A Irmãzinha

11 Capítulo Dez


Notas iniciais
Oi irmãzinhas :)
Aqui vai mais um capitulo, eu espero que voces gostem.
Boa leitura.

–Edward – eu ri em seus lábios – você é louco?

–Eu estava sim louco de saudades de você, louco de vontade de te beijar.

–Mas e se alguém pega a gente aqui? – perguntei entre selinhos que ele não parava de me dar.

–Não se preocupe amor, isso não vai acontecer. Agora para de falar e me beija.

Nossos lábios se moviam em sincronia. Edward me apertava contra ele enquanto meus dedos se emaranhavam em seus cabelos macios. Estar com ele assim era o paraíso.

–Ah Bella, Bella, Bella – ele sussurrou ofegante – Eu não consegui pensar em mais nada que não fosse você desde terça feira. Eu estava contando os minutos para te ver de novo – eu ri.

–Ai você teve essa ideia maluca de me trazer para cá?

–O que mais eu poderia fazer? – ele deu de ombros – Era te trazer para cá ou te encher de beijos na porta da igreja mesmo, e cá entre nós isso não daria muito certo.

–Eu também acho – ele riu me beijando – mas estou muito feliz por você ter pensado nisso.

–Eu te disse que daria um jeito Bella, nós vamos conseguir – eu assenti.

–Até dezembro – falei baixinho – depois não precisamos mais nos preocupar. Não é?

Edward olhou para mim por um instante e depois fechou os olhos e me beijou outra vez, sem responder a minha pergunta. Quando a sua língua contornou meu lábio inferior pedindo passagem eu me esqueci de tudo e me entreguei ao beijo.

–Nós não podemos demorar querida – ele disse não muito tempo depois.

–Eu sei, eu sei – mesmo sabendo eu me agarrei mais a ele beijando-o outra vez não querendo me afastar.

–Bella, amor agora a gente tem que ir – ele falou suavemente entre selinhos – a missa já começou e eu não quero correr o risco da irmã Irina te proibir de vir a missa outra vez, não quero ficar sem você – ele me deu um selinho demorado e suspirou – vem, vamos para a igreja.

Deixei que ele me arrastasse, saindo de mansinho da sacristia, voltando para a igreja. Esgueiramos-nos para o banco de sempre enquanto o padre fazia a saudação inicial. A irmã Irina olhou para nós a três bancos de distancia, franziu o cenho e depois voltou a olhar para frente. Edward e eu nos entreolhamos e seguramos o riso.

Ele me abraçou pelo ombro e eu deitei minha cabeça em seu peito e ficamos assim, juntinhos a missa toda.

Em silencio eu pedia a Deus que nos ajudasse que Edward e eu possamos ficar juntos em breve, sem pecado, só amor, só ele e eu.

Eu o observava enquanto ele rezava concentrado como sempre, de olhos fechados e murmurando baixinho. Meu coração se encheu de amor, tanto que até transbordava e de repente ele abriu os olhos encontrando os meus e sorriu. Foi nesse instante, olhando aquele lindo sorriso que eu tive a certeza que tudo daria certo entre nós.

No fim da missa ele foi comigo até a porta e segurou meu rosto passando o polegar pelo meu lábio inferior. Sorrindo ele se inclinou, beijou minha bochecha e me abraçou apertando seus braços a minha volta.

–Vou contar os minutos para estar com você outra vez meu amor – ele sussurrou bem baixinho – para te ver e para te beijar.

–Eu também Edward. Eu não vejo a hora de estarmos livres.

–Eu sei querida – ele suspirou – eu sei.

–Podemos ir Irmã? – a voz mal-humorada da irmã Irina me fez soltar de Edward e fiquei com o rosto baixo para esconder o meu rubor.

–Vamos – minha voz falhou e eu tentei outra vez – vamos – consegui – Tchau Edward.

–Tchau irmãzinha – ele riu ao ver a minha careta e se voltou para a irmã Irina – tenha uma boa semana Madre, fique com Deus.

