A Irmãzinha
37 Capítulo Trinta e seis
Notas iniciais
Eu ri ao ver Molly entrando em casa com a cabeça baixa e os dedinhos entrelaçados, parecendo muito envergonhada.
Ela ficou assim quietinha desde que entramos no carro e por mais que sorrisse o tempo todo e parecesse animada com os plano que Edward fazia para o nosso dia ela continuava retraída, completamente diferente do que sempre foi em nossa presença.
–Bem vinda a sua casa Molly — Edward disse animado quando entramos e sorriu ao olhar para nossa filha e perceber que ela estava estranhamente acanhada — O que foi minha filha? Por que está assim tão quieta?
–É que ontem quando a tia Siobhan me levou para dormir no quarto que a mamãe ficava lá no orfanato, ela me fez prometer que quando eu estivesse em casa com vocês eu ia me comportar muito bem e que não ia fazer muito barulho, sempre bem quietinha e comportada — Edward olhou para mim que ria baixinho. Se abaixando na altura de Molly ele suspirou e disse:
–Isso não vai dar certo meu amor.
–Por quê? – ela arregalou os olhinhos atenta.
–Por que a mamãe e eu não gostamos de crianças quietas de mais, não é Bella?
–Não mesmo, nós gostamos de alegria e risadas pela casa. Que graça teria se você ficasse quietinha sempre?
–Nenhuma não é? — ela perguntou sorrindo animadamente e nós assentimos — Ufa! Eu não estava gostando nadinha de ficar quieta, por que eu estou tão contente que queria cantar bem alto!
–Então vamos cantar — Edward segurou nas mãos dela arrastando para o meio da sala e eles começaram a cantar musiquinhas bobas de criança que falava sobre a felicidade. Eles pulavam e faziam todos os gestos juntos se divertindo a valer. Acariciei meu ventre assistindo os dois e cochichei para o meu bebê.
–Eu não vejo a hora de ver você cantando e dançando com a Molly e o papai viu meu amor? – tapei meus ouvidos rindo quando eles cantaram um agudo desafinado — Eu só espero que você cante melhor que eles.
–Vem cantar também mamãe, eu sei que você conhece essa musica — Edward me abraçou cantando e eu o acompanhei enquanto dançávamos juntinhos. Molly abraçou nossas pernas e dançamos nós três mais felizes impossível. Quando a musica terminou Edward a segurou nos braços e nós a enchemos de beijos e ela gargalhou.
–Agora que já cantamos bastante – Edward disse sorrindo – que tal se fossemos conhecer o seu quarto?
–Meu quarto?
–Sim! Eu estou muito ansioso para que você veja, quase tanto quanto fiquei quando eu fui mostrar para a mamãe – ele sorriu animado e eu finalmente vi o quanto Edward estava se segurando esses dias todos, controlando sua ansiedade para que não aumentasse a minha.
Desde que chegamos ao orfanato ele esteve glorioso sorrindo o tempo todo, inclusive agora que ele corria com Molly nos braços até o quarto que a partir de hoje pertencia a ela fazendo-a gargalhar bem alto. Eu os seguia calmamente rindo junto sem me conter.
–É aqui? — minha filha perguntou olhando para a porta — Onde ninguém podia entrar antes?
–Era uma surpresa, você não podia ver o que tinha antes da hora.
–E eu posso ver agora?
–É claro que sim — assim que me aproximei observei o Edward abrir a porta com um floreio engraçado nos fazendo rir e Molly ofegou olhando lá para dentro maravilhada.
–Nossa que legal! — Ela entrou mexendo nas coisas e querendo ver tudo ao mesmo tempo. Edward e eu ficamos observando da porta enquanto ela correu até a cama e se deitou para provar se era macia. Cama aprovada ela foi para o guarda roupas, encantada com os vestidos que Alice havia comprado para ela.
Quando ela já tinha mexido e aprovado quase tudo ela olhou pela primeira vez para os brinquedos, segurou uma das bonecas na mão e olhou para nós com o cenho franzido, parecendo pensar.
–O que foi querida? — perguntei me aproximando dela e sentando ao seu lado na cama.
–É que quando eu fui passear com você e a tia Alice eu vi essa boneca na loja e queria ela para mim — eu sorri acariciando seus cachinhos.
