Notas iniciais
Acho que vão gostar do capítulo e me odiar por ele também.

Eu estava sozinho no meu quarto, deitado na cama, quando vi a porta do quarto se abrir e Sara aparecer ali.

—Achei que fosse te encontrar no sofá comigo, assim que eu acordasse.

Depois daquela DR que trocamos no sofá, voltamos a nos acomodar no mesmo e assistir TV. Em determinado momento, notei que Sara acabou cochilando durante o programa que assistíamos. Tomando cuidado pra não acordá-la, eu me levantei do sofá deixando Sara dormindo sozinha na sala, enquanto que vim ficar no meu quarto.

—Eu quis vim pra cá e te deixar sozinha pra que dormisse com mais conforto no sofá.

—Você ainda tá chateado comigo pelo lance de horas atrás.

Ela mais pareceu afirmar do que propriamente, me perguntar isso

A bem da verdade é que eu ainda tava só um pouco chateado, mas não queria dizer pra ela. Apesar de ter aceitado sinceramente, o pedido de desculpas dela, eu não podia evitar de ficar chateado com o que ocorreu. Mas ia passar, já tava passando.

—Não, Sara. — Menti pra ela enquanto forçava um sorriso pra que ela acreditassem em mim.

—Sei...

Ela se aproximou e sem dizer nada se sentou na cama. A gente ficou se encarando em silêncio até que sem mais nem menos, aquele sonho que tive com ela veio povoar minha mente naquele instante. Flashes dela comigo naquela cama, a gente se beijando, eu descobrindo cada pedacinho do corpo dela escondido pelas suas peças de roupa, a maciez da pele dela em contato com a minha... Meu Deus! Eu precisava fazer aquilo virar real.

—O que foi? Por que tá me olhando tanto assim?

Ao invés de respondê-la, eu me sentei na cama ficando bem de frente pra Sara e em seguida, a beijei. E beijei-a da mesma forma como aconteceu no sofá quando a gente quase foi além dos beijos.

Do nada eu já me sentia 100℅ preparado pra ter minha primeira vez com Sara. Eu a queria, queria ter minha primeira vez com ela ali e naquele momento!

E então, eu fui avançando sutilmente pra cima dela até fazê-la deitar na cama e assim tê-la sob mim. Que se dane o mundo lá fora daquele quarto. Eu só conseguia pensar em mim e Sara juntos naquele momento.

Senti as mãos dela apertarem meus braços enquanto que as minhas tocavam e apertavam levemente sua cintura ao mesmo tempo em que nossas línguas travavam uma batalha quase insana dentro de nossas bocas unidas em um beijo arrebatador.

Não preciso nem dizer que aquilo tudo fez meu corpo reagir violentamente, e ao me deixar pesar um pouco sobre Sara, ela pode sentir a minha "reação" à tudo aquilo. E creio que ela meio que se assustou com isso, pois interrompeu o nosso beijo imediatamente.

—Espera, Grissom...

—O que foi?

—Você sabe bem pra onde as coisas vão se a gente continuar, não é?

—Sei. E é isso que eu quero, Sara. Eu quero você! Quero ter minha primeira vez com você. — Confessei escondendo o rosto no pescoço dela pra beijá-lo. Acho que nunca quis tanto uma garota como eu queria a Sara naquele instante. Era ela a garota certa pra esse momento especial.

—Mas assim?? Agora?

As perguntas dela me fizeram cessar os beijos que lhe dava em seu pescoço e levantar a cabeça pra olhar à Sara.

—Sim. Você não quer?

—Não é isso. É que... Você me pegou de surpresa.

—Eu sei que disse há dois dias que não tava preparado... Mas agora sinto que tô, mesmo um pouco nervoso e apreensivo por conta da minha inexperiência, eu quero muito que isso aconteça agora. Quero muito que seja a primeira garota na minha vida. E espero não te decepcionar já que não tenho experiência alguma nisso, ao contrário de você.

Eu torcia para o meu nervosismo não acabar estragando as coisas e me atrapalhando na hora H. Seria terrível falhar por nervosismo ou acabar sendo rápido demais na nossa primeira vez.

—Você não vai me dizer nada?

