eu te dei em nosso primeiro dia aqui?
–É claro que eu me lembro – coloquei a mão no meu bolso e o puxei de lá – eu não me separo dele por nada, nunca.
–Que bom. Isso me deixa muito feliz.
–Eu não estou entendendo...
–Quando chegamos aqui, você parecia tão nervosa tão amedrontada que eu fiquei completamente angustiado de te ver daquele jeito. Eu sentia que não podia te deixar sozinha, mas não podia ficar com você, não tinha como. Então a única solução que eu encontrei foi te dar meu terço. Eu fiquei tão mais tranquilo por que mesmo longe fisicamente eu estaria com você através dele. Com ele você nunca ficaria sozinha.
Eu o encarei sem ter a certeza de que estava entendendo o que ele queria me dizer e percebendo isso ele continuou:
–Eu nunca te contei isso, mas esse terço era da minha mãe. Ela era uma pessoa que rezava muito e a maior parte das lembranças que eu tenho dela, ela estava com ele nas mãos, principalmente depois que ficou doente. No dia em que ela morreu, ela me chamou e o entregou para mim dizendo que tinha colocado um pedacinho do coração dela nesse terço e que enquanto eu estivesse com ele ela estaria comigo. Ela me pediu para colocar um pedacinho do meu coração também e assim estaríamos sempre juntos através dele.
–Edward – falei com a voz embargada – se ele é tão importante assim para você, não deveria ter me dado.
–Você é importante para mim Bella, sempre foi. Eu não queria que você ficasse sozinha – ele deu um meio sorriso – e além do mais foi aquele dia que eu te dei meu coração, do mesmo jeito que eu estou fazendo hoje. A única diferença é que agora ele é todinho seu e não mais só um pedacinho.
–Ah Edward – eu o abracei com força – meu coração é todo seu também, eu sou sua. Eu te amo.
–Eu te amo querida e nós vamos ficar bem, de um jeito ou de outro, você vai ver – Edward me beijou com entusiasmo me apertando contra ele e eu o abraçava sabendo que o nosso tempo juntos estava acabando. Depois ele suspirou – a gente precisa ir meu amor.
Eu assenti e segurando a mão dele voltamos pela praça que contornava o seminário e Edward me levou até a van e ao se despedir beijou minha testa.
–A gente se vê logo meu amor. Eu te amo Bella, nunca se esqueça disso – eu assenti e me obriguei a colocar a van em movimento me afastando dele.
Eu dirigi o mais devagar possível para compensar a minha total falta de atenção na estrada tentando me lembrar a todo o momento que eu estava dirigindo e não em uma nuvem como parecia.
Cheguei ao orfanato e de longe eu vi a Molly sentada em um cantinho, abraçada ao seu cobertor, sozinha e parecendo muito triste. Fui imediatamente ate ela e a peguei em meu colo girando-a no ar.
–Oi Molly!
–Bella – ela falou e eu parei. Aquela era a primeira vez que ela falava comigo em todas aquelas semanas que ela estava aqui.
–Meu amor você falou, você finalmente falou comigo! Ah eu estou tão, tão feliz – eu a abracei e ela gargalhava em meus braços a sua risadinha infantil só me fazia rir mais ainda – você me deixou todo esse tempo esperando para ouvir a sua voz sua danadinha – eu fiz cócegas em sua barriga e ela ria até perder o fôlego.
–Para Bella, para.
–Tá bom, tá bom eu já parei – ela me olhou ofegante por causa das gargalhadas.
–Você está tão contente e eu também estou – ela falava depressa sem sequer parar para respirar – Antes eu estava muito triste por que você não chegava aqui. Todo mundo veio e você não. E ai eu pensei que você não ia vir nunca mais. Só que agora você chegou e eu fiquei feliz de novo.
–Por que você nunca falou comigo antes querida?
–Por que achei que você não ia mais gostar de mim se eu falasse. A mamãe disse que eu era muito irritante daí ela me deixou com a vovó e nunca mais foi me buscar e no outro dia a moça que me trouxe aqui disse que ela não me queria mais. Eu não queria irritar você também, não queria que fosse embora como a mamãe foi.
