A Infância de Inu Yasha
6 Capítulo 6: Angústia
Notas iniciais
Aí vai mais um capítulo.
Se vcs axarem esse triste, esperem só pra ver o próximo >=D
Obrigada a todos os que estão acompanhando minha fic, e peço que fiquem comigo até o final ^^v
Já havia se passado uma semana desde o incidente... uma semana em que o pequeno hanyou não saíra de casa por recomendações de sua genitora e também devido ao mau tempo que insistia em abater aquele povoado com um inverno rigoroso....
Lá fora os flocos de neve caíam mansamente, enquanto a brisa gélida soprava abaixando a temperatura fazendo com que as pessoas não se demorassem fora de suas casas e os animais se escondessem em suas tocas. Porém, dentro de um castelo, nem todos estavam dispostos a ficarem abrigados do frio...
- Eu sei que você quer sair, meu filho. Mas o tempo não está nada bom, está muito frio! E também é muito perigoso lá fora! – dizia Izayoi, se referindo a ainda provável ira dos aldeões.
- Eu estou bem, mãe! Só que está muito chato aqui dentro! – dizia o entediado hanyou.
- Então, que tal nós brincarmos aqui dentro? – diz a princesa tentando animar o filho.
- Você brinca comigo!? – diz o pequeno, feliz.
- Claro! Eu não tenho nenhum afazer no momento. – lhe assentia sorrindo.
A princesa se entretia já a longo tempo com as brincadeiras com seu filho que nem notara as horas passarem. Mas o infortúnio não escolhe hora para se manifestar, e também agora não se aquietaria o destino por culpa de uns momentos felizes. Pois nessa hora tal donzela pára repentinamente elevando a mão à boca, e em seguida tossindo convulsivamente, caindo por fim de joelhos tal era a força dos espasmos.
- MAMÃE!!! – grita preocupado o hanyou, correndo até sua ente.
- Eu... ‘cof’...estou...’cof’....bem! – balbuciava entre um acesso e outro.
Mas Inu Yasha percebia que alguma coisa não estava certa, essa era a segunda ou terceira vez que ela tivera um ataque de tosse nestes últimos dias, porém nenhum tinha sido tão forte quanto esse. E sempre depois ela dizia que estava tudo bem, que não tinha acontecido nada de mais; alguma coisa ela devia estar escondendo... O hanyou praticamente podia sentir que cenas parecidas àquela já tinham se repetido outras vezes sem que tomasse conhecimento.
Logo, o como e o por quê não importavam mais... Passou a não importar mais que a própria saúde de sua ente, esta tossiu mais um pouco, e o jovem hanyou pôde sentir cheiro de sangue vindo dela e se desesperou mais ainda:
- Mãe! Alguém!! Me ajudem aqui!! – não hesitou em chamar por ajuda.
Ao ouvir os gritos desesperados do hanyou, duas servas entram precipitadamente, quase tropeçando uma na outra no processo:
- O que houve?! – indaga ofegante uma delas, mas ao perceber sua princesa prostrada ao chão, corre para socorrê-la – Izayoi-hime! O que aconteceu com a senhora!?
- Eu... estou bem! – responde com voz fraca.
- Rápido! Chame um médico! – grita a serva de nome Yami para a outra, que ficara parada a porta sem saber o que fazer, e ao receber a ordem sai ‘desembestada’ à procura de um médico ou coisa do tipo.
Inu Yasha ainda estava em choque. Sem fazer idéia do que acontecera a sua mãe e nem do que fazer para ajudá-la, sentia-se totalmente inútil naquele momento.
- Precisamos deitá-la! – diz a serva. Nem precisou repetir, Inu Yasha entendeu de imediato o que ela quis dizer e a ajudou a levar sua mãe e acomodá-la em um confortável futon.
Pouco tempo depois, a serva que tinha saído, volta com um homem já de idade, que aparentava ser o médico. Este entrou e ajoelhando-se diante da princesa começou a lhe fazer uma série de exames. Inu Yasha não saía de perto nem um instante, e não tirava os olhos preocupados de cima da mãe. Após terminar, o médico sério dá seu diagnóstico:
- A senhora está muito doente, e há um certo tempo. Não havia percebido nada?
- Sim, eu sabia. – responde a princesa num fio de voz, quase inaudível. No fundo ela sempre soubera de sua enfermidade, porém não a deixaria traspassar para que o soubesse seu filho, deixando-o assim desnecessariamente aflito.
- Eu vou passar o nome de umas ervas que poderão ajudá-la um pouco, mas não posso fazer mais nada. Apenas peço que se cuide bem. – recomenda o médico com seriedade. Izayoi apenas assente com a cabeça.
O homem se levanta e sai silenciosamente do cômodo, sendo seguido por Yami. Assim que estava na área frontal ele pára e entrega um pedaço de papel à serva, este contendo nomes de diversas plantas escritos com uma grafia que denunciava a pressa em escrever tais palavras.
- Aqui estão escritos os nomes das ervas, poderá encontrá-las na floresta – diz o médico um tanto apressado.
- É grave? – pergunta a serva impaciente, e após uma pequena pausa, insiste – A doença da princesa é muito grave?
O médico após suspirar longamente, responde por fim: — O que ela tem é uma doença incurável. Não se sabe muito sobre ela, só que ataca os pulmões. E até agora todas as pessoas que apresentaram os sintomas... não resistiram.
