A Irmãzinha

8 Capítulo Sete


Notas iniciais
Oi irmãzinhas, tudo bem? Hoje eu quero dedicar o capitulo para a minha querida Kilze Joynelly que recomendou a fic, obrigada querida, de coração *--* E queria dedicar também a todas que assim como eu vão passar o dia de amanhã lendo fanfics bem romanticas e suspirando enquanto o nosso Edward perfeito nao aparece. Espero que gostem do capitulo. Boa leitura!

Rose praticamente me empurrou para que eu continuasse a andar em direção do altar.

Meu coração batia tão forte que eu estava quase sem fôlego, minha cabeça girava com tanta coisa que se passava nela, mas eu não conseguia me concentrar em nenhuma e era só por isso que eu continuava andando, só me afastando de Edward quando o que eu mais queria era ficar junto dele. Rosalie me cutucou disfarçadamente, a certa altura e eu arrumei minha postura, colocando minhas mãos postas como ela estava quando nos aproximávamos do altar, fizemos uma vênia e nos dirigimos ao primeiro banco junto de minha família.

A missa começou e o bispo falava do amor que leva uma mulher a entregar a sua vida a serviço de Deus, contando trechos da vida de algumas religiosas que alcançaram a santidade há muito tempo e comparava o mundo como elas conheciam com o nosso, ilustrando que não é fácil para uma moça deixar de lado o que o mundo oferece hoje para doar a sua vida a Deus e em favor dos irmãos que precisam de nós. Bem, eu sabia que esse era o assunto que ele iria abordar por que eu sinceramente mal conseguia assimilar qualquer coisa que estava acontecendo ao meu redor.

Minha cabeça estava a mil, pensando incessantemente no que tinha acontecido: Edward disse que me ama, ele me beijou! – Sorri ainda sem acreditar.

Acho que no fundo eu sempre soube que isso ia acontecer um dia, pelo menos foi o que eu sempre sonhei que aconteceria, mas nunca imaginei que fosse do jeito que foi e em circunstâncias como essas. Para falar a verdade eu sempre achei que depois de ouvir aquelas tão sonhadas palavras, depois do nosso primeiro beijo, nós passaríamos horas e horas agarradinhos fazendo juras de amor... Mas não era o que eu estava fazendo agora.

Eu estava prestes a me tornar noviça!

E ser freira era uma coisa que eu nunca quis de verdade! Eu posso sim ter me acostumado com a vida no convento, ter me apaixonado pela causa, mas eu nunca me esqueci de que estava ali por Edward e pela única possibilidade de ficar junto com ele pelo resto de minha vida e agora tudo tinha mudado.

Eu não precisava mais estar em um convento para ficar junto de Edward, se ele me amava, nós... nós podemos ficar juntos como homem e mulher como eu sempre sonhei que fosse – respirei fundo tentando acalmar meu coração já tão desesperado – a única coisa que eu sabia era que estar aqui não fazia mais sentido nenhum, não preciso mais ser freira para ficar com ele se estamos apaixonados.

Olhei para o lado e vi Rosalie emocionada com o discurso, olhei para frente e vi tudo preparado para a minha consagração, meu crucifixo, meu véu, prontos para mim, mas... eu já não estava, eu já não queria mais aquilo. Eu não tinha motivo nenhum para permanecer aqui, não tinha desculpa para não estar nos braços do meu amor agora.

Estava decidida a sair da igreja sem olhar para trás, sem pensar em mais nada, afinal Edward e eu temos muito para conversar, muitos beijos para dar e depois, muito depois lidaríamos com a igreja, a família e o que mais fosse. Tudo o que eu queria agora era estar com ele sem pensar em mais nada.

Respirei fundo me preparando para sair. Por um momento conferi se minhas pernas – bambas com o nervosismo – aguentariam me levar até lá fora onde Edward estava me esperando e de onde partiríamos. Como se eu tivesse pedido, minha mãe soltou o meu braço e se afastou um pouco. Olhei para ela bem a tempo de ver Edward assumir seu lugar ao meu lado, pegando minha mão com carinho e sorrindo para mim.

