Notas iniciais
Galera, gostaria de avisar que essa demora infelizmente pode se repetir porque agora, além da faculdade, estou começando a planejar as coisas pra quando minha vida como ficwriter acabar. Pretendo abrir um canal no Youtube, o assunto, nome e membros ainda serão segredo, mas conto com vocês lá pra assistir. Finalmente a guerra santa em Asgard! Marinas vs Guerreiros Deuses! Em quem Apostam?! (Narrado por Narrador em 3ª Pessoa)

No mês que se seguiu desde a volta de Hades e Perséfone ao Inferno, os Generais Marinas de Poseidon começaram a ensinar Ohko a governar o Atlântico Norte e seus soldados, dentre os Generais, Krishna e Io começaram a forjar um pique com Oricalco enquanto Sorento, Bian e Isaak treinavam pessoalmente Ohko para ensina-lo as táticas básicas de um general Marina. Kasa foi o único general que não interagiu muito com Ohko, por indicação de Krishna, Kasa passou todo o tempo em meditação, à procura de fontes de poder mais “honradas”.

Enquanto isso, em Asgard, a chegada de Kanon deixou os Guerreiros Deuses inquietos, Siegfried, Hagen, Shido e Thor perceberam as intenções malignas de Kanon e como ele era capaz de manipular Hilda através do anel de Nibelugo. Com a ajuda de Freya, os guerreiros deuses desapareceram do palácio Valhalla para realizar, com seus cosmos, um ritual de invocação dos doze deuses de Asgard. Fenrir e Mime ficaram receosos, mas Hilda os convenceu a confiar em Kanon, já Alberich, que sabia da verdade em relação ao anel, fingiu concordar com Fenrir e Mime, mas sua real intenção era se aliar a Kanon por perceber que não era páreo pra ele e o usaria pra chegar mais rápido à espada Balmung.

Semanas se passaram enquanto Alberich procurava por seu rival Siegfried, pressentia que ele estava fazendo algo que atrapalharia seu plano. Alberich procurou por todo o palácio Valhalla, mas os achou no último lugar, as masmorras, encontrou o grupo de guerreiros deuses realizando a parte final do ritual.

— Seus malditos! – Quando Alberich tentou atacar, os martelos de Thor se movimentaram e barraram seus movimentos. Naquele instante os cinco guerreiros deuses ali presentes sentiram doze cosmos divinos.

— Parem! Nenhum guerreiro deus deve atacar seus semelhantes! Ainda mais na presença de doze deuses de Asgard... Eu, Odin, pai de todos os bravos, corajosos e lendários nórdicos ordeno o fim desse conflito! Apresentem-se aos guerreiros que nos invocaram em seu momento de necessidade, honoráveis deuses!

— Eu sou Thor, Deus dos Raios e Trovões!

— Eu sou Loki, Deus do Fogo e das Trapaças!

— Eu sou Frigga, Deusa da Fertilidade!

— Eu sou Balder, Deus da Justiça e da Sabedoria!

— Eu sou Bragi, Deus da Poesia!

— Eu sou Dag, Deus do Dia!

— Eu sou Njord, Deus dos Ventos!

— Eu sou Frey, Deus do Tempo!

— Eu sou Ran, Deus dos Mares!

— Eu sou Gerda, Deusa das Almas Perdidas!

— Eu sou Freya, Deusa da Beleza e do Sexo!

— Nós os conhecemos – Odin voltou a falar – Seus nomes e robes, assim como as ambições malignas de alguns... Iremos relevar dessa vez diante do mal maior... Kanon!

— Grande pai de todos, peço permissão pra falar – Siegfried usou seu tom mais humilde.

— Tem nossa permissão, mestre do robe de Fafnir, o dragão de duas cabeças!

— Quero me oferecer para destruir o anel que manipula nossa senhora... Façam de mim o instrumento da libertação Asgardiana...

— Não é necessário nobre guerreiro – Thor respondeu.

— Eu tenho meus planos pra acabar com ele – Loki continuou, dando uma risada maligna e sinistra.

— Todos vocês devem agir normalmente, finjam que nada disso aconteceu... Quanto a você, Alberich... Caso transforme seus pensamentos desleais em ações, a minha justiça, a justiça de Balder irá te ceifar! – Balder berrou intimidando Alberich.

Alberich se calou e se manteve assim após o desaparecimento dos 12 cosmos divinos.

— Agora seu problema é com nossos Deuses... – Hagen debochou – Uma pena... Eu mesmo queria te queimar até a morte, maldito!

— Controle-se, Hagen – Siegfried o acalmou – Alberich será um guerreiro deus leal, ele o fará em nome de seu próprio bem... – Siegfried mostrou um sorriso ameaçador.

Os guerreiros deuses deixaram as masmorras e seguiram para o salão de jantar, nos últimos dias Hilda tentava ao máximo mimar seu convidado de honra e “Admirável e Apaixonante Guerreiro”, como ela mesma costumava se referir ao EX Dragão Marinho.

O jantar glorioso em homenagem ao geminiano se seguiu com sorrisos orgulhosos de Hilda e Kanon, o silêncio, seriedade e certeza do troco dos guerreiros deuses que invocaram o panteão divino nórdico e a inquietação e confusão mental de Freya e dos guerreiros deuses leigos a toda a situação.

Após o jantar, os guerreiros deuses foram para seus aposentos, assim como Freya, deixando Kanon e Hilda sozinhos. Após flertes e indiretas, Kanon foi dormir, tinha certeza que estava a ponto de ter Hilda totalmente entregue em seus braços. Mais tarde, ao dormir, Kanon sonhava com Asgard, sonhava estar sentado no trono de Asgard com Hilda, Freya e os Sete Guerreiros Deuses como seus escravos.

Kanon lançava sua gargalhada maligna enquanto Hilda e Freya acariciavam seus braços, mas sua felicidade foi interrompida por uma mão maligna que rasgou seu rosto com sua unha afiada. Kanon a viu de relance, era uma mão negra, com feições demoníacas.

— O que diabos tá acontecendo?! — Kanon reclamou.

— Não se preocupe... – Outra mão curou a ferida, dessa vez era uma mão delicada, cheirosa, feminina e de pele macia. A voz que falava era mais delicada e feminina que as mãos – Sua punição é infinitamente pior! – A segunda voz veio do mesmo lugar, mas era sinistra, infernal e visivelmente maligna.

— Orgulho do papai... – Labaredas de chamas deram forma a um homem magro que trajava rústicas armaduras nórdicas e um elmo dourado com longos chifres enrolados – Hora do programa de pai e filha... – O elmo escondia a parte de cima do rosto, mostrava apenas uma barbicha negra e um sorriso maligno e traiçoeiro.