–Agora ela é sua. Assim como cada coisa que está aqui dentro. É tudo para você.
–Mas aqui tem tantas bonecas, tantos brinquedos, tantas coisas!
–Foi a tia Alice que comprou para você, de presente.
–Tudo só para mim? — eu assenti — Ah... Que bom que eu dei a Bella de presente para a Amy por que com tantos brinquedos eu nem ia conseguir brincar com ela e com tanta coisa que tem aqui — ela olhou ao redor ainda muito admirada e contente.
–Vai sim querida, você tem muito tempo para brincar.
–É verdade — ela olhou para Edward ainda parado na porta e depois para a boneca em suas mãos — Quer brincar comigo papai?
–Eu vou adorar brincar com você — ele sorriu se aproximando — o que nós vamos fazer? — observei Molly enquanto explicava a brincadeira toda animada para o pai, mas não consegui acompanhar por muito tempo já que a fome começou a tomar conta de mim.
–Eu vou deixar meus amores se divertindo e vou preparar algo para comermos — anunciei me levantando — está quase na hora do almoço.
–Ah vem brincar também mamãe.
–Mas eu estou morrendo de fome...
–Como se isso fosse novidade — Edward riu e eu o acompanhei.
–Vocês também estão não é? — os dois se entreolharam negando e eu bufei rindo — Mas eu e o bebê estamos. Eu vou preparar uma comida tão gostosa que quando eu acabar vocês vão estar morrendo de fome também — eu já ia saindo do quarto quando Edward perguntou:
–Quer ajuda meu amor?
–Molly já te solicitou por isso não se preocupe que eu cuido de tudo e você pode brincar com ela. Quando estiver pronto eu venho chamar vocês. Divirtam-se.
Enquanto eu cozinhava ia ouvindo as risadas que vinham das brincadeiras dos dois e ria com eles sem me conter. Era justamente isso o que eu queria, essas risadas esse clima feliz, a minha menina aqui conosco para tornar nosso lar ainda mais alegre.
Depois do almoço um sono incontrolável se apoderou de mim, ainda na mesa e então eu apoiei minha cabeça nãos mãos e fechei os olhos, apenas ouvindo a conversa entre pai e filha, rindo das tentativas de Edward convencê-la a experimentar os vegetais.
–Bella — despertei ao sentir a mão de Edward na minha — Amor não quer ir se deitar um pouco?
–Não, eu estou bem, estou só descansando um pouco.
–Por que não vai para a cama e descansar lá? É bem mais confortável.
–Mas eu quero ficar junto com vocês, não estou tão cansada assim.
–Por que não fazemos o seguinte? Você vai para cama e descansa um pouquinho enquanto eu arrumo aqui, Molly pode ficar comigo e quando estiver pronto vamos te chamar. Que tal?
–Tudo bem — Eu disse me levantando — eu estou mesmo precisando me deitar um pouquinho – dei um beijo nos dois e fui para o quarto enquanto ouvia Molly dividir a tarefa com o pai.
Dormi assim que eu me deitei e acordei, nem sei quanto tempo depois ao escutar uma conversa sussurrada ao meu lado e então vendo Molly e Edward deitados ao meu lado na cama.
–Então quer dizer que o meu irmãozinho ainda está na barriga da mamãe? – ela sussurrou e Edward olhou para mim sorrindo a me ver acordada e disse:
–Ele está lá sim, não é mamãe?
–Sim querida quer ver? — Molly assentiu e eu ergui a minha blusa para mostrar a ela — esta vendo como a minha barriga já cresceu um pouquinho? – ela franziu o cenho e tocou minha barriga.
–Esse é o meu irmãozinho?
–Sim é ele que está aqui, crescendo um pouquinho todo dia.
–Ah bom mamãe... Eu pensei que ela estava assim por que você comeu um montão de coisas — ela falou impressionada e Edward riu chegando ainda mais perto.
–Mas ela come. Desde que o seu irmãozinho está lá a mamãe come muito toda a hora, você mesma viu.
–Por quê?
–Por que ela precisa alimentar seu irmãozinho, tudo o que ela come, ele come também.