Eu sorri de volta me derretendo inteira pelo seu toque em meu rosto, pelo beijo em minha testa e mais do que nunca eu estava certa de que ele estava ali para controlar a situação e me levar com ele, mas Edward não disse nada, não se moveu, não traçou uma rota de fuga nem ao menos com o olhar. Ele ficava apenas olhando para mim, sorrindo de olhos tristes.

Até que eu ouvi meu nome sendo chamado pelo bispo.

—Vai lá, minha irmãzinha, chegou a hora – Edward me encorajou quando eu não me mexi e eu franzi o cenho.

—Não, eu não vou Edward – ele suspirou com um sorriso e beijou minha testa.

—Vai sim, Bella. Finalmente chegou o momento pelo qual você tanto esperava, vai!

—Não! Eu... eu não posso ir... não era para eu estar aqui, Edward! Você disse que...

—Eu sei o que eu disse – ele me interrompeu fazendo um carinho em meu rosto – mas você precisa ir, irmãzinha, a gente conversa depois, eu prometo.

—Mas eu quero ficar com você, tenho tanta coisa para te dizer. Não consegui falar nada lá fora...

—Não precisa falar nada para mim, irmãzinha, você precisa ir agora, estão esperando por você – Edward parecia muito ansioso para que eu fosse até o bispo, mas o que eu queria mesmo era que ele fosse comigo para fora dali.

—Vai lá querida, estão chamando você – minha mãe sussurrou para mim foi então que eu olhei em volta e percebi que todos me olhavam com curiosidade se perguntando o motivo da minha demora. Olhei de volta para Edward que me abraçou para sussurrar:

—Eu prometo que a gente conversa mais tarde e então vamos esclarecer tudo o que eu falei lá fora, mas agora você precisa ir, você precisa fazer seus votos...

—Mas se eu fizer...

—Isabella? – O bispo falou meu nome mais uma vez e um burburinho se fez alto demais na igreja deixando todo mundo muito ansioso então Edward me encorajou com outro sorriso, ainda mais triste que o último.

—Vai – ele deu mais um beijo em minha testa e ele mesmo segurou minha mão me levando diante do bispo cochichando que eu estava paralisada de emoção, o celebrante compartilhou o segredo com a assembleia, arrancando risos da igreja toda.

Eu não tinha achado graça nenhuma e só conseguia pensar no que Edward sobre falar comigo depois, esperançosa de que talvez já estivesse pensando em algo para nós dois e só isso que me dava forças para continuar ali, para que eu tentasse me convencer que ficar ali era o certo mesmo que tudo em mim gritava que aquele já não era o meu lugar.

O bispo falava e eu olhei em volta percebendo a igreja apinhada de pessoas, isso me fazia perceber que realmente não seria nada agradável se eu saísse dali daquele jeito como uma noiva arrependida e assustada. Foi assim que eu me acalmei e resolvi confiar em Edward como sempre fiz, provavelmente era o melhor a fazer.

Dando continuidade à celebração, juntas Rosalie e eu, fizemos o pedido de admissão à ordem e depois da oração que nos admitia recebemos as regras da congregação e o símbolo dela representada pelo crucifixo. A cada rito feito, eu olhava para trás e por cima do ombro torcendo para que Edward tivesse mudado de ideia e me chamasse de volta, que estendesse a mão me convidando para ir embora com ele, mas ele apenas assentia para mim me encorajando.

Era chegada a hora de fazer as promessas que nos consagrariam, com um grande esforço tirei meus olhos de Edward e olhei para o bispo.

—Filhas caríssimas, no Batismo foram consagradas a Deus pela água e pelo Espírito. Quereis agora unir-vos mais intimamente ao Senhor por este novo título da profissão religiosa?

—Sim, eu quero – Rosalie falou firme.

—Sim, eu quero – minha voz saiu num sussurro sem firmeza nenhuma. Olhei para Edward outra vez e ele sorriu para mim.