— Vocês devem saber que não estou concordando totalmente com a ideia de vocês...

— Eu não ligo nem um pouco para o que você concorda ou não, Gerda – O homem disse, levantando o rosto revelando seus esverdeados olhos que sinalizavam dissimulação. As mechas de seus longos cabelos negros escapavam pelo cabelo e davam um ar rebelde – Então... Kanon... Eu sou Loki, Deus das Trapaças e do Fogo... Eu e minha filinha... A adorável princesa de duas faces que te acariciou, nós iremos acabar com você... Torturar-te e gargalhar com tua dor, mortal estúpido, em seguida nós destruiremos o anel de Nibelugo e salvaremos Asgard de Poseidon, mas isso não me importa, a guerra é assunto do Thor, eu vou me divertir com sua alma... – Loki cobriu sua mão direita com chamas, Kanon tentou escapar de seu “trono”, mas Hel o imobilizou, suas mãos dessa vez ambas as mãos eram negras.

— Maldito... Não vai conseguir me destruir... – Kanon tentava se libertar, mas assim que as chamas de Loki o tocaram, Kanon começou a urrar de dor.

— Não somos trouxas como Poseidon ou Athena, nós, Asgardianos, somos seres infinitamente mais evoluídos...

— IHIHIEAHAHAHAHAHA – Kanon gargalhava – Você acha que está me torturando? Os pesadelos que tinha com Poseidon descobrindo minhas intenções e me punindo eram muito mais dolorosos que isto!

— Eu estou na sua mente, mortal, eu sei que isso é mentira e que você só está tentando atingir meu psicológico... Sente essas mãos te imobilizando?! São da minha filha, Hel, a deusa que cuida de todos os seres que possuem uma morte pacífica, fora do caos de uma batalha sangrenta... Ela tem dupla personalidade, uma personalidade recompensa com a pacífica eternidade aos de coração bondoso, já a outra se delicia com o prazer de punir todos aqueles de coração maligno...

— Então você vai me dar uma morte pacífica e eu ainda terei a eternidade pra brincar de sadomasoquismo com sua filha?! – Kanon gargalhava mais – Sinto-me tão feliz por receber as graças do Deus Loki!

— Mortal insignificante! – Loki socou a cara de Kanon e o impacto da cabeça do geminiano quebrou o trono – Hel... – Loki massageou as próprias mãos – Eu pretendia deixar você cuidar desse imbecil de uma vez, mas vou me divertir antes – Loki começou a socar Kanon sem piedade – Quem pensa que é pra falar assim da minha filha?! – Kanon ironicamente cuspiu sangue, naquele momento louco, forçou sua mente a projetar a imagem de sangue para debochar de Loki.

— Trocha, meu irmão Saga tem um gancho mais forte! – Loki gargalhou.

— Eu só estava praticando, a própria Hel vai cuidar de punir o imbecil que a maldisse – Loki forçou a mente de Kanon a projetar uma cadeira de cinema onde ele se sentou, em seguida forçou a mente de Kanon a projetar uma garrafa de hidromel e um saco de pipocas – Filinha... Hora do seu show...

— Você irá – Disse uma voz doce – Sentir uma punição bem adequada – Finalizou uma voz sinistra.

Kanon via diante de si uma raridade, uma mulher que na metade direita de seu corpo era uma loira de cabelos lisos com pele pálida e olhos brancos, seu corpo tinha curvas suaves e era coberto por roupas de inverno de lã branca. Na metade esquerda era uma morena de cabelos negros cacheados e volumosos, seu rosto era diabólico, com olhos vermelhos e caninos cujas pontas podiam ficar para fora da boca com facilidade, já sua pele era mais morena, em vários pontos de seu corpo havia marcas de queimaduras e cicatrizes, suas mãos eram calejadas e seu corpo coberto por uma roupa colada, negra, que exaltava seus seios e suas coxas, mas ao mesmo tempo tinha amarrado na cintura um ferrete com a letra “H”, uma espada afiada e um chicote.

— Em nome de todas as divindades no Universo – Kanon estava babando – Apaixonei...

— Posso ser benevolente – Disse o lado pálido da mulher – Mas não sou trouxa de deixar uma cantada barata me impedir de fazer meu trabalho! – Finalizou o outro lado.

Hel pegou seu ferrete, com seu cosmo divino o fez queimar e marcar Kanon com sua inicial.

— É raro alguém me forçar a trabalhar usando meus dois lados, mas essa foi uma condição imposta pela Gerda... Mas vamos começar! – As duas mãos de Hel entraram no peito de Kanon e começaram a lançar seu cosmo divino.

Todo o subconsciente de Kanon passou a ser um livro aberto para Hel, ela organizava, brincava, destruía e reconstruía tudo a seu bel prazer. A noite avançava enquanto Kanon suava frio e tentava gritar, mas nenhum som saia, ao mesmo tempo, em sua mente, Loki, Hel e Gerda.

— O que... – Kanon se via sozinho em um lugar completamente branco.

— Uma conclusão interessante... – Uma voz sinistra disse, fazendo surgir o corpo “maligno” de Hel.

— Você possui salvação... E possui uma incomensurável ambição... – Uma voz acalentadora disse, fazendo surgir o corpo “benevolente” de Hel.

— Uma proposta... Uma escolha – As duas vozes falaram em uni som.

— Venha até mim – Disse a voz benevolente – E eu te ajudarei a abandonar sua ambição, o cosmo de Athena te salvou de morrer no Cabo Sunion, mas você não irá servi-la por não desejar ser uma sombra do seu irmão... Escolha a mim, e receberá a chance de ser leal à Asgard, ser importante sem ser sombra de ninguém... É claro, escolher a mim te fará um servo leal de nós, deuses de Asgard.

— Ou venha até mim – Disse a voz maligna – E eu tirarei cada resquício de bondade em você, se tornara um demônio impiedoso capaz de qualquer coisa por seus objetivos... Sem aliados e sem sentimentos que sejam barreiras para suas ambições malignas...

— Se ousar caminhar até uma de nós – As vozes voltaram a falar unidas – Com o coração incerto da escolha que fez, iremos destroçar toda a sua mente e transformar você em um vegetal que só serve pra ficar babando...

— Esse é o preço que um mortal deve pagar por ter ousado brincar com deuses?! – Kanon refletiu – Pelo menos se esse for meu fim, vou morrer perto de uma deusa bipolar gostosa... – Kanon gargalhou – Se eu fizer a escolha certa, ganho um beijinho?

— Não! – Disse a voz benevolente.

— Talvez... – Disse a voz maligna.

— Foi mal, malvadinha, eu gosto das mais difíceis – Kanon escolheu a benevolência.