–Você também, filho – ela falou com o seu jeito quase rude e deu as costas indo o mais rápido que a idade avançada lhe permitia eu a seguia bem de perto e durante todo o caminho eu dava algumas olhadelas para Edward por cima do ombro vendo-o acenar para mim.

Ao chegar ao convento a irmã colocou as mãos para trás e saiu caminhando com o seu ar ditador. O hábito negro e o véu da mesma cor impondo sua autoridade a cada passo que ela dava. Só quando já estava longe o suficiente de mim que eu respirei novamente, no fundo eu estava com medo de ela me repreender ou algo parecido.

Devagar eu fui me sentar no banco em que Edward esteve comigo no dia da minha cosagração. Suspirei pensando em como tudo tinha mudado desde aquele dia ao extremo, quando tudo parecia perdido, quando eu pensei tê-lo perdido para sempre foi quando eu o ganhei.

Ainda tínhamos um longo caminho a percorrer, eu teria que deixar de ser noviça e ele desistiria de seu sonho de ser padre, mas tudo valeria a pena, estávamos apaixonados e isso bastava.

As semanas passavam rapidamente e logo outubro estava em seu fim. No orfanato, Molly e eu nos tornávamos cada vez mais dependentes uma da outra. Ela era adorável e estava sempre comigo, me contanto sobre as suas coisas infantis me envolvendo em suas brincadeiras. Ela era sempre tão alegre, tão extraordinária e ela era a única razão para o meu coração ficar apertado quando eu pensava que não voltaria aqui depois de dezembro.

Eu teria que prepará-la para a minha ausência, mesmo eu já tendo decidido que viria sempre que possível para visitá-la já que não conseguia nem cogitar a ideia de nunca mais ver a minha menininha.

Aos domingos, sempre que eu chegava à igreja Edward já estava esperando por mim, com um sorriso que me tirava o ar e os olhos brilhando de ansiedade.

Ele sempre tinha uma desculpa na ponta da língua para me levar dali eram coisas do tipo “Bella, vem comigo pegar o meu terço? Acho que o deixei na sacristia” ou “o padre Garrett esqueceu as anotações que fez para a homilia de hoje vem, vamos pegar” ou ainda “ esqueci de pegar a caldeirinha, está ali atrás, vem comigo”

Eu o seguia sem pestanejar e assim que chegávamos à sacristia vazia Edward não perdia tempo e tentávamos matar as saudades naquele tempinho que tínhamos para nós. A cada semana que passava nossos beijos se tornavam mais urgentes e quanto mais tínhamos um dou outro mais queríamos.

Eu desejava com todas as forças ficar com ele longe de toda a complicação e de todo o pecado que estávamos cometendo. Uma noviça e um seminarista aos beijos na sacristia, antes da missa começar era muito errado e por isso mesmo que em nossos raros momentos juntos eu insistia em perguntar a ele o que íamos fazer, como agir, mas sempre que eu tocava no assunto ele desconversava e me beijava com que eu me esquecesse o quer que estava pensando e – ate de respirar eu me esqueci na maioria das vezes – mas, no fundo eu nem me importava afinal ainda tínhamos algumas semanas para planejar.

A cada domingo que passava a irmã Irina olhava par a gente toda desconfiada, provavelmente por causa do rubor intenso no meu rosto sempre que voltávamos para os nosso lugares ou quando demorávamos demais perdendo a noção do tempo, mas na semana seguinte Edward sorria para ela a convencendo me deixar acompanhá-lo para o que quer que fosse.

Ah o poder daquele sorriso!

Bem, isso foi até um dia em que perdemos completamente a noção do tempo, tanto que acabamos saindo da sacristia quando a missa estava quase no fim.

Quando chegamos à igreja ela nos olhou de cara feia e imaginamos que aquele era o fim, ela provavelmente nem permitiria que eu fosse mais a missa. Deveríamos ter voltado antes, mas estava impossível parar.

Aquele dia foi muito triste, nós nos despedimos com a certeza de que só íamos nos ver em casa no natal, mas ao chegar ao convento ela não me disse nada, não brigou comigo e nem me perguntou onde eu estava.

