A Herdeira da Coroa de Atlântis - O Início

15 Entre Hologramas e Namoradas Noivas


Notas iniciais
Eaí genteee! Eu realmente acordei super ansiosa hoje e resolvi agendar esse capítulo (tô agendando no dia 05/01), realmente gente eu estou muito hiperativa hoje, escrevi 2 capítulos hoje. Mas ah é os avisos, Inistícia não existe na mitologia grega eu que inventei, vocês vão saber mais detalhes sobre ela futuramente, eu prometo que vou parar de enrolar, só que depois. E agora ela tá chegando no acampamento meio poucos dias depois dá derrota de Gaia, ou seja o pessoal ainda tá todo lá "comemorando" a vitória, bem do estilo que o tio Rick citou no Sangue do Olimpo (Salvamos os deuses de novo, que incrível). E sobre o título vocês vão entender no final e pode crê que vai dar o que falar na história. Boa leitura, antes que eu fique aqui escrevendo até ficar maior que o capítulo.

Roman

Saímos do centro de Manhattan em direção ao acampamento meio sangue em Long Island, Bruna me olhava o tempo inteiro como se tentando me decifrar. Não sabia o que ela estava pensando, não conseguia ler seus pensamentos, nunca consegui. Fiquei tão distraído com meus pensamentos que nem notei que estava no lado errado da estrada até Bruna tomar o volante e virar.

— Olha, eu até ia te pedir para me ensinar à dirigir mas depois dessa. — diz ela sem perceber que está meio sentada no meu colo, dou um sorriso malicioso e ela fica vermelha como um tomate e sai.

— Não precisa ter vergonha, somos namorados esqueceu? — digo apertando de leve sua coxa, ela tira minha mão da coxa dela.

— Sim, mas, sei lá, sinto como se estivesse fazendo algo errado não sei. — diz ela mais para si mesma.

— Você não parecia se sentir assim até ontem. — digo olhando para a estrada.

— Não sei, não entendo... — ela diz, para durante um tempo como se encaixasse peças de um quebra cabeças e diz: — Estamos sendo vigiados Roman, tem alguém aqui, eu tenho certeza. — diz ela olhando por todo o carro.

— Olha amor, não tem ninguém aqui estamos sozinhos, se tivesse aqui eu sentiria, sempre sinto. — digo um pouco preocupado.

— Não, você não sentiria, você não me senti e nem senti os monstros Roman, alguma coisa mitológica está nos observando de camarote e nós não podemos ver. — diz ela.

— Olha, tá bom mas deixa pra lá, se quisesse nos atacar já teria nos atacado. — digo e ela parece se acalmar, respiro aliviado e volto minha atenção para a estrada.

Bruna

Roman não entendi, eu posso sentir, algo está nos observando, vendo cada coisa que fazemos e cada palavra que falamos.

Penso tanto nisso que acabo pegando no sono, tenho um sonho ainda mais estranho, estou em um lugar completamente branco, sem nada é só um branco infinito, um lugar que não passa nenhum sentimento então vejo uma mulher, ela é muito bonita de feições perfeitas, seu cabelo é uma variação de todas as cores, tamanhos e formatos. A mulher tinha olhos que refletiam todas as cores imagináveis, ela usava um vestido no estilo grego todo branco, sua pele variava dos tons mais pálidos aos mais bronzeados.

— Quem é você? — pergunto saindo de meu torpor.

— Sou Inistícia. — diz ela me olhando com um olhar de tristeza.

— O que faz no meu sonho? — pergunto.

— Meu espírito cresce em você, quando pediu por respostas me chamou. — diz ela, agora noto que seu vestido não é branco, suas cores estão desbotadas, tudo nela está desbotando.

— Porque está desbotando? — pergunto — É você quem me vigia? — pergunto.

— Minhas cores somem porque um lugar que não transmite sentimentos, suga os meus e estou aqui à milênios. — diz ela com olhar vago. — Quem te vigia são os Olimpianos, Zeus está vigiando a futura esposa de seu filho. — ela diz, olha para ela com cara de quem não entendeu merda nenhuma mas sinto algo me sacudindo e acordo.

Acordo com o carro de Roman capotando e começando à pegar fogo. Eu já iria começar a gritar com Roman pela cagada que ele fez de deixar o carro capotar, quando avisto um monstro que já identifico de cara quem é. Nada mais que a mãe de todos os monstros: Equidna. Pego meu celular e o transformo em espada, corto o teto do carro que agora é a lateral como se fosse massinha e ajudo Roman à sair, ele quebrou a perna em um ângulo estranho mas vai ficar bem, eu acho.

— Fique quieto aí. — digo à Roman.

— Tenho outra opção? — ele pergunta revirando os olhos.

— Claro que não. — digo indo em direção à Equidna que espera sentada em uma pedra(que abuso) mas paro no meu do caminho e volto, dou um leve selinho em sua boca e digo segurando às lágrimas: — Eu te amo. — dito isso ele vê em meus olhos o que vou fazer.

