Notas iniciais
Hey!! Me desculpem pelo atraso! Travei aqui, mesmo sabendo como seria o cap, mas mesmo assim o fiz diferente do que eu imaginava, mas enfim..

A porta do elevador se abriu, de lá pudemos ver um casal se agarrando, mas logo parando, por Andrea pigarrear alto. Nós entramos no elevador, Rachel apertou o botão do andar em que ocorria a festa, as portas se fecharam e Rachel segurou minha mão com um pouco de força, principalmente quando ele começou a subir. A festa parecia animada, pois de dentro do elevador podíamos ouvir o som alto. Assim que as portas se abriram, Andrea e Quinn saíram primeiro, Brittany correu em seguida para dentro do dormitório em que ocorria a festa, Lexie permaneceu ao meu lado, enquanto Rachel me puxava para fora do elevador.

– Não acho que isso vá dar certo. — Lexie murmurou, segurando minha camisa por trás.

– É só uma festinha, Lexie. — respondi, sentindo Rachel apertar um pouco minha mão. — É só uma festa.

– Mesmo assim... — nós paramos, Rachel se virou de frente para mim.

– E-eu acho que vou procurar por Millicent. — ela disse, parecendo assustada. — Você vem comigo?

– E-eu... — murmurei, mas logo olhei para Lexie, a mesma parecia mais assustada que Rachel. — Vou ficar um pouco com Lexie, mas se precisar de mim, não hesite em gritar, que chegarei o mais rápido possível.

Ela me deu um selinho demorado, sorriu para Lexie e entrou no dormitório. Lexie se afastou um pouco e se encostou na parede, me aproximei dela e a vi suspirar pesado. Lexie tinha o péssimo hábito de suspirar, quando ficava com medo de algo, isso chegava a me irritar, principalmente quando tínhamos nossas noites de filmes e Quinn escolhia os de terror.

– Pode começar a se explicar. — resmunguei, cruzando meus braços.

– C-como assim? — ela gaguejava, e seus olhos pareciam perdidos.

– Eu nunca a vi ficar com medo assim, por motivo algum. Só quando assistimos filmes de terror, mas mesmo assim, esses medos são mais calmos. Você está me assustando, e está se parecendo com Rachel, quando Ratinho inventa de miar à noite, para a janela.

– Ratinho mia para a janela?

– Não mude de assunto, está bem? Desembucha!

– Um ano antes de você vir para cá, eu estudava aqui. — ela abaixou a cabeça, parecendo envergonhada. — Tinha essa garota, Anna. Ela era minha colega de quarto, fazíamos os mesmos cursos, e até trabalhávamos no mesmo emprego. — ela parou pensativa, logo sorriu. — Eu sempre fui a “Garota LA”, como ela mesma me chamava, já que ela era de Kentucky, passávamos todo o tempo juntas, eu ainda servia, como você, ela era ajudante de Jared, mas saíamos juntas e nos divertíamos juntas. Eu ainda estava na fase de me aceitar, ela já sabia o que sentia, e o que era melhor ainda, ela sentia por mim. Namoramos por dois meses, eu a levava à restaurantes, mesmo que recebendo pouco, lhe presentava com coisas pequenas, mas valiosas, lhe dava todo tipo de carinho, a elogiando sempre e tudo o mais.

– Lexie... — gemi, acariciando sua bochecha. — Você era uma namorada encantadora.

– Sim, eu era. Mas no segundo mês de namoro, Anna me traiu com um garoto do time de Baseball, Elliot. Eles transaram apenas uma vez, ela terminou comigo, alegando amar Elliot, e inventou uma mentira qualquer, para eu ser expulsa dos dormitórios. — seus olhos se encheram de lágrimas. — Eu dormi debaixo de uma ponte por duas noites, apelei por pedir abrigo à minha tia, então fui morar na casa ao lado da sua.

– Lex... — murmurei, afagando seu braço.

– Sabe o que me deixou pior? Ela me largou por ele, mas ele nem ao menos gostava dela, ele só usava ela para conseguir outras garotas, e ela sabia disso!

– Isso quer dizer que ela não gostava mais de você, pois se gostasse, não teria feito o que fez. — ela suspirou pesado. — Foi por isso que você passou a sair com garotas todos os dias, e nunca mais namorou?

– Sim... Eu tenho minhas necessidades, mas nunca mais quis namorar, com medo de acontecer tudo novamente.

– Mas você gosta da Andrea.

– Andrea é legal. — ela sorriu novamente, mesmo que chorando silenciosamente. — Mas ela não gosta de mim. Aliás, ela é hétero, certo?

– Eu não posso garantir de que Andrea seja totalmente hétero, porque desde que a conheci, nunca a vi se relacionando com alguém.

– Mesmo assim... — ela se arrastou na parede até o chão. — Ela não gosta de mim, nem ao menos troca mínimas palavras comigo. Eu sou o pior tipo de pessoa para se apaixonar.

