A Herdeira
5 Capitulo 5 – A realidade
O corpo de Aaron era quente, seus lábios macios deslizando pelo meu pescoço, ele ergueu seu olhar e fixou-se em mim, segurou minhas mãos entrelaçando os dedos nos meus e se ajeitou entre minhas pernas. Senti uma dor forte, apertei meus olhos, respirei fundo e ele continuou com movimentos lentos.
— Você está bem? _Aaron sussurrou ofegante contra meu ouvido.
A dor já estava diminuindo e aquela sensação estava cada vez melhor e intensa, apertei minhas pernas em volta da cintura de Aaron.
— Estou bem, muito. _Sussurrei sem voz, ele então aumentou a intensidade dos movimentos.
Apertei seus dedos e puxei seu quadril contra o meu fazendo seu corpo colar no meu, ele riu baixo e manteve seu membro todo dentro de mim fazendo movimentos lentos, deslizou seus lábios contra os meus e logo me beijou, retribui seu beijo e soltei as mãos das suas, o beijo era intenso, ele voltou a erguer o corpo e fazer movimentos mais rápidos e duros, gemi contra seus lábios, apertei as unhas contra sua nuca as descendo pela coluna, ele grunhiu contra os meus lábios.
Antes que eu pudesse subir as unhas pelo mesmo caminho Aaron se jogou ao meu lado e puxou meu corpo para cima dele, bati as mãos em seu peito, nossos corpos estavam suados, sentei sobre seu membro o deixando me penetrar, a dor já estava pouca, ele deslizou os dedos por minhas coxas e segurou minha bunda com força e começou a me movimentar sobre ele, fazendo com que eu rebolasse sobre ele, apertei as unhas em seu peito e comecei a fazer movimentos mais intensos, Aaron apertou os olhos e subiu os dedos pela minha cintura e apoiou suas mãos sobre ela me segurando, ele voltou a nos virar e segurou meu cabelo com uma mão e a outra a apoiou na cama, seus movimentos eram duros e intensos, segurei seu cabelo e ele afundou o rosto em meu pescoço, gemi contra seu ouvido o que fez ele dar estocadas cada vez mais fortes, até que gozamos juntos, ele respirávamos fortes em uma sincronia perfeita, desci os dedos pelos seus braços, ele então se jogou ao meu lado e me olhou.
— Oi. _Sussurrei e o olhei de lado.
— Oi. _Ele riu baixo e deslizou os dedos nos arranhados em seu peito, comecei a rir.
— Quente aqui. _Sentei na beirada da cama, deslizei os dedos entre meus seios.
Aaron se levantou caminhou até a mesa no centro do quarto e pegou um copo com água e se sentou ao meu lado e o me entregou.
— Obrigado. _Peguei o copo bebi toda a agua e a coloquei ao lado da cama.
— Como se sente? _Aaron segurou meu queixo me fazendo o olhar.
— Acho que bem e você? _Sorri e abracei meu corpo tampando meus seios.
— Muito bem. _Ele se inclinou e beijou meu rosto e se deitou esparramado na cama, eu o encarei.
— Ei, eu tenho que deitar ai também sabia? _Me ajoelhei e o tentei empurrar para o lado.
— É minha cama. _Ele segurou minhas mãos e me puxou para cima dele, sentei no seu colo e o encarei, ele se sentou.
— Nossa cama Aaron, infelizmente. _Revirei os olhos, ele soltou minhas mãos, segurou meu cabelo o puxando sem muita força e puxou meu corpo contra o seu nos deixando colados.
— Sua cara não parece nada infeliz. _Ele sorriu de lado e antes que eu pudesse reagir ele me beijou roçando seu corpo contra o meu.
Meu corpo todo arrepiou, entrelacei os dedos em sua nuca e retribui o beijo, ele então nos deitou me deixando de frente para ele. Abri os olhos ele estava me olhando, passou o braço por cima do meu corpo e com a outra mão nos tampou, me ajeitei contra o seu corpo e logo adormecemos.