— Eu duvidava que o orgulho permitisse que fizesse a escolha certa... – Refletiu Hel, fazendo desaparecer a projeção de seu corpo que não foi escolhida – Hora de ir.

— Maldito! – Berrou Loki antes de desaparecer.

— Sempre bom salvar mais uma alma perdida... – Refletiu Gerda antes de desaparecer.

Kanon abriu seus olhos e sentiu suas roupas pesarem, estavam encharcadas de suor, mas ao lado de sua cama, viu Hel com o corpo em completa forma benevolente.

— Você tá acabado – Ela riu baixo – Papai realmente pegou pesado... Agora se levante, já amanheceu e os guerreiros deuses foram chamados por mim para uma reunião extraordinária... Hora de passar a mensagem do Pai de Todos...

— Maldição... Nem vou poder tomar um banho... – Kanon se levantou e começou a caminhar ao lado de Hel.

Os dois passaram juntos pelos corredores do palácio Valhalla, logo chegaram à sala do trono de Hilda, onde ela esperava junto com Freya, os Guerreiros Deuses e o outro corpo de Hel.

— Você pode se dividir?! – Kanon perguntou.

— “Deusa”... Lembra-se? – Disseram ambas em uni som se unindo novamente – Guerreiros Deuses, eu quero as safiras de Odin...

— Sim senhora... – Todos responderam, tirando as safiras de seus robes e entregando à Hel.

Hel ergueu as mãos, carregando as sete safiras e as apontando na direção da estátua de Odin.

— Pai de Todos... Através de tuas nobres joias, eu, Hel, governante de Helheim, o repouso das almas de morte pacífica, invoco tua graça e teu sagrado robe, o Robe de Odin! – A estatua, através das pedras revelou a armadura de Odin que lentamente flutuou para Hel – Fui escolhida como aquela que dirá a vocês o futuro do homem diante de nós... Kanon escolheu a servidão... Escolheu servir Asgard como um guerreiro e vestirá o Robe de Odin, pois é o receptáculo da vontade direta de Odin... Agora vista Kanon, Robe do Pai de Todos!

O cosmo divino presente no Robe purificou o corpo de Kanon e aumentou seus poderes, logo Kanon estava vestido e empunhava a espada Balmung.

— Então... Desapareça Anel de Nibelugo! – Kanon cortou o anel e libertou Hilda do feitiço.

— Vocês – Hel olhou para os guerreiros deuses que invocaram a ajuda divina – Se Kanon demonstrar intenções malignas, o robe o deixará e vocês deverão matar Kanon... Confio esta tarefa a vocês, nobres guerreiros deuses... – Hel desapareceu no ar, logo que ela sumiu, Hilda desmaiou e caiu no braço esquerdo de Kanon.

— Siegfried... Cuide da Hilda – Siegfried pegou Hilda no colo e olhou seu rosto. Seu momento foi interrompido pela espalhafatosa risada de Kanon.

— Devia dizer pra ela que a ama...

— O que?! – Siegfried perdeu as palavras – Controle a língua... Você não é um de nós... O robe de nosso Senhor Odin não é sua armadura de combate, é sua prisão! – Kanon gargalhou alto.

— Calma Siegfried... Pare de me condenar e ouça... Devia dizer à Hilda “Você não é a Deusa do Amor, mas eu enfrentaria gigantes de gelo e me vestiria de mulher por você, sua linda!” – Debochou Kanon.

— Obrigado pelo conselho e pela preocupação – Respondeu Siegfried, com frieza – Vamos Freya, temos que cuidar de Hilda... – Siegfried seguiu pro quarto de Hilda acompanhado de Freya.

— Hagen, pode nos levar algumas frutas? Temo que minha irmã possa acordar com fome – Pediu Freya com sua costumeira boa educação.

— Sim, minha senhorita... – Respondeu Hagen, indo na direção da cozinha.

Os outros guerreiros deuses continuaram na sala do trono, se entreolhando e com pensamentos similares sobre o destino de Kanon em Asgard.

— Não se preocupem comigo – Kanon guardou a espada Balmung na bainha acoplada na cintura do Robe de Odin – O robe de Odin me deu muitas coisas, mas a mais valiosa é a sabedoria digna de um Deus... Sei bem que enfrentar vocês sete seria impossível pra mim... Ou eu deveria dizer “vocês oito”?! – Shido foi pego de surpresa.

— Oito?! O que quer dizer?! – Fenrir questionou Kanon.

— A estrela de Mizar possui uma estrela gêmea, a estrela de Alcor, esse laço entre essas estrelas causou a existência de dois tigres dente de sabre que devem ser vestidos por irmãos gêmeos, não estou certo, Shido de Mizar e sua sombra?

Bado saiu das sombras e se ajoelhou diante de Kanon. Alberich, Fenrir, Mime e Thor ficaram confusos com aquele guerreiro de aparência igual à de Shido e de robe tão similar, porém de cor diferente.

— Curva-se diante de um condenado que nem ao menos é Guerreiro Deus?! – Kanon estranhou Bado.

— Conheço sua história... Você não foi renegado por sua família, como eu, mas também foi amaldiçoado a ser sombra de seu irmão, o poderoso Cavaleiro de Ouro, Saga de Gêmeos... Curvo-me por você ter saído do mesmo lugar que eu e alcançado um poder superior ao irmão que sempre te jogou na sombra... – Bado falou.

— Nossos irmãos são dois covardes... – Kanon suspirou – Meu irmão Saga nunca deu atenção para mim, ele nunca pensou o quão doloroso poderia ser viver como eu e... Quando eu comecei a tentar sair daquela sombra e caminhar para a luz, ele me jogou na prisão de rocha do Cabo Sunion... Já o Shido demonstrou que conhecia sua existência no exato momento em que eu disse “Ou eu deveria dizer ‘vocês oito’?!”... E mesmo sabendo, da sua existência, responda se ele algum dia demonstrou afeto ou cuidado em relação a você?

— Jamais... – Bado respondeu, com profunda frieza.

— Perdão... – Shido escondeu o rosto, tentando disfarçar as lágrimas – Deixei-me levar pela confiança de nossos pais naquela lei tola e permiti que você tivesse que passar necessidades...

— Perdoe-o, Bado... – Kanon suspirou antes de caminhar pra fora – Ao menos nesse momento ele demonstrou algum sentimento bom, lembro-me que ao me jogar na prisão, não vi uma lágrima sequer no rosto de Saga...

Algum tempo depois, Poseidon avançou sobre Asgard, queria capturar Kanon e trazê-lo à sua justiça. Com Ohko recém-treinado e pronto para a luta, os novos Sete Generais Marinas, junto com Tétis e Poseidon marcharam para Asgard e emergiram do oceano em uma praia de areia congelada.