—Quereis seguir a Cristo pelo caminho da perfeição e, para isso, viver em castidade por amor do reino dos céus, abraçar a pobreza voluntária, e oferecer-vos em obediência?

—Sim, eu quero – Rosalie falou sem pensar enquanto eu ofegava e tentava segurar a todo o custo minhas lágrimas.

—Sim, eu quero – respondi também depois de um momento com a voz embargada.

Nesse momento o bispo convidou a minha mãe para colocar o meu véu. Ela ficou toda emocionada enquanto com cuidado ia o arrumando em minha cabeça. Rosalie sem ter ninguém da sua família presente iria colocar sozinha, mas ela mal tinha começado quando Esme foi ajudá-la. Como uma verdadeira mãe, Esme a abraçou com carinho quando acabou dando os parabéns.

—Bella, você está tremendo, filha! – Minha mãe falou emocionada me abraçando apertado quando terminou de me ajudar – Pode se acalmar agora, já está acabando – eu assenti tentando sorrir quando ela se afastou e sem resistir olhei para Edward uma última vez cheia de esperança antes de me ajoelhar diante do bispo para que ele nos impusesse as mãos e nos abençoasse.

Fechei meus olhos com força fazendo uma oração. Nela eu implorava que tudo pudesse ser esclarecido e que Edward e eu pudéssemos nos resolver e que pudéssemos ser felizes juntos.

O bispo terminou sua oração e Rosalie e eu fomos proclamadas noviças. Passei mais de um ano sonhando com esse momento e que eu estaria tão feliz que mal me aguentaria, mas agora, tudo o que eu sinto é uma angustia sufocante que quase não me deixava respirar. Eu me levantei com dificuldade ao lado de Rosalie e nem tentei sorrir quando a igreja toda nos saudou com salva de palmas enquanto a família veio nos cumprimentar.

Meu pai estava feliz e emocionado, com um sorrisão todo orgulhoso que nem o bigode conseguia esconder me deixando, ao menos naquele momento, quase contente por ser o motivo do seu orgulho. Jasper me abraçou com carinho e logo foi a vez de Alice que pulou animada tanto em meu pescoço como no de Rosalie. Logo depois veio Carlisle e Emmett que passou por mim depressa, parecendo ansioso. Ele foi cumprimentar a Rose e como fez comigo abriu os braços esperando dar um enorme abraço de urso, mas completamente vermelha ela apenas estendeu a mão para ele que a apertou com um sorriso fraco.

Emmett falou algo a Rose que a deixou muito mais vermelha do que estava se é que isso era humanamente possível e ela estava desconfortável, um pouco amedrontada até por causa do jeito que Emmett a olhava. Ele era tão grande e tão forte que qualquer uma ficaria, ainda mais alguém que viveu o que Rose viveu, mas eu gostaria de dizer a ela que Emm era legal e que ela não precisava se preocupar.

Parei de observa-los quando Edward se aproximou, o último da pequena fila que tinha se formado ali. Ele abriu seus braços para mim e eu como sempre eu me atirei neles sem hesitar. Meu coração batia desesperado, ainda mais por saber como ele se sentia em relação a mim a cada minuto mais e mais confuso por não saber o porquê ele não me impediu de fazer meus votos?

Sabia que não conseguira falar com ele ali naquela fila no meio de tanta gente, então eu aproveitei aquele momento para abraça-lo com força, dizendo sem palavras o quanto eu o amava e o quanto eu queria ficar com ele para sempre. Por mais que eu não soubesse como, e sabia que Edward vai pensar em algo para que possamos ficar juntos, de um jeito ou de outro.

Seus braços me soltaram de repente e ele segurou meu queixo erguendo o meu rosto e deu um beijo suave na minha testa. Fechei os olhos aproveitando a sensação e a eletricidade percorrendo todo o meu corpo. Edward suspirou rindo fraquinho.

—Agora sim você é a minha irmãzinha de verdade – abri meus olhos e encontrei seu olhar. Seus olhos nunca me pareceram tão tristes como agora e a minha agonia triplicava ao vê-lo assim.