Ele tenta impedir mas sou mais rápida e crio uma pequena prisão de gelo em volta dele é corro em direção à Equidna. Quando me aproximo ela se levanta rindo e vem em minha direção.

— Ainda bem que já sabe que vai morrer, porém seu esforço para proteger seu namoradinho não servirá de nada, assim que te matar ele vai ser o próximo. — diz ela rindo.

— Não vou morrer sem antes lutar. — digo.

— Grande diferença, uma semideusa sem treinamento. — diz ela dando uma gargalhada alta — Patético — diz ela rindo como uma hiena.

Me aproveito de sua distração e tento golpear a lateral de seu tronco, ela bloqueia o golpe de última hora como se já esperasse por isso e me golpeia na perna, dou um salto e o golpe só pega de raspão se não agora estaria sem metade da minha perna esquerda.

Ela se materializou atrás de mim e me golpeou na costela, perdi o equilíbrio e caí no chão ela veio para cima de mim e uma voz vagamente familiar disse: "bata no chão" bati no chão e um terremoto percorreu o chão, Equidna perdeu o equilíbrio e tombou para trás, meu ferimento ainda doía mas não me importava, uma dose enorme de adrenalina percorria meu corpo, me coloquei de pé e a voz falou outra vez "raízes, deseje raízes, raízes" parecia um sussurro de um eco mas obedeci.

Assim que desejei raízes começaram a brotar do solo as guiei para que prendessem Equidna, ela se debatia como um peixe fora d'água mas não conseguia se soltar à golpeei várias vezes mas antes que ela virasse pó por completo, um de seus membros superiores se soltou das raízes e acertou um golpe certeiro em meu peito. O mundo ficou preto e eu caí no chão.

Não sei quanto tempo se passou mais quando acordei já escurecia, desfiz a prisão de gelo de Roman com muito esforço e escondi o ferimento em meu peito que não se fechou com um casaco. Roman não pareceu notar ele estava muito preocupado me dando lição de moral por ter prendido ele.

Seguimos o caminho a pé e não demorou muito para encontrarmos um campo de morangos e logo uma trilha que deveria levar ao acampamento.

Ao invés de encontrar um local do tipo cabanas com áreas de rapel tinham várias coisas estranhas tipo: Um dragão debaixo de um galho com algo dourado, que ficava ao lado de uma estátua de 12 metros de altura que irradiava poder(literalmente) abaixo dá colina haviam várias construções gregas e vários Chalés de diferentes cores.

O lugar seria bonito se não parecesse que passou um furacão por ali, tinha muita coisa destruída. Tinham algumas em volta de uma fogueira, descemos em direção às pessoas, aquilo tinha que ser o acampamento, só que as pessoas nos viram primeiro e começaram à sacar espadas, arcos, lanças e etc. Eu até pegaria meu celular mais o ferimento em meu peito doía tanto e uma náusea tão grande me atingiu que só me lembro de desmaiar nos braços de Roman.

Roman

Bruna ficou pálida como papel e caiu, eu segurei ela para que não caísse. Porém isso não foi o mais estranho assim que ela desmaiou ela começou a brilhar em diferentes cores e uma coroa e um tridente holográfico brilhou na sua cabeça então a multidão de adolescentes armados parou subitamente, do meio dos adolescentes saiu um sujeito com corpo de garanhão e tronco humano.

— Quem é você Jovem? — diz o cara metade cavalo.

— Roman, não temos tempo para apresentações, ela precisa de ajuda. — digo, dá multidão saem dois garotos um loiro de olhos azuis e um de cabelo preto que parecia mais um fantasma de tão pálido.

— Eu posso cuidar dela — diz o garoto loiro, puxando ela de meus braços.

— Eu vou junto. — digo.

— Não vou fazer nada com sua namorada. — diz o garoto.

— Deixe que ela vá Roman. — diz o cara metade cavalo e acabo cedendo.

— Quem reclamou ela? Pensei que tridentes eram só de Poseidon. — diz um garoto de cabelos negros que me parece familiar.

— E são Percy, ela também é filha de Poseidon, conversamos sobre isso depois. Roman me acompanhe por favor.

Depois de acompanhar o cara metade cavalo até uma casa grande e azul claro, ele pede que eu me senti em uma poltrona. Obedeço e ele começa à falar.

— Jovem, suponho que seja como Ever e Damen, não é? — afirmo que sim com a cabeça — Eu sou Quíron, eu sou responsável pelo acampamento meio sangue. — ele diz e faz uma pausa como se esperasse que dissesse algo.

Como não falo nada ele continua: — Gostaria de te perguntar algo. — ele diz sério -Você sabe que sua namorada está prometida à outro? — pergunta Quíron.

Notas finais
Então, acho que com esse final já sabemos quem é o noivo não? Pode ter certeza que tem caroço nesse angu. Obrigado pela leitura. Bjs até o próximo capítulo!