A Intocável
2 Capítulo Um
Notas iniciais

O despertador tocou cedo, porém, o homem que tinha o programado, já estava desperto muito antes. Ele não tinha dormido, na verdade, foi uma noite inteira rolando na cama. Os pensamentos lhe deixando inquieto demais para que ele conseguisse simplesmente desligar sua mente e dormir.
Do lado de fora, o Sol ainda nem tinha nascido. Ele parecia ser o único acordado na costa oeste às quatro da manhã, pensou em sair de casa, pegar sua moto e dar uma volta pela cidade, mas tudo que conseguiria seria apenas se desgastar mais, então permaneceu ali mesmo.
Passando as mãos pelo rosto, sentiu a barba por fazer e, anotou mentalmente em algum canto de sua mente insone, que ele iria dar um jeito naquilo aquele dia, mesmo que no fundo soubesse que iria esquecer, ou apenas deixar para lá.
Saiu da cama, sabendo que não iria dormir e, ficar ali não resolveria nada. Ele desceu a escada que levava ao mezanino do loft que morava, chegando a parte debaixo, jogou-se no sofá cinza, então, odiando-se por ter caído no papo da irmã quando ela disse que Televisão no quarto ficaria desagradável.
Desagradável era ter de descer as escadas toda vez para assistir algo, quando podia fazer isso da sua cama. Ele fixou em sua mente aquilo também, comprar uma televisão nova e colocá-la de algum jeito no mezanino.
Capturando o controle da mesinha de centro, ele ligou a televisão, zapeando pelos canais desinteressadamente, sem encontrar algo que realmente lhe chamasse atenção. Programas de venda, reprises de programas de culinária, filmes repetidos, noticiários, então, o controle quase caiu de sua mão ao vê-la em um dos canais.
Com o coração em disparada, como sempre acabava acontecendo quando a via, Edward sentou-se no sofá, observando o sorriso dela. Aumentou o volume, bem a tempo de ouvir a apresentadora do Good Morning America a apresentar.
— Estamos aqui hoje com Marie Swan, pessoal! — a mulher loira falou, então Marie, ou Isabella para Edward, acenou para a câmera.
Os olhos azuis, que ele bem sabia ser consequência de lentes de contato, eram assustadores. Era muito estranho a ver daquela forma, com aqueles olhos frios, ele sem duvida alguma preferia os olhos reais, quentes e cor de chocolate de Isabella, não aqueles de Marie.
— Olá Patrícia, é um prazer estar aqui! — Marie disse, ele a notou cansada, uma grande camada de maquiagem certamente tinha ali tentando esconder olheiras e sinais de exaustão, ele também sabia que a voz dela estava rouca, arranhada.
Edward odiou aquilo, ele tinha raiva dela, mas vê-la em um estado de estafa não era algo que lhe agradava, mesmo depois de tudo. E, o sorriso, era algo forçado também, ela mal mostrava os dentes perfeitamente alinhados que tanto se gabava ter conseguido depois de anos de aparelho ortodôntico.
— Então, Marie, hoje sua turnê irá acabar com o último show aqui em New York, conte-me como foi essa nova experiência rodando o mundo — a apresentadora pediu.
— Foi fantástica, a melhor turnê que fiz, eu estive em países que tenho uma base de fãs sólida, mas que não tinha estado antes. Como Argentina e Brasil, foi maravilhoso poder cantar nesses lugares e, todos lá me fizeram sentir como se estivesse em casa. — O sorriso dela se transformou em algo mais real ali.
— Você adotou New York como sua cidade, podemos dizer que estamos em seu lar, algo especial guardado para o show de hoje?
— Alguns detalhes exclusivos que não posso revelar. — Marie riu, passando as mãos pelos cabelos cor de mogno, deixando a mostra a tatuagem em seu pulso esquerdo. — Mas, sim, o show de New York será algo um pouquinho diferente dos outros da turnê. Como você disse, aqui é onde eu moro, eu amo essa cidade, por isso quis que ela fosse a última passagem da turnê. Então, espero que o show de hoje seja emocionante e que todos que estiverem lá curtam bastante.
— Marie, você já ganhou um Grammy, tem uma carreira que não para de ascender e sua conta bancária é algo de dar inveja até mesmo nos grandes empresários. Há algo faltando na vida de Marie Swan? Alguma coisa que você deseja tanto que ainda não tem?
