A Herdeira

4 Presentes de Natal


Notas iniciais
Olá gente. Feliz Natal atrasado a todas vocês, minhas lindas leitoras. Era para este capítulo sair antes do Natal, mas não rolou. Consegui postar hoje, o que é muito bom, né? Espero que "Presentes de Natal" seja esclarecedor para muitas de vocês. Eu me esforcei muito para escrever esse capítulo, porque doeu em mim. Então se preparem, ok? Também quero reviews meus amores, presentinho de Natal, né? P.S.: Torçam para que eu tenha passado no Enem, por favor. Boa leitura e até logo!

Ronald sentia-se radiante. A senhora Malfoy fora muito generosa com todos os presentes e dedicação. Ele sabia que ela era boa, afinal, não eram poucas as doações que fazia para instituições de caridade, no entanto, nenhum dos funcionários haviam-na visto de perto. O que viam na televisão era realmente verdade. Seu sorriso era encantador. Muitos ali, em especial os solteiros, achavam mera bobagem aquele clichê que o importante numa pessoa é o caráter e o sorriso. Ali, puderam notar que por mais linda que fosse, com seu corpo esguio, roupas de grife e sapatos caros, o que mais chamava atenção era seu sorriso de dentes perfeitamente alinhados e ofuscantemente brancos.

Astoria pediu para que todos estivessem ali antes do fim de sua carga horária de trabalho. Não gostaria de atrasar demais seus funcionários que, decerto estavam ansiosos para comemorar com suas famílias e amigos. Sabia que o bônus de Natal era direito de todos, não um presente, por isso encomendou milhares de cestas de chocolates à melhor loja da cidade. Possuía a ficha de todos os funcionários presentes ali, e em todos, gostaria de desejar um feliz Natal, entregar um envelope com o capital extra, uma cesta de chocolates, que deveria ser entregue a cada filho dos funcionários e um abraço. Apenas isso. Durante sua infância e adolescência, Astoria sentia falta de carinho e calor humano nessa época. Parece clichê, porém, de vez em quando, um simples abraço era capaz de melhorar tudo.

– Senhor Ronald Weasley. – chamou pelo nome indicado na lista, seguido da informação que possuía dois filhos. Sorriu ao perceber que, até aquele momento, ele era o único que tinha uma criança da mesma idade de seu filho. Quando o homem se apresentou a ela, percebeu que estava nervoso – Algum problema senhor Weasley? – indagou preocupada.

– Nada, senhora. É só que é um prazer tê-la aqui.

– É um prazer estar aqui também. Como vai sua família?

– Muito bem, e a sua? – questionou, fazendo-a rir. Ninguém tornou a pergunta a ela.

– Está ótima. Vi seu filho mais velho tem a mesma idade do meu.

– É uma menina. A Rose. – seus olhos brilhavam ao falar da filha.

– Mil perdões. – pediu, sentindo-se envergonhada – Essa lista não especifica o sexo, apenas idade. – explicou-se apontando para o papel.

– Sem problemas, senhora. – assegurou – Seu garoto é esperto?

– Scorpius é um doce de menino, e sim, é muito esperto e inteligente. E também carinhoso, embora esteja entrando numa fase em que considera abraçar os pais em público uma vergonha sem tamanho. A Rose é assim também?

– Rose ainda abraça a mim e à minha esposa em público. – sorriu pedindo aos céus que ela nunca entrasse na mesma fase do garoto Malfoy – Ela é muito inteligente também, como a mãe. E também tenho um rapaz, o Hugo. Ele é ótimo. Uma criança muito educada.

– Um feliz Natal à sua esposa, à Rose, ao Hugo, e a você, senhor Weasley. – desejou entregando duas cestas ao homem – Que a paz e a felicidade reinem em seu lar.

– Muito obrigado, senhora. Desejo o mesmo para a sua família.

Os dois se abraçaram brevemente, e ela continuou a distribuir os presentes aos que faltavam.

