Notas iniciais
Eu vi alguns comentários dizendo que abandonei a fic. E não abandonei mesmo! Só perdi a noção do tempo (para variar) Fora esse, tem mais dois capítulos antes da fanfic inteira chegar ao fim. Espero que gostem do que preparei para vocês

Acordei quando decidi que não queria dormir mais. Olhei no relógio e me amaldiçoei por ainda ser meio dia. Hoje o tempo não estava tão ruim. Um dia com sol mas coberto pelas nuvens.

Levantei e fui fazer minha higiene matinal. Depois me dirigi para a cozinha.

— Obrigada por não me acordar. – agradeci a minha mãe e lhe dei um beijo na bochecha.

— Combinados são combinados. – ela falou, enquanto colocava omelete com queijo e presunto no prato do papai. – Você ficou em segundo na sala, orgulho da mamãe. E por que não vai vestir uma camiseta? – ela levantou a sobrancelha, e colocou a mesma coisa para eu comer.

— Ah, qual é, mamãe? Estamos dentro de casa. – reclamei.

— Igualzinho o seu pai. – ela revirou os olhos – Quero seu quarto de jogos arrumado ainda hoje. Só porque é menino não quero você bagunceiro. Não te criei assim. – ela terminou a fala e se sentou para comer também.

— Pode ser depois de Kathlyn vir aqui? – pedi, querendo me livrar de tarefas por hoje.

Kathy é uma garota que estou gostando. Já estou em idade de namorar. Veja bem, tenho a aparência de um jovem de dezesseis, mas na realidade tenho apenas doze. De tempos em tempos meu biso Carlisle nos visita para checar Sarah e eu. Tivemos nosso crescimento acelerado, mas não tanto quanto dos nossos pais. Nosso bisavô disse que é por conta do nosso gene de vampiro, e logo vamos parar de crescer completamente. E é fácil de se convencer, pois Sarah e eu não temos cara de pré-adolescentes. Parecemos mais como jovens adultos.

Comecei a escola há pouco tempo, e já tenho várias garotas aos meus pés. Mas mamãe me ensinou a sempre tratar uma dama como ela merece, e nunca brincar com o coração de ninguém. Eu só beijei uma garota antes de Kathy, apesar de umas quatro ou cinco terem tentado um beijo roubado. Mas Kathy é diferente. Ela é especial.

— Não seria mais educado arrumar tudo antes de ela chegar? – ela me arqueou uma sobrancelha, me repreendendo pelos meus modos.

— Mamãe, Kathy não tem nenhum toc por limpeza, e sabe que eu também não tenho. – insisti, devorando o delicioso café da manhã... oops, da tarde.

— Mas eu tenho sua mesada.

A olhei incrédulo.

— Obedeça a sua mãe, Harry. – papai falou de boca cheia, como sempre educado. – E não me olhe assim, — ele terminou de engolir, e apontou para o meu olhar acusador. – não estamos com visita em casa para ter educação.

— Ele pode usar essa desculpa e eu não? – indaguei para mamãe.

— Quando você sustentar sua própria casa e pagar suas contas, pagar pela sua comida, você vai poder fazer o que quiser. – ela piscou para mim.

— Vou tomar um banho primeiro. – suspirei derrotado me levantando. – Pode me avisar quando ela chegar?

— Claro, filhote. Avisarei a ela que você está no quarto de jogos. – ela respondeu sorrindo amarelo.

— Tá bom, mamãe. – respondi murcho. Dei um beijo em sua bochecha, e na do papai, e fui para o meu quarto me arrumar para a minha gata, no caminho encontrando Jessy e lhe fazendo um rápido carinho.


PDV Sarah.


Acordei com o ótimo clima. Havia sol, mas as nuvens também estavam presentes. Eram oito da manhã. Pelo o que eu conheço do Harry, ele vai acordar pelo menos três horas mais tarde.