–Por que ele está na barriga dela né? – Edward assentiu e ela voltou a sua atenção a minha barriga ainda acariciando e parecendo maravilhada — Ele vai demorar para sair dai?
–Vai sim — suspirei — só daqui a alguns meses. Ele ainda precisa crescer bastante aqui dentro.
–Ah que pena, eu gostaria muito de brincar com ele logo — ela pareceu pensar por um instante olhando para a minha barriga e depois me olhou com o cenho franzido — mamãe será que se eu falar com ele, meu irmãozinho vai ouvir?
–Claro que vai, pode dizer o que quiser, por que eu e o papai conversamos com ele sempre.
–Ele vai adorar ouvir o que você tem para dizer — Edward disse segurando minha mão e Molly aproximou a boca da minha barriga e depois olhou para mim.
–Mas mamãe é um irmãozinho mesmo, ou uma irmãzinha?
–Nós ainda não sabemos querida, mas saberemos assim que fomos ao médico — ela assentiu e se aproximou outra vez
–Olha eu não sei se você é um menino ou uma menina, mas eu não vejo a hora de brincar com você e com todos os brinquedos que nós temos. Vamos brincar juntos todos os dias com a mamãe e o papai, vai ser muito legal.
–Vai sim meu amor — eu disse a ela segurando suas mãozinhas — e você vai ser uma ótima irmã mais velha.
–Eu não vejo a hora dele nascer mamãe...
–Nós também não meu anjo – eu disse olhando para Edward que sorria – Nós também não.
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–Hoje o dia foi tão legal não é mamãe? — Molly bocejou se aconchegando em sua cama, abraçando uma boneca. Ela já estava bem cansada depois de passar uma tarde toda de brincadeiras pela casa.
–E só foi o primeiro dia querida — ela sorriu abrindo os olhinhos que praticamente se fechavam sozinhos.
–Que bom. Eu estou tão contente por que me escolheu para me trazer para casa mamãe, obrigada.
–Não fui eu quem te escolheu querida — eu disse baixinho com a voz embargada pela emoção e então ela me olhou com os olhinhos curiosos e franziu o cenho.
–Foi o papai então?
–Noope. Sabe quem foi? — ela negou e eu toquei seu nariz com a ponta do dedo — Foi você quem nos escolheu e é por isso que o papai e eu precisamos te agradecer muito, muito, todos os dias por você estar conosco — Molly sorriu para mim.
–Temos que agradecer a Deus também não é? Por que nós pedimos e ele nos ajudou...
–Sim, nós sempre devemos agradecer quando recebemos aquilo que pedimos com fé. Amanhã nós vamos a missa cedinho com o papai agradecer pessoalmente, mas podemos fazer uma oração, você me acompanha?
Molly assentiu devagar e eu rezei, mas antes mesmo que eu pudesse terminar ela já tinha pegado no sono, dormindo com um lindo sorriso nos lábios, tão linda e hipnotizante que eu fiquei longos e preciosos minutos observando, até que Edward surgiu na porta, sorrindo e me chamou com um gesto. Dei um ultimo beijo em minha filha e fui.
Quando encostei a porta Edward me abraçou mergulhando o rosto no meu pescoço. Suas mãos deslizaram por minhas costas me puxando ainda mais para ele. Eu gemi me deliciando com o abraço gostoso do homem da minha vida. Edward olhou para mim, seus olhos sorriam mais seus lábios estavam contidos.
–Eu vim buscar você para tomar banho e ir para cama.
–Eu adorei a ideia — respondi sentindo meu corpo se arrepiar todinho com o convite, mas ele estreitou os olhos e riu.
–Não é isso o que eu estou propondo sua safada. Você teve um longo dia, não dormiu nada a noite passada...
–Mas isso não impede de fazermos coisas bem safadas e gostosas que sempre fazemos, ou vai me dizer que não tem nada que você queira tentar hoje?
–Eu vou querer você todos os dias meu amor, mas hoje você precisa descansar — ele me deu um selinho e sorriu para mim — vou cuidar de você.
Edward me abraçou pela cintura, me levando para o banheiro e segurou a barra da minha blusa e eu levantei os braços para ajudá-lo. Mordi meus lábios e sorri excitada e orgulhosa pela forma faminta com que Edward olhou para o meu corpo, sabendo que com apenas aquele olhar ele já tinha mudado de ideia.
