A Herdeira
4 Seu rei, sua rainha.
Aaron estava lindo, vestido de branco com detalhes em vermelho, minhas pernas não estavam em seu melhor estado, então apoiei meu peso em meu pai e seguimos, lentamente até o altar, senti meu rosto corar ao lembrar que havia tantas pessoas me olhando, abaixei o rosto e apertei os dedos no braço de meu pai, logo que chegamos a música se encerrou, ele beijou o alto da minha testa e sussurrou:
— Seja a rainha que sua mãe foi, seja a mulher que você deseja e acima de tudo seja feliz. _Senti um nó na garganta, o abracei forte.
— Obrigado pai, por tudo. _Me afastei ao sentir a mão de Aaron em meu ombro, o olhei e sorri gentilmente.
Meu pai se afastou dando um tapinha no ombro de Aaron, ele pegou em minha mão e me levou até o altar, o Cardeal então começou.
— Estamos aqui hoje para unir Ella Aniballe e Aaron Campbell em matrimônio, é por livre e espontânea vontade que estão aqui diante de Deus e testemunhas consagrando o sagrado matrimonio? _Respirei fundo, era tudo menos por vontade própria que eu estava lá. Ambos respondemos que sim, então ele continuou.
— Estamos aqui unindo, esses dois jovens e duas nações, antes de prosseguirmos saibam que vocês estão salvando milhares de pessoas. Aaron Campbell como tradição faça seu juramento.
Aaron se virou e segurou minhas duas mãos.
— Ella, sei que não me escolheu, mas saiba que algo maior nos escolheu e isso nos torna a decisão sábia para todos, prometo ver suas necessidades acima de tudo, lhe proteger do eu te aflige e nunca a abandonarei, eu aceito ser seu amigo, companheiro, marido e seu rei. _Ele sorriu e colocou a aliança em meu dedo anelar.
— Aaron, prometo lhe apoiar por cada decisão, estar ao seu lado em qualquer situação e não deixar nada quebre esse elo, serei sua amiga, companheira, esposa e sua rainha. _Peguei a aliança e fiz o mesmo processo, minhas mãos estavam geladas, Aaron havia percebido pois as apertava sem muita força.
— Eu vos declaro marido e mulher, pelo poder me dado pela igreja, o que Deus uniu nenhum homem poderá separar. O noivo pode beijar a noiva.
Respirei fundo, fixei meu olhar em Aaron, ele segurou meu rosto com a ponta dos dedos se aproximou lentamente e tomou meus lábios em um beijo lento, apoiei as mãos em seus braços e retribui o beijo, ele tinha um gosto doce e fresco. Todos se explodiram em palmas.
Logo ele se afastou e olhou em volta e começou a rir, olhei para Chloe ela estava batendo palmas e rindo, mostrei língua e voltei a olhar para Aaron.
— Vamos? _Segurei sua mão.
— Claro esposa. _Ele passou o braço pelo meu ombro e foi me puxando pelo salão enquanto pétalas brancas de rosa caiam sobre nós.
Fomos para o jardim, preferi que a recepção fosse ao ar livre, eu e Aaron fomos os primeiros a chegar, logo a música começou de imediato soltei meu cabelo, preferia ele totalmente livre. Aaron já havia se afastado para receber as felicitações dos convidados, senti um peso contra meu corpo depois um grito.
— Oi Ella. _Comecei a rir, virei o rosto era Chloe.
— Oi Chloe, o que achou do show? -Me virei de frente para ela e balancei minha mão.
— Vocês formam um belo casal, parabéns minha amiga. _Ela me abraçou, fechei os olhos.
— Obrigada Chloe, agora vai lá tem muitos bons partidos por aqui, aproveite. _Ela olhou em volta e focou em meu primo Connor, ele era bem bonito, rico porém bem jovem.
— Sempre achei ele um charme. _Ela foi saltitando até ele e logo puxou assunto, caminhei até uma mesa e me sentei, logo veio um garçom, pedi que ele me trouxesse o que havia de mais forte, logo ele voltou com um copo pequeno e um liquido transparente, bebi de uma vez, senti minha garganta queimar.
— Que diabos é isso? _O olhei apontando para o copo.
— Agua ardente, minha rainha. _Comecei a rir, meu pai bebia isso com certa frequência.
— Bom, me traga mais, uns 3 copos desse. _Cruzei as pernas e sorri para o garçom.
Ele se retirou, fiquei observando Aaron de longe, parecia tão tranquilo, como se houvesse voltado de uma caçada, logo que o garçom voltou bebi os três copos de uma vez, pedi então vinho para amenizar aquele gosto. Aaron se sentou ao meu lado.
— De 0 a 10, quanto está triste? _Aquela coisa que bebi já estava fazendo efeito.
— 8 e você? _Minha voz estava mansa, Aaron me encarou e começou a rir.
— Estou 3 e você bêbada. _Peguei a taça de vinho e a bebi de uma só vez.
— Não estou nada, você está imaginando coisas. _Olhei para o céu, já estava escuro e o céu iluminado com muitas estrelas.
— Vêm eu te ajudo, ainda temos coisas para fazer. _Eu o encarei.
— Que coisas? _Cruzei os braços.
— Um filho talvez. _Ele se levantou e esticou a mão para mim.
— Não vou fazer um filho com você. _Senti o efeito do álcool passar um pouco com a pretensão de Aaron.
— Vai sim, mas eu estava falando sobre dançar. _Ele sorriu de lado, revirei os olhos e segurei suas mãos, caminhamos até o centro da pista, ele sinalizou para os músicos que começaram a tocar uma música lenta, Aaron me conduziu ao ritmo da música.
— Você é um idiota. _Deitei a cabeça em seu peito e fechei os olhos, deixando meu corpo levar por Aaron.
— Idiota e seu marido, você não fica atrás só para constar. _Ele me rodou e me puxou com força contra seu corpo.
Logo todos os convidados se retiraram, ficando apenas eu Aaron e os empregados arrumando as coisas, danamos mais algumas músicas, ele era quase suportável, então logo subimos para o quarto, agora tínhamos apenas um. Entrei no quarto, olhando em volta.
— Então estamos aqui. _Me virei para Aaron.
— Sim estamos, não vou te pressionar a nada. _Ele se aproximou de mim.
— Eu quero. _Minha voz saiu como um sussurro, Aaron beijou minha bochecha, caminhou até as luzes do quarto e as desligaram deixando apenas as luzes das velas acesas.
Aaron deslizou os dedos em meu cabelo o colocando para o lado, logo começou a abrir meu vestido, botão por botão, deslizou os dedos pela minha coluna, senti meu corpo todo arrepiar, virei de frente para ele, balancei os ombros deixando o vestido cair, deslizei os dedos pelos botões de sua camisa e a abri. Ele então me puxou brutalmente contra seu corpo e me beijou com intensidade, apertando meu corpo já despido contra o seu, deslizei os dedos por seu corpo tirando aquela camisa de seu corpo, seu beijo dessa vez era quente, intenso. Ele se abaixou e puxou minhas pernas as entrelaçando em sua cintura, deixando o vestido no chão, apertou forte minha coxa e a outra mão passou por baixo do meu cabelo e o segurou, sem parar o beijou ele se virou e me deitou na cama, se deitando por cima do meu corpo, deslizei as mãos por seu peito, abri os olhos ele me olhava fixamente, eu sorri e acariciei seu rosto, seu corpo estava cada vez mais quente roçando contra o meu, deslizei os pés em sua cintura abaixando lentamente sua calça sem desviar o olhar do seu.
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