Me levantei e arrumei minha cama, calcei minhas pantufas e fui escovar os dentes, em seguida tomar um banho quente. Coloquei uma roupa confortável, porém sempre na moda. Nas chamadas de vídeo, minha tia-avó Alice – que não gosta de ser chamada assim, mas as vezes a chamo para usar o termo diferente que demorei para entender – sempre me auxilia com seu infinito bom gosto.

— Bom dia, raio de sol. – papai falou ao me ver entrando na cozinha. Ele estava na sala com mamãe, comendo e assistindo algo na TV.

— Ótimo dia! – melhorei sua frase. – Nada melhor do que acordar com esse clima maravilhoso.

Eles riram e fui comer meu cereal com leite. Daqui a pouco eu iria perturbar Harry, o dorminhoco. Depois de terminar minha refeição, fui dar um beijo de despedida nos meus pais, que agora jogavam um jogo qualquer de corrida de dois.

— Olha só essa, Sarah. – papai reclamou, indignado. – Sua mãe está comemorando que ganhou de mim porque ela roubou.

— Até hoje com essa desculpa, Black? Não estou roubando nada. – ela retrucou. – Seu controle está perfeitamente bom, comprei ele semana passada.

— O controle veio com defeito, você fez de propósito para me fazer perder e levar a vitória!

Ri me aproximando desses dois. Quando papai discutia com a mamãe, eles iam longe.

— Será que você nunca vai aceitar que mamãe é melhor do que você em muitos jogos, nem quando vocês tiverem duzentos anos de idade? – questionei.

— Eu não perdi, ela trapaceou!

Revirei os olhos.

— Meu Deus, papai. Quantas vezes você não perdeu para a mamãe? Não pode simplesmente aceitar? – o questionei, me debruçando sobre a cabeça do sofá, no meio dos dois.

—Eu acho que ele perdeu mais para mim do que eu para ele, desde sempre. – mamãe comentou rindo, olhando para ele, parecendo esperar alguma reação boba e exagerada dele.

—Você sempre fica com o melhor controle. – ele desabafou, emburrado, e se encostou no sofá cruzando os braços. Um traço do sorriso que eu já esperava tremeu no canto de sua boca.

—Que coisa de criança, papai! – exclamei, pegando em seu pé. Sentei na cabeça do sofá, de costas para a TV, e me joguei para trás. Agora eu via a televisão de ponta cabeça. – Vamos ver o quão melhor eu sou do que o papai. – o desafiei, roubando o controle das mãos da mamãe.

Ele engoliu em seco quando eu me arrumei para que eu pudesse jogar.

— O que foi? – perguntei, tirando uma onda com a sua cara. – É demais perder para a sua filhinha?

— Hãn. – ele bufou, e se concentrou no jogo. – Não espero menos de você, Sarah Black. Você carrega meu sobrenome. Você é obrigada a ganhar de mim.

Gargalhei alto, me ajeitando sofá para enxergar a tela direito enquanto ele apertava o play.


PDV Harry.


Dei dois selinhos demorados antes de me afastar dos seus lábios divinos. É um sonho que uma garota magnífica como Kathy esteja comigo. As garotas da idade dela geralmente ficam com os sêniores, e não com o cara da mesma turma.

— Posso te fazer uma pergunta?

Ela abriu os olhos cor de mel e me encarou.

— Claro. – respondeu. – Pergunte.

— Por que exatamente você está comigo? – indaguei, sem pensar duas vezes. – Você é uma garota tão linda e que tem qualquer um aos seus pés.

— Não ache que você não poderia ter qualquer uma aos seus pés, Harry. – ela retrucou, acariciando meus cabelos da nuca. Droga, ela sabe que é um dos meus pontos fracos. Meu corpo todo estremeceu com o carinho e ela riu. – Tudo bem, todos têm seus defeitos. Você, por exemplo, não é nada organizado, apesar da sua irmã manter a casa em ordem, é incrível que seu quarto muitas coisas não estão em harmonia. Só quando Carlie faz limpeza com você.

