A Irmã De Renesmee 1ª e 2ª temp- Fanfic em revisão
84 2x42 Entre cuidados e carinhos (E)
Despertei de um sonho tranquilo, e assim que acordei um cheiro maravilhoso preencheu minhas vias nasais. Uma delícia.
— Nunca te vi dormindo um sono tão relâmpago quanto esse. – papai comentou, parecendo se divertir com algo enquanto passava pela porta do meu quarto com uma bandeja em sua mão. Lá havia suco de laranja, que era o mais nítido, e outras coisas que não identifiquei de início.
— Pois é. – bocejei me espreguiçando, e ele colocou a mesinha de madeira sobre minha barriga, com suas pernas apoiadas em cada lado da minha silhueta. – Obrigada, parece delicioso.
— Não há de que.
Logo Nessie acordou e meu pai levou o outro prato para ela.
PDV Renesmee.
Eu acordei depois do sonho meio déjà vu sobre Liam. Era um pouco chato lembrar de tudo, mas eu não comandava na minha mente, inconsciente.
Respirei fundo, e me deliciei com o cheiro de omelete com queijo e presunto. O aroma se espalhou pelo quarto, fazendo minha barriga roncar.
— Bom dia, dorminhoca. – ouvi a voz do meu pai e me virei a tempo de vê-lo andando até a minha cama com um prato de comida na mão.
— Bom dia. – respondi meio sonolenta, ainda. Minha voz rouca pelo sono.
O dia inteiro se passou normalmente. Jake e Seth ao nosso lado com nossos filhos, Mendy apareceu também, mas depois foi cuidar da sua filha com Embry. Claire e Quil ficaram conosco também.
— Mas que droga! – falei de repente quando não tínhamos mais assunto. – Estou farta de ficar nessa cama. Papai, já não podemos levantar? – pedi, choramingando. – Faz dias que estamos aqui, e não demoramos tanto tempo para nos curar.
Enquanto eu terminava, ele aparecia na porta com a mamãe, e entrava.
— Edward, será que não podemos liberá-las? Acho que já deu tempo de elas estarem bem.
— Já passou do tempo! – Carlie exclamou, também igualmente cansada.
Ele nos desafiou a levantar sem sentir dor, e se conseguíssemos poderíamos sair da observação. Com cuidado tentamos, e apesar de ainda estarmos nos recuperando, estávamos bem melhor. Precisaríamos de ajuda para coisas como banho e trocar de roupa, mas cantamos vitória da cama “hospitalar”.
Papai apenas reforçou algumas talas para nossa segurança, e como suas duas filhas eram agoniadas com essas coisas, ele não confiava plenamente em nós duas para nos deixar sem os curativos. Carlie falou que ela mal sentia suas próprias costas.
Hoje estava bastante frio, mais do que o normal. Talvez porque o inverno estava chegando em breve.
— Não acredito que Alice me deu essas roupas. – Claire exclamou enquanto fazíamos o nosso caminho até o play ground dos fundos do condomínio. Ela estava de mãos dadas com Quil. Carlie e eu estávamos tão felizes pelos dois.
— Já devia ter se acostumado. – Mendy apontou. Ao seu lado andava Embry, com a mão em volta da sua cintura.
Mas o que posso dizer? Ela é magnificamente excelente em relação a moda. Não posso reclamar quando ela quer nos vestir.
— Nem em mil anos tia Alice vai mudar esse lado dela. – Carlie falou, meio que brincando. Meio porque era verdade, mas também estava se divertindo com a situação.
Ela estava abraçada com Seth, e o mesmo com seus braços delicadamente ao redor dela, por causa dos irritantes ferimentos que ainda estavam em nós.
— Sem dúvidas. – concordei, e chegamos aos bancos dali.
Jake se sentou, me puxando para o seu colo. Aquele curativo estava me incomodando, mas o que eu não faria para sair daquela cama?
O banco era suficientemente grande para caber todos os lobos, e suas imprintings sentadas em seu colo.
— Não imagino como isso pode ser mais legal e perfeito. – Carlie falou, no colo de Seth, com os braços ao redor do pescoço dele. – Quatro amigas e quatro amigos com parceiros e parceiras. Nunca achei que nós três iríamos ter encontros de casais, e você Mendy, nem em um milhão de anos imaginei que você iria encontrar o amor em La Push.
— Te vendo falar assim nem parece que quis matar Embry naquele dia. – minha prima lembrou rindo.
— Eu me senti na obrigação de proteger você, já que eu que te arrastei para aquela loucura. – encolheu os ombros, lançando um olhar de desculpas para Embry. Ele sorriu, sinalizando estar numa boa.
— Hey, Cullens. – ouvimos a voz de Zachary e de Thomas andando até nós. – Já saíram da cama?
— Não íamos ficar lá para sempre. – Carlie brincou. Thomas sorriu abertamente para ela, que sorriu de volta. – Papai nos deixou ficar um pouco fora de repouso, contanto que nos cuidássemos.
Eu sabia que ela falava do vovô, mas para alguns efeitos, ele era o nosso pai.
Bem, Thomas sempre foi louco pela Carlie. Ela insistia em dizer que eu estava vendo demais, mas era tão explícito que até Seth ficava com ciúmes pelos seus olhares. Zac me contou que quando Thom soube que Carlie estava “hospitalizada” dentro de casa, ficou com o coração apertado.
— Vejo que está melhor. – Thomas falou, olhando diretamente para Carl, que sorriu ao ver a sua atenção especialmente nela.
— Estou sim, logo posso tirar todos os curativos. – ela respondeu educadamente.
Ficamos conversando mais um pouco, até que tivemos uma surpresa: Will e seus irmãos apareceram. Lauren veio junto.
— Ficamos surpresos quando ligamos aqui e o cunhado de vocês – William disse, falando do meu pai – falou que já haviam saído da cama.
— Para falar a verdade, nós também. – confessei, fazendo todos rirem.
— Fico feliz por estar se recuperando. – Lauren falou, com um sorriso simpático no rosto.
Ficamos conversando por mais um tempo, até o céu começar a escurecer e percebemos que era quase hora de dormir. Nos despedimos e entramos.
— Ai, ai, ai, ai. – reclamei de leve quando Jake me ajudava a me sentar na minha cama e eu sentia minhas costas quase curadas, protestaram quando tentei me mexer mais bruscamente.
— Desculpe. – ele falou, com o rosto agonizado.
— Não, – falei rapidamente. – a culpa foi minha.
Hoje eu dormiria na minha cama finalmente, e Carlie na dela. Claire aceitou ficar no quarto de hóspedes com Quil.
PDV Carlie.
Finalmente no meu quarto com Seth, insisti que Harry dormisse conosco. Eu já me sentia melhor, e eu sentia falta do meu filho. Ele ficou feliz da vida quando entrou no quarto e se juntou a nós na cama.
— Seth?
O chamei quando Harry já havia adormecido entre nós.
— Sim?
— Está tudo bem?
Ele me olhou confuso, e depois de alguns instantes seu rosto clareou.
— Está sim. Na verdade, gostei que eles vieram hoje. Assim ficou muito mais claro que você é minha.
Sorri tímida com sua declaração.
— Não gosto do olhar dele em você ainda. – seus olhos quase se reviraram. – Mas eu não ligo mais. Gosto que ele veja que você me escolheu.
Apertei seu nariz de leve, uma repreensão de brincadeira por seu jeito infantil.
— Boa noite, meu amor.
— Boa noite, gatinha.
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