–Você não me irrita querida, eu amo a sua voz – ela sorriu.
–Eu também amo a sua Bella, eu amo você. Você é tão legal. Você estava tão triste nos outros dias e eu não queria que você ficasse assim e agora você esta feliz assim como eu.
–Que tagarela você é querida – eu respirei fundo recuperando o fôlego que eu perdi vendo-a falar. Ela me olhava em expectativa e eu achei que deveria tranquilizá-la e me abaixei na sua altura – Olha para mim Molly, você nunca mais vai ficar sozinha, por que eu estou aqui com você, todas nós estamos e não vamos te abandonar nunquinha.
–Nunca? – ela perguntou com os olhinhos brilhando.
–Noope – eu ri – agora vem, vamos contar para todo mundo que você está falando agora.
Eu a levei até a senhora Clarke e contamos a ela que pediu que Molly conversasse com a psicóloga do orfanato assim que fosse possível, mas ao que parece ela não falou mesmo por que não quis.
Eu pensei no eu ela me disse, como pode que uma mãe tenha dito aquilo de uma menininha tão meiga e tão doce quanto a Molly. A cada instante que eu passava com ela eu me apaixonava ainda mais por aquela criança doce.
Volta e meia meus pensamentos se voltavam para Edward e a risada das meninas a minha volta, a voz doce da Molly só contribuíam ainda mais para a minha mais completa felicidade.
E assim o dia passou rápido demais, antes que eu percebesse já era hora de voltar para o convento.
–Eu vejo você amanha – Abracei Molly me despedido.
–Você vem mesmo?
–É claro que eu venho querida. Não se esqueça de rezar para o seu anjinho antes de dormir – beijei seu nariz e me levantei.
–Eu sempre rezo Bella.
–Que bom. Até amanhã querida. – ela ficou acenando para mim até que eu sai pelo portão.
Quando cheguei ao convento fiquei ansiosa, olhando para o outro lado da rua e protelando o máximo possível para guardar a van, na esperança de ver Edward nem que fosse de longe, mas ele não estava por ali.
Nem por isso o meu dia perdeu o lindo brilho que tinha, a felicidade estava em cada uma das minhas células e era impossível não sorrir andando por aqueles corredores enquanto eu caminhava para a capela junto com as outras irmãs para rezarmos o terço.
As palavras saiam de um modo mecânico pelos meus lábios, pois eu não conseguia me concentrar em mais nada que não fosse o Edward e em tudo o que ele tinha me dito.
Eu olhava para o terço que ele tinha me dado e que sempre tinha sido especial para mim só por ter pertencido a ele, mas agora ele era ainda mais especial por que eu sabia que um pedacinho do coração dele estava ali.
Eu ri feliz ao me lembrar de quando ele disse que eu era a dona absoluta dele agora.
Eu não poderia ter tido ideia melhor do que ir atrás dele no seminário, ainda bem, que eu fui. Nós conversamos tanta coisa, mas ainda tinha tanta coisa para falar. Eu disse a ele que o amo, mas acho que ele não entendeu ainda a profundidade do que eu sinto.
Ele ainda não sabe que eu nunca quis ser freira, que eu entrei nisso só por causa dele, eu preciso e vou contar a ele.
Muita coisa ainda precisa ser dita, muita coisa precisa ser resolvida, para que em dezembro ficarmos livres, juntos e sem culpa.
Ah Deus, por favor, que dezembro chegue depressa.
–Bella? Bella? – Rosalie me chamou quando estávamos nos preparando para dormir.
–O que?
–Quero saber o que foi que aconteceu com você que não tira esse sorrisinho da cara. Viu um passarinho verde por um acaso? – eu ri.
–Não, foi muito, muito melhor do que isso.
–Então me conta Bella, chega de suspense – ela perguntou toda animada enquanto tirava o seu véu.
–A Molly resolveu falar hoje!