Ronald estava se preparando para sair quando ouviu a senhora Malfoy ao telefone, quase perdendo a paciência por não conseguir um táxi pelo telefone celular. Ele, mesmo sem querer, ouviu a conversa da mulher com a empresa e, pelo visto, todos os carros estavam em uso. É véspera de Natal, o que ela queria? ele pensava, todavia seu coração se apertou um pouco com a situação dela. Praticamente todos os funcionários já haviam retornado às suas casas. Ninguém merecia ficar desesperado no Natal. Assim que a morena desligou o celular, o funcionário aproximou-se.

– A senhora está com problemas para voltar para casa? – perguntou.

– Um pouquinho. Meu motorista está com Scorpius, ele quis visitar os amigos para entregar-lhes presentes e eu não quero incomodar Draco. A festa de Natal em nossa casa começa daqui a pouco e a minha mãe provavelmente já deixou-o maluco. – riu pelo nariz – Deveria ter imaginado que os táxis estão esgotados. O jeito será pegar um ônibus.

Rony tentou imaginá-la dentro de um ônibus. Não era difícil, sua personalidade ajudava bastante, porém ele sabia da situação dos ônibus no Natal. Ela poderia suportar, no entanto, ao contrário de muitos, que gostariam de ver a patroa apertada dentro de um veiculo, o ruivo resolveu agir de boa fé.

– Eu posso levá-la em casa, se assim desejar. – ofereceu – Meu carro não é lá essas coisas mas, se a senhora não se importar, posso deixá-la em segurança em sua casa.

– Faria isso por mim? – interpelou – Por que?

– A senhora é muito boa. – justificou – Meus filhos ficarão muito felizes com o chocolate, e com o adicional do bônus desse ano tenho certeza de que dará para comprar um bom presente para a minha esposa também. Havia comprado um par de botas que a minha filha ajudou a escolher, mas agora posso complementar com um perfume.

– É muita gentileza da sua parte, senhor Weasley. Se não for incomodá-lo, aceito sim sua carona.

– Não será incômodo algum, só vou avisar a minha esposa, sim? No caminho terei de encontrá-la. Ela foi comprar os presentes dos meninos.

– Fique à vontade.

***

Era véspera de Natal e as ruas de Londres, cobertas por neve, abrigavam uma quantidade considerável de pessoas que buscavam como loucas presentes para seus amigos e familiares. Havia gente de todas as idades, cores e tamanhos. As lojas de brinquedos estavam lotadas, o mesmo podia-se dizer a respeito das perfumarias, comércios de roupas e sapatos. Entretanto, para a sorte de Hermione Granger, as livrarias não se encontravam num estado precário. Recebiam clientes, obviamente, porém com demanda bem menor. Era nessas horas que a mulher imaginava que o diferencial na criação dos filhos facilitava sua vida.

Como professora, ela tinha plena consciência de que a leitura abria espaço para diversas atividades educativas, principalmente pelas crianças. O prazer pela leitura desenvolvia nelas a fome de aprendizado. Trabalhando com pequenos seres humanos todos os dias, pôde tomar nota de que as crianças que liam por diversão, possuíam maior interessa nas aulas e aprendiam mais rápido também. Seus filhos não eram diferentes. Rose e Hugo eram ávidos por livros em datas especiais. Não importava de qual gênero, escritor ou editora, o importante era ler. Hermione sempre ressaltou isso para ambos, assim, os pequenos nunca julgariam uma pessoa pelo que ela lê, da mesma forma que não é justo julgar um livro pela capa.

Segurava um exemplar de “O Pequeno Príncipe”, que almejava levar para Hugo, quando seu celular tocou. Na tela do aparelho simples, aparecia o nome de seu marido. Já imaginando do que se tratava, ela atendeu a ligação já argumentando:

– Ron, não vou demorar demais, por favor, não me apresse.

O homem riu do outro lado da linha. Sabia do temperamento da esposa.

