A Irmãzinha

36 Capítulo Trinta e cinco


Notas iniciais
Oi minhas queridas irmãzinhas :) Tudo bem por ai? Eu espero sinceramente que sim. Quero oferecer esse capitulo para Viickyb que recomendou a história. Muito obrigada por suas palavras viu? Aaah esse capitulo está muito doce. Espero que gostem. Boa leitura.

Estava quase amanhecendo e fazia alguns poucos minutos que Edward dormiu e eu o encarava com carinho, agradecendo a Deus por ter me dado alguém tão maravilhoso quanto ele.

Edward passou a noite toda tentando me distrair com conversas animadas sobre nosso futuro, traçando planos e mais planos, como viagem de férias, temas para aniversários e recompensas para notas boas no fim do ano letivo.

E como estávamos mesmo falando sobre presentes, casualmente ele fez surgir o assunto do livro que havíamos ganhado de presente e quando dei por mim estávamos experimentando coisas novas e eu finalmente pude perceber que o que Alice disse era verdade, o sexo poderia ficar cada vez melhor.

Três posições depois, Edward me levou para a cozinha para fazer um lanche, por que não me aguentava mais de fome e foi só agora pouco ele dormiu depois de me abraçar por muito tempo e me beijar de mansinho, sussurrando uma canção de ninar no meu ouvido, como se eu fosse uma criança pequena.

Aquilo me encheu de paz e eu até que cochilei por alguns minutos, tempo o suficiente para que ele dormisse também e logo que a musica parou, eu despertei novamente. Apesar de ter tido um dia longo e cheio de emoção, não conseguia dormir por que estava sentindo um buraco gigantesco dentro de mim, por pensar na distancia que havia entre mim e minha filha, minha Molly.

Por mais que ela sempre esteve assim, longe, era tudo diferente agora que era minha filha. Eu não conseguia pensar em me afastar assim como me doía me imaginar longe do meu bebê que ainda nem tinha nascido, mas que também já tinha todo o meu coração.

Suspirei inquieta, tentando encontra uma maneira confortável para me ajeitar e dormir outra vez nos braços do meu marido, mas de nenhum jeito funcionava e então, com medo de acordá-lo eu me levantei de mansinho e sai do quarto.

Minhas pernas me levaram automaticamente ao quarto da Molly e eu entrei ali, disposta a me sentir um pouco mais perto dela olhando para as coisas que tinham sido preparadas especialmente para ela e imaginando sua felicidade ao chegar e encontrar seus novos brinquedos, pensando nas brincadeiras que ela inventaria com eles ou quando visse suas roupas novas. Eu aposto que ela vai provar cada uma delas para ver qual a deixava mais maravilhosa. Rindo eu li os títulos dos livros que haviam ali, e me imaginei ler para ela todas as noites até que ela dormisse.

–Bella? — Edward chamou no corredor e logo em seguida abriu a porta e entrou. Seu rosto todo amassado e marcado pelo sono parecia intrigado, mas assim que me viu sentada na pequena mesa ele sorriu e veio em minha direção — eu sabia que estava aqui.

–Por que levantou? — perguntei depois de beijá-lo, acariciando seus cabelos — mal acabou de dormir.

–Você faz tanta falta para mim na cama quanto eu faço para você. Estou vendo que não consigo mais dormir sem você ao meu lado.

–Isso significa que não daria nada certo se vivêssemos longe um do outro... – sorri – Isso é bem... Promissor.

–Nós nascemos para ficar juntos meu amor, para sempre — Edward me abraçou e suspirou –Por que está aqui? Não consegue dormir?

–Não.

–Pensando na Molly? – ele perguntou suavemente olhando para a boneca que eu tinha nas mãos.

–É inevitável — sorri um pouco acanhada por ter sido pega em flagrante — eu a quero aqui Edward, conosco.

–Ela virá meu amor, você precisa ter só um pouquinho de paciência, afinal a etapa mais difícil nós já vencemos, Molly já é nossa. É questão de poucos dias para ela vir morar conosco, então, não se preocupe.

–Não sei se consigo...

–Bem, eu posso distrair você...

–Não acho que conseguiria me distrair por muito tempo, afinal eu quase não parei de pensar nela pedindo para vir para casa com a gente, isso partiu meu coração.

–Quase? — ele disse com um sorriso na voz trabalhando em sua distração — quando foi que você não pensou nisso?