— Ok, ok. – a interrompi, e ela soltou um riso fanhoso. – Chega dos defeitos, não acha?

— Só quis dizer que você é bagunceiro e um tanto preguiçoso.

— Ah, obrigada por enfatizar isso. – ironizei, fazendo um careta. Ela riu de mim. – Muito obrigada.

Kathy soltou uma gargalhada deliciosa.

— Mas voltando ao assunto, você é um cara incrível, Harry. – sua delicada mão acariciou meu rosto. – E estou muito feliz com você.

Sorri.

— E a Sarah, onde está? – perguntou, de repente.

Kathy e Sarah são muito próximas, eu diria que melhores amigas. Sarah e eu crescemos juntos, isso inevitavelmente criou um laço muito forte entre nós. Bem, eu sempre a perturbava, pois não gostava muito dela por ser menina, mas eu percebi que era muita infantilidade minha o que eu estava fazendo, então comecei a deixar ela se aproximar de mim.

Eu fico contente de que Kathy não tenha ciúmes dela. No começo ela tinha um pouco, e tentava esconder. Sarah também percebeu, e por conta disso, tentou ao máximo criar um laço de amizade com ela. Bem, eu meio que fui a vítima, pois ela sempre me usava para algumas palhaçadas ou piadas, assim tentando provar que não havia nenhuma relação amorosa entre nós.

— Não sei. – falei, pensativo. – Se eu a conheço bem, ela já teria vindo há umas três horas atrás para me acordar.

— Vamos à casa dela? – sugeriu.

— Ah, não, vamos ficar aqui. – resmunguei, e ela se levantou. Não a deixei me puxar, pois mesmo com o meu lado vampiresco, se eu fosse só humano eu ainda seria biologicamente mais forte que ela.

— Chato. – ela resmungou, fazendo uma careta fofa.

— Chato, é? – a desafiei.

Ela gritou e saiu correndo. A alcancei facilmente, a fazendo rir. A abracei por trás e beijei seu pescoço, enquanto encolhia os ombros, arrepiada.

— Cadê o povo dessa casa...? – a voz de Sarah ecoou pela casa, e instantes depois ela apareceu na porta aberta do meu quarto. – E aí, casal apaixonado?

— Oi, Sarah. – minha namorada me deixou para abraçar a pirralha da minha prima.

— Ei, Kathy! – ela retribuiu.

Sarah nunca foi de ser “menininha”. Ela tem modos de menina, se veste como menina, fala como menina, mas definitivamente ela não é patricinha, muito menos gosta de rosa. Ela prefere preto e dormir com a camiseta de seu pai. Ela é do tipo que se faz de durona por fora, mas por dentro é mole feito gelatina. Eu já a peguei chorando algumas vezes por causa de coisas que aconteceram com ela, e a consolei.

— Pensei que te encontraria dormindo. – Sarah me zombou, e eu torci a cara para ela.

— Eu queria ter vindo mais cedo, só que ele estaria dormindo e ia pedir para eu dormir com ele até dar vontade de levantar. – Kathylin deu de ombros.

— Há, posso até imaginar!

— Hey! – exclamei, fazendo as duas me olharem. – Talvez não tenham percebido, mas estou bem aqui.

Sarah me olhou por três segundos em silêncio, enquanto Kathlyn apenas olhava para a situação com um sorriso divertido disfarçado por uma mordida de lábio.

— Então, — Sarah voltou a falar como se eu não estivesse ali. – Ele sempre foi assim. Acho que é de família, sabe? Com todo respeito, Renesmee e meu irmão falaram que Carlie era a que gostava de dormir até mais tarde.

— Hey! – repeti. – É da minha irmã que está falando.