Eu o beijei abrindo sua camisa de mansinho enquanto suas mãos exploravam meu corpo, uma delas abaixando o sutiã e acariciando meu seio delicadamente enquanto a outra abria o zíper da minha saia e fazendo com que ela caísse aos meus pés junto com a calcinha.
Desci minha boca beijando seu pescoço e colocando minha mão dentro de sua calça encontrando seu membro muito duro e pronto para mim. Eu gemi junto com ele quando o toquei, mas de repente Edward parou a carícia e ofegante deu um passo atrás.
–Aqui não Bella... Não estamos mais sozinhos...
–Então vamos para o quarto, eu preciso de você — ainda quase cega pelo desejo eu guiei Edward para o nosso quarto e fechei a porta ao passar. Enquanto isso ele terminava de se livrar das roupas e tão logo estava nu, eu avancei sobre ele fazendo-o cair na cama e me sentei sobre ele unindo nossos corpos.
Edward agarrou minha bunda me fazendo mover sobre ele cada vez mais rápido. Sua boca na minha me impedindo de gemer bem alto, como eu sempre faço quando estamos prestes a chegar ao ápice do nosso prazer.
Enfiei meu rosto em seu pescoço seu pescoço depois de gozar me sentindo a mulher mais feliz desse mundo, nos braços do homem que amo. Quando conseguimos nos recuperar, Edward me cobriu e me levou para o banheiro e me preparou para dormir tal como que fiz com a Molly horas mais cedo.
Nós nos deitamos agarradinhos e o sono me dominou completamente em poucos instantes e estava quase dormindo quando Edward disse:
–Hoje você vai dormir bem não é? — eu ri.
–Nós tivemos um dia cheio amor, e como você mesmo disse eu não dormi na noite passada. Tudo isso juntando com o sono que a gravidez provoca... Eu estou prestes a entrar em coma – ele riu baixinho.
–Eu tentei deixar você dormir à tarde, mas Molly queria por que queria ficar perto da mãe — ele sorriu ainda mais — e eu não consigo negar nada a ela, principalmente quando me pede com aquele sorriso tão lindo.
–E eu queria ficar perto dela — disse sorrindo – valeu a pena, até por que eu quero passar o máximo de tempo possível com a nossa filha.
–Eu te entendo meu amor. Eu estou muito feliz com ela aqui.
–Eu sempre estive feliz ao seu lado, mas com a Molly aqui isso ultrapassa todos os níveis que possam existir e se com uma criança é assim, imagina com duas? – Eu sorri tocando o meu ventre e Edward colocou sua mão sobre a minha.
–Eu imagino. E acho que devemos encher essa casa de crianças... – ele me deu um selinho e me abraçou – o que você acha?
–Eu acho que você tem toda a razão – Edward me puxou para ainda mais perto dele e me deu um beijo se leve e eu deitei novamente minha cabeça em seu peito, dormindo quase que imediatamente.
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No dia seguinte, depois que saímos da missa, fomos direto para a casa de Esme onde a família toda estaria reunida para um almoço de boas vindas para Molly. Ela esteve animada toda a manhã, mas assim que chegamos lá ela se escondeu atrás das pernas de Edward outra vez muito acanhada por receber tanta atenção de uma vez.
–Oi família! — saudei sorrindo entrando na casa e Edward vinha logo atrás com a Molly grudada em suas pernas.
–Que bom que chegaram — Esme me abraçou — achei que não viriam mais.
–Edward teve que ajudar o Padre Harry depois da missa e acabamos atrasando um pouco.
–Ele veio também?
–Não. Nós chamamos, mas ele já tinha compromisso.
–Oi filha — meu pai se aproximou de mim sorrindo, e eu sabia que por mais que sentisse saudade ele não era tão bom em demonstrar suas emoções, principalmente em publico, então me deu um abraço rápido e se afastou tocando em minha barriga — Como estão?
–Estamos muito bem, todos nós — eu sorri ao ver que Molly ainda estava agarrada as pernas de Edward que cochichava algo com ela.
–Olha só a Madre Bellinha — Emmett gritou quando eu abraçava minha mãe – Você já esta bem barrigudinha hein?