—Edward... – tentei dizer, mas ele me interrompeu.

—Eu sei que tenho que te dar algumas explicações, mas nós conversamos depois, vamos dar um jeito, eu prometo – eu assenti confiando em suas palavras, uma vez que ele só confirmou o que eu já pensava e então ele se afastou indo cumprimentar a Rose enquanto as irmãs vinham me cumprimentar.

Depois dali todos foram convidados para um pequeno jantar que ofereceríamos no convento, então sem demoras seguimos todos para lá. Já no convento, Rose e eu ficamos um longo tempo recebendo os parabéns. Tinha muita gente ali, querendo falar conosco, desejando felicidade e perseverança. As senhoras da paróquia de Forks estavam lá, todas muito felizes por mim, todos os parentes que minha mãe fez questão de chamar e todas as pessoas que eu conheci na vida estavam ali.

Era um dia de festa, mas eu não estava com ânimo para isso. O que eu mais queria era falar com o Edward de uma vez, saber o que ele tinha decidido fazer quais eram os planos para que ficássemos juntos... eu estava impaciente, nervosa, temerosa! Cada vez que meu olhar encontrava o dele eu tinha vontade de correr para seus braços e não sair de lá nunca mais.

Quando finalmente não tinha mais ninguém para nos cumprimentar, a irmã Irina, como a madre superiora, nos deu as boas-vindas e convidou a todos para iniciarmos a refeição. Consegui dar um jeito de me sentar ao lado de Edward, pegando sua mão por debaixo da mesa, feliz com o nosso pequeno contato, mas ele não. Edward ao meu lado olhava para mim com um sorriso triste, reparando atentamente nas minhas vestes, no meu crucifixo, no meu véu.

Eu não tentava acompanhar as comemorações e conversas a minha volta, ouvia meu pai se gabando para Carlisle de que tinha jurado que ninguém iria tocar em sua filhinha e a profecia estava sendo cumprida. Ouvia Alice conversar com Rose e Emm prestar uma atenção absurda que eu nunca tinha visto na vida, Jasper e o Padre Harry conversavam com o padre Garrett e os outros seminaristas que tinham vindo também, minha mãe passando receitas dos meus doces favoritos para as irmãs ao seu lado, mas nada disso prendia a minha atenção.

E assim passamos todo o jantar.

Edward me observando e eu olhando para ele tentando decifrar o que estava sentindo. Nem consegui comer direito pensando no que ele me diria, no que nós conversaríamos e em como resolveríamos o fato de agora eu ser uma noviça. Nós precisávamos conversar ainda hoje, não conseguiria esperar mais nenhum dia sequer para saber o que aconteceria conosco.

Nunca um jantar me pareceu tão longo, mas graças a Deus, assim que terminamos a sobremesa, como se também não conseguisse esperar mais nenhum segundo, Edward apertou minha mão e sussurrou para mim:

—Vem comigo – ele se levantou e eu o segui sem hesitar. Passamos pelo pátio dos fundos do convento, ele ia me guiando para um dos bancos mais afastados e se sentou ali, me puxando para o seu lado exatamente no meu lugar favorito de pensar nele.

Edward parecia estar mais nervoso que eu, sua mão estava gelada segurando a minha e sentados ali ele me olhou por um longo momento antes de me dar um abraço apertado o rosto no meu ombro e os lábios em meu pescoço.

—Ahh Bella, Bella... – ele repetia meu nome bem baixinho, como se estivesse fazendo uma suplica, uma oração – Como é bom ter você em meus braços. É tão fácil fingir que você é minha desse modo.

—Eu sou sua. Não precisa fingir – falei ofegante e ele afrouxou os braços a minha volta, sem me soltar, apenas o suficiente para olhar para mim. Eu o encarei por um instante e respirei fundo, tomando coragem. Edward disse que me ama, então agora é a minha vez, mas eu preciso de algumas respostas antes.

—Por que Edward? Por que você me pediu para ir em frente? Eu queria ter desistido, eu teria desistido por você – ele sorriu, mas era um sorriso errado, que não alcançava seus olhos e parecia muito mais magoado do que feliz.