–Você sabe — eu disse sorrindo — quando estávamos fazendo aquelas coisas estranhas e... Muito gostosas — Edward gargalhou vendo meu rosto corado. Eu morri de vergonha quando ele me propôs aquelas coisas malucas, mas quando estávamos fazendo eu me esqueci de tudo, me entregando completamente.

–Eu sei que você gostou tanto, ou até mais do que eu — ele beijou meu pescoço, me fazendo arrepiar — Isso quer dizer que eu vou ter que continuar com isso, cada uma das posições do livro para que assim você não fique pensando no que não deve — ele segurou meu queixo olhando em meus olhos — não quero que fique triste, não enquanto eu estiver ao seu lado.

–Não estou triste, é mesmo impossível com você aqui comigo... Eu só estou um pouco ansiosa.

–Então eu tenho que usar de toda a minha criatividade para tirar essa sua ansiedade — ele disse infiltrando a mão pela camiseta dele que eu usava, apertando minha coxa.

–Mas isso só enquanto você está aqui, vinte e quatro horas comigo. O que eu vou fazer quando você for trabalhar?

–Pode vir comigo. O padre Harry vai te fazer companhia.

–Sabe que eu adoraria meu amor, mas ele tem o que fazer, não vai poder ficar o tempo todo comigo e eu tão pouco vou poder ficar o tempo todo com você. Não quero e nem posso atrapalhar vocês.

–Vamos deixar para pensar nisso quando eu tiver de voltar. Por enquanto vamos apenas nos concentrar em nós — ele se aproximou de mim e me beijou e depois encostou sua testa na minha — que tal se amanhã nós fossemos a La Push, dar uma voltinha na praia? Você gosta tanto e eu sinto saudade daquele brilho que eu vejo em seus olhos sempre que olha para o mar. O que você acha?

–Eu vou adorar meu amor, faz mesmo muito tempo que eu não vou à praia. Vai ser ótimo – eu disse animada.

–Mas isso só amanhã. Agora você precisa descansar — ele deslizou a mão sobre o meu ventre que de uma hora para a outra ganhou uma leve protuberância arredondada, mostrando que nosso filho estava ali, crescendo cada dia mais. Ele sorriu olhando para minha barriga e depois para mim — você precisa pensar no bebê, dar a ele paz para poder crescer saudável, como a Dra Brandon disse. Eu sei o que está sentindo querida, eu também a quero aqui, mas é só questão de dias e ela virá não se preocupe.

Eu assenti sorrindo e levantei com ele indo para o quarto, onde nos deitamos bem juntinhos e abraçadinhos. E foi assim, cheia daquela paz que Edward me transmitia que eu finalmente dormi.

.

.

Edward me abraçou protetoramente quando um vento gelado daquele fim de tarde me fez tremer de leve. Continuamos a olhar para o crepúsculo a nossa frente, sentados sobre a areia e eu sorri feliz por estar ali com ele. Fazia tanto tempo que eu não vinha aqui que quase me esqueci de quanto eu gostava desse lugar.

A paisagem era sempre impressionante, de tirar o fôlego, a água era verde-escura, com ondas de cristas brancas que quebravam silenciosas na praia. As montanhas ao redor completavam o cenário o deixando ainda mais bonito e acolhedor e tudo isso ficava ainda mais perfeito com Edward ao meu lado.

A única coisa que estava ruim era os olhares das pessoas sobre nós, nos observando e cochichando. Éramos observados de longe já que ninguém se atrevia a se aproximar de nós, tal como os antigos não se aproximavam de leprosos. Mas meu marido fazia-me esquecer delas com suas palavras carinhosas e seus beijos... Hmm... Seus beijos que sempre me faziam esquecer tudo.

–Puxa vida! — Jacob exclamou ao meu lado, chegando de surpresa e interrompendo um beijo nosso — Eu não acredito nisso!

–Jacob, nossa que susto — eu ri ao reconhecer ao meu amigo e tentei me aproximar dele, mas Edward não deixou me segurando ao seu lado — quanto tempo, eu estou feliz em te ver.

–E eu estou surpreso, mal posso acreditar... Bem que todo mundo está comentando sobre vocês, mas eu não dei ouvidos já que esse povo sempre fala demais — eu suspirei

–Sim eles realmente falam.

–É mais eu jamais imaginei que isso podia ser verdade, estou chocado.

–Por quê? — Edward perguntou me puxando mais para ele.

–Vocês estão juntos!

–Sim...