Por aqui foi combinado que eu seria irmão da mamãe, pois me pareço mais com ela. Já Sarah com seu cabelo liso e pele morena, era irmã do tio Jacob e cunhada da tia Ness.

— Não falei nada além da verdade. – se defendeu, indo para a cozinha. – Além do mais, você sabe que eu amo a Carlie, e ela sabe que todos sabem que ela é preguiçosa. A genética pegou mais forte do irmão mais novo.

— Hey!

— Pare com esse “hey!”. – ela pediu, fazendo uma imitação quase perfeita da minha voz. Segundos depois ela voltou com um pacote de salgadinho nas mãos.

— Hey, esse salgadinho é meu!

Era. – ela me corrigiu, e eu estreitei os olhos para ela. – Ah, qual é o seu problema? Só vim te perturbar porque eu não tenho nada para fazer o dia inteiro. Já fiquei três horas jogando com os Nessie e Jake e ouvindo os argumentos bobos dele que levavam a discussões.

— Por isso eu durmo até tarde, não tenho nada para fazer. – dei de ombros.

— Que consideração com a sua namorada! – ela quase gritou, me dando um super tapa no ombro, e eu abri a boca, incrédulo e com dor. Cara, essa garota bate igual homem! – Como você tolera? Se fosse eu, eu não deixava, Kathy.

— Eu agradeceria se parasse de colocar lenha na fogueira, Sarah. – pedi, me rendendo a sua tagarelice.

Ela riu alto.

— To afim de jogar GTA. – falou, fazendo um biquinho.

— Se isso for fazer você nos deixar em paz, meu videogame está no lugar de sempre. – imediatamente falei e ela sorriu. Sacanagem isso. Eu morro de ciúmes do meu videogame. Por que ela me azucrina desse jeito? Deve estar me dando o troco de quando a gente era criança.

Kathy acabou jogando com ela antes de ir embora, pois Sarah e eu havíamos combinado de ir caçar. A gente tinha que dirigir por alguns quilômetros antes de chegar numa área cujo era abundante de animais, então não atrapalharia a fauna do local. Nossa dieta era igual das nossas mães; sangue ou comida. A gente mantinha um equilíbrio entre os dois. Sempre gostamos mais de comida, ainda mais que minha mãe fez faculdade de gastronomia e cursos de culinária, e sabe cozinhar como ninguém. Mas o nosso instinto de vez em quando bate na porta e queremos sair para caçar.

Sarah se abaixou atrás de um arbusto que a deixava bem escondida para os pequenos ursos que pareciam apetitosamente convidativos. Eu gostava de sentir essa sensação de sede toda vez que eu cheirava o sangue animal. Me fazia sentir mais como a nossa família cheia de vampiros.

Me abaixei ao seu lado, observando seus últimos momentos de vida. Às vezes eu me sentia horrível por matar animais, mas eu logo tratava de apagar esse sentimento. Era como vampiros sobreviviam, e eu tinha uma parte dessa em mim, apesar de não ser essencial em minha vida.

– Eu fico com o grande. – Sarah sussurrou, os examinando com atenção.

– Por que você fica com o grande? – guinchei, controlando minha voz indignada.

– Porque eu falei primeiro. – ela deu um ponto final no assunto antes que começasse uma discussão. Eu fiquei calado. Mamãe sempre me ensinou que homens e mulheres têm os mesmos direitos, e também ensinou sobre cavalheirismo. Não era porque sou homem, que teria que obter o maior. Muitas vezes dá vontade de esquecer que minha prima é uma “dama” mas prefiro manter os ensinamentos da minha mãe em primeiro lugar.

Estou mentindo para quem? Da última vez que enchi o saco da Sarah e ignorei isso de cavalheirismo, ela contou para minha mãe. Tive que limpar os três banheiros da casa até ela estar satisfeita. Devo admitir, mamãe nasceu para ser mãe de menino. Ela é maravilhosa em te colocar nas rédeas. E meu pai? Ele que ouse falar algo. Ele limpou os banheiros comigo por tentar me defender.