—Foi exatamente por isso que eu pedi. Não quero que você se prive dos seus sonhos por causa de mim – franzi o cenho infeliz, não era a resposta que eu estava esperando.

—Eu não ia fazer isso...

—É claro que ia – Edward tocou meu rosto numa caricia – nós somos amigos há tanto tempo e você mesma disse que me ama.

—E eu te amo... – tentei dizer, mas ele me interrompeu seguindo sua linha de raciocínio.

—Eu sei que ama, somos melhores amigos, você mesma disse e por isso é natural que se eu chegasse e despejasse algo tão grande sobre você... é obvio que ficaria preocupada e ia querer me ajudar, como quis fazer.

—Edward... não foi por isso que eu quis desistir...

—Não precisa falar mais nada, meu amor – ele sorriu mais uma vez – muito obrigado pelo beijo, por falar nisso. Eu sei que você praticamente não teve escolha porque eu quase... roubei ele de você, mas esse foi o melhor presente que você me deu em toda a vida e eu vou lembrar dele para sempre.

—Você não entendeu nada! Edward eu disse que te amava daquele jeito porque pensei que era o que você estava me dizendo, se eu soubesse do que você estava falando... se eu tivesse entendido de primeira, talvez tivesse dado tempo de ter ajeitado tudo e a gente não precisaria estar aqui, assim, agora.

—Você não precisa ajeitar nada, Bella. Quem fez a bagunça fui eu e prometo que vou ficar bem, de um jeito ou de outro.

—Eu não vou negar que fiquei surpresa com o que você me disse, com o beijo que você me deu, mas eu não fiquei confusa...

—Não?

—Não, Edward. Eu queria tanto aquilo, tanto! – Suspirei tentando organizar meus pensamentos – olha, eu não tive tempo para falar tudo o que eu precisava te dizer e é por isso que eu queria ter saído da igreja naquela hora. Eu não deveria ter feito os meus votos... – abaixei minha cabeça e Edward segurou meu queixo.

—Ei, Bella, não faz assim! Você deveria estar feliz – ele empurrou o canto dos meus lábios para cima tentando me fazer sorrir como eu fazia com ele às vezes – hoje é um dia especial para você.

—Sim, é o dia mais especial de todos. Você não imagina o quanto eu esperei para que o dia de hoje acontecesse – ele assentiu com um sorriso triste.

—Eu sei sim Bella, eu sonhei junto com você lembra? – Ele suspirou olhando nos meus olhos, enquanto falava depressa e todo nervoso – olha... me desculpe se eu quase estraguei tudo. Essa foi uma péssima hora para abrir a minha boca grande e contar tudo... só que eu não conseguia mais guardar isso para mim, não pude aguentar quando eu te vi... tem muito, muito, muito tempo que eu... que eu te amo em segredo e já não podia suportar mais – eu ofeguei e ele fechou os olhos – desculpa, Bella, por favor, me desculpa.

—Edward não me peça desculpas. Você não estragou nada, muito pelo contrário, foi você quem fez esse dia especial. Hoje eu estou muito feliz porque aconteceu o que eu mais queria que acontecesse na minha vida, e não estou falando dos meus votos e sim pelo o que aconteceu entre você e eu – ele franziu o cenho.

—O que está dizendo? – Eu me aproximei e toquei seu rosto com carinho, olhando atentamente em seus olhos.

—Eu amo você, Edward. Eu também estou há muito tempo guardando meu amor por você e sonhando com o beijo que você me deu...

—Você estava? – Seus olhos estavam arregalados, incrédulos e eu assenti chegando mais perto dele.

—Por mim, eu nunca teria parado de beijar você. Por mim, ficaríamos nos beijando para sempre, eu te amo tanto!

—Você quer? – Edward tocou meu rosto se aproximando e eu assenti ansiosa achando que ele ia me beijar e quando seus lábios estavam prestes a tocar os meus, ele parou e olhando para o crucifixo no meu peito, para o meu hábito, para o meu véu – mas... mas você – ele fechou os olhos com força como se sentisse dor e se afastou de repente – não, Bella, você não precisa fazer isso, por favor.