— Essa Hilda de Polaris... O Anel de Nibelugo a fez negligenciar o dever de proteger as calotas polares do planeta... – Refletiu Poseidon – Minha imagem será ferida se eu permitir algo assim – Poseidon suspirou e bateu o tridente no chão – Congele! – Aos poucos a água começou a reconstruir as calotas polares.

— Nosso imperador está protegendo nosso mundo – Ohko falou – Agora vamos capturar o maldito! – Ohko ergueu seu pique e começou a correr procurando o cosmo dos Guerreiros Deuses.

— Sigam Ohko, esse Dragão Marinho ainda está inexperiente demais – Disse Poseidon – Você também, Tétis...

— Sim, imperador... – Respondeu a sereia antes de seguir os sete generais.

No palácio Valhalla, Siegfried, no lugar de Hilda que ainda estava desacordada, sentiu o cosmo de Poseidon fazendo o controle das calotas e invocou seus companheiros, ordenando um imediato contra-ataque.

— Munin! Hugin! – Kanon expandiu seu cosmo, uma parte ficou negra e formou dois corvos negros que voaram pra longe. Kanon, com os olhos fechados, via através dos corvos onde voavam.

— Por que disse os nomes dos corvos de Odin? – Perguntou Hagen.

— Agora que visto o robe de Odin, sei muita coisa... Odin é o deus da sabedoria e da magia, não é? Sei também que os guerreiros deuses de Phecda, Merak e Alioth possuem a característica única de invocar o poder do Deus que é pai das três criaturas representadas pelos robes, Jormungand, Sleipnir e Fenrir, respectivamente... Então Thor, Hagen e Fenrir lutem em trio contra trio... Quais generais marinas querem enfrentar?

— Krakken! – Disse Hagen.

— Lymnades! – Disse Fenrir.

— Krisaor e sua lança sagrada! – Disse Thor.

— Muito bem, usarei a Outra Dimensão pra leva-los à batalha... – Kanon abriu os braços e inflou seu cosmo – Outra Dimensão! – Hagen, Thor e Fenrir desapareceram junto à Isaak, Kasa e Krishna. Os seis guerreiros reapareceram em um canto remoto de Asgard.

— A técnica de Kanon... – Krishna refletiu – Kasa e Isaak... Um trio peculiar...

— Vocês invadem Asgard sem permissão, nós, guerreiros deuses, jamais permitiremos! – Thor tocou as pontas dos cabos de seus machados – Mjöllnir! – O grito de Thor fez os dois machados se unirem e formarem um martelo de cabo longo – Vejamos o que é mais poderoso, meu Mjöllnir ou sua Lança dourada, Krisaor...

— Aceito seu desafio, guerreiro que, assim como eu, tem nome de Deus... – Krishna respondeu antes de atacar Thor.

A luta entre os dois estava em um embate, apesar da vantagem em agilidade e fio de corte que Krishna possuía, Thor era capaz de mudar a forma de sua arma entre Martelo, Machado e Porrete, sendo em par ou unidade.

— Eles estão em um embate... – Hagen observou – Eu quero testar meu ar congelante contra o seu... Força Congelante!

— Tolo – Isaak respondeu – Não subestime um discípulo de Camus! Aurora Boreal!

— Também quero me divertir... Venha Lymnades! Garras do Lobo Assassino! – Fenrir avançou contra Kasa.

— Você é um oponente interessante – Kasa riu enquanto Fenrir atacava e o Lymnades era capaz de desviar facilmente – É muito bom eu ter deixado de lado minhas técnicas ilusórias, seriam inúteis em você... Vou te mostrar um golpe chocante... Salamandra Satânica!

O impasse triplo era perceptível, os generais marinas perceberam que era hora de invocar suas técnicas supremas, o pensamento dos guerreiros deuses foi o mesmo.

— Hora da combinação... – Thor cravou sua arma no chão e inspirou o ar, enchendo os pulmões – Veneno Inflamável de Jormungand! – Thor cuspiu um líquido viscoso e verde, que avançou na direção dos Generais Marinas.

— Vamos rezar à Loki que nosso improviso dê certo... – Hagen suspirou antes de começar a movimentar os braços – Galope flamejante de Sleipnir! – Os braços de Hagen começaram a esquentar o ar e lança-lo contra os Generais Marinas.

— Minha vez – Fenrir abriu um sorriso prepotente e inspirou o ar, enchendo os pulmões – Chamas demoníacas do Ragnarok! – As chamas cuspidas por Fenrir se alimentaram do ar quente de Hagen e do combustível venenoso de Thor.

— Estratagema Ígnea de Loki! – Os três gritaram juntos.

No momento em que os três Guerreiros Deuses sorriam, vitoriosos, ouviram um grito de resistência.

— Execução da Aurora Boreal! – A voz de Isaak ecoava entre as chamas tentando salvar a si mesmo e seus companheiros.

— Salamandra Ígnea! – Kasa começou a devorar as chamas – Não da pra devorar tudo... – Kasa começou a tossir – Essas chamas são envenenadas... – Kasa olhou pro lado e viu Krishna meditando – Por que está ai sentado?! Vamos morrer!

— Maha Roshini – O corpo de Krishna começou a emitir uma luz, essa luz formou um globo que envolveu os três Generais.

Algum tempo depois, as chamas sumiram e Kasa desmaiou. Isaak pegou Lymnades no colo e olhou e olhou para Krishna, o indiano entendeu a mensagem e usou seu poder pra teleporta-los de volta para o templo submarino.

— Três vitórias Asgardianas de uma vez só... – Kanon deu sua gargalhada maligna – Próximo glorioso guerreiro deus que irá lutar?

— Eu gostei daquela loirinha... – Alberich disse – Se eu a capturar... Tenho permissão pra fazer dela minha esposa? O clã dos Alberich poderia fazer bom uso de uma mulher tão bela pra gerar a nova geração...

— Que seja... – Kanon riu internamente, sabia que Alberich e Tétis teriam uma luta complicada – Outra Dimensão!

Tétis e Alberich foram teleportados para uma praia congelada. A sereia viu seu oponente diante de si e entrou em posição de batalha.

— Menina... – Alberich riu – Você não é oponente pra mim, mas acho melhor te dar uma luta pra convencer que serei um bom marido...

— Sou uma sereia, pertenço ao mar e ao meu imperador, nenhum homem da superfície pode ter a mim – Tétis começou a cantar.

— Que quero essa mulher pra mim! – Alberich sacou sua espada, fez as chamas começarem a encobrir a lâmina – Vamos! – Alberich atacou Tétis, mas a sereia era ágil o bastante pra desviar de todos os ataques.