– Não é isso, querida, pelo contrário. Irei me atrasar um pouquinho, gostaria de informá-la.

– Não me diga que irá fazer hora extra no Natal, Ronald. – ralhou – Não é possível que fará isso conosco.

– Mione, se acalme, não é nada disso. A senhora Malfoy veio nos visitar hoje. Ordenou que saíssemos da obra mais cedo e viéssemos à sede da empresa. Ela queria nos entregar o bônus de Natal pessoalmente, acredita? – informou empolgado – Ela também entregou cestas de chocolates para os que têm filhos. Estou com duas, amor. Rose e Hugo vão amar.

– Certo. – a mulher entendeu – E por qual motivo irá se atrasar?

– O motorista da senhora Malfoy está com o filho dela, e ela não está conseguindo nenhum táxi. Aproveitei o espírito natalino e ofereci uma carona a ela. Tem algum problema?

– Óbvio que não. – garantiu sinceramente. Ela sabia que não deveria ficar com ciúmes, confiava cegamente em seu marido, além disso, pelo que conhecia da senhora Malfoy, esta também amava o companheiro – Só não se esqueça de me apanhar quando estiver passando por aqui. Caso contrário, ficarão todos sem presentes e sem Hermione. – fez graça.

– Tudo bem, amor. Não tem como esquecer você. Preciso ir agora, quero dar uma limpada no carro antes que a senhora Malfoy queira voltar para casa. Ela está acostumada com luxo, ficar naquela lata velha não será nada prazeroso, tenho certeza.

– Não se diminua tanto, Ronald. Seu complexo de inferioridade nos causa problemas desde a escola, se lembra? – alertou.

– Me desculpe Mione. Mesmo assim, preciso ir agora. Te amo.

– Também te amo. Irei esperá-lo em frente à doceria que o Hugo gosta. Dedosdemel. Nos vemos mais tarde. – despediu-se desligando o telefone.

Hermione continuou sua função. Além dos livros, sentia-se na obrigação de presentear seus filhos com outros objetos também, como brinquedos ou roupas. Não queria que eles fossem diferentes demais das outras crianças. Crianças... sentia-se um tanto sensível ao perceber que sua rosa não se encaixava mais nessa definição. Afinal de contas, ela havia completado doze anos a alguns meses e havia se tornado oficialmente uma mocinha pouco depois disso. Evidentemente, a ruiva ficara um tanto constrangida, especialmente quando Ronald fora parabenizá-la por isso. De alguma forma, o pai imaginava que sua filha ficaria radiante caso ele desse seu apoio. Pobre Ronald, Rose não falou com ele por uma semana, mal conseguia encará-lo sem ficar completamente enrubescida. Felizmente, a vergonha passou com o tempo e os dois restabeleceram a antiga relação, recheada de carinho e amor.

Com o objetivo de satisfazer os filhos, Hermione dirigiu-se para a parte mais cheia do shopping em que estava. Também gostaria de levar alguma lembrança para o marido, pois este, tinha certeza, havia tirado um pouco de seu tempo para agradá-la também. Apesar de turrão e cabeça dura, Ronald Weasley era carinhoso e atencioso com a família. Sempre preocupado e empenhado. Por isso trabalhava tanto. Queria deixá-los confortáveis, podendo aproveitar ao máximo aquilo que as outras famílias também tinham o direito de aproveitar. Eles eram felizes, muito felizes. As brigas não eram inexistentes, ambos faziam burradas, tanto os filhos quanto os pais, todavia eram cercados por um amor tão grande, que faziam de qualquer momento aparentemente bobo, completo de diversão. Davam valor a cada momento juntos, a cada passeio no parque, a cada filme que viam unidos, a cada madrugada de Natal, em que brincavam de jogos de tabuleiro até não conseguirem raciocinar mais por conta do sono. Orgulho. Era isso que a morena de cachos cheios e bem cuidados sentia quando observava sua família. Orgulho.