O sorriso no rosto dela morreu e, Edward engoliu em seco, observando uma expressão de desgosto tomar conta do rosto de Isabella, Bella, Marie. Quem quer que fosse a mulher sentada naquele sofá em um estúdio de New York.
— Uma gata — Marie respondeu, voltando a sorrir, fazendo a apresentadora rir. — Eu sempre quis uma gatinha para chamar de Duquesa, mas tenho alergia. — Fez um falso biquinho de alguém chateado.
— E um namorado? — Patrícia perguntou o que Edward sabia que ela realmente queria saber desde a pergunta anterior. — Nenhum belo rapaz povoando a mente de Marie Swan?
— Claro, sempre há um! — Marie exclamou sorridente. — Frank Sinatra, eu adoraria ter nascido na mesma época que ele. — A apresentadora riu mais uma vez.
— É isso ai pessoal, essa foi Marie Swan, a queridinha da América!
Marie acenou mais uma vez para a câmera, sustentando o sorriso em seu rosto, então sendo substituída por um comercial qualquer. Edward respirou fundo, desligando a televisão, era uma péssima maneira de começar o dia, especialmente aquele.
***
O Sol queimava sua pele, a areia fazia cócegas em suas costas e a água gelada do mar refrescava a ponta de seus pés. De olhos fechados, ele tentava evitar todos ao redor de si na praia.
Já era verão, o movimento ali era mais intenso do que nunca. Ao longe podia ouvir a gritaria das pessoas perto da rede de vôlei. Todos muito felizes naquela segunda-feira de junho.
Ele estava irritado, aquela era sua praia, o dia de seu aniversário. Não estava contente em ter que dividir nenhum dos dois com qualquer pessoa, se pudesse expulsaria todos da praia e, ficaria com ela só para si.
— Edward?!
Ele bufou ao ouvir seu nome sendo chamado a distância, sabia muito bem a quem pertencia aquela voz.
— Edward! — A voz se aproximava.
Talvez se ele continuasse quieto ela desistisse e fosse embora, ainda que Edward soubesse muito bem o quanto aquela pessoa lhe chamando era insistente.
— Edward Cullen, fale comigo agora, ou irei arrancar suas bolas.
— Vá embora, Rosalie! — ele ordenou.
Então, ele sentiu a areia em sua boca. Cuspiu rapidamente e, sentou-se, limpando o rosto sujo. Retirou os óculos escuros e encarou a irmã.
— Você é uma pessoa terrível, Rosalie Cullen!
— Sim, sabemos disso, agora levante a bunda dessa areia e me siga — ordenou ao irmão mais novo.
Edward se levantou, sabia que se continuasse debatendo com Rosalie ela era capaz de arrastá-lo para o mar e afogá-lo. Pegou sua camiseta na areia, a colocando, o que cobriu a tuagem Maori no centro de suas costas e calçou seus tênis de corrida.
— Para onde você está me levando? — perguntou seguindo a irmã.
Rosalie apenas lançou um olhar irritado a ele, com aqueles mesmos olhos azuis dos pais dos dois. Para Edward aquilo era o mais assustador, como se a qualquer momento ela fosse fazer uma imitação perfeita de Carlisle e seus sermões, o patriarca da família Cullen era conhecido por longos discursos.
— Você não é estúpido, Edward, adivinhe para onde estou te levando. — Rosalie prendeu o cabelo loiro dourado, outra herança de seu pai, em um rabo de cavalo e continuou marchando entre as pessoas na areia até fora da praia. Fazendo caretas quando elas esbarravam nela, lhe sujando de suor.
— Emmett estará lá? — Edward indagou, culpando-se por não ter desaparecido aquele dia como tinha planejado antes.
— Não, ele está ocupado no trabalho.
Edward gemeu em frustração. Rosalie parou de andar, esperando o irmão alcançá-la.
— Escute, sei que eles te sufocam, mas é seu aniversário, você não pode fugir das pessoas que te deram a vida — ela falou, afagando o braço do irmão. — Além do mais, eles sentem sua falta, você passa muito tempo com garotas e está se esquecendo da família. Por falar nisso, qual milagre de você não estar enfiado entre as pernas de uma vagabunda a esse horário?
— Você tem uma boca muito suja, Rosalie — Edward falou. — Não deveria estar no trabalho também? É segunda-feira.
— Tirei um dia de folga, Emm e eu vamos decidir o cardápio final do Buffett mais tarde para o casamento. Quer vir conosco?
— Dispenso.