— Mesmo o mais fraco dos comandantes é mais forte que isso... – Tétis riu.

— Vou te mostrar meu poder... – Alberich cravou sua espada no chão e cruzou os braços – Couraça Ametista!

— Quer me prender com uma força natural?! – Tétis gargalhou – Cilada de Coral!

Os pedaços de Ametista e os pedaços de coral se prendiam em armadilhas mortais de beleza inigualável, hora a Ametista prendia o Coral, hora o Coral prendia a Ametista.

— Você é mais do que um rostinho bonito... – Alberich estava tocado – Eu me julgava um homem de cérebro abençoado, mas devo ter encontrado uma rival à minha altura, mesmo assim eu te quero como rival e como esposa... – Alberich mostrou seu sorriso prepotente antes de erguer seu dedo indicador direito – Prepare-se para encarar um adversário impossível de ser derrotado... Unidade da Natureza!

A flora da praia congelada começou a ser manipulada pelo cosmo de Alberich e atacou Tétis, a sereia tentou desviar dos galhos e troncos vivos que a atacavam impiedosamente, mas quando a água do mar a atacou, Tétis pulou e pousou pisando sobre as águas, elevando seu cosmo ao máximo.

— Imperador Poseidon... – Tétis começou a rezar – Nesse momento de necessidade precisarei usar uma técnica que nunca testei... Tenho medo de errar, proteja-me, meu imperador...

O canto de Tétis ecoou até Poseidon, que reconstruía as calotas polares, o deus dos mares desviou seu cosmo por um momento e lançou sua voz através do cosmo para Tétis.

— Não precisa de minha proteção, é uma mulher leal e poderosa, capaz de fazer o que quiser, agora deixe teu medo de lado e lute como a Comandante Marina que você é, Tétis de Sereia!

— Couro das Sereias Atlânteanas! – A voz de Tétis fez as águas tomarem a forma de várias sereias, a Unidade da Natureza não foi páreo e o canto invadiu a mente de Alberich, o jogando em uma ilusão – Eu te julguei um oponente mais duro de derrotar... É tão bom estar certa... – Tétis se aproximou do corpo imóvel de Alberich e beijou seu rosto – Essa é sua recompensa... O máximo que terá de mim... Meu coração já pertence a um homem...

Kanon observava a luta de longe, gargalhando ao lado de Siegfried, Bado, Shido e Mime.

— Aquele tolo ficou olhando muito pro rostinho lindo da Tétis e se esqueceu de lutar... – Kanon deu sua gargalhada – Muito bem... Krisaor, Krakken e Lymnades perderam... Sereia venceu... Ainda temos Scylla, Dragão Marinho, Cavalo Marinho e Sirene... Quem vai querer enfrenta-los?

— Quero confrontar minha harpa contra a flauta de Sorento... – Disse Mime.

— Oh... Acho que vou assistir ao espetáculo musical... O dragão e os tigres me acompanham?!

— Vai ser bom... – Bado respondeu enquanto Shido e Siegfried apenas acenaram.

— Outra Dimensão!

— Kanon... Seu traidor... – Sorento viu Kanon sentado no telhado em ruinas de uma casa em uma vila abandonada, ao seu lado Siegfried, Bado e Shido observavam o General Marina. Sorento fez menção de tocar sua flauta, mas a aparição de Mime o impediu.

— Não se precipite Sirene... Seu oponente sou eu... – Mime movimentou seus dedos e lançou suas cordas.

— Musicista tolo... – Sorento usou sua flauta como bastão e formou um espelho circular que jogou as cordas de Mime contra ele mesmo – Temo informa-lo que suas técnicas são demasiadamente fracas... – Sorento caminhou, despreocupado, na direção de Mime – Vou te contar um segredo... – Mime lançou mais de suas cordas enquanto saltava para trás, mas novamente foram inúteis – Poseidon foi à primeira divindade que criou seu exército, portanto o primeiro General Marina de Sirene foi o criador das técnicas de combate através das sete notas musicais... – No momento em que Sorento tocou os lábios na flauta, viu muitas ilusões de Mime.

— Cansei dessa baboseira – Mime respondeu – Já estou em uma distância segura e minhas ondas sonoras não irão afetar os meus líderes... Não pretendo subestimar um oponente poderoso como um General Marina, portanto usarei uma técnica que eu mesmo desenvolvi – As ilusões de Mime começaram a tocar suas harpas em uma velocidade incomensurável, o som era violento e selvagem – Sinfonia das Valquírias! – As ondas sonoras flutuaram para o céu e fizeram algumas nuvens escurecerem, criando granizo em forma de lanças – Chuva de Lanças Asgardianas!

Sorento tocava sua flauta quando as lanças de gelo o atingiram e atravessaram teu corpo. Mime se sentiu decepcionado ao ver o combate acabar tão rapidamente, o Guerreiro Deus se aproximou do corpo do General Marina e o viu morto, porém possuía um sorriso no rosto.

— Técnica surpreendente... Uma pena você ter lançado suas ondas sonoras pra manipular as nuvens e deixado sua guarda aberta para as minhas ondas sonoras penetrarem em seu corpo e me entregarem o controle sobre teu corpo... – O corpo que Mime via não mais era o de Sorento, o corpo era de Folker, seu pai adotivo – Este homem possui um lugar de destaque em seu interior...

— Está na minha mente?! – Mime estava incrédulo.

— Sim, lá fora, sob meu controle, você me tirou do alcance das lanças de gelo – Sorento riu baixo – Foi complicado invadir um canto tão profundo de seu consciente... Mas agora vejo tudo dentro de você...

— Maldito, saia da minha mente! – Mime tentou socar Sorento, mas o General parou o soco do Guerreiro Deus com apenas uma mão.

— Não antes de te destruir de dentro pra fora... – Sorento estalou os dedos, levando ambos para uma pobre casa em meio a uma floresta congelada – Reconhece este lugar?!

— A casa de meus pais biológicos... – Mime suspirou.

— As memórias desta infância primária são todas guardadas no mais profundo do subconsciente, quando invadi sua mente, pude ver claramente que isto é seu ponto fraco... Você presumia que seu pai adotivo era um monstro sanguinário, mas agora deve ver a verdade, contada pelo seu próprio subconsciente! – Sorento mostrou o momento da morte do pai biológico de Mime, um ataque pelas costas de Folker, mas quando Folker revidou, a mãe de Mime entrou na frente, matando os dois. Após esta cena, o mundo em torno dos dois foi evoluindo, mostrando outras lembranças de Mime, onde Folker era um pai gentil e preocupado.

— Eu... – Mime chorava.