–Isso é maravilhoso Bella.
–Eu sei, eu fiquei tão feliz.
–Estou vendo. Você se apegou de verdade por essa menina não é?
–Sim. Ela é tão carinhosa, tão especial. Acredita que ela disse que a mãe dela a achava irritante e por isso tinha medo de que se falasse comigo eu ia me cansar dela como ela fez.
–Pobrezinha.
–Sim. Mas parece que apesar de tudo ela não ficou traumatizada, ela está feliz com as amiguinhas novas. Hoje ela riu e brincou com todo mundo, parecia tão alegre, mas mesmo assim a senhora Clarke quer que ela fale com a psicóloga, por que nunca se sabe não é?
–É mesmo motivo para você estar tão contente.
–Eu estou – falei me lembrando de outra vez do meu maior motivo – feliz de verdade. Mas e você Rose? Como está? – ela suspirou.
–Eu estou bem Bella. Muito melhor do que já estive um dia.
–Rose... Você não acha que não estaria melhor vivendo longe daqui?
–Não Bella, não se preocupe. Está tudo tão bem, muito melhor do que eu imaginei que estaria um dia depois de tudo o que eu passei. E, além disso, eu estou adorando viver aqui, as aulas de musica são como uma terapia para mim e você é o mais perto de uma família que eu já tive na vida, apesar de parecer que você vive em uma dimensão diferente na maioria das vezes – eu ri.
–Tudo bem, você pode dizer o que quiser, mas para mim ainda tem um príncipe encantado esperando você em algum lugar por ai – ela revirou os olhos e jogou o travesseiro em mim.
–Vamos dormir depressa se não a gente não vai conseguir manter os olhos abertos na missa amanhã cedinho. Boa noite Bella.
–Boa noite Rose – eu me deitei e apaguei o abajur. Com o terço de Edward nas mãos eu fiquei repassando na minha cabeça todas as vezes que ele disse que me ama, todos os beijos que ele me deu até que eu cai no sono.
O resto da semana passou de pressa.
Na verdade acho que passou como sempre, mas eu estava sempre tão feliz que as horas voavam principalmente quando eu começava a pensar em Edward.
E quando eu dei por mim, já era domingo.
Eu estava ansiosa para ver Edward mesmo sabendo que eu não poderia enchê-lo de beijos como eu queria tanto fazer.
Cheguei à igreja e lá estava ele, me esperando na porta. Tão lindo sorrindo para mim com os braços abertos.
Ansiosa eu me vi quase correndo para seus braços e o abracei com força suspirando quando Edward beijou minha testa.
–Oi querida, que bom ver você.
–Edward, senti tanta saudade – ele sorriu e acariciou meu rosto com carinho.
–Eu também querida, senti demais – nós ficamos nos olhando, nossos corações gritando o que os lábios não podiam dizer.
–Vem, vamos sentar – eu ri quando percebi que já fazia um bom tempo de que estávamos daquele jeito.
–Hmm... Bella eu não vou poder ir com você agora.
–O que? Por quê?
–O padre Garrett me pediu que verificasse algumas coisas na sacristia antes que a missa comece. Pode se sentar no banco de sempre e depois eu vou lá com você, ou você pode vir comigo e rapidinho a gente volta. O que você acha? – Ele piscou para mim e eu ri baixinho.
–Eu acho que você precisa da minha ajuda.
–Sim, eu realmente preciso Bella – ele estendeu a mão e eu o segui para a sacristia.
O lugar estava vazio, todos estavam a postos para a missa que já ia começar e Edward fechou a porta atrás de si, não perdeu tempo e me beijou com entusiasmo me apertando contra o seu corpo, até que ficamos sem ar.
Notas finais
Climinha de romance no ar, eles estão apaixonados e entregeues a esse amor, mas ela ainda é uma noviça e muitas coisas ainda precisam ser esclarecidas.
Obrigada a cada uma que acompanha e deixa seu comentario, obrigada pelo carinho.
Terça feira a gente se vê.
Beeeeijos!
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