–Emmett! — Alice deu um tapa na cabeça dele — A Bella não é mais freira seu idiota.
–Graças a Deus! — Edward riu me abraçando por trás e cochichou em meu ouvido — agora você é a minha esposa safada.
–Edward! — eu ralhei corando e depois olhei para a minha família agradecendo mentalmente por eles não terem escutado ou estarem disfarçando isso muito bem.
– Nós viemos aqui hoje para que conheçam a nossa filhinha — Edward disse pegando Molly nos braços e ela franziu o cenho.
–Mas papai todo mundo já me conhece.
–Mas agora é diferente querida, é mais especial. Agora você faz parte de verdade dessa família — eu beijei sua bochecha seguida de Edward que a colocou no chão e segurou sua mãozinha levando pra o canto da sala onde estava seu pai — diga oi para o vovô Carlisle.
–Oi vovô — ela olhou para cima e sorriu — você é tão bonito quanto o papai, mas seu cabelo é amarelo e o do papai é vermelho, seus olhos são azuis e os do papai são verdes... Mas os dois são muito bonitos.
–Oh muito obrigado. Você também é muito bonita viu? — ela deu um sorrisão.
–Eu já sei disso vovô — todos ainda riam quando Esme se aproximou dela agachando em sua frente.
–Eu sei que você sabe que é linda, mas nós vamos te dizer isso muitas vezes – ela olhou para Edward que sorriu.
–Filha diz oi para a vovó Esme.
–Oi vovó Esme – ela sorriu e Esme revirou os olhos de brincadeira.
–Não é assim que se cumprimenta a vovó querida.
–Não? Então como é?
–Você tem que me dar um abraço bem gostoso — ela obedeceu abraçando a avó com boa vontade — eu estou muito contente por ser a sua vovó viu.
–Eu também estou — minha mãe disse se aproximando — e eu quero o meu abraço especial de vovó — Sem se fazer de rogada, Molly a abraçou depois de alguns segundos, minha mãe olhou para ela — querida nós já amamos muito você e vamos te mimar muito viu?
–Pode ter certeza — Esme concordou — Sempre que vier à casa da vovó vai ter uma festa esperando por você.
–Uma festa?
–Sim, eu e a vovó Renée vamos sempre te esperar aqui com muitos brinquedos e vamos fazer coisas gostosas para você comer.
–E a mamãe pode vir também?
–Claro que pode.
–Que bom por que a mamãe come bastante por causa do meu irmãozinho...
–Então sempre que ela ficar com fome você trás ela aqui, ou na vovó Renée e a gente dá bastante comida para ela.
–Isso é muito bom, por que Molly e eu já estamos ficando cansados de alimentar a Bella não é filha? — ela olhou para o pai depois para mim e sorriu.
–A gente precisa só de uma ajudinha né papai?
–Nós ajudamos sempre que precisar — minha mãe disse quando parou de rir e minha filha sorriu olhando para mim.
–Vem Molly, diz oi para o tio Emmett — ela chegou pertinho olhando de baixo para cima e ofegou.
–Minha nossa tio, você é muito grande — ele riu se abaixando para ficar da altura dela — eu nunca tinha reparado antes.
–Eu não sou tão grande assim, você que é muito pequena, menor do que a tia Alice que é a menor pessoa que eu conheço.
–Mas eu ainda sou criança e vou crescer... — ela olhou para a Alice e sorriu — Você também não é tia?
–Eu não gatinha, já cresci o que tinha para crescer, mas você tem muito tempo para isso ainda.
–Igual ao meu irmãozinho que é tão pequeno que ainda está na barriga da mamãe, mas está crescendo cada dia né mamãe?
–Sim, ele está crescendo e você também.
–Não liga para o tio Emm querida e me dá um abraço – ela abraçou a Alice por um longo tempo e depois olhou para Jasper ao lado dela.
–Esse é o tio Jasper – Edward disse meio receoso e eu fiquei também, sem saber qual seria a sua atitude. Molly chegou mais perto e sorriu para ele que lhe sorriu de volta.
–Oi tio – ela estendeu a mão e ele abaixou para pegar – eu estou muito feliz em conhecer você.
–Eu também minha sobrinha – eles se olharam por um instante e algo chamou a atenção dela para o lado – vovô Charlie!