—O que? – Pedi sem entender – não preciso fazer o que?

—Não precisa mentir assim por mim.

—Como assim? E o que você me disse? Você me ama... – minha voz foi morrendo diante do desespero e ele abriu os olhos.

—Sim – ele sorriu triste outra vez – eu amo você, meu amor, mas isso não muda nada.

—Por que não, Edward? Eu te amo, eu quero ficar com você e faço qualquer coisa...

—Não, meu amor – ele me interrompeu sussurrando – nós dois somos amigos, a gente sempre se amou sim, mas como irmãos desde... sempre. E agora eu me descubro... perdidamente apaixonado assim de uma hora para a outra e despejo isso em cima de você, no dia de seus votos... é claro que isso ia deixar você... confusa – ele estendeu a mão e acariciou meu rosto olhando em meus olhos – Bella não existe pessoa mais maravilhosa no mundo que você e eu aposto que deixaria tudo o que conquistou só para não me ver sofrer. Na sua cabeça, você transformou o que sempre sentiu por mim e está só fazendo uma leitura errada agora...

—Não estou entendendo nada errado, Edward, eu não parei para pensar nisso agora!

—Então por que não me disse nada antes? – Arregalei meus olhos sem saber o que dizer e ele sorriu – você viu? Nós dois sabemos que isso não é verdade, meu amor, é Jesus quem você ama – ele levantou a mão e tocou meu véu branco – é com ele que você tem um compromisso e é com ele que vai ficar, assim como eu, daqui a alguns anos.

—Não precisa ser assim, não vai ser assim. Vamos dar um jeito, nós podemos ficar juntos.

—Isso não vai acontecer, Bella, eu vou ser padre e você vai ser freira, como nós sempre sonhamos. É assim que deve ser. Só que o que eu sinto por você nunca vai mudar, eu te amo, irmãzinha. E vou sempre vou te amar.

Meu coração estava batendo muito, muito forte me fazendo perder o fôlego. Eu estava tão nervosa que mal conseguia me explicar, tanto que Edward estava prestes a nos condenar a uma vida que não era nossa. Desesperada, eu tentei me explicar mais uma vez.

—Edward dá para parar com isso e me ouvir? Eu amo você sim, não estou dizendo isso para te deixar feliz, essa é a verdade, a mais pura verdade que existe – ele fechou os olhos por um instante como se saboreasse o que eu tinha dito e abriu os olhos e neles eu pude ver que aquilo não tinha mudado nada – por favor, acredite – implorei – acredite em mim, eu estou apaixonada por você! – Ele assentiu, mas seu olhar ainda me dizia que ele não acreditava e eu suspirei pensando em algum jeito de fazê-lo acreditar, mas meus pensamentos foram interrompidos quando ele tocou meu lábio com o indicador, movendo devagar de um lado para o outro e suspirou.

—Não fica se torturando, meu amor, eu sei que nós vamos ficar bem. Você mesma disse que Deus cuidaria de nós e eu sei que vai ser assim até nos curarmos e conseguirmos viver nosso sonho da maneira como Ele desejar – Edward chegou um pouco mais perto e suspirou – eu sei que isso não é certo, que é pecado e que você acabou de prometer obediência e castidade perante Deus num compromisso sagrado, mas... eu posso te beijar, Bella? Nem que seja pela última vez? Por favor... – eu me aproximei dele colocando minha testa na dele.

—Sempre que você quiser, Edward – estávamos tão perto que respirávamos o mesmo ar, nossas bocas se tocavam – eu sou sua lembra?

Então, Edward me beijou outra vez. Seus lábios se moviam com os meus com calma e doçura, sem pressa, saboreando. Envolvi seu pescoço com meus braços e enfiei meus dedos em seus cabelos macios, puxando-o cada vez mais para mim, nossos corpos cada vez mais juntos enquanto eu só conseguia pensar que aquilo era muito melhor do que eu tinha sonhado algum dia.