– Ande depressa ou perderá sua presa. – ela sussurrou, e correu com toda a sua velocidade para o urso maior.

Pisquei os olhos, apenas agora assimilando o que aconteceu. O outro urso se assustou e tentou correr, porém fui mais rápido e corri muito, logo afundando meus dentes em seu pescoço. Ele tentou lutar, mas logo seu corpo estava flácido.

– Harry. – ouvi a voz de Sarah, engasgada.

Fiquei preocupado com o seu tom de voz, e me virei para olhá-la. Meu corpo ficou aflito quando vi outro urso que não estava ali, tê-la sobre controle. Ela tentava empurrá-lo, mas seus braços estavam em uma posição que a deixava vulnerável. Era questão de segundos o urso tentar fincar seus dentes em algum membro seu.

– Droga. – grunhi, e fui ajudá-la. Subi nas costas do urso, que imediatamente ficou em alerta com a minha súbita aparição, e saiu de cima dela para tentar se defender. Antes que ele fizesse qualquer outra coisa, posicionei minhas mãos em sua cabeça, e com um solavanco, seu rosto se virou brutalmente em minhas mãos, quebrando seu pescoço.

– Obrigada. – ela falou, se levantando. Não percebi até agora, mas ela estava quase chorando.

– Ow, Sarah. Fica assim não. – falei, a puxando para o círculo em meus braços.

– Eu sei. Desculpe. Eu apenas fiquei em choque. – ela soluçava, e apertava seus braços em minha cintura.

– Shhhhhhh. – sibilei suavemente em seu ouvido, tentando acalmá-la. Não gostava de ver minha prima e uma de minhas melhores amigas nesse estado. – Está tudo bem. Eu estou aqui com você.

Eu repeti essas palavras umas três vezes até que seus soluços cessaram. Mas ela continuava na mesma posição do abraço.

Agora que eu parei para perceber, minha mão direita repousava na parte inferior – e nua – de suas costas macias. A outra afagava carinhosamente seu cabelo. Seu nariz encostado em meu pescoço estava enviando leves choques pelo meu corpo.

Tentei não ser um pervertido e pensar no seu corpo quando ela respirou fundo, e no processo, nossos peitos se chocaram.

– Acho melhor a gente voltar. – ela falou, seu hálito raspando em minha clavícula, logo depois ela se separou de mim, e enxugou suas próprias lágrimas.

E então estaquei. O que diabos eu estava pensando? Pelo amor de Deus, Sarah é minha prima, e eu tenho namorada!

Não tive tempo de pensar outra coisa. Um barulho atrás da gente nos assustou. Me virei para ver quem era, mas o que vi era as grandes árvores aglomeradas ali.

– Harry... – Sarah deixou sua frase morrer num sussurro assustado, e veio para perto de mim. A abracei, querendo protegê-la de seja lá o que for.

– Quem está aí? – perguntei firme, mesmo temeroso. Estendi ao máximo os seus sentidos, tentando entender a situação. Pela distância do barulho, poderia ser um humano que estava ali de forma perigosa, pois com a gente caçando poderia ser fatal para ele e negativo para nós dois.

Mas o que recebi em troca foi outro barulho de folhas de mexendo. E então eu tinha certeza de que não era o vento que fazia isso. E definitivamente não humano.

Duas pessoas apareceram a nossa frente, de repente. Droga! Eram frios. E pelos olhos... a alimentação não era nada igual a da minha família.

– Sarah Black e Harry Clearwater. – o homem falou, como se nos cumprimentassem.

– Como nos conhece? – Sarah sussurrou, pasma, se agarrando a mim.

– Vocês são conhecidos no nosso mundo. – a mulher sorriu.

Mesmo com seu sorriso simpático, ainda tive arrepios com seus olhos rubi.