Deslizei os dedos pela cama e abri um olho, Aaron já havia acordado, olhei para os lados, não havia ninguém.
— Que dor chata. _Passei a mão em minha cabeça e sentei na cama.
Fiquei alguns minutos sentada pensando, logo levantei, meu banho já estava preparado, me banhei rapidamente, peguei um vestido azul claro e me vesti, ajeitei o cabelo em uma trança e logo sai do quarto procurando Aaron. Ele não estava em nenhum lugar, ouvi minha barriga roncar e então fui até a cozinha procurar comida, logo ao chegar perto da porta ouvi uns gemidos, a porta estava entre aberta, olhei para dentro e Aaron estava lá, a empregada com o vestido erguido e Aaron visivelmente com a calça abaixada, suspirei, segurei a porta e a bati com força e voltei para o quarto.
— Obrigado por esse belo marido pai. _Sussurrei, entrei no quarto, tirei o vestido, vesti minha roupa de caça, peguei meu arco e flecha, sai do quarto caminhando para fora do castelo, topei com Aaron indo em direção ao quarto ajeitando sua roupa.
— Oi Ella. _Ele sorriu, revirei os olhos e passei sem o cumprimentar, nossos ombros apenas se esbarraram.
Sai do castelo e entrei na floresta, caminhei com certa pressa para o interior da mata, pulei algumas rochas e depois de um tempo consegui chegar ao riacho, sentei na beirada com as pernas cruzadas.
— Que bela vida amorosa eu vou ter, traída até com a moça da cozinha. _Sussurrei, coloquei o arco e flecha ao meu lado e abracei minhas pernas. Escutei alguns passos por perto, levantei rapidamente, peguei o arco e mirei de onde estava vindo o barulho, respirei fundo.
— Quem está ai? _Gritei, puxei a flecha.
— Calma, não me mata. _ Riley saiu de dentro da mata com os braços para o alto, revirei os olhos e abaixei o arco.
— No belo dia que estou poderia acertar uma flecha no meio do seu olho. _Voltei a sentar na pedra, Riley se sentou ao meu lado.
— Oi para você também, se quiser dividir o que houve estou escutando. _Ele tirou os sapatos e ficou me encarando.
— Me casei ontem, tive minha primeira vez com meu marido, quando acordei fui procura-lo e me deparei com a situação dele estar transando com a empregada da cozinha. _Falei rapidamente e abaixei a cabeça.
— É realmente seu dia está lascado, mas ainda tem uma solução. _Ele sorria.
— Qual? _O encarei.
— Deixa esse cara e pegue as rédeas da sua vida. _Suspirei.
— Um reino inteiro depende desse casamento, meu povo morre de fome caso eu faça isso. _Sussurrei.
— Estou na presença de uma rainha? _Ele ergueu meu rosto.
— Princesa ainda, Ella Aniballe Campbell salvadora de um povo que sofre com a fome. _Sorri.
— Eu sou só Riley mesmo. _Ele deu de ombros, comecei a rir.
— Sinto inveja de você. _Atirei uma pedra na água.
— Vai sentir mais ainda quando ver uma coisa. Vem comigo. _Ele se levantou. Calçou seus sapatos e esticou a mão.
—Onde? _Arqueei a sobrancelha segurei sua mão levantei e peguei o arco e flecha.
— É uma surpresa. _Ele me puxou e o acompanhei entrando na floresta.
Andamos em silêncio até a mata se fechar e ser impossível ver o céu, paramos em frente a um chalé feito em madeira nobre e detalhes em pedra.
— Bela casa, rei da floresta? _Cruzei os braços enquanto ele procurava a chave para abrir a porta.
— Vamos dizer que sim. _Ele abriu a porta e deu espaço para que eu entrasse, caminhei até a porta e olhei para o chão, me ajoelhei.
— Riley que coisa mais perfeita _Abri os braços sem desviar o olhar do chão.
Fale com o autor