No domingo ela pediu que eu a ajudasse e de braço dado caminhamos devagar para a igreja. Edward como sempre estava parado na porta e sorriu enormemente a me ver.

–Oi irmãzinha – acenou e sorriu agradecido para a irmã Irina – Muito bom dia Madre. Como está essa manhã?

–Não muito bem filho. Meu reumatismo está me incomodando bastante hoje.

–Que pena. Espero sinceramente que a senhora melhore logo.

–Obrigada – ela o acompanhou com o olhar quando ele saia da igreja e franziu o cenho – aonde vai? A missa já vai começar.

–Sim eu sei. Só preciso pegar pilhas novas para o microfone. Eu fui testá-lo agora e ele esta falhando. Hmmm... Bella quer vir comigo?

Eu assenti rapidamente me desvencilhando do braço da irmã, mas ela me segurou com firmeza.

–Desculpe jovem, mas eu preciso da Irmã Isabella – ela enfatizou – para chegar ao meu lugar. Vá depressa e depois junte-se a nós.

–Tudo bem – ele fez uma careta contrariada e foi para a sacristia.

Eu fiquei morrendo de vontade de segui-lo, mas a irmã me puxou para dentro da igreja. Sentei-me ao seu lado e poucos minutos depois Edward se juntou a nós, ao meu lado segurando a minha mão.

Lancei a ele um pedido de desculpas com o olhar e ele sorriu sabendo que eu não tive culpa nenhuma e que apesar de tudo pelo menos estávamos juntos.

Durante a missa Edward me abraçava e beijava a minha cabeça, mas a Irma nos lançava olhares tão sinistros que nos afastávamos depressa, completamente frustrados.

Quando a celebração acabou a irmã agarrou o meu braço me levando para fora enquanto Edward segurava a minha outra mão nos acompanhando devagar. Ao chegar à porta ele me deu um abraço desengonçado e beijou minha bochecha com carinho.

–Tchau irmãzinha – ele riu fraco quando eu franzi o cenho, eu tinha contado a ele que eu já não gostava do apelido, mas ele argumentou que precisávamos dele para manter as aparências. Ele dirigiu um sorriso um pouco forçado para a irmã ao meu lado – boa semana madre.

Eu acenei enquanto me afastava e ela fez um movimento seco com a cabeça. Voltamos para o convento sem que ela dissesse nenhuma palavra o que me deixou muito aliviada.

Eu tinha certeza que a partir daquele dia, nada que Edward dissesse a convenceria me deixar ir com ele para a sacristia, não íamos mais conseguir ficar mais sozinhos e novembro ainda estava na metade faltando pouco mais de um mês para irmos para a casa. Suspirei triste. Já estava sentindo tanta saudade dos seus beijos, esperar tanto tempo seria uma eternidade.

E foi exatamente desse jeito que passamos as próximas semanas, ela não me deixava acompanhar Edward “preciso pegar os fósforos para ascender às velas do altar” “acabaram os folhetos, Bella pode vir comigo pegar mais?” nada que ele dizia e nem seus lindos sorrisos a convencia.

Por mais que ele sentava ao meu lado durante a missa e segurasse minha mão o tempo todo eu tinha saudade de seus beijos, eu estava prestes a enlouquecer.

Quando finalmente chegou a semana de ir para a casa passar o natal.

Edward nos esperava na porta da igreja e nem gastou saliva para pedir que a irmã me deixasse acompanhá-lo para um lugar qualquer, ele apenas segurou minha mão e nos acompanhou até o banco.

Em seus olhos eu pude ver um brilho de esperança e então eu fiquei louca para saber o que ele tinha planejado para que pudéssemos ficar a sós por um momento.

–Madre? – Edward falou com a voz macia quando a missa acabou – minha mãe veio me visitar essa semana e trouxe uma encomenda que a mãe da Bella pediu que eu entregasse. Ela pode vir comigo pegar? – a irmã fez uma careta, estava pronta para negar, mas Edward foi mais rápido – ela disse que Bella precisava receber antes de ir para casa. Nós não vamos demorar senhora. Eu prometo.