— Você está desconsertado, perdeu o controle de seus sentimentos e agora não é um oponente digno... – Sorento desdenhou Mime – Música requer paixão e disciplina em níveis iguais... Sua paixão está grande o bastante para subjugar totalmente a disciplina, não é mais oponente pra mim...

— Seu desgraçado... Fora da minha cabeça! – O grito furioso de Mime expulsou Sorento da mente e os levou de volta ao mundo físico.

— Nada mal... – Sorento deu um riso orgulhoso – Mas um esforço mental deste tamanho te esgotou, tenha bons sonhos, Mime de Benetnasch... – Dito e feito, Mime desmaiou pelo excesso de esforço mental.

— Impressionante Sorento de Sirene, eu me sinto aliviado por nunca ter desafiado sua técnica, mas não será hoje que irei confrontar você... Parabéns pela vitória, Outra Dimensão! – Kanon transportou a si mesmo, Mime desmaiado e os outros três Guerreiros Deuses de volta para o Valhalla.

— Quero confrontar o Ohko de Dragão Marinho... – Siegfried falou – Espero que Bado e Shido não se importem em enfrentar Bian e Io...

— Em absoluto, o Cavalo Marinho e o Scylla não serão oponentes para nós, os tigres gêmeos... – Bado respondeu, com tom orgulhoso.

— Concordo com meu irmão – Shido respondeu, sorrindo, sentia o rancor desaparecendo lentamente.

— Boa sorte, Outra Dimensão!

Os quatro guerreiros foram transportados para uma floresta congelada, ao redor deles, os ossos dos guerreiros que estavam presos na Couraça Ametista de Alberich.

— Io... Bom estar perto de um companheiro... – Bian refletiu, olhando os gêmeos diante de si.

— Sim, estava demorando pra nós sermos vítima da outra dimensão de Kanon... Como será que ele pôde alcançar um poder desse tamanho?! – Io respondeu.

— O robe de Odin agora é vestido por Kanon... – Shido falou.

— Ele agora é servo do robe, um servo leal à vontade de Odin... – Bado complementou.

— Escravidão... Um destino apropriado pra um traidor, mas a dívida de Kanon pertence ao imperador Poseidon, não à Odin, por isso nós estamos aqui para levar ele de volta para o templo de nosso imperador – Bian entrou em posição de combate, Io o imitou, mas nesse momento os dois foram atacados pelas Garras do Tigre Negro e pela Garra do Tigre das Sombras.

— Idiotas, o Bian manipula o ar a seu bel prazer, a força dos seus ataques se dissipa nas barreiras dele... – Io contou vantagem.

— Que coincidência... Nós também... – Bado e Shido queimaram ainda mais seus cosmos, fazendo a temperatura na floresta cair mais.

— Nem pensem que irão nos congelar – Io abriu suas asas – Águia Poderosa!

— Seu golpe é lerdo demais! – Bado bloquear o golpe de Io era iminente.

— Assopro Divino! – Os ventos de Bian impulsionaram as asas da águia e aumentaram a velocidade do golpe de Io. Impulsionado, o ataque de Io fatiou os elmos dos tigres gêmeos e abriram uma ferida no rosto de cada um.

— Nossa combinação é promissora, Bian... – Io sorriu – Esses tigres gêmeos subestimam a nós...

— Tem razão, Scylla... – Shido admitiu.

— Superestimamos nossa velocidade, nosso cosmo e nosso ar congelante... Não imaginávamos que vocês dois poderiam ser uma dupla tão boa... – Bado finalizou.

— Nem nós – Bian riu.

— Servos de Poseidon – Shido riu – Vocês são divertidos... Espero que possamos viver pra lutar novamente, independentemente do resultado...

— Concordo... – Bian respondeu – Mas já basta de enrolação, nenhum de nós demonstrou todo o poder que possui...

— Garras do Tigre das Sombras! – Bado avançou enquanto Shido o seguia, cobrindo sua retaguarda.

— Fúria do Lobo! – Io contra atacou. Bian deu um salto, abrindo os braços e lançando todo o ar congelante a sua volta contra Shido.

Os punhos de Io e Bado se confrontaram, entrando em impasse, mas Shido saltou na direção de Bian, atingiu seu estômago com uma joelhada e em seguida o jogou contra o chão com um chute na cabeça.

— Agora tenho certeza que esse Bian não é um guerreiro para combate corpo-a-corpo... – Shido analisou a dupla adversária – Essas seis bestas de Scylla são o único problema para nós, Bado...

— Concordo, mas essas seis bestas já são um grande problema...

— Você nem imagina – Io aproveitou um milésimo de segundo da distração de Bado e tocou uma brecha do Robe de Alcor com seu dedo indicador esquerdo – Ferrão da Abelha Rainha!

— Desgraçado... – Bado gritou de dor, o ferrão tinha atingido a fresta entre seu peito e seu braço direito, imobilizando o mesmo – Não sinto meu braço direito...

— Ainda não acabei! – Io saltou para trás e ergueu o braço esquerdo – Serpente assassina! – Ao se distrair com a dor do irmão, Shido deixou uma abertura para o golpe de Io, que deixou rachaduras em seu Robe.

— Tire as patas do meu irmão! – Bado ergueu o braço esquerdo – Garras do Tigre das Sombras! – O golpe certeiro de Bado destruiu a parte da escama que permitia o golpe da Serpente, libertando Shido.

— Seis dessas malditas feras e só nos livramos de uma... – Bado grunhiu de raiva – Garras do Tigre das Sombras!

— Garras do Tigre Negro! – Shido acompanhou o irmão.

— Droga – Bian tentou formar sua barreira de ar, mas os golpes eram velozes o bastante pra destruir a barreira, derrubar o Cavalo Marinho e destruir as partes da escama de Scylla que permitiam os golpes da águia, da abelha e do lobo.

— Agora sim estamos fazendo progressos... – Shido sorriu.

— Não por muito tempo, Ataque Vampiro! – Mesmo feridos, os tigres gêmeos foram capazes de desviar dos morcegos criados pelo cosmo de Io.

— Não iremos mais subestimar vocês dois – Bado disse antes de contra atacar pela esquerda enquanto Shido foi pela direita.

— Assopro Divino! – Os ventos de Bian retardaram o avanço dos tigres o suficiente para que ele e Io pudessem fugir do alcance das garras. Com um movimento ágil, Io conseguiu ficar próximo o bastante de Shido para outro ataque.

— Urso Infernal! – O golpe atingiu o braço esquerdo de Shido, o deixando extremamente ferido.

— Basta! – Shido gritou de dor – Bado, você conhece minha outra técnica? Consegue me acompanhar?

— Fui sua sombra, aprendi e aprimorei aquela técnica... – Bado respondeu.