***

Astoria sentia-se verdadeiramente confortável no Ford Anglia de Ronald Weasley. gostava de clássicos, e esse era, evidentemente bem cuidado. Ela reparou que o proprietário do carro sentia-se um tanto envergonhado quando mostrou a ela o veículo no qual ficaria até que chegasse em casa. Poderia dizer que este carro era o xodó do homem devido ao zelo que parecia ter por ele. Não compreendia a razão de seu constrangimento.

– Qual o nome de sua esposa, senhor Weasley? – procurou iniciar um diálogo.

– Hermione. – respondeu.

– E o que ela faz?

– É professora de jardim de infância. Ela leciona numa escola perto da nossa casa, sabe. Disse a ela que teria capacidade de conseguir emprego em qualquer colégio de Londres, mas ela prefere ensinar as crianças de lá. – discorria sem tirar a atenção da estrada – Acho admirável o que ela faz. Os meninos a adoram, as mães ainda mais. Os alunos da Mione não ficam violentos ou revoltados, ela muda as pessoas.

– O senhor é um homem de sorte, então. – constatou, já se afeiçoando à mulher sem conhecê-la.

Ficaram em silêncio até Rony estacionar em frente à loja de doces indicada pela esposa.

– A senhora quer ficar no carro ou vem comigo? – indagou ao desligar o carro.

– Vou com você. Nunca visitei esta loja. – decidiu – E pode parar de me chamar de senhora. Astoria está ótimo.

– Claro. Vamos então? – disse, saindo do carro.

Astoria acompanhou-o, apertando o casaco no corpo ao sair do carro. Não havia se dado conta de que o prédio inteiro da Construtora Malfoy possuía aquecedores e que o carro também estava quente por estar completamente fechado. Estava realmente frio. Ao contrário dela, Ronald parecia não se importar com a temperatura.

Ela observou-o aproximar-se de uma mulher de pele morena e cabelos castanhos encaracolado, completamente abarrotada de sacolas, que levantou-se para saudá-lo.

– Preciso de ajuda para carregar isso. – ouviu-a dizer ao marido – Também comprei algumas coisas para a ceia, já que você falou sobre o bônus.

– Eu ajudo a levar. – prontificou-se Astoria, passando algumas embalagens pelos braços. Finalmente sentia-se útil. – A propósito, sou Astoria. – estendeu a mão que ainda estava livre para Hermione – É um prazer.

– O prazer é todo meu. – cumprimentou a Weasley, tentando tomar algumas sacolas da outra – Não precisa se incomodar, senhora Malfoy, Ronald e eu damos conta.

– Assim você me ofende. Eu também dou conta. – pontuou, dando costas ao casal e seguindo para o carro.

– Gostei dela. – comentou Hermione – Ronald, já disse que é para se agasalhar quando sair no vento, olhe para você, vai pegar um resfriado. – ralhou com o marido.

– Mione... – murmurou.

– Nada de Mione. Ande, vamos para dentro daquele carro agora. – esbravejou – Sabe que digo isso para o seu bem, amor. Não quero que fique doente. – explanou carinhosamente.

– Tudo bem.

Eles seguiram para o carro. Astoria, que antes estava no banco da frente, passou para trás, deixando a poltrona do carona livre para Hermione. Em pouco tempo, estavam conversando amenidades, sem perceber que a neve começava a cair novamente. Hermione interrompeu suas opiniões sobre a educação de adolescentes, para alertar o marido:

– Querido. – disse baixo – A estrada está um pouco escorregadia, não acha?

– Está tudo bem, Mione. Todos esses dias cheguei bem em casa, se lembra? Estamos indo devagar, não existe perigo enquanto continuarmos assim, está bem?

Ela assentiu, ainda um pouco preocupada, contudo depositando toda a confiança no companheiro.

– Hermione, acha que mimo demais o meu Scorpius quando permito que ele compre presentes para os amigos? – indagou Astoria, despertando a morena para a conversa.

