A Herdeira da Coroa de Atlântis - O Início

18 Do Cairo À Paris Em Um Piscar De Olhos


Notas iniciais
Primeiro eu quero pedir um milhão de desculpas para o pessoal que pensou que eu tinha abandonado a fanfic. Eu sei que demorei de mais para escrever dessa vez mas tiveram várias coisas que me atrapalharam 5 não tinha nada para postar e não pude escrever porque tinha muita coisa para arrumar. Aproveitem o capítulo pois esse é um dos últimos. Estou pensando em fazer uma pausa com as fanfics então vou escrever mais alguns capítulos e encerrar a fanfic como primeira temporada. Bjs e boa leitura.

Bruna

Estava sobrecarregada com tantos ataques, já não tinha mais tempo para estudar. Os monstros não me davam uma trégua, não aguentava mais com tantas lutas.

Na última semana de setembro Roman me chamou para sair, sabia que não daria certo pois aonde quer que eu fosse teria algum monstro.

Então ele chegou vestido com uma roupa que apesar e bonita ele geralmente usa para ficar em casa.

— Vamos? — ele chega perguntando.

— Não sei se é boa idéia sair e ainda não me troquei. — digo.

— Não precisa se trocar e tenho certeza de que é uma boa ideia. — diz Roman com o sorriso de quem tem uma grande carta na manga.

— Não estou muito afim de lutar contra monstros de novo. — digo.

— Aonde vamos não existem monstros. Ever e Damen guardaram a existência desse lugar de mim mas resolveram revelar seu segredinho. — diz Roman sorrindo como uma criança que acabou de ganhar o presente que queria de natal.

— A é? E que lugar é esse? — pergunto.

— Summerland. — responde Roman simplesmente.

— Como? Nunca ouvi falar. — digo.

— Claro que não é um lugar secreto. — diz ele.

— E como chegamos lá? — pergunto.

— Eu vou ditando o que você precisa fazer e você segue à risca o que eu te disser. — diz ele.

— Ok. — digo.

— Feche os olhos e relaxa. — ele diz e eu obedeço. — Agora imagine um véu de luz dourado na sua frente, com todas suas forças. — diz Roman e eu imagino como ele pediu — Você conseguiu, de primeira, pode abrir os olhos agora. — diz Roman entusiasmado.

Quando abro os olhos o véu dourado que imaginei está bem na minha frente.

— O que é isso Roman? — pergunto.

— Nosso portal para Summerland. — diz ele, olho para ele confusa — É só atravessar — ele diz e pega minha mão — Vamos!

Atravessamos o véu dourado e caímos em um lugar lindo, parecia um bosque ou algo do tipo, o lugar era muito bem m iluminado. Nenhuma iluminação natural deixaria tudo tão claro mas muito menos uma artificial, a luz parecia vir de todos os lugares. A grama era tão verde e as flores de cores tão vivas que chegava a ser inebriante.

— Chegamos à Summerland. — diz Roman — Agora feche os olhos de novo.

— Para que? — pergunto.

— Para ver mais sobre o que Summerland pode fazer. — diz Roman.

— Tá bom — digo fechando os olhos.

— Agora imagine qualquer coisa, lugar o que seja. — ele disse e imaginei um lugar, logo senti um vento forte e quente e a areia sob meus sapatos.

— Cairo? Nossa pensei que imaginaria um lugar como uma ilha caribenha, não um deserto. — diz Roman como se fosse normal primeiro estarmos em casa e depois em Summerland, logo no Egito.

— Como? — pergunto pasma.

— Em Summerland tudo é possível amor. — diz Roman me abraçando.

— Uau, isso é... Nem sei descrever, é... Ah esquece. — digo.

— É incrível, mas que tal um lugar mais aconchegante? — diz Roman.

— Eu pessoalmente acho o Egito bem aconchegante mas talvez um lugar mais romântico. — digo e imediatamente a paisagem das pirâmides do Cairo é substituída pela vista de Paris do alto da torre Eiffel.

— Sempre achei Paris um lugar bem romântico, você concorda comigo? — diz Roman, ele está vestindo um terno risca de giz, uma roupa bem diferente da que ele usava antes, ele faz isso de vez em quando.

— Você está linda. — diz ele e percebo que estou usando um vestido rodado azul marinho tomara que caia que deixava um palmo da minha coxa à mostra, só nesse momento percebi que minha perna estava musculosa, fiquei meio espantada se continuasse assim logo eu estaria parecendo uma fisiculturista — Você está linda assim, não está nada exagerado. — diz Roman.

— Pensei que não podia ler meus pensamentos. — digo.

— Não posso mas conheço você o suficiente para saber o que se passa pela sua cabeça sem a necessidade de ler seus pensamentos.
— diz ele.

Ele me rouba um beijo, estranhei um pouco seu beijo ser frio, na verdade eu sempre gostei disso. Só que nesse dia parecia que eu beijava um cubo de gelo e isso não é nada prazeroso, para não dizer que é ruim. Ele interrompe o beijo sedo, parece ter sentido alguma diferença também.

— Você está com febre ou algo assim? — ele pergunta para mim meio confuso.

— Não mas você está parecendo um cadáver de tão frio. — digo e apesar do fiasco que foi nosso beijo rimos.

O jantar foi bem agradável sem mais beijos, no fim do jantar Roman disse que tinha uma surpresa para mim, materializou um violão e começou a tocar Alone Together dos Fall Out Boy. No início achei super fofa mas logo entendi a proposta, ele já tinha me oferecido isso algumas vezes mas recusei, ele acha que isso vai resolver o problema com os monstros. A letra dizia:

Sozinhos Juntos

[...]Diga sim, vamos ficar sozinhos juntos

Diga sim, vamos ficar sozinhos juntos

Poderíamos ficar jovens para sempre

Vamos ficar jovens[...]

— E então? Vamos ficar sozinhos juntos? — diz Roman no final.

— Roman, já conversamos sobre isso, o elixir não vai resolver meu problema, só vai torna-lo eterno. — digo.

— Mas...

— Não tem nenhum mas, Roman, eu já tomei minha decisão. — digo.

— Tudo bem mas se mudar de ideia sabe com quem falar. — diz Roman.

Depois vamos embora, em casa arrisco outro beijo e esse sai bom como se aquele em Summerland nunca ouvesse acontecido. Roman pareceu gostar do beijo, demorou para ir embora, seus lábios se atraiam como ímãs para os meus.

Aquela noite foi tranquila porém não posso dizer o mesmo do dia seguinte. Roman não foi me buscar e nenhum de seus telefones davam em outra coisa à não ser caixa postal. Deixei dezenas de recados, ele também não apareceu na escola. Quando deu a hora não fui para o trabalho, fui para casa de Roman.

A porta estava arrombada e a casa estava inteira revirada, gritei por Roman até meus pulmões doerem. Não vi nem sinal dele até encontrar um bilhete, quando vi o papel comecei a chorar, não podia ser o Roman não podia me abandonar também.

Fiquei com receio de ler então Inistícia falou: "Ele não te abandou mas se não ler isso e fizer algo à respeito não estará mais entre nós". Pego o papel com certa relutância mas logo vejo que a caligrafia forte não pertence a Roman.

Queridisíma Princesinha,

Se quiser seu querido namoradinho de volta terá que entregar a coroa.

No ginásio da sua escola às 19h.

P.S.: Sem truques ou o mané morre.

Notas finais
Gente espero que tenham gostado e não vou deixar vocês curiosos por muito mais tempo, talvez até o próximo sábado saia o próximo capítulo.