— Deus, eu não posso lidar com seu mau humor — Rosalie reclamou, entrando em sua BMW vermelha, sendo seguida pelo irmão que entrou no banco do carona. — Então, você pode vir conosco, fazer algo melhor do que ficar afundado em seu sofá bebendo pelo resto do dia.
— Eu sou dono de um bar e moro em cima dele, Rose. Qual seria a graça de não beber? — perguntou entediado, jogando seus óculos no porta luvas.
Rosalie apenas respirou fundo, o ignorando pelo resto do caminho até a casa dos pais deles. A loira não se incomodou em sair de seu carro, deixando o irmão sozinho lá e, entrar na casa da família.
Irritado, tendo seu dia começado da maneira mais incomoda possível, Edward saiu do carro da irmã batendo a porta com força. O olhar preso na casa ao lado, quando viu a mulher de cabelos loiros escuros curtos sair de lá de dentro, ele se desmanchou em um sorriso, acenando para ela.
— Oh querido, é tão bom te ver! — Renée exclamou, sem se importar com seu jardim bem cuidado, saiu pisando por cima dele, até chegar a frente da casa dos Cullen, dando um forte abraço em Edward. — Eu não consigo acreditar, parece que ontem você era um garotinho pedindo por biscoitos, olhe seu tamanho agora.
— Mais biscoitos, tia Renée, mais biscoitos! — Edward fez uma imitação de si mesmo quando criança, divertindo a mulher.
— Feliz aniversário, querido! — Ela afagou o rosto dele. — Você está bem? — perguntou receosa.
— Apenas cansado — falou. — Foi um fim de semana intenso no bar. Como Charlie está?
— Bem, saiu para trabalhar cedo, depois de... — Renée se interrompeu e, Edward sabia que ela ia mencionar a filha no programa matinal. — Vá querido, sua mãe deve estar louca para te ver, deixe Esme mimá-lo um pouco. Venha me visitar em breve, eu lhe receberei com biscoitos.
Edward assentiu sorrindo, observando os olhos azuis reais de Renée. Então, afastou-se dela, entrando na casa que cresceu e, morou até partir para a faculdade.
Estava passando pela sala, seguindo para a cozinha, quando a irmã caçula apareceu descendo as escadas, trazendo uma pequena caixa de presentes em mãos. Os cabelos dela, acobreados como os de Edward e da mãe deles, presos em um coque bagunçado.
— Olá aniversariante! — a adolescente praticamente gritou quando chegou ao fim dos degraus. — Feliz aniversário, seu idoso!
— Só estou fazendo 23 anos, Renesmee. — Edward revirou os olhos verdes, os mesmos que Renesmee também tinha, outra herança de Esme e sua ascendência irlandesa. — O que me comprou? — Pegou a caixa da mão dela, parecia leve demais e, quando abriu ele se deparou apenas com um cartão.
“Feliz aniversário, irmão!
Eu ganho mesada, então isso é o máximo de presente que eu posso te comprar.”
— Eu sabia que quando mamãe disse que estava grávida nada de bom viria disso — Edward provocou, fazendo a irmã caçula rir. Ele colocou o presente sobre o sofá, seguindo com ela até a cozinha onde o restante dos Cullen estavam.
Rosalie estava ao fogão com a mãe, a ajudando a preparar panquecas, enquanto Carlisle cuidava de preparar o suco. Edward sentiu-se um pouquinho mais feliz aos vê-los, a irmã mais velha estava certa, ele passava muito tempo longe dos pais, devia ser mais presente e, tinha Renesmee, a irmã caçula que ele não tinha visto muito desde que foi para a faculdade.
— Filho, você está aqui! — Esme exclamou, entregando a espátula para Rosalie, enquanto atravessava a cozinha para chegar até o filho do meio. — Feliz aniversário! Carlisle, você acredita nisso? Ele já tem 23 anos! Eu ainda me lembro de quando senti as primeiras contrações. — Esme tinha lágrimas nos olhos quando abraçou Edward apertado, quase o sufocando.
— Como você conseguiu fazer essa cabeça enorme sair de você, mamãe? — Rose provocou, terminando com as panquecas. — Ei, sua preguiçosa, arrume a mesa! — mandou para Renesmee, que estava confortavelmente sentada a mesa, resmungando ela foi fazer o que lhe foi ordenado.
— Parabéns, filho! — Carlisle foi o abraçar também. — Vinte e três, em? Isso é um marco, você não acha que...
