Notas iniciais
eeeeeeeeu estou de volta pessoal!

Escuto passos descendo as escadas, meu coração bate cada vez mais rápido, é a tal bruxa que Sckart falou, com as chaves amarradas num cordão na cintura. Ela senta na cadeira, e cruza os braços, seus olhos vermelhos me fitam. eu a encaro, tentando não aparentar fraqueza.

Já vi filmes assim, dessa vez, eu teria que matar sem dó. Me aproximo o suficiente para sentir o metal da cela em meu rosto. Tenho que congelar meu coração.

— Me conta, nasceu feia assim? — A bruxa pergunta ao notar que havia me aproximado.

— Já se olhou no espelho? Pois deveria, antes de falar dos outros, arrumar esses dentes tortos, passar um creme rejuvenescedor na cara, compra umas roupas melhores, e usar muita maquiagem. Ah, uma hidratação no cabelo também ajuda, querida.

A bruxa se levanta.

— Como ousa me insultar? SUA PIRRALHA!

— Nem vem! Você que começou. Ninguém mandou ser a subalterna feia do barquinho dos malvados. Vai, confessa, você é, além de feia, descartável, por isso está aqui, me vigiando, porque não presta pra mais nada.

A bruxa corre em minha direção e segura a gola da minha blusa.

— Sua menininha de merda, é tão fracassada quanto eu.

— Mas pelo menos eu sou importante demais para morrer. Já você... É só mais uma nesse joguinho vs. Evil.

E, sem pensar duas vezes, enfio a adaga em sua barriga. Seus olhos se arregalam, sua expressão é de surpresa e dor. Seu corpo cai lentamente aos meus pés, enquanto assisto sua vida desaparecer de seus olhos. Me pego sorrindo, e me assusto.

Porque estou sorrindo? Eu a matei! Não devia sorrir! Mas não há tempo para pensar nisso agora, eu me agacho e pego as chaves no corpo da morta. Abro a porta e saio correndo, recupero minhas armas, agora tenho duas adagas e uma espada. Serão úteis.

Corro para o convés, onde alguns guerreiros estão, começo a lutar com um, desferindo um golpe em seu tronco pela direita, seu corpo cai, atiro a adaga no peito de um que se aproximava, me defendo de um golpe direcionado à minha cabeça, e com a mão livre, enfio a outra adaga em sua barriga, corro em direção ao corpo onde estava minha outra adaga, e a recupero, guardo-a nas costas. corro para a amurada e encontro mais um para me impedir. Respiro fundo, e desfiro um golpe à esquerda, que ele defende, tento atacá-lo com a adaga pela direita, mas ele bloqueia. Então desfere um golpe da direita, e eu me agacho, aproveito para enfiar a adaga em sua cocha, ele urra de dor, eu o chuto no machucado e pulo a amurada, esperando cair no mar.

Em meio a queda, Marley me ampara. Bato a cabeça em seu pescoço, e sem querer arranho meu braço com a adaga, mas é um corte muito superficial, então nem ligo. Guardo a espada e a adaga. Abraço Marley e não deixo de notar uns arranhões pelo seu corpo.

— Marley, o que aconteceu com você?

Comparado ao que aconteceu com os outros... Nada.

Só de ouvir a resposta de Marley, meu corpo congela. Ao longe, via meu navio, soltando fumaça do convés.

— Marley! — me desespero. — O que aconteceu?

Eles invadiram nosso navio, logo quando a capturaram, Marti ia atrás de você, mas tivemos que lutar, houve algumas mortes... Cerca de 20.

— Me diz que é mentira! ISSO NÃO PODE SER VERDADE! — Grito para Marley, enquanto minhas lágrimas caem sem parar. Mais um buraco se abre em meu coração, mais um que eu não sei como tapar.

Imagino em todas as pessoas que se voluntariaram para vir comigo, quantos amigos, quantos irmãos... Não pode ser verdade... Não perdi 20 amigos, e não matei pessoas hoje. Nunca encostei numa arma letal, nunca lutei com uma quimera, nunca fiz uma pessoa se sentir horrível, segundos antes de matá-la... Nunca, nunca, NUNCA!

Sinto muito ser portadora de más notícias... Sei como aquelas pessoas eram importantes para a sua busca...

— Para minha busca não... Para a minha vida, sim.

Notas finais
eeespero que tenham curtido, e vou voltar com todas as fics que eu tinha "abandonado" muito obrigada por lerem!