Ela correu em direção a ele e pulou em seu colo. Eu não sei quanto aos outros, mas eu fiquei completamente surpresa com a cena, principalmente quando ele se abaixou e a tomou em seus braços.
–Eu senti saudades menininha – ele disse e minha mente voltou há vários anos atrás quando ele me chamava assim, com esse mesmo tom carinhoso – que bom que você voltou.
Edward se aproximou de mim me abraçando enquanto observávamos a cena, assim como o restante da família e eu sussurrei para ele:
–Você entendeu alguma coisa? – Edward me levou para um sofá um pouco afastado e só me respondeu quando sentamos.
–Ontem a Molly me disse que sempre que vinha aqui seu pai conversava com ela e já faz muito tempo que ele pediu que ela o chamasse de vovô... Parece que eles já se dão muito bem há muito tempo e só a gente que não viu.
–Eu realmente jamais imaginei uma coisa dessas – eu disse vendo Molly no colo do meu pai fazendo uma pergunta sobre o seu bigode, que eu não ouvi por estar prestando a atenção em Jasper que se aproximava de nós. Edward me abraçou pela cintura num gesto protetor.
–Bella, Edward como vocês estão?
–Nós estamos muito bem Jasper, muito felizes — Edward respondeu beijando o meu rosto.
–Também com um anjinho como o que vocês têm, mais o que está chegando — ele olhou para a minha barriga sorrindo — quem é que não seria não é?
–Jasper... O que aconteceu? O que você está querendo de nós?
–Quero pedir perdão Bella, por tudo o que eu disse antes que se casasse e por ter agido como um verdadeiro babaca até no dia do seu casamento.
–Eu já disse que você não precisa fazer isso meu irmão. Não tem que pedir perdão de nada – dei de ombros – Você fez o que achou que seria certo, estava completamente errado, mas era no que acreditava fielmente estava apenas defendendo a sua ideia. E se é por causa do que Alice disse, já dissemos que vamos te encobrir.
–Eu sei que vocês fariam isso por mim, mas não é por causa da Alice que eu estou fazendo isso.
–Não?
–Não. Eu estou verdadeiramente arrependido e quero muito que me perdoem.
–Você tem o nosso perdão Jasper — Edward disse — até por que tudo o que você fez não conseguiu nos separar... Pelo menos não de uma forma permanente. Bella e eu estaremos juntos para sempre.
–Eu sei, percebi isso no dia do casamento. Ao ouvir tudo aquilo que o padre disse sobre vocês eu pensei em toda a história, na que todo mundo sabe, a que descobrimos agora e em tudo o que eu presenciei. Foi apenas naquela hora que eu vi que vocês se amavam de verdade e que nada poderia separá-los. — ele riu sem alegria – A única coisa que eu consegui fazer foi afastar Alice de mim e hoje eu lamento por ter perdido o grande amor da minha vida.
–Você não perdeu Jaz, Alice te ama.
–Eu sei, eu a amo também com toda a minha alma, mas mesmo assim. Sei que com as minhas atitudes eu não fui um homem digno dela e agora, merecidamente, eu perdi o direito de ter seu amor e sua companhia. Foi uma decisão dela e eu preciso respeitar — ele riu balançando a cabeça — sabe que a minha pequena é uma mulher de opinião e pelo que já conversamos ela já está bem decidida quanto a isso, preciso me conformar, por mais que me doa.
Nesse momento Molly gritou de surpresa e todos olharmos em sua direção. Emmett a tinha nos braços e a jogava para cima fazendo com que ela gargalhasse de alegria e mesmo com o coração apertado com medo de que ela caísse era bem difícil não rir com ela.
–Bem, eu agradeço por me perdoar, mesmo que às vezes eu não aja muito de acordo, eu te amo muito minha irmã e vai ser uma dádiva conviver com a sua felicidade — eu sorri indo até ele e lhe dei um abraço.
–Eu te amo Jaz e é muito bom saber que estamos bem outra vez como deveria ter sido sempre não é?
–Sim. E se agora vocês me dão licença — Jasper disse se levantando — eu também quero paparicar a minha sobrinha um pouco.
