A Inquisição
2 O Último Dia
— Isso não tá muito estranho não? – Perguntou Franciscus, indignado.
— O que? – Respondeu Ben com certa raiva na voz.
— Vish, sei não... – Falou Franciscus, que tinha se esquecido do que ia falar.
— Os dois cornos podem falar alguma coisa com sentido? Seus babaca dos inferno. – Indagou Gabriel, tentando ler certo livro de Ben.
— Bacacas e dos Infernos – Disse Yan, que fez uma típica cara de tédio.
— Ih! Vai chupar uns pintos, seu pedaço de merda. – Respondeu rapidamente Gabriel, irritado.
— Eu não, seu corno. Pelo menos meu cabelo é arrumado, seu viadinho de merda. –
— Arrumado até demais, arrombadinho – Disse Gabriel, rindo.
— Você me lembra de um corno que morreu... – Disse Yan, com um tom triste na voz.
— Eu não morri não ow, babaca. – Disse Gabriel, um pouco antes de a porta explodir.
O general entrou, olhou para um lado, para o outro, no rosto de cada um e falou:
— Explosão exagerada? Acho que não.
— Bem que eu tava ouvindo uns barulhos de explosão... Você explodiu as outras portas também, general? – Disse Gabriel, empolgado.
— Sim, moleque. Está na hora do jantar. Vamos?
— Estou com uma preguiça... – Reclamou Franciscus, debochando do general.
— Bem soldado, antes que você fale qualquer coisa, fizemos pesquisas de todos os alistados, sabemos que você é homossexual, e aparelho excretor não reproduz. –
— TÚ É VIADO? – Berrou Benjamin, assustado.
— Eu já sabia. Esse jeitinho de viado, essa mãozinha, essa voz... – Disse Gabriel, rindo alto.
— Eu não sou gay! – falou Franciscus, que se pôs a chorar.
— É isso que eu faço com pessoas debochadas como você. Agora vamos soldados, estamos perdendo tempo – Disse o general, quase rindo alto daquela situação.
Eles foram andando, até ver um grande salão, cheio de mesas e bancos, e várias mesinhas com vários tipos de comidas, desde macarrão até as comidas mais exóticas de certos lugares que pararam de existir a tempos. Entrando no salão, várias pessoas começaram a berrar “VIADÃO!” a pedido do general. Franciscus se começou a chorar novamente, virou-se e correu, sem destino eminente.
— Puta merda... – Disse Benjamin, não sabendo se ria ou se berrava com todos pela falta de consideração.
— O Franciscus é viado, cara... Eu não sabia disso... – Disse Gabriel, quase rindo.
— Eu vou ir lá consola-lo. Yan, enquanto isso tenta se lembrar do Gabriel. – Disse Benjamin, entristecido.
— Cuidado, hein! Não vai deixar ele botar a Rock Worm no seu cu. – Disse Yan, com um tom de deboche na voz.
Gabriel riu, e os dois restantes se sentaram na respectiva mesa do esquadrão Pote.
— Cadê a comida? – Falou o Yan, com fome.
— A gente tem de pegar né caralho, a gente é burro man. – Disse Gabriel, com a típica cara de paisagem.
— Burro é teu pai.
— Sou seu irmão não.
— Justamente por isso.
— Vai à merda.
Eles pegaram sua comida, os dois escolheram hambúrgueres. Gabriel escolheu um de Cheddar sintético com bacon sintético, e Yan pegou um hambúrguer que tinha tantos ingredientes que não caberia nesse capítulo.
— Isso tá bom pra porra – Disse Gabriel, enquanto mastigava restos de bacon falso.
— Porra, tu não tem noção – Disse Yan, saboreando um grande prato de batatas fritas sintéticas.
Gabriel pegou várias batatas fritas criadas em laboratório sem que Yan visse. Após que os dois terminaram de comer, eles voltaram para seu dormitório. Quando chegaram ao lugar, se depararam com Benjamin jogado no chão, com um grande corte na cabeça. Gabriel correu e viu que Benjamin ainda tinha pulsação, e falou para o Yan levar ele para a enfermaria. Após isso, Gabriel sentiu uma coisa fria o cutucando no ombro. Se virou lentamente, viu Franciscus com uma pistola, e antes que pudesse fazer qualquer coisa, Franciscus o acertou um tiro no ombro, e após ferir gravemente seu velho amigo, ele atirou contra sua própria cabeça. Enquanto Gabriel gritava, pela dor constante e pela morte do seu amigo, o general chegava correndo para ver o que havia acontecido, e então Gabriel ficou inconsciente.
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