— Preparem-se, Scylla e Cavalo Marinho, essa técnica não será barrada por um mero assopro ou por morceguinhos ou um urso... Preparem-se para a derrota! – Shido bradou.

— Impulso Azul! – Os dois disseram juntos, reduzindo a velocidade de movimento de cada átomo presente naquela região, congelando a tudo e lançando esse frio impiedoso contra os Generais Marinas.

— Cavalo, eu sei que possui outra técnica, sei também que ela pode ser o complemento ideal pra minha... Use-a agora! – Io bradou – Tornado Violento!

— Ventos de Furacão! – Bian gritou.

Ao invés do ar congelante dos tigres gêmeos avançar apenas sobre os Generais Marinas, mas os ventos destes foram capazes de lançar o ar congelante contra todos os quatro presentes.

A temperatura caia mais e mais, os robes dos Guerreiros Deuses e as Escamas foram capazes de proteger seus mestres por um bom tempo, mas logo os trajes foram congelados e despedaçados.

Que milagre nos salvou da morte?!— Shido pensou antes de olhar o irmão.

— Sinto o cosmo de nosso imperador... – Io olhou para o céu.

— Eu sinto o cosmo da senhora Hilda... – Bado fechou os olhos, demonstrando segurança.

— Não podemos fazer mais nada... – Bian refletiu – Agora é melhor descansar... Os tigres estão feridos e nós Marinas estamos a ponto de uma hipotermia...

Os quatro sorriram entre si e começaram a cuidar de suas enfermidades.

— Eles viraram amiguinhos?! – Kanon estava indignado.

— Calma – Siegfried riu da cara de Kanon.

— Não ria dragão estúpido!

— Chamou-me de que, seu gêmeo genérico?! – Siegfried respondeu.

— Ah... Cale-se... – Kanon suspirou.

— Eu sou o líder dos Guerreiros Deuses, você é um condenado à escravidão perpetua dentro do robe de Odin! Agora obedeça ao líder dos Guerreiros Deuses e me teleporte pra enfrentar o último guerreiro de Poseidon, o Dragão Marinho...

— Outra Dimensão! – Kanon fez o mais rápido que pode para se livrar de Siegfried.

Ohko estava deitado na neve, com a cabeça em cima do pique de Oricalco, a ponto de dormir.

— Que saco – Ohko olhou pra Siegfried – Olha todas essas pegadas, todos foram escolhidos, menos eu... Da pra me explicar o motivo?!

— Todos sabiam que lutar com você era e ainda é meu desejo... Também sabiam que eu gosto de lutar por último...

— Então você é o último biscoito chinês no pote?! – Ohko gargalhou – Espero que a sorte dentro de você seja melhor que a dos outros Guerreiros Deuses... – Ohko levantou com um salto com o pique em mãos, pronto pra avançar.

— Não sei a sorte que posso dar, mas sei a qualidade da luta que se pode travar comigo... – Siegfried apontou dois dedos pra Ohko – Espada de Odin!

— Lazer bonito, mocinha! – Quando o lazer começou a cercar Ohko, ele movimentou o pique, levantou a neve no lugar onde o golpe de Siegfried atingia e começou a girar, forçando o ar a causar uma pressão grande o bastante pra repelir o lazer – Pique da Serpente Marinha!

— O homem cuja força iguala 10.000 homens... É assim que a divindade dentro de você foi intitulada por um de seus maiores inimigos, estou certo?! – Siegfried o olhou intrigado.

— Isso, o próprio Rei de Wei reconheceu a força de Zhang Fei... Agora se esqueça do tigre bêbado, seu oponente não é Zhang Fei de Shu... Seu oponente é Ohko de Dragão Marinho, o General Marina de Rozan que atravessou Oceanos para governar o Atlântico Norte! – Ohko deu seu grito de guerra.

— Esse é o espírito que eu desejo enfrentar! – Siegfried correu na direção de Ohko.

— Sem sua espada?! Que seja! – Ohko deixou o pique no chão e avançou contra Siegfried.

O soco de Siegfried tentou atingir o peito de Ohko, mas foi bloqueado, Ohko contra atacou com um chute que não causou dor, mas impulsionou Siegfried para trás.

— O Herói Imortal, Siegfried é fraco demais ou eu que me tornei um guerreiro muito poderoso?! – Ohko provocou.

— Devo reconhecer sua força... Também permito que use seu pique de Oricalco contra mim, duvido que uma arma forjada com o material básico das armaduras seja suficiente para atingir minha pele indestrutível, banhada com o sangue do dragão de duas cabeças!

— Eu me recuso! Se aquela múmia chinesa e o pupilo perfeição conseguem destruir oponentes poderosos lutando de igual pra igual, por que diabos eu faria diferente?!

— Você é merecedor de vestir uma proteção que carrega o nome de “Dragão”, possui um bom senso de honra...

— “Honrado” – Ohko riu – O mestre ancião riria...

— Um pupilo do homem capaz de atingir a brecha da “Unidade da Natureza” do clã Alberich – Siegfried segurou o pulso direito com a mão esquerda, abrindo a mão direita em direção ao céu, como um castiçal – Não pretendo subestimar um homem com essa força... Eis minha técnica pirotécnica experimental! – Siegfried ergueu o braço direito enquanto o braço esquerdo foi abaixado, deixando por uma centena de milésimo de segundo o seu peito esquerdo desprotegido – Chamas Diabólicas de Fafnir! – Siegfried lançou uma onda de chamas com o punho direito.

— Droga! – Ohko deu um salto ágil com as pernas e desviou da primeira onda de chamas, mas uma segunda atingiu seu rosto, arremessando seu elmo para longe.

— Fafnir, o dragão protetor de minha estrela Alfa, possui duas cabeças... Esqueceu-se disso?! – O questionamento de Siegfried fez Ohko rir.

— Não sou famoso por ser bom estrategista... Esses são o Shiryu e o Mestre Ancião... Nem sei o nome do seu dragão...

— É Fafnir... – Siegfried suspirou – Siegfried era o nome de um grande herói nórdico, suas proezas o deram coragem para confrontar um dos maiores monstros da época, Fafnir, o dragão de duas cabeças... Siegfried o matou e se banhou em seu sangue, se tornando imortal... Dizem que sou a reencarnação dele por me assemelhar à sua coragem, poder e princípios... – Siegfried concluiu.

— E depois me chamam de bárbaro... – Ohko suspirou – Meu povo, os orientais não veem feras sagradas como obstáculos. Dragões, Kirins, Tigres, Tartarugas, Raposas e outras lendas são fontes de sabedoria a quem devemos respeitar e honrar, não matar!

— Respeitável, mas nós seguimos o exemplo de Odin, nós destruímos as feras malignas do mundo e aprendemos com a grandeza de toda a natureza proveniente da árvore do mundo...

