A Herdeira da Coroa de Atlântis - O Início
14 Leão Estraga Prazeres
Notas iniciais
Bruna
Saímos do baile e fomos para a casa de Roman. Assim que chegamos ele estacionou o carro em frente à casa dele, ele abriu a porta do carro para mim(ele faz isso sempre, chega à ser incômodo às vezes).
Entramos e ele me pegou no colo, tenho que admitir meus pés estavam latejando, nesse caso não vou reclamar. Ele me levou até o quarto dele e me sentou na cama dele. Eu me joguei, estava exausta, já eram umas 2h da manhã e meus sapatos estavam gastos de tanto dançar.
— Nunca me diverti tanto na minha vida. — digo enquanto ele deita ao meu lado em sua enorme cama king size.
— Tenho que admitir que também nunca estive tão feliz. — ele diz beijando meu pescoço, rosto e por fim minha boca.
Começamos à nos beijar mais intensamente, tiramos os sapatos e ele tirou o paletó, começo à desabotoar sua camisa quando ouço um rugido. Paro na hora, ele também para.
— Suponho que você não tenha um felino selvagem de estimação, ou tem? — pergunto mas antes que ele possa responder um leão gigante de pelo extremamente brilhante entra no quarto quebrando a parede (P.S.: o quarto fica no segundo andar).
— Mas que porra é essa? — pergunta Roman.
— Não sei... Ah não... Cuidado! — berro à última parte pegando meu celular e o transformando em espada. – Faz ele abrir a boca! — grito para Roman.
— Pra quê? — ele pergunta.
— Faz o que eu estou mandando! — berro de volta.
— mas como? — ele pergunta.
— Sei lá, se vira! — grito.
Ele então pega um abajur e atira no leão gigante, o leão parece não sentir nem cosquinha. Ele pega um daqueles negócios de chapéu e casaco e joga no olho do bicho.
O leão dá um rugido absurdamente alto, aproveito para arremessar a espada na boca do monstro, em poucos segundos ele se desfez em uma pilha de pelos. Curiosa pego os pelos que se transformam em um casaco de pele, então olho para Roman. Ele está em farrapos, seus arranhões estão se fechando rapidamente mas não são poucos, olho para mim e percebo que não tenho nenhum arranhão e meu vestido está perfeito.
— O que era aquilo? E o que é isso? — ele pergunta apontando para o casaco de pele em minha mão.
— Aquilo era um leão de nemeia, e isso é meu espólio de guerra. — digo.
— É nada como ser atacado por um leão gigante para fechar à noite com chave de ouro. — ele diz revirando os olhos.
— Roman, esse é o menor de nossos problemas, durante todo o tempo que estive aqui nenhum monstro veio atrás de mim, se esse veio provavelmente virão outros. — digo preocupada.
— Então que tal um final de semana de férias, em outro lugar. — sugere Roman dando aquele sorrisinho de cachorro que caiu da mudança.
— Tá mas e Sabine? — pergunto.
— Diz para ela que vai passar o fim de semana com sua "amiga" — diz ele fazendo aspas com as mãos.
— então está bem, vou mandar uma mensagem avisando. — digo.
Mando a mensagem enquanto Roman concerta a bagunça com magia. Logo estamos no carro de novo, andando à mil por hora, o dia já estava para amanhecer e eu estava caindo de sono, Roman reclinou o banco para mim e só acordei quando Roman disse que tínhamos chegado.
O dia já estava nascendo e estávamos em uma paisagem bem diferente de Laguna Beach, estávamos em um lugar cheio de arranha céus.
— Bem Vinda à Manhattan! — disse Roman sorrindo — Vamos descansar aqui no hotel e podemos sair mais tarde para conhecer o lugar. — disse ele é concordei com a cabeça.
Roman entregou as chaves do carro ao manobrista e entramos em um hotel luxuoso com detalhes em ouro por todas as portas paredes e o que mais tivesse lá. O quarto que Roman reservou para a gente ficava na cobertura e ele era verdadeiramente enorme, tinha uma cama gigante, um banheiro maior do que meu quarto em Laguna Beach que é realmente grande, e tinha uma varanda, nossa a varanda era de tirar o fôlego.
Fui para a varanda e fiquei observando o céu, não sei se foi um delírio por causa do cansaço ou que mas eu tive à impressão de ter visto um conversível vermelho voador sendo dirigido por um velhinho. Eu realmente estava muito cansada, voltei para o quarto e Roman já tinha tomado banho.
Tomei um banho demorado e vesti um pijama que Roman materializou para mim, aquele danadinho materializou um pijama curto de seda azul escuro. Quando voltei para o quarto Roman já dormia, me aconcheguei em seus braços e apaguei. Quando acordei Roman não estava mais na coma, já ia começar à berrar por ele quando ele disse:
— Calma, eu tô aqui. — ele disse de uma poltrona não muito longe da cama.
— Que horas são? — pergunto com a voz rouca.
— São quase duas da tarde. — ele diz.
Me levanto e passo por ele indo para o banheiro, ele diz algo sobre como fiquei bonita com o pijama me fazendo ficar vermelha mas não respondo. Sonhei outra vez com o garoto de cabelos castanhos e olhos azuis, desta vez o sonho foi diferente, dessa vez eu só assistia, assistia ele cair em uma caçamba de lixo e depois ele pegava uma identidade, aparentemente dele. O nome dele na identidade era Lester, não me pareceu familiar, me pareceu que algo estava errado, algo estava muito errado.
Depois de tomar um banho rápido e vestir a roupa que Roman separou, almoçamos no restaurante do hotel e saímos para um tour pela cidade. Roman é um excelente guia turístico e me manteve bem entretida com suas explicações. Depois de andar muito, paramos em um parque onde Roman comprou sorvete e nos sentamos em um banco de pedra.
— Sabe Bruna, eu estive pensando e acho que talvez você devesse buscar respostas sobre isso tudo de semideusa e tal. — diz Roman sério.
— O que sugere que eu faça? Vá ao acampamento? — pergunto com sarcasmo — Pensei que esse assunto já tivesse sido resolvido. — digo.
— Não, você não precisa ficar no acampamento, apenas vá até o acampamento e procure por respostas... — diz ele e o interrompo.
— E quem garante que vou encontrar algo. — digo me alterando.
— Olha Bruna, essa noite eu tive um sonho bem estranho. — diz ele e dou sinal para que continue mesmo não estando interessada — Sonhei com seu pai. — quando ele diz isso consegue minha atenção na hora. — Ele me chamou no sonho e disse que você corria risco de vida, disse que precisava pelo menos se conscientizar do que está acontecendo. — diz Roman.
— Porque ele não falou diretamente comigo? — pergunto.
— Ele disse que Zeus proibiu. — diz Roman. — Por favor, também não quero que vá para esse acampamento mas pelo menos vá até lá, deve estar acontecendo algo de muito ruim para seu pai vir falar comigo, ele deixou bem claro que não vai com a minha cara. — diz Roman.
— Que seja então, mas já vou avisando que só vou pelas respostas. — digo.
Depois disso voltamos para o hotel e Roman paga a conta. Saímos de Manhattan rumo à Long Island, ou melhor rumo ao acampamento meio sangue. Pela primeira vez concordo que preciso ir para o acampamento.
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