–E é óbvio o motivo do meu espanto não?

–Não, não é — ele respondeu ríspido — nós nos amamos, por que isso seria estranho.

–Eu sei que se amam, todo mundo sabe, mas era aquela coisa de irmãos e além disso não faz muito tempo você estava prestes a ser padre e a Bella era uma noviça. É meio estranho que vocês estejam assim, tão... juntos. Afinal sempre foram amigos e de repente...

–Eu sei que é estranho Jacob, mas eu sempre fui apaixonada por Edward e graças a Deus ele também me ama e então...

–Deixamos a vida religiosa e nos casamos — Edward completou segurando minha mão e beijando a aliança — e agora ela é literalmente e completamente minha.

–Vocês estão casados? — Jacob perguntou com os olhos arregalados.

–E muito felizes — meu marido enfatizou brincando com a minha aliança.

–Puxa vida... Então tudo o que as pessoas estão dizendo sobre vocês é verdade? — ele perguntou se afastando um pouco — vocês sempre tiveram um caso e se envolviam sexualmente desde criança... E que você só foi para o convento por que sofreu um aborto e seu pai te obrigou a ficar lá... Edward foi junto por que os pais dele sentiram muita vergonha e o expulsaram de casa...

–Jacob já chega — Edward pediu exasperado — isso não é verdade pelo amor de Deus! Bella e eu sempre fomos muito amigos e por mais que sempre andamos juntos nunca, nada aconteceu. Mas depois de algum tempo longe,quando estávamos na vida religiosa, percebemos que não conseguiríamos ficar longe um do outro, nunca. Então decidimos abandonar tudo e nos casar. Não tem nenhum grande segredo ou um passado cheio de coisas erradas e obscuras.

–Mas da ultima vez que estiveram aqui, vocês já estavam juntos não é? – ele olhou para mim – sei que Edward nunca gostou que eu ficasse perto de você e que tinha muita raiva quando eu me aproximava, mas naquele dia estava muito pior, ele me olhava com uma cara tão feia que achei que ia me morder. E para ser sincero eu achei aquilo muito esquisito, afinal se você era freira, por que ele teria ciúme? Mas quando essa história começou a correr eu imaginei que seria sim possível pelo que Edward te disse na igreja naquele dia, no natal.

Eu senti minhas bochechas pegarem fogo ao me lembrar do que Edward tinha dito naquele dia e tentei esconder meu rosto em seu peito que se movia com a risada dele.

–Ora Jacob, eu não disse nada de mais, foi você quem interpretou de maneira errada. Eu sempre respeitei a Bella.

–Sim eu sei – ele disse parecendo aliviado – e era por isso que eu não queria acreditar no que estava ouvindo, sempre convivi com vocês e sabia que isso não fazia sentido, apesar do que eu ouvi no natal. Bella não é desse jeito e eu sentia bem o que tinham, apesar de ainda continuar surpreso por te ver casada – criando coragem, eu olhei para ele.

–Surpresa? Por que sou nova demais?

–Não... É que você sempre teve rosto e jeito de anjo, anjos não se casam.

–Mas esse anjo resolveu se casar comigo Jacob – Edward disse perdendo novamente seu bom humor. Era sempre assim perto de Jacob – Aceite isso, quem sabe um dia você encontre o seu anjo também.

–É... — Ele suspirou — quem sabe um dia.

Edward então segurou meu rosto e me puxou para um beijo. Nos beijamos por incontáveis minutos e como sempre eu me esqueci de tudo a minha volta e quando dei por mim Jacob não estava mais ao nosso lado e Edward sorria satisfeito.

–Até que enfim — meu marido riu — eu achei que ele ia ficar aqui empatando nosso passeio para sempre.

–Sua estratégia funcionou muito bem — disse sorrindo e ele olhou em meus olhos.

–Eu te trouxe para que você ficasse feliz, e de repente, do nada aparece esse sujeito para estragar tudo.

–Ele não estragou nada querido.

–Mas disse coisas desagradáveis, eu preferiria que você não soubesse...

–Tudo bem Edward, isso não me importa muito. Eu não ligo pelo que eles falam, sou feliz com você e é só isso que basta para mim. Logo logo aparece alguma outra coisa para que eles falem e vão mudar o foco.

–Tomara que sim – ele sorriu me abraçando – tomara.

.

.

Os dias que se passaram foram rápidos como um raio.

