Uma última vez, disse Caroline. Ela sabia o quanto era doloroso se entregar, amor era complicado. Quando a garota tomou folego, conseguiu levantar de sua cama e ir em direção ao guarda-roupa e conseguiu colocar uma roupa, mas não conseguia tirar a enorme sensação de vazio. A garota colocou um vestido, de tom azul claro e foi até o banheiro se olhar no espelho. Caroline se achava bonita, mas uma péssima pessoa ao mesmo tempo. Era magra e tinha uma bunda decente até, apesar de não ter muitos peitos, sabia que tinha seu jeito sensual.

Quando a garota saiu de casa e trancou a porta, olhou para o céu cinza e segurou as lagrimas que queriam sair, não queria se apaixonar, mas aconteceu. Não queria viver um romance, mas aconteceu. Apenas queria ir para a faculdade e não se preocupar com a besteira de amor, mas aconteceu, estava apaixonada, e se odiava por reprimir o sentimento.

Acho que o céu ficou claro quando ela viu Harry do outro lado da rua, de terno e conversando pelo celular. A garota respirou fundo, como se apaixonar era tão bom? Mas, infelizmente, era um babaca. Harry não tinha sentimentos, não demonstrava e ainda por cima era incrivelmente carinhoso. Ela desceu três lances de escada e parou em frente à rua, olhando para o outro lado. O caminho todo ela pensava em como diabos gostava de um garoto complicado assim?

Harry desligou o telefone e caminhou em direção a ela, droga, todas as defesas dela se derretiam, e ela amava isso. O garoto parou em frente a ela e beijou a mão da garota. Maldição que garoto maravilhoso e que tinha manias fofas. Ele apenas falou ‘’Vamos’’ e os dois começaram a caminhar em direção a escola. Ela não sabia o que falar, e ele era muito tímido, Senhor, como as coisas iam evoluir?

Ficou completo silencio durante o caminho, Carol olhou para ele algumas vezes de relance, mas ele não parecia se importar muito, mas que garoto idiota. Do nada, ele parou, era para virarmos à esquerda e daria direto na rua da escola, mas ele segurou minha mão e me puxou para a direita. Não estava com medo, e quando ele me puxou para perto, meu Deus, muito cheiroso. Sua mão era quente e aquilo me dava uma sensação de conforto. Caminhamos pela cidade e o salto estava me machucando bastante, aquilo estava um inferno nos pés e uma maravilha nas mãos, que sentimento bobo.

Acho que aquilo me deixou mais surpresa que eu esperava, ele me levou para o parque, uma área com conjuntos de flores e algumas velas, tudo preparado por ele, e lindo. O garoto soltou minha mão e caminhou em direção ao meio daquele pequeno lugar que ele decorou, tinha o toque fofo dele. Harry esticou a mão após colocar uma música lenta e deu um sorriso tão fofo que eu não conseguia falar mais nada. ‘’Então senhorita, vamos dançar?’’