Ela suspirou e assentiu uma vez. Edward me puxou pela mão me levando de volta para o seminário. Caminhamos por um lugar que eu nunca tinha estado antes, era um longo corredor do lado de fora onde tinham varias salas uma do lado da outra. Edward abriu a ultima delas e me levou para dentro me prensando contra a parede tão logo estávamos dentro.

Edward me beijava com urgência, sua língua chupava a minha de uma maneira afoita, quase desesperada como nunca tinha feito antes. Um som estranho saiu de sua garganta e me deixou arrepiada. Ele me apertou mais contra ele colando nossos corpos, tanto que quase nos tornamos um só.

De repente ele me soltou dando dois passos para trás respirando com dificuldade. Eu olhei para baixo tentando recuperar um pouco do meu fôlego e percebi um volume estranho nas calças de Edward. Antes que eu pudesse processar o que era aquilo ele segurou meu queixo me fazendo olhar para ele.

Ele estava muito vermelho, parecendo completamente constrangido e havia algo em seus olhos que os tornavam brilhantes e muito vivos, o verde esmeralda escurecido, mas eu não sabia o por que.

–Uau – eu ri ofegante e ele me acompanhou, rindo de um jeito tímido ficando ainda mais vermelho.

–Desculpe, eu me empolguei. É que... Eu eu estava morrendo de saudade de você meu amor.

–Eu sei, eu também – eu dei um passo para frente para poder abraçá-lo, mas ele me parou não deixando que eu me aproximasse. Olhei para ele de cenho franzido não entendendo sua atitude, mas ele abriu um sorriso tão lindo que eu nem me importei mais.

–Você está pronta para ir para casa? – ele perguntou depois de respirar bem fundo, mas ainda assim sua voz estava rouca e estranha.

–Estou. Eu não vejo a hora de ficar com, você por mais de cinco minutos sem medo de alguém nos encontrar, sem pressa.

–Eu também Bella, não faz ideia o quanto eu quero estar com você, só com você. Nem acredito que já vamos depois de amanhã.

–Nem eu. Vai ser bom não ter que lidar com a irmã Irina. Ela está tão desconfiada e não dá uma trégua para a gente.

–Eu sei – ele suspirou – acho que é melhor a gente voltar agora.

–Não – eu me aproximei e dessa vez ele não me parou. Passei meus braços ao redor de seu pescoço e beijei seus lábios – ela não tem mais poder contra a gente. Depois de amanha nós vamos embora para nunca mais voltar. Ela não vai mais nos afastar amor.

Eu ri animada e o beijei.

Quando Edward começou a se empolgar, outra vez ele parou o beijo e me abraçou, seu corpo ainda estava um pouco longe do meu enquanto ele passava o nariz em meu pescoço deixando alguns beijos ali.

–Edward? Eu devo falar com a irmã sobre a minha desistência antes de ir?

–É melhor não Bella – ele falou rapidamente.

–Por quê?

–Eu acredito que devemos primeiro falar com os nossos pais e depois, juntos nós voltamos e conversamos tanto com a madre Irina quanto com o padre Garrett. É o melhor a fazer – eu sorri.

–Sim você tem razão, como sempre.

Ele levantou a cabeça, olhou em meus olhos e encostou sua testa na minha.

–Eu te amo tanto Bella, tanto – antes que eu pudesse responder ele tomou meus lábios num beijo serio – intenso, lento, mas crescente que foi tirando todo o meu fôlego aplacando a saudade. Mas Edward logo se afastou de mim colando nossas testas novamente.

–Depois de amanhã – sussurrou e um arrepio de pura alegria percorreu minhas costas ao perceber as promessas que havia por trás daquelas palavras.

.

.

Quando cheguei ao convento fui direto para o meu quero começar a arrumar as minhas coisas. Mal havia começado quando Rosalie entrou. Eu sorri para ela.

–Está animada para as férias? Já arrumou suas coisas?