— Não! — Rose interrompeu o pai. — É sério, não comece com isso — ela implorou, sobre o olhar irritado de Carlisle por ter sido rudemente interrompido. — É o aniversário do Edward, pai, deixe todos seus achismos para outro dia.
— Não são achismos, Rose, é apenas a verdade — Carlisle disse. — Edward, está na hora de você...
— Arranjar um emprego ‘normal’? Casar? Morar em uma casa grande como a sua? — Edward foi se sentar ao lado de Rose, com Renesmee do outro lado da mesa inteligentemente quieta. — Eu pago minhas contas, não estou vivendo no meio da rua e, não quero um casamento, acho que estou bem.
Carlisle apenas suspirou.
— Essa não era a vida que você queria antes — Carlisle frisou. — Você queria ser advogado, casar e ter uma casa exatamente como essa.
— Chega Carlisle! — Foi a vez de Esme se pronunciar, emitindo um alto som ao colocar a jarra de suco sobre a mesa. — Ouviu? — Encarou o marido. — Nós vamos ter um belo café da manhã em família para comemorar o aniversário de Edward, isso é tudo.
— Desculpe, filho — Carlisle pediu a ele. — Eu só não acho que...
— Eu estou bem — Edward garantiu ao pai. — Meus planos anteriores não eram esses, mas adoro tudo que tenho agora, vou ficar agradecido se parar de ficar achando o que é melhor para mim. Estou fazendo 23, não é? Sou maduro suficiente para saber o que devo ou não fazer.
— Café da manhã! — Esme frisou, sentando-se em uma das cabeceiras da mesa, sendo imitada pelo marido que sentou na outra. — Então, querido, alguma comemoração especial para hoje?
— Edward vai comigo e Emm escolher os pratos para o Buffett do casamento — Rose respondeu pelo irmão, sem lhe dar tempo de sequer processar a pergunta da mãe, ele chutou o pé da irmã por debaixo da mesa, mas Rosalie nem piscou. — Você deveria vir com a gente, mãe, eu estou louca pensando em ter de escolher tudo isso. Edward e Emm só vão acabar falando que está tudo gostoso.
— Então por que eu vou mesmo? — Edward perguntou a ela, enquanto enchia sua boca de panqueca, fazendo alguns farelos acertarem Renesmee do outro lado da mesa, que bufou, limpando-se.
— Porque você é o padrinho, esqueceu? Emmett e eu não te escolhemos como padrinho só para você estar no altar no dia da cerimônia, você tem de fazer parte de todo o processo do casamento.
— Você não me escolheu, foi Emmett — Edward se defendeu.
— Acredite, nada sobre meu casamento não tem minha aprovação — Rosalie disse convencidamente, enquanto colocava mais calda em suas panquecas. — Será meu grande dia, tudo ali terá sido devidamente planejado para nada dar errado.
— Se você continuar colocando tanta calda seu vestido não vai caber — Renesmee disse, fazendo Edward rir.
— Eu não sou gorda, nem vou ficar, pirralha! — Rosalie exclamou, mas afastou a calda de si. — Mamãe, venha comigo.
— Eu não posso, querida, sabe que estou no orfanato as segundas de tarde. Onde está Kate? Ela é sua madrinha, irá lhe ajudar com isso, não?
Rose suspirou, voltando seu olhar para seu prato.
— Ela está ocupada com o trabalho, é uma péssima madrinha.
— Pensei que você estava planejando tudo tão bem para nada dar errado — Edward alfinetou.
— É, mas não é como seu eu pudesse ter a minha madrinha dos sonhos — Rosalie murmurou, fazendo uma careta. Edward sentiu seu estômago embrulhar, Rosalie tinha um milhão de amigas, mas ele sabia muito bem quem para ela seria a melhor madrinha do mundo, pelo menos antes. — Pirralha, você pode vir conosco.
— Me tire dessa — Renesmee falou. — Eu estou ocupada essa tarde.
— Renesmee tem um namorado — Carlisle contou rindo.
— Eu não tenho um namorado — Renesmee falou, corando furiosamente. — Só vou para a praia com amigos, papai, pare de dizer que Nahuel é meu namorado!
— Eles são sim, estavam se beijando em meu sofá outro dia — Carlisle ignorou sua filha caçula, falando para Edward, que riu. — Ele tem cabelos longos, chegam nos ombros, eu olhei rápido e pensei que era uma menina.
— Papai, você está me envergonhando! — Renesmee reclamou.