Jasper saiu indo ao encontro de Molly que ria nos braços do Emmett e eu me abracei ao Edward observando a brincadeira deles. De repente um movimento me chamou a atenção para a porta e eu vi Alice ali parada, tão atenta a brincadeira quanto eu, mas sentindo o meu olhar ela olhou para mim e suspirou.
–Você ouviu tudo não foi? — perguntei mesmo tendo lido a resposta em seu rosto.
–Cada palavra.
–Então eu não vou dizer mais nada para você, só há uma coisa que eu preciso dizer para o meu marido — olhei para Edward que sorriu.
–Você está com fome não é? — eu ri.
–Como você sabe?
–Você sempre está com fome — ele revirou os olhos e me deu um selinho — vamos lá dentro pegar algo para você comer até que o almoço fique pronto — Segui Edward para a cozinha deixando Alice pensar.
Acho que os minutos que ela ficou sozinha fizeram bastante efeito, já que na hora do Almoço ela sentou ao lado do eu irmão enquanto conversavam, mas foi Molly quem chamou a atenção, conversando com todos e tomando conta do seu lugar na família.
Minha mãe e Esme tiraram minha menina de mim e foram com ela para algum lugar da casa, Edward estava em seu piano, tocando lindamente e matando a saudades do tempo que passou longe. Eu poderia ir até lá e vê-lo tocar, mas eu estou tão cansada e sem vontade nenhuma de subir essas escadas enormes.
Então fui para a sala e me sentei no sofá com a cabeça bem acomodada, relaxando ao ouvir o piano de Edward, fingindo que estava ao lado dele, deitada em seus braços. O som foi me enchendo de paz enquanto eu acariciava minha barriga devagar. O sono aos poucos foi tomando conta de mim e — bocejei — talvez eu pudesse dormir só um pouquinho antes de voltar para casa...
–Bellinha? — Abri meus olhos ao ouvir Emmett me chamar ao meu lado — acho melhor você roncar mais baixo por que as paredes de vidro dessa casa não vão aguentar por muito tempo.
–Eu não ronco Emm — ele bufou e eu revirei os olhos — se não acredita pode perguntar ao Edward.
–Ah então isso quer dizer que ele deixa você dormir, que coisa mais triste! — ele até tentou parecer chateado, mas riu — Fala sério vocês tem o que? Um mês, um mês e um pouquinho de casados e ele já te deixa dormir. Não tem nada mais interessante para fazer durante a noite?
–Não seja indiscreto Emm, que coisa feia — eu ri também dando um tapa de brincadeira e me recriminado por ser tímida demais para defender meu marido e dizer o quanto eu dormia ao lado de Edward.
–Eu só estou dizendo a verdade cara cunhadinha, por que se continuar nesse ritmo Molly e o bebê não terão mais irmãozinhos.
–Eu não posso engravidar estando grávida não é?
–Eu sei que não só estou dizendo que é cedo demais para que seu marido saiba seus hábitos noturnos, até por que quando eu estiver casado só vou ver minha esposa dormir depois de uns dez anos de casamento, antes eu não vou dar sossego a ela... Se é que você me entende.
–Eu sou uma mulher casada agora, então eu entendo sim, mas eu te peço que, por favor, me poupe — ele riu quando eu corei.
–É a verdade Bellinha, quando eu me casar quero aproveitar todo o tempo que passei longe da mulher que amo — ele encostou-se ao sofá e suspirou.
–Está falando da Rose não é?
–Está tão na cara assim? — ele perguntou sem olhar para mim.
–Mais do que você pensa. Eu vivo me perguntando o porquê de você ainda não ter feito como o Edward e ido buscá-la no convento.
–Está em primeiro lugar na minha lista de coisas a fazer, mas eu ainda não posso...
–Por que não?
–Ela não viria — Emmett olhou para mim todo sério — Nós nos damos bem, agora estamos muito melhor do que quando nos conhecemos e ela nem olhava na minha cara. Ela é minha amiga e tudo mais só que é só isso.
–Eu não teria tanta certeza disso se fosse você...
–Por quê? — eu dei de ombros e ele bufou — é esse o outro motivo, a dúvida. Eu fiquei muito mal quando vocês voltaram para cá depois de terem deixado tudo para trás...
–Percebi mesmo que você ficou estranho até o dia do casamento, mas eu não sabia o por que.