A fisionomia de Yami muda drasticamente: “Não pode ser! A princesa vai morrer?” Ela parecia muito preocupada com esses pensamentos, pois quem reinaria no lugar da princesa depois que essa falecesse, se ela não tinha marido e seu herdeiro era... “Não! Isso não, ele é um hanyou, jamais seria permitido que ele assumisse o lugar de sua mãe, seria mais fácil que os aldeões o matassem antes”.
O homem sai silenciosamente, sem que a serva, que jazia dispersa em pensamentos, percebesse.Esta após acordar de seus devaneios, adentra o palácio sem dizer mais uma palavra, era visível a preocupação em seu semblante.
- Aconteceu alguma coisa Yami? O que o médico disse? – pergunta outra servente a ela.
- Nada! Nada de importante! – responde normalmente para não levantar dúvidas. Seria melhor que ninguém soubesse, ou poderia alarmá-los desnecessariamente; de qualquer forma não se podia mudar o destino trágico da princesa, então deixaria que nutrissem esperanças até o momento de sua partida...
Ao lado, Izayoi agora dormia tranqüilamente em seu futon, enquanto Inu Yasha velava seu sono. Vendo que as horas já se avançavam as duas servas deixam o aposento deixando-os sós. A princípio o pequeno hanyou não consegue conciliar o sono, tal era sua aflição, mas depois o sono acabou vencendo-o e a letargia tomava conta de seu ser, não o sendo mais capaz de manter seus orbes abertos, acabou por adormecer ali mesmo...
OoOoOoOoOoOoOoO
A manhã parecia nascer triste naquele dia. Fosse pelo plácido céu parcialmente nublado e ventos regelantes que ainda distanciavam do fim daquela estação de invernal, fosse pela situação pela qual a princesa e todos os que se apiedavam dela passavam.
O pequeno hanyou acordou com os fracos raios de sol batendo em seu rosto e a voz de sua mãe ao seu lado:
- Você acordou! Não devia ter ficado aqui comigo, precisa descansar melhor. – diz docemente a princesa, afagado-lhe o rosto.
- Eu nunca vou deixar você mamãe! – brada com um certo tom de indignação na voz.
- Eu sei disso meu querido. Só não quero que fique aqui o tempo todo. – continua Izayoi sem alterar sua fisionomia ou seu tom.
- Eu vou ficar com você sempre, mãe! – diz mais calmo o pequeno.
A genitora apenas o abraça, carinhosamente...
No vilarejo, os aldeões já sabiam da enfermidade que se abatia sobre Izayoi. Os rumores se seguiram por toda extensão de suas terras e além. Os plebeus acumulavam-se frente aos portões levados pela curiosidade, e anseio por saber de mais notícias sobre o estado da princesa.
Ali perto, um pequeno ponto escuro pulava na neve, a pulga Myouga, curioso em saber o por quê de tanto alvoroço:
- “O que estará acontecendo lá?” – perguntava-se a velha pulga enquanto pulava na direção do palácio.
Não foi difícil passar pelos aldeões sem ser notado, afinal, quem notaria uma ‘coisa’ tão pequena no meio de tanta gente? Este após entrar tentou localizar Inu Yasha ou a princesa, mas não encontrava ninguém, e nem fazia idéia em qual dos inúmeros cômodos daquele palácio eles poderiam estar. — “Terá acontecido algo a eles?” – Myouga se perguntava, mas não era hora para indagações, pois naquele momento uma serva saía de um quarto e é indagada por outra:
- Como está a princesa?
- Não está tossindo, mas também não apresentou mais melhoras. – respondeu a outra tristemente.
- “A princesa, Izayoi-sama está aí dentro.” – dizia Myouga pra si mesmo já traçando seus objetivos.
O velho nomiyoukai então, se dirigiu para o cômodo do qual a serva saíra anteriormente e pode enfim avistar Izayoi num futon e Inu Yasha sentado ao seu lado.
- Inu Yasha-sama!
- Hã! Quem... – estranha o hanyou ao ouvir uma voz conhecida chamando-o, mas logo vê a pulga pulando mais adiante. — Velho Myouga? O que faz aqui?
- Eu estava passando por aí quando vi um tumulto e resolvi ver o que era, pelo visto estava certo em desconfiar. O que a princesa tem? – pergunta a pulga, aproximando-se e fitando Izayoi, que dormia no futon.
- Eu não sei direito. Ela está muito doente! – responde o hanyou com um olhar triste.
Myouga então, penalizado, resolve ficar fazendo companhia ao jovem hanyou, enquanto este mantinha vigília sobre sua mãe. Ela agora dormia a maior parte do tempo, não se sabia ao certo se seriam os efeitos das ervas que foram receitadas pelo médico, ou se por cansaço devido ao esforço que os acessos de tosse freqüentes lhe obrigavam a fazer. Pois então era melhor que dormisse tranqüilamente, ao menos não penava tanto com o simples ato de respirar; era o que pensava Inu Yasha. A dor de sequer pensar em alguma coisa pior acontecendo com sua ente, já era quase tão grande quanto sua angústia...
- Não fique assim Inu Yasha-sama! Na certa sua mãe melhorará logo! – tentava animar Myouga.
- Espero que esteja certo velho Myouga! – respondeu sem muita convicção.
As horas pareciam séculos, era como se todo aquele sofrimento não fosse mais ter fim. Do exterior se podiam ouvir as risadas das crianças brincando despreocupadamente, enquanto os pássaros cantavam em comemoração ao sair tímido do sol a iluminar a paisagem, o que indicava mais cedo o fim da estação fria e o começo da primavera. Era irônico, mas a ironia parecia fazer parte de seu ser, como uma peça pregada pela natureza para que não se esquecesse que era ela e reger sua vida...
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