A Herdeira dos Sete Mares
5 Esclarecimentos
Notas iniciais
Bom, se eu assimilei todos os ocorridos do dia de hoje? claro que não! Se eu achava meu colégio louco por encerrar as aulas muito mais cedo, o que eu acharia do dia de hoje? Simplesmente impossível! Pégasus chamada Marley, Professor que é um sátiro e que se tornou um girassol, ser filha de Poseidon, minha mãe morrer por um feiticeiro, Ter um irmão chamado Martinato igual ao nome do irmão de Sckart ( Capitão Martinato), estudar com uma bruxa e ter gostado do feiticeiro que acabou de matar minha mãe, e que provavelmente deve estar atrás de mim para me matar.
– Bom, segundo minha mãe, meu pai é Poseidon, sou meio nova nesse assunto, um sátiro me trouxe aqui com Marley, mas virou um girassol quando passou por ali. — Apontei na direção do meu professor-girassol.
– Ah, entendo e lamento, mas a quanto tempo sabe disso? — Ele me perguntou se certificando que seu arco estava consigo.
– Que horas são?
– Umas 14:30hrs, porque?
– Então, desde o meio-dia.
– Eita, é recente, — Ele riu. — Você deve estar meio confusa, venha maninha, vou te levar até Quíron.
– hmm, ok. — eu o segui, fiz um sinal para que Marley viesse também, mas Martinato não deixou.
– Marley, vá descansar, tem maçã pra você no estábulo. — Marley se alegrou, "Não precisa pedir duas vezes Marti!" ele riu. — Vai lá garota. — e ela trotou para longe de nós. Seguimos o caminho até o tal "Quíron" em silêncio, quando chegamos, me assustei.
Sempre contemplei quaisquer animal mitológico, eram belos e tinham seus significados, mas não nego que ao ver quem era Quíron, me assustei, fiquei encarando perdida em seu corpo de cavalo junto com homem, amedrontador, porém, belo. Martinato me cutucou, me acordando do transe em que me mantive pela beleza do animal.
– Você quem é? — ele me perguntou se curvando para olhar em meus olhos.
– So-Sou Juliana Pimenta, senhor. — Respondi nervosa. Ele então arregalou seus olhos castanhos, espantado, surpreso, difícil dizer.
– Sim, compreendo, há muito uma profecia ao seu respeito foi citada, nos tempos de Sckart, na verdade.
= Sckart? O senhor também conhece essas histórias? — Ele riu, como se tudo fosse uma bela piada.
– Venham comigo, os dois, conversaremos em particular. — Ele disse olhando ao redor, como se temesse que alguém nos estivesse espionando, saímos da multidão que estava lutando ou escalando algo, demorei um pouco para notar que era apenas treino.
Seguimos Quíron até um casarão, daqueles que se vê no interior de São Paulo, enormes por fora e gigantes por dentro. Eu e Martinato nos sentamos num sofá e Quíron estava agora numa cadeira de rodas de frente para nós, suas mão cruzadas uma na outra descansando em seu colo com uma manta velha.
– Sabe, menina, sobre as histórias de Sckart, o que você pensava sobre elas? — Ele me perguntou com seus olhos castanhos fixados em mim, como se eu fosse alguém importante ou algo do tipo.
– Minha mãe Carol me contava essas histórias para me fazer dormir depois que minha mãe Rosa morreu.
– Ahn? Você tem duas mães? — Martinato perguntou confuso, bem, não o culpo.
– Bom, eu tinha três, uma morreu em 2008, foi quando minha mãe Carol começou a me contar essas histórias, até que hoje ela me contou que sou filha de Poseidon e que deuses existem, então um bruxo ou feiticeiro invadiu a casa dela, e... — Lágrimas caíram em meu rosto ao lembrar desta cena, sem que percebesse. — Ele a matou... Agora só me resta mãe Rose, mas pelo que sei, parece que ela está a par da situação toda...
– Nossa, lamento muito Pimenta... — Falou Martinato me dando um breve abraço.
– Bom, o que sua mãe não lhe disse é: As histórias de Sckart, não são apenas contos. São relatos do passado sobre a época dos mais gloriosos filhos de Poseidon, os maiores e melhores piratas dos sete mares. — Explicou Quíron. As coisas estavam estranhas, porém, não saia da minha visão sobre lógica.
– Ou seja, Sckart é uma irmã muito antiga minha? — Perguntei.
– Não, ao contrario, Sckart é muito mais do que uma irmã antiga perdida no tempo. Você pertence à essa linhagem da Capitã, seu nome seria Juliana Sckart, e não Pimenta, mas quando o neto dela veio para o Brasil, ele adotou o nome Pimenta, tentando esconder a vergonha de sua família ser pirata e descender de um deus, assim virou Sargento Pimenta e teve uma filha, Adriana, que teve um caso com Poseidon, nascendo Maria, e uma de suas netas também namorou o deus, e assim manteve ele o legado para você vir mais forte, com grandes poderes e sendo a única que descende de uma sereia do fogo.
– Sereia do fogo... Sckart não era filha de uma sereia do fogo? — perguntei, por um momento olhei para meu irmão, e vi que ele acompanhava a história, atento e quieto.
– Sim, o DNA de uma sereia é muito mais forte do que qualquer outro, ele se mantêm em você, tão presente em seu sangue como em Sckart. E todas as filhas de Poseidon nessa linhagem são ruivas pelo fato da sereia do fogo ter dado início a tudo.
– Entendi... — Disse por fim, após assimilar tudo e tentar não pensar que meu pai era também meu... bisavô? Ou tataravô? Me perdi já. — Ahn, Quíron? Tenho mais uma dúvida...
– Diga. — ele se inclinou na cadeira de rodas, mostrando interesse.
– Hm, o meu professor, antes de virar girassol, ele... hm... disse algo sobre eu ser a primeira escorpiana...
– E você não entendeu? — Ele concluiu e eu assenti. — Isso, no momento não é nada muito relevante, outrora lhe explicarei.
– Está bem. — Ia me levantar quando lembrei do Martinato, Capitão Martinato, irmão de Capitã Sckart... — E Martinato?
– Pode me chamar só de Marti. — Sugeriu ele, eu assenti e depois ambos olhamos Quíron com atenção e interesse.
– Marti é o mesmo caso que você, o primeiro Martinato fora irmão de Sckart, muito leal, e assim como ela, ele estava no topo da Elite de Poseidon, liderando os irmãos, lado a lado. A linhagem de Marti fora construída do mesmo modo que a sua, pelos mesmos motivos, vocês estão destinados a liderar juntos. Poseidon fez isso para ajudá-los na missão assim que soube da profecia.
– Mas afinal, que profecia? — Perguntou Marti, e não posso negar que estava prestes a fazer a mesma pergunta.
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