–É que eu fiquei impressionado com a história de vocês que passaram todo esse tempo escondendo os sentimentos e depois com tudo o que enfrentaram com o seu pai e o Jasper.
–Você está com medo da família da Rose? É isso?
–Não exatamente. Eu estava mais com medo de que ela não estivesse disposta a passar pelo que vocês passaram e eu sofreria muito se isso acontecesse.
–Você precisa se arriscar. Ficar com medo, apenas imaginando o que pode ser não vai te levar a nada.
–Eu sei, mas eu estou sendo cuidadoso por que já abri meu coração para ela e Rose saiu correndo e isso doeu.
–Mas você nunca falou disso com ela não é? — ele deu de ombros.
–Do que isso adiantaria? Ela não quer saber do que eu sinto, e eu entendo... Até por que ela é uma freira, comprometida com a sua vocação.
–Isso não quer dizer nada, olha para mim, eu também era uma a dois meses atrás e hoje eu estou casada e com filhos! — eu ri e segurei a mão dele — Não estou dizendo que as freiras não se comprometem com seus votos, mas todas as pessoas são comprometidas primeiramente consigo mesmas e eu acredito que o compromisso dela não está com o convento.
–Como assim?
–Olha Emm... — eu olhei para ele que parecia um pouco pensativo e respirei bem fundo — Eu vou te contar uma coisa, mas se você disser que fui eu quem contou, vou negar até a morte.
–Vai confessar um crime? — mesmo apreensivo ele não perdia a chance de fazer uma piada — Hmm a freira tão acima de suspeita na verdade era a assassina que levou uma onda de morte devastadora para Seattle sete anos atrás... Foi você não foi?
–Para de brincadeira Emm isso é sério. Eu vou te contar o segredo de uma amiga muito querida para mim, isso é traição, da pior espécie.
–Vai me contar um segredo de Rose? — eu suspirei assentindo.
–Isso não é certo, mas eu sinto que devo fazer.
–O que é? Por favor, Bella, me conta.
–Quando estávamos no convento, pouco antes do aniversario de um ano dos nossos votos, ela me disse que estava apaixonada por você e só estava esperando um sinal, uma palavra sua para abandonar tudo e ir para onde você a levar.
Emmett ficou me olhando por um longo minuto, sem expressão. Depois ele fechou os olhos, como se estivesse sentindo dor e respirou bem fundo antes de falar baixinho:
–Ela estava... Estava me esperando?
–Ela ainda está esperando por você — ele me olhou com o cenho franzido.
–Está?
–É claro que sim. Se eu fosse você ia até aquele convento e tiraria a Rose de lá e levaria ela para frente do padre Harry, casando-se com ela o mais rápido possível — ele ficou em pé passando as mãos pelo cabelo andando nervoso pela sala.
–Mas o que eu faço quando chegar lá Bella? O que eu vou dizer?
–Diz o que está em seu coração, que vai protegê-la do que for, que você a ama e que vai amá-la para sempre... Além é claro que vai deixá-la acordada por dez anos depois que se casarem — ele riu fraco e veio se sentar ao meu lado.
–Acha mesmo?
–Acho que você está demorando demais Emmett...
–Tudo bem, tudo bem. Eu vou, eu estou indo — ele pegou a chave do seu jipe e saiu pela porta e eu o acompanhei.
–Preste a atenção na estrada, e vai com calma. Vou ficar rezando por vocês.
–Obrigado Bellinha — ele gritou do jipe — Você é a melhor — fiquei na porta acenando até que ele sumiu virando a esquina.
Entrei na casa outra vez e fui diretamente para a cozinha. Já estava com fome apesar de não fazer muito tempo que eu tinha comido. Eu acariciei minha barriga... Ah bebê enchendo a mamãe de fome o tempo todo.
Enquanto eu comia um pedação da torta que achei na geladeira, vi Alice e Jasper passando por mim abraçados e tropeçando sem se largar. Ela riu de algo que ele cochichou em seu ouvido e os dois subiram as escadas juntos. Sorri ao imaginar o que eles fariam.
Agora sim tudo estava entrando nos eixos e isso é muito bom, afinal já estava mais do que na hora de todos nós sermos felizes aqui.
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