Talvez seja por que estávamos trocando o dia pela noite cada vez mais, já que a usávamos para praticar alguma estranheza gostosa do livro que ganhamos indo dormir apenas de manhãzinha e acordando no fim da tarde, onde íamos até a praia dar uma voltinha e espairecer.

E assim os dias que o padre Harry tinha dado a ele acabaram e Edward teve que ir para a igreja. Algumas vezes eu ia com ele, outras ficava com minha mãe e outras ainda passava com Esme para não ficar sozinha sonhando com o dia que minha filha iria para a casa.

Depois de uma longa conversa, Edward e eu chegamos a uma conclusão de que não faria bem a nenhuma de nós duas se eu fosse visitá-la, já que isso criaria ainda mais expectativas e aumentava a ansiedade. E para matar a saudade nós dois ligávamos para ela no fim do dia e ouvíamos suas aventuras do dia.

A assistente social foi nos fazer a visita duas semanas depois e Graças a Deus ela aprovou tudo e disse que em uma semana Molly poderia estar morando.

Hoje finalmente era o dia de trazê-la para nós.

–Bella eu estou começando a ficar tonto com você andando para lá e para cá desse jeito — Edward disse parando em minha frente, me abraçando com carinho — fica calma meu amor.

–Eu não consigo — eu disse me desvencilhando de seu abraço incapaz de ficar parada — estou muito ansiosa. Já podemos ir?

–Ainda é muito cedo querida, mal amanheceu — ele disse com carinho e eu assenti respirando fundo e tentando a todo custo me controlar enquanto andava de um lado para o outro da sala.

Mesmo depois de todas as nossas aventuras pela casa — aproveitando nosso último dia sozinhos em casa — eu não consegui relaxar o suficiente para dormir, não deixando que Edward dormisse também. E então, quando amanheceu, nós tomamos um banho juntos e nos vestimos para buscar nossa filha.

Eu sabia que era realmente muito cedo, mas já fazia algumas horas que estávamos ali na sala, prontos para ir, as conversas foram perdendo o sentido, já que eu não conseguia parar de pensar na minha menina, imaginado se ela estaria assim tão ansiosa quanto eu.

Quando finalmente deu sete da manhã, fomos para o carro e Edward pela primeira vez não dirigiu como um louco, afinal mesmo que se controlasse estava tão ou mais ansioso do que eu.

–Edward? — chamei na metade do caminho — você já registrou nossa filha não é?

–É claro que sim. Está tudo pronto, dentro dos conformes — eu assenti.

–E como ficou o nome dela agora? — ele sorriu olhando para mim.

–Molly Cullen.

–Só isso?

–Ela não tinha nome do meio e eu não quis acrescentar nenhum... — ele deu de ombros e olhou para mim — gostaria de mudar alguma coisa? Eu deveria ter te perguntado não é? Mas você ainda não sabia e eu não pensei...

–Não querido, está tudo bem... Eu só não entendi por que tirou o nome dos pais dela... Você ainda carrega o nome dos seus pais biológicos, não é?

–Sim, eu ainda tenho Masen no nome, mas... É diferente...

–Diferente como?

–Meu pai, Edward, morreu antes mesmo de eu nascer em um acidente terrível e minha mãe, Elizabeth, viúva e sozinha, me criou com muito amor, mas acabou ficando muito doente quando eu tinha sete anos e morreu também, me deixando sozinho no mundo. Mas eles não fizeram isso por que quiseram me deixar Bella. Eles me amavam, não quiseram me abandonar, como os de Molly — ele suspirou — Carlisle e Esme acreditaram que o nome seria um elo com a minha família biológica, mas eu não acho que Molly iria querer ter um elo com pessoas que a abandaram desse jeito. Achei melhor apagar isso dela.

–Você tem toda a razão meu amor.

–Não foi um gesto egoísta da minha parte, para nos tornarmos os únicos na vida dela — ele se justificou me olhando — só tentei protegê-la desse passado doloroso, e deixar que essas coisas ruins sumam da cabeça dela para sempre.

–Eu entendi Edward, você está certo, um verdadeiro pai cuidando de sua filhinha — eu beijei seu rosto — vai ser um ótimo pai meu amor, já está sendo.

–Isso por que eu amo vocês e sempre farei o que for preciso para cuidar e proteger vocês, sempre — eu deitei em seu ombro observando o caminho percebendo o quão perto estávamos de chegar e finalmente levar nossa menina para casa.