– Claro que não. Muito pelo contrário, está despertando o espírito altruísta dele. Quando ele ficar um pouco mais velho, verá os resultados. Rose também gosta de fazer isso, porém é importante que seja de acordo com seu poder aquisitivo. Sugiro que não dê mais dinheiro para que ele faça isso. Suponho que ele ganhe uma mesada, não é? – a Malfoy assentiu – É bom que ele gaste o próprio dinheiro com isso. Assim, também saberá administrar o que recebe.

– Você é ótima, Hermione. Suas dicas serão preciosas. Draco ficará feliz em saber disso.

– Não é nada. É algo que pessoas como Ronald e eu temos que saber. Temos plena consciência de que nossos meninos querem e merecem mais dinheiro, presentes. Infelizmente não podemos dar, entretanto podemos ensinar muito.

– Mione. – Ronald chamou, fazendo com que a esposa se virasse para ele novamente – O que comprou para as crianças?

– Para o Hugo, aquele boneco do comercial de televisão, se lembra? Ele ficou maluco com aquilo. – riu – E para a Rose, uma caixinha de música com uma garotinha lendo, no lugar da bailarina. Lembra que ela achou muito interessante?

– Claro. Disse até que se parecia com ela.

– Sim, você disse.

– Vocês formam um casal bonito. – comentou Astoria, que observava tudo – É um prazer tê-los conhecido.

– Senhora Malfoy, – começou Rony – Hermione é o grande amor da minha vida.

– Pare de besteira, Ron. – tornou Hermione envergonhada, mas não sem coragem para dizer: – Você também é o amor da minha vida.

Foram seus últimos instantes, e se pudessem agradecer por isso, Ronald e Hermione teriam feito. Suas últimas palavras foram de amor, e dariam uma bela história, se alguém pudesse contar. Segundos depois de Hermione fechar a boca, uma caminhonete descontrolada no meio daquela neve escorregaria empurrou o velho Ford Anglia para fora da estrada. O xodó de Ronald, o carro que fora de seu pai e que com muito trabalho e um belo desconto do proprietário, conseguiu comprar aos 18 anos, quando começou a namorar com Hermione. Três anos antes de se casarem. Oito anos antes do nascimento de Rose, dez anos antes do nascimento de Hugo. Vinte anos antes de sua morte.

Astoria viu mais, sentiu mais. Ela sentiu o velho carro capotar uma, duas, três vezes, antes de desmaiar. Os médicos contestaram que a hora de sua morte fora um bom tempo depois do acidente. Se o motorista da caminhonete não estivesse tão bêbado para socorrê-la, talvez ela tivesse uma chance. Mas ele estava completamente fora de si. Por isso assassinou três pessoas e destruiu duas famílias.

Por isso Draco quase se foi naquela noite ao receber a notícia. Ele foi ao local, sem contar a ninguém. Ele reconheceu o corpo da esposa e do funcionário. Não conhecia a outra mulher, mas sabia que era a esposa de Weasley. Sentia profundamente por eles, por seus filhos, por seu próprio filho e por si mesmo. Draco estava destruído, porém se voluntariou a falar com os filhos do casal falecido. Dignou-se a fazer isso antes mesmo de comunicar a Scorpius, que estava se divertindo na festa na mansão. Ele estava fugindo, se escondendo ao máximo. Draco Malfoy foi forte, realmente forte, até bater à porta de uma casa simples e ser atendido por uma menina ruiva, com o rosto salpicado de sardas, meias coloridas nos pés e gorro de Papai Noel na cabeça. Então ele desabou, e Rose teve de consolá-lo antes dele explicar o que havia ocorrido. Até então Draco não havia visto dor tão intensa e profunda. Até então Draco não havia de fato o que era ter tudo tirado de si. Ele estava sem a metade de seu coração. O de Rose Weasley havia se estraçalhado por inteiro.