Ela permanecia calada somente me olhando desde que eu despejei tudo aquilo em cima dela há uns segundos.

—Eu preciso te contar uma coisa. — Ela me murmurou séria e logo em seguida, me empurrou de cima dela e saiu da cama.

Fiquei sem entender nada.

—Contar o quê? Você não quer, é isso?

Me pus de joelhos na cama e fitei Sara aguardando por sua resposta.

—Não, não é isso. É outra coisa, importante por sinal.

—O que é essa coisa importante, então?

Eu não fazia ideia do que ela queria me dizer. Ela tava séria demais e ao lhe encarar bem nos olhos pude ver certo constrangimento. Ela parecia brigar consigo mesma pra me contar o quê quer que fosse.

Ainda levou um par de segundos pra ela me responder o que lhe perguntei. E quando Sara enfim respondeu, eu confesso que fiquei surpreso com o que ouvi dela.

—Eu sou tão inexperiente nisso tudo quanto você, Grissom.

Seus olhos se desviaram de mim e encararam o chão do quarto.

Eu fiquei sem ação por uns segundos depois disso.

—Você tá querendo me dizer que é...

—Sim!

Totalmente sem jeito, ela se apressou em confirmar aquilo sem esperar que eu completasse a pergunta.

Por essa eu não esperava mesmo. Ela era virgem que nem eu. E eu achando que ela fosse certamente, mais experiente que eu naquilo, mas não.

—Você não vai dizer nada?

Ela me murmurou usando a mesma pergunta que usei com ela momentos atrás.

Sinceramente, eu não tinha ideia do que dizer depois dessa 'revelação'. Tudo que não esperava era ouvir aquilo!

—Você me pegou de surpresa. -Confessei dando um suspiro enquanto saia da cama. _Eu achei que você...

—Não fosse mais virgem? É, eu percebi. Por que achou isso?

Como eu ia explicar pra ela aquilo sem ofendê-la?

—É que... Você... Parece... Tão... — Eu tentava achar palavras pra explicar aquilo, mas não achava.

—Tão...?

Dei dois passos até ela e parei há pouca distância dela.

—Olha, eu não sei explicar exatamente, mas eu achei que você não fosse mais.

Se antes eu tava nervoso, depois de saber disso fiquei mais ainda. Saber que eu seria possivelmente o primeiro da vida dela triplicou meu nervoso. Era muita responsabilidade aquilo. Garotas tendem a fantasiar esse momento e Sara mesmo não sendo igual a grande maioria das garotas, também devia fantasiar da maneira dela com esse momento.

—Acho que eu meio que te decepcionei com isso, né?

—Não, Sara. — Juntando minha testa à dela, eu apressei-me em respondê-la.

Jamais aquilo que ela me revelou me
decepcionaria. Pelo contrário, me deixou feliz. Apesar do impacto e do nervoso que aquilo me causou, era muito bom saber que nenhum cara ainda tinha tocado nela. E que eu poderia ser o primeiro a fazer isso.

—Como foi que eu não me apaixonei logo por você, hein?

Ela sorriu.

—Eu impliquei tanto com você que tudo o que queria de mim era distância.

Inevitavelmente a gente sorriu juntos disso. É, realmente, ela implicou bastante comigo, mas o efeito disso acabou saindo ao contrário, algum tempo depois de já estarmos convivendo juntos.

—Além do mais, você tava caidinho pela vizinha ruiva, então... Você e eu era quase impossível de rolar.

Talvez naquela época fosse mesmo. Mas agora nada parecia mais certo do que Sara e eu, juntos.

—É, eu tava, mas isso já virou passado. — Pisquei pra ela e lhe abracei logo em seguida escondendo o rosto na curvatura do seu pescoço e sentindo o perfume bom da pele dela.

—Acabei estragando o clima entre a gente, né?

—Não. — Murmurei de olhos fechados.

—Acho que sim só que não quer admitir. Mas eu precisava te contar isso antes que descobrisse sozinho, quando a gente estivesse fazendo, você sabe...

Abri meus olhos e me afastei só um pouco dela pra encará-la nos olhos.

—Eu sei. Fica tranquila.