Ao chegar ao orfanato fomos encaminhados para a sala da senhora Clarke que já nos esperava.

–Senhor e senhora Cullen — ela disse sorrindo — eu sabia que chegariam cedo aqui hoje.

–Mal conseguimos aguentar a espera que esse dia chegasse — Edward riu me abraçando — estávamos muito ansiosos para isso.

–Acredite, nós todos aqui também estávamos. Molly não parou nenhum minuto de falar que agora tinha uma família, animada para viver com os pais e o irmãozinho que vi nascer. Aliás, meus parabéns pela gravidez, espero que o bebê de vocês chegue com muita saúde.

–Obrigada — respondi sorrindo.

–Que ele e a Molly possam somar ainda mais alegria no casamento de vocês, apesar de saber que com ela alegria não vai faltar. A menina está tão animada ao ponto de praticamente não ter deixado ninguém dormir, não até que eu a levei para o quarto onde dormia com ela antigamente e foi assim que ela sossegou.

–E onde ela está? — perguntei observando as demais meninas se dirigindo para a cozinha — Já está pronta?

–Como eu dizia, ela dormiu muito tarde e ela ainda não acordou, mas se desejar pode ir chamá-la e aprontá-la a senhora mesma. Tem intimidade o suficiente aqui conosco para fazer isso.

–Obrigada senhora — agradeci sorrindo e segurei a mão de Edward enquanto me dirigindo para o quarto.

Eu praticamente corria pelos longos corredores até o quarto onde eu passava as noites quando era noviça e assim que entrei meu coração se tranquilizou.

Ali, dormindo feito o mais lindo dos anjos, estava a minha Molly, toda esparramada na cama e com o dedão na boca. Eu ri e me aproximei de mansinho puxando Edward pela mão. Eu me sentei na beirada da cama e beijei seu rostinho, acariciando seus cabelos.

–Molly — cantei — filha, já é hora de acordar — ela se mexeu virando para o outro lado onde Edward nos assistia sorrindo e de repente ela se sentou coçando os olhinhos como para acreditar no que estava vendo.

–Papai? — perguntou espantada ao se dar conta de que não estava dormindo.

–Bom dia princesa! — ele se aproximou sentando ao lado da cama — vamos para casa?

–Vamos! Vamos! Vamos! — Ela pulou nos braços dele distribuído muitos beijos em seu rosto — Eu ia acordar bem cedinho para ficar te esperando, mas não consegui.

–Ainda está bem cedinho querida, mas a mamãe — ele apontou para mim — não aguentou esperar mais para vir buscar você.

–Mamãe! — ela gritou e correu para meus braços enterrando o rosto em meu pescoço num abraço muito forte — que bom que está aqui mamãe! Eu senti tanta a sua falta.

–Eu também querida.

–Você demorou tanto pra vir...

–Eu sei, mas senti saudade todo dia e não via a hora de vir e te buscar.

–E agora nós vamos para a casa com o papai não é?

–Vamos sim querida, mas primeiro você precisa se vestir. Não pode ir de pijamas.

–Eu posso ir com o vestido maravilhoso que a tia Alice me deu quando ela veio aqui?

–Claro meu amor — ela levantou animada e olhou para Edward com o cenho franzido.

–O papai não pode ficar aqui enquanto eu me arrumo. Ele é um menino e meninos não podem ver as meninas trocando de roupa — Edward riu com gosto e deu um beijo na cabeça dela.

–Eu espero que continue pensando assim até os trinta anos minha filha, ou bem mais quem sabe. Não me importaria se pensasse assim para sempre — eu cruzei meus braços e estreitei os olhos para ele. Só podia ser brincadeira.

–E eu espero que não comece a agir como o meu pai, por favor.

–Não é que eu não queira que ela namore, mas quanto mais demorar para isso melhor.

–Edward vai levar as coisas dela para o carro – eu respondi rindo da sua careta – Nós queremos ir logo para casa.

–Tudo bem — ele riu pegando a mala da Molly que estava no chão e saiu.

Ela começou a se vestir e eu a ajudei enquanto ouvia suas ultimas aventuras cumprindo a lista que Edward tinha dado a ela, enquanto contava os dias para poder ir para casa.

Quando ela estava pronta, seguimos para frente do orfanato onde Edward conversava com a senhora Clarke e algumas meninas que estavam ali para se despedir d Molly. No caminho encontramos com uma menininha que estava sozinha no canto. Como eu nunca a tinha visto imaginei que era uma nova moradora.