Nos breves minutos que nossos lábios se libertaram Edward sussurrava meu nome, sussurrava que me amava e que sempre me amaria para então voltar a me beijar me fazendo desejar que aquele momento nunca acabasse. A certa altura, imagino que Edward também não quisesse o fim daquele beijo, não queria que nos separássemos e então nosso abraço ficou mais forte, nosso beijo mais intenso, nossas bocas mais urgentes em busca da outra até que nós ficamos sem fôlego e precisamos nos afastar.

—Eu te amo Bella – ele suspirou beijando meu pescoço por cima do véu e me abraçou com força.

—Eu te amo Edward – apertei contra mim – acredite, por favor.

—Achei os dois – Esme interrompeu o que Edward ia dizer nos flagrando no escuro, mas estávamos tão envolvidos naquele momento tão intenso que não nos afastamos com a chegada repentina dela, pelo contrário, isso o fez me abraçar mais forte – sabia que eles estavam juntos.

—Não poderia ser diferente, mãe – ele respondeu por cima do meu ombro com um sorriso – eu tenho que ficar com a minha irmãzinha o máximo de tempo possível.

—Eu entendo você, mas já está tarde, todo mundo foi embora e eu tenho certeza que as irmãs querem ir dormir. Além do mais você precisa voltar para o seminário, filho, está na hora.

Edward me apertou mais um pouco por um instante e me soltou sorrindo para mim, então se levantou me puxando com ele sem deixar que eu me afastasse muito foi então que vi minha mãe, Esme e o padre Harry esperando por nós. Eu os acompanhei até o salão onde eu me despedi de todos com Edward sempre junto a mim.

Esme abraçou Rose com carinho quando estava prestes a ir embora e sussurrou alguma coisa no ouvido dela. Minha amiga parecia ter ficado muito agradecida com o gesto de Esme que tinha se encantado muito por ela e quanto a minha mãe, dessa vez, não criou caso ao se despedir de mim, disse que estava orgulhosa por eu ter feito a escolha que me faria feliz.

Edward, Rose e eu acenamos para eles do portão enquanto os carros se afastavam depois ela se despediu de Edward e entrou.

—Acho que agora sou eu que preciso ir embora – Edward sussurrou olhando para nossas mãos juntas me fazendo suspirar.

—Não queria que você fosse...

—E eu não queria ir.

—Ainda temos tanto para conversar, não é? – Ele balançou a cabeça com um sorriso triste.

—Nós já dissemos tudo, meu amor. Sei que vamos ficar muito bem... isso se eu conseguir ver você, não é?

—Quanto a isso não tem problema, eu sei que vamos nos ver logo, eu posso te encontrar na missa no domingo.

—Então eu vou contar os minutos – ele tocou meu rosto com carinho e beijou minha testa – Tchau, minha irmãzinha.

—Tchau, meu amor – ele fechou os olhos com força por um momento e depois se afastou de mim atravessando a rua e entrando no seminário, olhando para mim várias vezes durante o trajeto.

Enquanto o observava partir eu pensava no que seria de nós agora. Estávamos apaixonados e eu sempre vivi com isso, me acostumei com a ideia de que viveria assim para sempre, mas como eu posso ficar sofrendo se eu sei que Edward sente o mesmo por mim?

Antes eu não disse nada por que sentia medo. Medo de que a nossa amizade acabasse e eu sofreria sem ter mais nada, medo de perde-lo em todos os sentidos, só que agora tudo é diferente.

Eu posso mesmo ficar aqui de braços cruzados sofrendo sozinha quando eu sei que poderíamos estar juntos vivendo esse amor?

Notas finais
O que voces acharam? gostaram? Podem me contar, Por favor! Bella é uma noviça, O que vai acontecer agora? Palpites? Contem para mim, eu adoro saber :) Bem vindas novas leitoras que nao param de chegar *--* e Kilze Joynelly mais uma vez, obrigada pelas lindas palavras viu? Eu vejo voces aqui na terça feira tudo bem? Beeeeijos