Eu até preferi mesmo que ela tenha me contado antes, ao invés de ser surpreendido, descobrindo sobre isso bem na hora H.

—Você não quer mais que a gente faça isso agora?

Querer, eu queria, mas algo me dizia que ela parecia não tá segura pra isso, como senti que ela estava da outra vez.

—Você quer? — Respondi com outra pergunta.

—Eu te perguntei primeiro, quatro olhos. — Ela me golpeou de leve no braço e eu sorri.

—Ok!... Eu ainda quero. — Afirmei segurando seu rosto entre minhas mão e fitando sua boca. _Mas... Sinto que você não tá tão afim quanto na vez do sofá, tô enganado? — Fitei seus olhos agora.

—Tá. Completamente. — Minhas sombrancelhas se arquearam em surpresa ante a resposta. _Eu quero!

—Realmente quer mesmo? Se você não estiver afim pode dizer sem problema.

—Mas que parte do: "Eu quero!"... Que você não entendeu?

Eu sorri da aparente zanga dela ao falar. Bom... Se ela estava dizendo que queria, não contestaria mais pra não fazê-la mudar de ideia. Então, eu lhe beijei, mas logo já interrompia aquilo ao ter uma ideia.

Seria tanto a minha primeira vez quanto à dela e uma ocasião especial como essa, pede por uma "produção" mais romântica e propicia à esse momento, coisa que o meu quarto não proporcionava a gente naquele instante.

Eu precisava ajeitar isso e criar o clima perfeito para um momento como aquele. Eu quero que Sara lembre desse dia, de maneira bonita e guardasse a lembrança pra sempre.

—Eu sei que você vai achar estranho o meu pedido, mas... Preciso que saia do quarto e me deixe sozinho só um instante pra eu fazer uma coisa.

—Fazer o quê?

Ela tinha um vinco de total estranhamento àquilo que lhe disse.

—Uma surpresa. Agora... Vai, sai.

Eu meio que a expulsei do quarto. E assim que ela saiu, eu tratei de arrumar tudo. Era pra ser especial e seria, pelo menos, essa era a minha intenção que fosse.

Troquei o lençol da cama por outro, fechei as cortinas, liguei o abajur e acendi algumas velas aromáticas que minha mãe insisti em deixar guardadas na gaveta do armário do banheiro. Até então, eu não via serventia alguma para aquelas velas, mas agora descobri uma bem apropriada.

Enquanto terminava de deixar tudo perfeito, agradeci o fato de hoje minha mãe ter compromisso e sair mais tarde do trabalho. Pois desse modo, Sara e eu teríamos à tarde toda pra esse momento. Por falar na Sara, ouvia-a reclamar do lado de fora do quarto que estava cansada de esperar. Até parece que ela estava ali há tanto tempo. Só fazia uns cinco minutos mais ou menos que ela já esperava. Assim que terminei tudo e aprovei o que fiz, fui até a porta, mas no meio do caminho me lembrei de um detalhe e voltei em direção do criado-mudo pra pegar de lá de dentro da gaveta, o preservativo que sempre mantinha ali. Deixando aquilo sobre o móvel ao lado cama, eu rumei até a porta e abri, encontrando uma Sara já impaciente.

—Até que enfim. Juro que se demorasse mais um pouco, a minha vontade ia passar e você teria que se resolver sozinho debaixo do chuveiro.

Que mal-criada!

—E essa arrumação toda que preparei ia ser em vão? — Contei mostrando à Sara o que tinha preparado.

—Oh!

—Eu queria criar um clima especial pra um momento especial... com uma garota especial!

Acho que agradei, pois vi Sara sorri pra mim enquanto entrava no quarto e meio que admirava o que eu tinha preparado às pressas. E quando já ia perguntar se ela gostou, fui presenteado com um beijo dela.

Notas finais
Sara é virgem que nem o Gil e ele crente que ela era "experiente". Quanto engano dele. Pelo jeito dela, ele pensou que ela já não fosse mais virgem. Errou! Mas agora os dois vão desfrutar dessa experiência de terem a primeira vez deles juntos. Só que isso vai ser no próximo capítulo. OK? É, eu sei que devem estar me xingando por isso, mas tudo bem. Kkkk Mas até o próximo.