Molly olhou para a menina ali sentada e depois para o seu colo, onde segurava sua boneca preferida, a que eu tinha lhe dado. Depois olhou para mim e de novo para a boneca e me puxou para perto da menina e se sentou ao lado dela.

–Oi Amy — minha filha disse sorrindo e a menina apenas olhou para ela — você ainda não conhece a minha mamãe não é? Todo mundo conhece menos você por que quando a mamãe ficava aqui você ainda não morava aqui. — A pequena Amy franziu o cenho.

–Sua mamãe ficava aqui?

–Sim. Ela era uma freira igual a irmã Renata que vem aqui todos os dias, e antes ela era só a minha amiga, minha melhor amiga e foi ela que me deu essa boneca aqui para que quando ela não estivesse perto eu não ficasse triste.

–Muito bonita.

–Ela se chama Bella igual a minha mamãe e é tão bonita como ela. Eu amo muito minha boneca, mas não vou precisar dela, por que agora a mamãe vai estar sempre comigo, não é mamãe?

–Sempre querida — ela sorriu para mim e depois olhou para a amiguinha.

–Quer ela para você? Dá para fazer muitas brincadeiras e trocar de roupinha e ela vai ficar com você todos os dias igual ficava comigo, assim você nunca vai ficar sozinha. Conta para ela mamãe — Molly me pediu e me aproximei da pequena Amy.

–Quando você ficar triste, saudade de alguém, com medo, ou com vontade de chorar, de um abraço bem gostoso, bem apertado na sua nova amiguinha que vai ser como se estivesse abraçando quem você mais queria abraçar.

–Pode ser a minha mamãe que morreu? — ela me perguntou sorrindo.

–Pode sim, pense sempre em sua mamãe quando abraçar essa sua nova amiguinha, que vai ser como se abraçasse ela.

–É mesmo? — eu assenti — obrigada Molly.

–De nada — minha filha sorriu abraçando a amiga — Eu tenho que ir agora, por que vou para casa, mas a gente vem visitar depois, não é mamãe?

–Vamos vir sim, e vamos querer ver um sorrisão no seu rosto viu? — ela assentiu e eu a abracei — fique com Deus meu anjo, que ele te abençoe para que você possa ser muito feliz.

Ela sorriu olhando maravilhada para a boneca nova que ganhou enquanto Molly e eu nos afastávamos.

–Filha — eu parei me abaixando da altura dela, olhando em seus olhos antes de chegar perto de Edward.

–Você não ficou brava não né mamãe? — ela perguntou preocupada — é que eu achei que não ia mais precisar e a Amy ia. Ela está muito triste e não é amiga de ninguém aqui. A Bella vai fazer muita companhia para ela.

–Eu sei que vai querida, e eu jamais iria ficar brava depois de ver como você é incrível. Foi lindo o que você fez querida e só me provou o que eu já sabia. Você tem um coração de ouro e se eu tinha orgulho de ser sua mãe antes, agora eu tenho mil vezes mais.

–Eu estou super feliz por ser sua filha mamãe, por que eu te amo muito, muito mesmo — eu a abracei emocionada e mais feliz impossível — e eu prometo que vou ser boazinha todos os dias para que sempre fique bem feliz comigo.

–Sempre vou estar meu amor. Você foi um presente maravilhoso que Deus deu a mim e seu pai, viu? Nós te amaremos para sempre.

–Eu sou um presente? – ela perguntou com o cenho franzido e a cabeça para o lado – mas eu nem estou embrulhada.

–Hmm... É mesmo, mas acho que podemos dar um jeito nisso – eu a segurei em meus braços fazendo-a rir e levei para junto de Edward – ei papai, olha o seu presente.

–Esse presentão é para mim – ele perguntou rindo e a pegando dos meus braços.

–É meu também, mas antes nós vamos precisar embrulhar.

–Eu acho que em casa nós temos muito papel. Vamos levar o presente para lá e embrulhar. O que acha mamãe?

–É uma boa ideia – eu ri e os acompanhei até o portão. Varias meninas vieram se despedir de Molly e depois de muitos beijos, abraços e promessas de visitas em breve nós finalmente pudemos ir para casa.

Notas finais
E ai? O que acharam, contem para mim, por favor!!! Viickyb muito obrigada de coração pelas palavras e por me acompanhar desde de LCET :) A gente se ve na semana que vem? Beeeijos!!