– Fiquem longe da gente! – avisei, dando um passo para trás, levando Sarah comigo.

– Não viemos machucar. – ela se apressou a dizer, dando um passo sem pensar em nossa direção.

– Sinto muito, não podemos confiar em vocês. Temos que contatar a nossa família.

– Viemos em paz, e estávamos justamente tentando achar a residência dos Cullen. – o homem se manifestou. – Queremos viver em paz como a sua família.

– Sarah? Harry?

Paralisamos com a voz da vó Bella ali. A visita dela estava agendada apenas para semana que vem.

– Vovó! – Sarah gritou, mas não saiu de perto de mim. Eu nunca desviava os olhos deles dois.

– O que está havendo aqui? – ela parou de falar assumiu a posição à nossa frente. – Eu me lembro de vocês dois. Vocês estavam com a Tifanny quando ela se juntou para tentar matar a minha filha com aquele exército.

— Não queremos machucar ninguém, Bella Cullen. – o homem levantou as duas mãos em rendição. – Nós fugimos juntos aquele dia e começamos a viver como nômades. Mas ouvimos muito a respeito dos Cullen nesses anos, e temos muito respeito pela sua família. Decidimos tentar viver do jeito que vocês vivem.

— E por que devo acreditar em vocês? – ela vociferou. Quase não dava para ver os dois, ela tentava nos bloquear até de suas vistas. Mas ainda eu podia sentir seu escudo nos protegendo.

— Nós nos arrependemos de ter nos juntado à Tifanny. Não por medo, e sim por acharmos que era errado aquilo. Mas quando vimos, já estávamos no campo de luta. Mesmo assim decidimos fugir e não machucar ninguém.

— Além disso, não podemos fazer nada contra vocês. – ele completou. – Com o seu escudo seria impossível fazermos algo ruim. Não que a gente tenha intenção.

Vó Bella não falou nada, apenas pegou o celular e discou algum número, sem nunca se mover nenhum centímetro.

— Edward, venha para cá agora... Vou te mandar a localização... Preciso de vocês... Explico tudo aqui... Traga Emmett e Jasper, por favor... Ok.

E desligou.

— Não queremos fazer mal algum... – o vampiro insistiu, e olhou para o meu lado, para Sarah, seus olhos se encantaram com o que viram. Engoli em seco. – Estamos aqui porque queremos viver em paz com vocês. Mesmo que vocês não acreditem. Queremos parar de machucar as pessoas. Queremos ter controle sobre o que fazemos.

— E por que isso? – perguntei, e a morena sinistra olhou para mim. Não tinha nada de maldade em seus olhos. Na verdade, parecia impressionada com o que viu.

— Estamos cansados de ficar sem rumo todo esse tempo. – explicou. – E ficamos sabendo que alguns de vocês se mudaram para cá. Decidimos visitar quem tem os poderes mais fracos, pois tememos que não nos deixassem vivos.

— Bella! – vô Edward chamou, e assim que viu quem estava a nossa frente, ficou à frente da vó Bella. Ele a protegendo, e ela nos protegendo. Emmett e Jasper ao lado dele.

— Eles dizem que querem viver em paz. – Bella explicou depois de um tempo em silêncio. Arrisco dizer que ela repassou tudo para que ele lesse sua mente.

— Depois de atentarem contra minha filha? – a voz do vô ficou gélida, e até eu tive medo.

— Não achamos certo, mas só conseguimos coragem de fugir naquela hora.

— Jazz? – ele perguntou para o meu tio.

— Não posso afirmar que confio neles, mas não sinto nada negativo ou ruim. Sinto aflição, apesar da tranquilidade.

— Não sei se devemos confiar neles. – vó Bella deixou sua voz morrer.

— Não esperávamos por isso. – o vampiro desconhecido afirmou, não se ofendeu pelas suas palavras. – Mas com o tempo, podemos mostrar que é o que queremos, se nos der essa chance.