— Ah papai, você lembra quando me viu com Emmett pela primeira vez? Ele quase morreu quando você nos chamou! — Rosalie lembrou. — Edward e... — Ela se calou, impedindo-se de continuar a contar a lembrança que envolveria o irmão e Isabella. — Então, mãe, você acha que eu devo servir salmão? — Mudou de assunto.
— Sim, salmão é uma boa pedida — Esme respondeu distraidamente, observando a expressão magoada no rosto do filho, enquanto ele olhava para a tatuagem em seu pulso esquerdo.
***
Rosalie e Edward chegaram ao no inicio da tarde ao espaço destinado ao Buffett, logo encontrando-se com o noivo da loira. Emmett, um ex jogador de futebol americano da faculdade, abriu um imenso sorriso ao ver sua noiva, que praticamente correu até ele, lhe dando um beijo.
— Oi amor, eu estive morrendo de saudades! — Rose exclamou em um tom doce, que Edward só a via usar com Emmett.
— Eu também. — Emmett a beijou mais uma vez. — Edward, você veio! — Acenou timidamente para o cunhado.
Quando adolescente, Edward morria de medo de Emmett. Sempre foi um verdadeiro armário com tantos músculos e altura excessiva. Mas, ele sabia que o cara de cabelos loiros escuros queimados pelo Sol e olhos claros, era no fundo uma verdadeira criança presa em um corpo de um lutador de UFC.
— Sua noiva não deixaria isso ser diferente, não é mesmo? — Edward falou, forçando um sorriso.
— Vamos, eu estou tão animada com isso! — Rose pediu, puxando o noivo em direção ao interior do estabelecimento.
Edward os seguiu, desejando desaparecer. Ouvir Rosalie falar sobre cada aspecto, positivo ou negativo das comidas era algo que ele sabia que seria entediante e, o aniversariante estava começando a sentir os efeitos de não ter dormido nada na noite anterior.
— Vai fazer algo para comemorar hoje? — Emmett perguntou ao cunhado, enquanto eram servidos com o primeiro prato, Rosalie comia seu pedaço de filé com extrema concentração.
— Não, mas eu sei que Jazz está planejando alguma coisa para o fim de semana no bar. — Edward rolava sua comida de um lado para o outro, sem sentir fome alguma, tinha comido demais na casa dos pais aquela manhã. — Ele provavelmente irá lhes contar os detalhes da surpresa, ou eu mesmo até lá, Jasper sempre precisa de ajuda para organizar o que seja.
— Como se você não fosse diferente — Rose comentou. — Vocês dois são como almas gêmeas, por isso se dão tão bem e, por isso que o bar está dando tão certo.
— Querem a data do nosso casamento para vocês? — Emmett brincou, fazendo Edward dar um pequeno sorriso.
— Eu adoraria, mas acho que Jazz estará depilando o peito no dia — brincou, fazendo a irmã gargalhar.
— Aqui, amor, prove isso. Não parece pesado demais para você? Eu não quero que as pessoas tenham indigestão no meio da festa. — Rose colocou comida na boca de Emmett, com a grande sintonia que os dois tinham.
Edward sabia como era aquilo, ou pensava saber.
O celular de Emmett tocou e, Rose fez uma careta. Edward reconheceu a música do AC/DC e, logo soube quem estava ligando para o cunhado.
— Com licença — Emmett pediu, evitando olhar para o rosto de Edward enquanto se levantava da mesa. — Hey! — Atendeu, deixando o salão onde estavam para ter um pouco de privacidade.
Edward largou o garfo sobre o prato, desistindo de vez da comida.
— Ela não sabe se vem — Rosalie murmurou.
— Eu não me importo — Edward resmungou.
— Sim, você se importa! — Rosalie suspirou. — Edward, você sabe que por mim eu não a teria aqui, não é? Será difícil para mim vê-la também, mas é a irmã de Emmett, ele a quer aqui. Você acha que pode suportá-la apenas pelo fim de semana do casamento? Passará rápido, eu os colocarei em lugares distantes da mesa principal e cuidarei para que se cruzem o mínimo possível na festa.
— Você não precisa fazer uma estratégia em seu casamento, Rose. Eu posso suportar Isabella por um fim de semana. Não vou criar um grande caos em cima disso, é seu grande dia, não o meu. — Edward encarou a irmã. — Irônico, não é? Eu estarei em um casamento com Isabella por fim, pensei que isso não aconteceria desde que ela me devolveu o anel de noivado.
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