–Bella eu não sei se é uma boa ideia... – eu interrompi seu lamento.

–Nem comece Rose. Esme vai ficar extremamente chateada se você não for, ela te convidou com tanto carinho, está tão animada para que você passe o natal conosco você não pode recusar.

–Bella, eu sei que ela teve a melhor das intenções, mas o natal é uma festa de família e eu não queria interferir...

–Você não vai fazer isso e além do mais você já é da nossa família.

–Obrigada mesmo, mas eu não sei se seria uma boa ideia ficar na mesma casa do que o irmão do seu amigo. Ele é tão estranho e me olha de um jeito...

–Você está falando do Emmett? – ela assentiu estremecendo e eu peguei sua mão – não se preocupe com ele. Apesar daquele tamanho todo ele é quase como uma criança e tem um coração enorme. Emm é pura bondade como um amigo urso que você abraça e não quer mais largar. Vai gostar dele eu garanto.

Ela mordeu o lábio parecendo indecisa, mas tentada a aceitar.

–Se eu for você vai estar sempre comigo não é? – eu assenti

–Ou a Alice, ou minha mãe, ou mesmo a Esme. Não vamos deixar você sozinha, não se preocupe com nada.

–Tudo bem eu vou – ela sorriu e eu a abracei.

–Vai ser ótimo Rose, você vai ver – ela e eu ficamos conversando até tarde arrumando nossas coisas e eu certifiquei que não estava esquecendo-me de nada, afinal eu não voltaria mais ali.

Na manhã seguinte eu fui para o orfanato levando algumas coisas para fazer uma surpresa para a Molly. Mesmo estando desconfiada de mim a irmã Irina não me negou quando pedi para passar a noite no orfanato para me despedir dela.

Foi um dia normal com as atividades que estávamos acostumadas a realizar ali. Os presentes de natal estavam comprados graças a doadores generosos que faziam o natal daquelas meninas muito especial. Eu queria tanto ver a carinha delas ao abrir os presentes, seria uma pena perder aquilo.

Quando todas foram dormir eu levei a Molly para o meu quarto e despejei sobre a cama todas as besteiras que eu consegui juntar durante essa semana e nos jogamos na cama enquanto aproveitávamos aquela delicia.

As crianças tinham um cardápio rigoroso com frutas e verduras, alimentos saudáveis o que era muito importante para o crescimento das crianças, mas um doce de vez enquanto não mata ninguém e eu queria que a Molly ficasse alegre, pelo menos um pouco.

–Shhh Molly se você ficar rindo desse jeito alguém vai acordar e pegar a gente aqui e ai vai sobrar para mim – eu falei gargalhando sem conseguir resistir às risadinhas contagiantes dela. Estávamos a caminho do banheiro para escovarmos os dentes depois de tudo o que comemos. Voltamos correndo para o quarto e ela ria descontroladamente me fazendo ter um ataque de riso também.

Quando nos acalmamos ela me olhou franzindo a testa com a cabeça para o lado.

–Bella você não tem cabelo? – ela perguntou de repente e eu ri.

–É claro que eu tenho. Quer ver? – ela assentiu e eu tirei o véu.

–Ele é tão bonito – ela falou encantada brincando com eles – por que você esconde?

–Eu não uso o véu para esconder o meu cabelo querida. Eu uso por que ele é o sinal da minha consagração, isso significa que eu pertenço a Jesus.

–Aaah bom. E você só vai se casar com Jesus por que nenhum homem quer casar com você? – eu ri.

–É claro que não meu amor, de onde você tirou isso?

–Eu ouvi a Jessica dizendo para a Lauren e ela disse que estava aqui por isso também.

–Não é por isso que uma pessoa entra no convento querida. Se uma mulher quer ser freira ela deve fazer isso por vocação, se ela escuta o chamado de Deus e resolve segui-lo e é só por esse motivo que ela deve fazer essa escolha do contrario nunca vai dar certo, mesmo que ela se acostume com a vida e até goste do que faz, nunca daria certo se o motivo maior não tem a ver com o chamado de Deus.