— Mesmo as feras malignas são capazes de ensinar... Jurei que jamais usaria essa técnica, mesmo que pudesse salvar minha vida, mas a usarei pra te provar o poder que as feras desse mundo podem ensinar... – Ohko recolheu e abaixou o punho direito enquanto o esquerdo era erguido – Essa técnica foi ensinada por um maldito tigre que de tão velho ficou com a cara roxa, cheia de rugas... – Ohko deu um sorriso prepotente – Cólera do Dragão! – Um dragão dourado com escamas no lugar de chifres e pelos avançou contra Siegfried.

— Chamas Diabólicas de Fafnir! – Siegfried lançou ambas as ondas de uma vez só. O choque entre o fogo e o dragão causou uma explosão, evaporando a neve no local e fazendo ambos os guerreiros suarem.

— Viu meu ponto fraco, não viu? – Siegfried perguntou.

— E você viu o ponto fraco do meu golpe Cólera do Dragão... Mas saiba que só usei dessa vez... O próximo golpe é completamente diferente...

— Concordo, essa luta terá seu fim bem aqui! – Siegfried começou a queimar seu cosmo nos dois braços – Vendaval do Dragão!

Tolo... Esse golpe também tem uma abertura e esse golpe irá atingir a abertura e todo o resto... — Ohko queimou seu cosmo e bateu as mãos, formando uma sombra sinistra em suas costas – O maior monstro marinho deste planeta... Prepare-se! Leviatã! – A sombra do monstro marinho se desfez em ondas marítimas de choque que se movimentavam à velocidade da luz.

— Leviatã?! – Os ventos de Siegfried desviaram as ondas de choque, mas Siegfried foi atingido na região do tórax e dos ombros, o poder de Ohko destruiu seu robe naquela região e deixou um hematoma em seu ponto desprotegido.

— Que isso... – Ohko estava exausto – Esse golpe acaba comigo...

— Ohko, o dragão marinho... – Siegfried deitou na neve, cansado e com um sorriso no rosto – Você é um rival digno!

— Vamos repetir a luta daqui a pouco...

— Apoiado! – Siegfried respondeu.

Kanon olhava, através dos corvos de cosmo, os guerreiros deuses e generais marinas presentes na região, ao perceber que nenhum deles seria obstáculo pra seus planos, ele se teletransportou pra perto de Poseidon.

— Acha que é rival pra mim apenas por usar esse robe, Kanon? – Poseidon disse sem se mover.

— Veremos – Kanon sacou a espada Balmung e apontou sua lâmina para Poseidon – Tenho técnicas herdadas da força de Odin, como esta aqui! – Kanon travou a espada no chão e curvou o corpo, como se fosse arremessar um dardo – Lança de Gungnir! – Kanon arremessou várias lanças feitas de cosmo contra Poseidon.

— Tolo... Conheço a força da verdadeira Gungnir – Com ágeis movimentos de seu tridente, Poseidon repeliu todas as lanças – Isso não passa de uma cópia mal feita... O verdadeiro Guerreiro Deus de Odin teria quinze vezes mais poder do que isso – Poseidon apontou a lâmina do tridente para o rosto de Kanon – Renda-se e entregue a mim sua vida imunda!

— Recuso! Ganhei este robe e todo este poder, não sou mais sombra de Saga, de Athena ou sua, seu cabeça de cabeça de Oricalco! Vou usar esse poder e conquistarei toda a glória ao meu alcance, alcançarei glória onde me é possível, alcançarei glória aqui, em Asgard!

— Poderia ter a glória que tanto brada querer, mas só se não fosse o objetivo da minha ira, seu desgraçado!

— Terei minha glória – Kanon pegou a espada Balmung e a ergueu para o céu – Explosão Galáctica! – A energia cinética das estrelas explodindo se aglomeraram na lâmina da espada Balmung – Lâmina Bárbara! – Com um movimento da espada, Kanon lançou toda a energia através da espada Balmung de forma similar á técnica de Shura.

— Uma variação peculiar, mas isso não passa de poeira estelar! – Poseidon bateu o tridente no chão, fazendo toda a energia parar e se dirigir para o céu, como fogos de artifício – Para um Deus, sua grande técnica não passa de um inofensivo espetáculo pirotécnico...

— Ótimo, agora não me deixa opção... – Kanon queimou seu cosmo, lançando diretamente para a espada – Espada Balmung: Corte dos Nove Mundos! – Kanon saltou na direção de Poseidon.

— Niflheim – O corte de Kanon abriu uma brecha dimensional, de dentro dela saia névoa e gritos de horror.

— Nidavellir – O segundo corte abriu uma dimensão inóspita, com grama negra e céu acinzentado.

— Svartalfheim – O terceiro corte abriu para uma dimensão ainda mais inóspita, com um céu aprofundado em um negro melancólico.

— Jotunheim – O quarto corte mostrou uma dimensão de proporções titânicas, com sombras gigantescas e uma cidade ainda maior.

— Musphelhein – O quinto corte abriu uma dimensão que liberava um calor infernal.

— Midgard – O sexto corte abriu uma fenda dimensional que mostrou o Paternon, na Grécia.

— Álfheim – O sétimo corte mostrou campos floridos de grama verde e céus azuis com muitas nuvens brancas.

— Asgard – O oitavo corte mostrou um titânico palácio dourado com pontes coloridas com as sete cores do Arco-Íris.

— Vanaheim – O nono corte mostrou uma vila em meio a uma densa e bela floresta, com campos cultivados e pessoas caminhando por entre as árvores.

— Agora vá para um dos nove mundos e não importune mais Hilda e os Guerreiros Deuses, Poseidon... – Logo que deixou de sentir o cosmo de Poseidon, Kanon guardou a espada Balmung.

— Tolo, eu tenho o nono sentido, o poder divino! – A voz de Poseidon ressurgiu na frente de Kanon, tudo o que ele sentiu em seguida foi o tridente de Poseidon atravessando seu abdômen – Agora morra e pague pelo crime de ludibriar um Deus...

— Obrigado, Poseidon – Kanon sentia a morte se aproximar – Paguei minha penitência com você e agora... – Kanon olhou para o céu – Venham para mim, valquírias! Colham minha alma e me levem para Asgard! Eu estou a ponto de morrer como um guerreiro Asgardiano que morreu defendendo Hilda! Levem-me para meu lugar de direito no exército de Odin!

Estas foram as últimas palavras de Kanon, que morreu pelas mãos de Poseidon.

Notas finais
O que acharam?! Deu trabalho fazer pesquisa pra fazer algo desse tipo, espero que agrade vocês, até a próxima!