Franciscus, Benjamin e Gabriel conversavam enquanto iam para a base da CGO para se alistar:

– Ei Ben, o que você acha que pode começar uma guerra? – Disse Franciscus

– Sei não, man.

– E tu, Gabriel?

– Que tal... Nada?

– Nada mesmo? Hm. – Disse Franciscus com um tom de arrogância.

– Hm o quê? – Disse Gabriel, irritado.

– Vocês costumavam ser mais criativos.

– Quem é o escritor aqui? – Disse Benjamin

– Calma cara. É que vocês tão meio bosta hoje. – Disse Franciscus entristecido.

Gabriel olhou com aquela típica cara de paisagem para Franciscus, riu, e logo disse:

– Meio bosta como, meu amigo?

– Ah, sei lá... Parecem cansados...

Benjamin, já com sua paciência esgotada, disse:

– Claro né porra! Nós estamos a um ano treinando para se alistar, e finalmente, sabendo que isso pode não acontecer, não cansa não?

– Não. – Disse Gabriel, que riu logo em seguida.

– Bem, trocando de assunto, vocês viram que há boatos que um novo clã ou algo assim chamado A Insurgência ou algo parecido está planejando atacar New Jacinto? – Disse Franciscus, com o mesmo aspecto de tristeza na voz.

– Primeiramente, não é um clã, é uma organização clandestina. E também não se chama A Insurgência, e sim A Inquisição. – Disse Benjamin

– É... Tanto faz essa merda. – Disse Franciscus, já não mais com a tristeza eminente.

– Tá bem informado, hein Ben? Porra, aprendeu a ler alguma coisa além dos seus livros. Ó, parabéns. – Disse Gabriel com um tom sarcástico.

– Vai-te a merda antes que eu me esqueça.

– Eu? Eu não. Faz um bom tempo que não vou à sua casa. – Disse Gabriel, com aquele sorrisinho típico de idiota.

– Ih, vai tomar na bunda! – Disse Benjamin, rindo.

Todos riram, e finalmente, após vários quilômetros de conversa, eles chegam ao quartel da CGO.

Um Soldado na porta perguntou os nomes de cada um, e cada um disse seu nome, com força na voz.

– Gabriel Baltar.

– Benjamin Phoenix.

– Franciscus Tobias Pedrad.

Outra pessoa chega e logo fala seu nome

– Yan Phillipe!

Benjamin tentando ser educado cumprimentou Yan. Gabriel, por sua vez, disse:

– Perae, seu nome é Yan Phillipe?

– Sim, cara. Você não tem ouvido não?

– Pow Cara... Sou eu o Gabriel, você não se lembra de mim não?

– Cara, você está me confundindo com um corno qualquer.

– Sou eu cara, o Baltar? – Disse Gabriel com um ar de tristeza.

– Bom, se você está dizendo... Agora vamos pra essa merda.

Gabriel se irrita e pensa – Esse corno não se lembra de mim? Depois de tudo que a gente fez junto? Ok então. Eu vou lembrar ele de quem eu sou. –

Franciscus disse, animado:

– Será vamos nos alistar?

– Não faço a mínima ideia – Disse Gabriel

Eles chegaram a um grande salão com várias pessoas, homens e mulheres. No fundo do grande salão havia um palco, e vários homens. Esses já não muito conservados começaram a falar.

– Vamos falar aqui quem foi alistado e de qual esquadrão vai participar!

Eles, depois de um grande tempo falando, chegaram no esquadrão Pote.

– Esquadrão Pote: Gabriel Baltar, Benjamin Phoenix, Franciscus Tobias Pedrad e Yan Phillipe!

Gabriel, que estava muito feliz com a situação em que se encontrava, falou alto:

– Isso não tá acontecendo, cara...

– Vai pro quinto dos inferno. – Disse Yan, que achava que Gabriel estava irritado.

– Eu não acredito que nós quatro ficamos juntos, pessoal! – Disse Benjamin.

– Isso vai ser bom pra porra. – disse Franciscus

Benjamin, curioso, perguntou:

– Quando começamos o treinamento?

E como se fosse macumba, o General logo falou:

– Senhores! O treinamento de vocês começa em três dias! Os que não foram selecionados podem se retirar!

Praticamente todos que estavam lá saíram. Só restaram 180 dos 1328 que lá estavam

– Os 180 restantes vão para seus dormitórios, agora!

Benjamin disse:

– Não pode ser... Se são quatro em cada esquadrão...

– são 45 esquadrões. – Completou Gabriel.

– O que vamos fazer agora? – Disse Yan.

– Esperar, né? A única coisa que podemos fazer é esperar – Disse Franciscus.

– Ah, ótimo. Eu odeio esperar. Puta que pariu... – Disse Benjamin.

­– O certo é meretriz que deu a luz – Disse Gabriel.

– E se fosse só puta... – Disse Yan.

– Seria prostituta de carteirinha assinada – Disse Gabriel.

– Como tu sabe? – Disse Yan.

– Você ainda não me lembrou de mim, cara. – Disse Gabriel, com um tom sarcástico.

– E eu deveria? – Disse Yan.

– Deveria, porra! – Disse Gabriel

Franciscus falou:

– Pessoal, vamos descansar um pouco por que esse quartel fica na puta que pa—

– MERETRIZ QUE DEU A LUZ! – Berrou Gabriel.

– Tanto faz. Então, vamos esperar... Só esperar...