–Aah Bom. Então é por isso que você é freira?

–Não Molly, não é. – eu a fiz soltar do meu cabelo e virei de frente para ela – eu vou te contar um super segredo, promete que não conta para ninguém?

–Prometo.

–Tudo bem. Molly, eu não vou mais vir ficar com você todos os dias...

–Eu já sei Bella – ela me interrompeu – você vai para a casa da sua mamãe por que ela está com saudade de você, mas depois você volta não é?

–Não meu amor, eu não vou voltar. Quer dizer eu vou vir visitar você sempre que eu puder, mas não vai mais ser todos os dias e eu não vou mais poder dormir aqui com você.

–Por quê?

–Por que eu não vou mais ser freira. Não deu certo para mim e eu vou embora.

–Para onde você vai?

–Vou voltar apara a casa da minha mamãe.

–Você não gosta mais de mim? – ela perguntou os olhinhos cheios de lagrimas.

–É claro que eu gosto querida, eu te amo com todo o meu coração.

–Então não vai embora, fica comigo Bella, não me deixa sozinha.

–Você não vai ficar sozinha meu bem, a Sra. Clarke vai cuidar de você, assim como todas as outras irmãs, ainda vai ter suas amiguinhas que vão brincar com você todos os dias. E... Um dia – eu fiz uma pausa para respirar fundo tentando segurar as minhas lagrimas – muito, muito em breve, uma família de muita sorte vai te encontrar e levar você com eles. Você vai ter uma mãe que vai te amar muito. E eu vou ter muita inveja dessa mulher sabia? Ela vai ser a mãe mais sortuda de todas por que vai ter a melhor filha que alguém pode ter e vai ser muito feliz por ter você.

–Eu não quero uma mãe Bella, eu quero você, só você – ela pulou em meus braços e me abraçou, seu corpinho tremia assustado como na primeira vez que a gente se abraçou.


Eu tentava acalmá-la, dizendo o quanto eu a amo acariciando seus cachinhos. Ficamos muito tempo abraçadas até que ela parou de tremer e eu fui a soltando devagar. Ela olhou para mim e seu rostinho estava banhado em lagrimas e eu me empenhei em secá-las sem me importar muito com as que caiam dos meus próprios olhos.

–Não fica triste meu amor, eu prometo que vou vir te ver sempre que eu conseguir vou vir tanto que nem vai dar tempo de sentir saudade. Enquanto isso eu quero que fique com ela – peguei da minha bolsa uma boneca que eu tinha desde criança e que eu tinha pedido para minha mãe mandar para mim já com a intenção de dá-la a Molly.

–É para você. Ela vai te fazer companhia enquanto eu não estiver aqui, ela vai cuidar de você do mesmo jeito que eu. Sempre que sentir saudade de mim dê um abraço bem forte nela e vai ser como se estivesse me abraçando e quando menos perceber eu vou estar aqui com você outra vez – ela deu um sorrisinho.

–Qual é o nome dela?

–Pode dar o nome que quiser querida, ela é sua.

–Ela vai se chamar Bella, igual você por que ela também é a minha amiga – eu sorri acariciando seu cabelo.

–Muito bem. Agora é hora de dormir querida, tudo bem? – ela assentiu um pouco mais animada passei o edredom quentinho por cima de nós duas e ela deu uma risadinha ao se acomodar.

Deitamos-nos uma de frente para a outra e ficamos nos olhando até que aos poucos os olhinhos dela foram ficando pesados. Quando estava quase dormindo ela disse:

–Eu amo você Bella.

–Eu também te amo Molly, te amo para sempre – Ela sorriu e logo estava dormindo.

Eu passei boa parte da noite olhando para o seu rostinho adormecido enquanto pensava o que seria dela no futuro, eu rezei pedindo que ela fosse muito feliz, ela merecia por ter sofrido tanto em tão pouco tempo.

Essa menininha se tornou tão especial na minha vida, meu raio de sol, eu faria muitas visitas a ela por que já nem conseguia imaginar como viveria sem a sua alegria, além do mais não era só a ela que eu estaria fazendo bem, tem tantas e tantas crianças que precisam de um pouco de atenção, um pouco de carinho. Edward poderia vir comigo e ai sim tudo seria perfeito.

Sai devagarzinho de manha, não queria que ela acordasse e começássemos as despedidas outra vez, dei um beijo na minha menininha e sai de lá com lagrimas nos olhos prometendo silenciosamente que eu voltaria.

Eu chamei um taxi e quando cheguei ao convento Rosalie já estava pronta com as bolsas do lado de fora me esperando. Não demorou muito e Jasper chegou.

–Bella – ele abriu os braços para mim e eu fui abraçá-lo – ah que saudade sua tampinha – eu ri.

–Olha como fala. Eu sou mais alta do que a Alice e você arrumaria briga se ela te ouvisse falar assim.

–Ah fica quieta – ele me deu uma cotovelada de brincadeira – pronta para ir? – eu assenti – a mamãe não vê a hora de você chegar.

–Eu imagino. Lembra-se da Rose?

–Claro que eu lembro – ele acenou para ela – Esme está muito feliz por você ter aceitado o convite.

–Eu também estou – ela falou envergonhada.

–Deixe-me ajudá-las com isso – ele pegou nossas bolsas e levou-as para fora e nós o seguimos até o jipe enorme que eu logo reconheci.

–Você veio com o Emm?

–Sim. Ele veio pegar o Edward e me deu uma carona.

–Certo – eu olhei ansiosa para o outro lado da rua querendo ver Edward o mais depressa possível, mas quem saiu de lá foi o Emmett que vinha com aquele sorriso enorme cheio de covinhas.

–Heey Emm.

–Madre Bellinha – ele ficou me analisando enquanto se aproximava – sabe que eu ainda não me acostumei com você vestida assim? – eu revirei os olhos e ele me pegou nos braços me girando daquele jeito exagerado que costumava fazer. Quando me colocou no chão eu apontei para a Rose.

–Você se lembra da Rosalie não é?

–Claro que sim – falou sorrindo – até por que a Dona Esme não me deixou esquecer. Ela só fala de você o tempo todo – ele explicou ao ver a duvida no rosto dela – Como vai irmã? – ele estendeu a mão e Rose olhou para mim aflita. Eu acenei a encorajando e ela a pegou hesitante.

–Eu estou bem obrigada – ela falou baixinho, muito envergonhada. Antes que uma conversa se iniciasse entre os dois, Jasper o cutucou.

–Olha lá Emm, o Edward vem ai pegue os seus lencinhos, pois está na hora de mais um capitulo da nossa novela: A mão de Deus nos separou – Emmett riu e falou com a sua voz sinistra de dublador de novela mexicana.

–No ultimo capitulo Isabella Marie e Edward Anthony foram separados outra vez para mais um ano seguindo suas doutrinas, mas finalmente o ano acabou e eles vão ficar juntos outra vez. Oh sim caros telespectadores lá vem ele para um reencontro emocionante.

Edward se aproximou revirando os olhos, mas sorrindo. Veio diretamente para mim e me abraçou com força.

–Finalmente – eu sussurrei para ele que sorriu e me deu um beijo na testa.

–Eu que o diga – ele suspirou e cumprimento Jasper e Rose.

–Ah mais que droga, não foi tão legal como no ano passado – Emmett reclamou.

–Essa novela está uma porcaria – Jasper riu – vamos embora pessoal.

Entramos todos no jipe, Emmett na direção com Jasper ao seu lado Rosalie eu e Edward no banco de trás. Quando começamos a partir eu sorri satisfeita deitando no braço de Edward e sabia que aqueles dias mudariam minha vida completamente e eu não poderia estar mais pronta para isso.

Notas finais
Oh e ai gente? o que voces acharam?
Ah Doces ferias, tanta coisa para acontecer...
Palpites? contem para mim, por favor!
E então nos vemos na terça que vem?
Espero voces!
Beeeeijos