– Faça o seguinte... — peguei o copo da mão de um dos garotos e ameacei bater nele, quando ele tentou protestar, e entreguei a ela. — Beba um pouco e tente se acalmar, vou ver como Rachel está, e se estiver tudo bem, volto aqui para ficar com você.

– Obrigada, Lopez. — ela murmurou, bebendo em seguida. — Você é uma das melhores garotas do mundo, pena que você já tenha namorada. Tenho inveja de Rachel...

– Você vai ficar bem, Lexie.

Beijei sua testa e entrei no dormitório, olhei em volta, mas não a achei. Percebi Brittany dançando com algumas garotas, enquanto Quinn a vigiava.

– Sant! — ela gritou, ao olhar para mim. — Venha dançar!

– Agora não, Britt, depois, talvez. — sorri para ela, enquanto me aproximava. — Viu Rachel por aí?

– Sim, a vi com uma garota loira, elas estavam juntas demais, e devo dizer, a tal garota até que é bonita.

– Elas são amigas. — respondi, mas franzindo minha testa.

– Bem... — ela sorriu abertamente, provavelmente já bêbada. — Rachel parecia incomodada com algo, Quinn se ofereceu para ajudá-la, mas essa tal amiga dela disse que saberia o que fazer, então elas saíram.

– Como assim, saíram? E sem me avisar?

– Rachel disse que lhe avisaria. — ela deu de ombros, inocente.

Bufei, saí do dormitório e entrei no elevador, me esquecendo totalmente de Lexie. Havia mil possibilidades de lugares em que Rachel poderia estar, mas nenhuma delas me pareciam aceitáveis. Millicent parecia ser uma boa garota, mas não me convencia em ser autista. Corri para fora do prédio dos dormitórios, o mesmo casal que se agarrava no elevador, agora se agarrava debaixo de uma árvore qualquer por ali, logo corri até eles.

– Hum... — murmurei, pigarreando em seguida. — Me desculpem incomodá-los... novamente. Vocês viram uma garota morena, dessa altura... — demonstrei com minha mão. — Ela está com uma loira alta, bonita até.

– Elas foram para lá. — o garoto respondeu, recebendo beijos e chupões no pescoço pela garota. — Uma delas dizia algo sobre ir para o campo.

– E... aonde é o campo?

A garota rosnou, o garoto riu e piscou para mim, me dando nojo.

– Segue aquele caminho ali, logo depois daquele prédio há um caminho entre algumas árvores, siga esse caminho que a levará ao campo. Não há erro.

– Obrigada.

Me afastei deles rapidamente, segui toda a explicação do garoto e logo achei o campo, as portas estavam abertas, indicando que alguém estava ali. Entrei em silêncio, subi nas arquibancadas e vi Rachel e Millicent caminhando pelo campo, conversando. Elas pareciam bem íntimas, Rachel sorria muitas vezes, até mesmo corava. Em algum momento, Millicent segurou a mão de Rachel, a mesma não hesitou, elas pararam e ficaram de frente uma para a outra. Senti minhas mãos suarem gelado, assim como minha testa, franzi minha testa, desconfiada. Millicent segurou o queixo de Rachel com a outra mão, Rachel não parecia hesitar em momento algum, Millicent se aproximou mais de Rachel e sorriu, dizendo algo. Eu podia ver um beijo acontecer à seguir, por isso fechei minhas mãos com força, mas o tal não aconteceu. Rachel se afastou corando forte, sorriu constrangida e disse algo, Millicent riu. A idiota riu! Desci as arquibancadas, pronta para acabar com aquilo, mas senti alguém segurar meu braço, me virei com raiva e vi Quinn, com Brittany ao seu lado.

– Você não pode fazer isso. — Quinn disse, me puxando.

– O que? Como assim? Aquela idiota ia beijar Rachel!

– Como você sabe disso? — abri minha boca para responder, mas nada saiu. — Rachel recuou, você mesmo viu, ela te ama e não faria isso com você.

– Mas Millicent pode convencer Rachel a fazer algo e...

– Quando você conheceu Rachel, a convenceu a fazer algo? Você a convenceu a lhe beijar, ou namorar, ou até mesmo transar?

– Não mesmo!

– Eu tentei fazer Rachel se afastar de você, antes de lhe conhecer, mas isso não adiantou. Rachel é autista, mas não é idiota. Ela sabe o que deve ou não fazer.

– Mas Quinn...

– Olhe para ela. — virei meu rosto, Rachel e Millicent voltaram a caminhar, ainda conversando. — Ela te ama, Santana, e não faria nada para lhe magoar.

– Santana! — pisquei algumas vezes, vendo Rachel correr até mim. — Oi!

– Hey! — ela me abraçou, quase nos fazendo cair. — Fiquei preocupada com você.

– Lá tinha barulho demais. — ela sussurrou, corando. — Milli achou melhor virmos para um lugar silencioso, como o campo.

– Eu te amo.

Ela me encarou, seus olhos estavam totalmente cravados nos meus, ela sorriu abertamente.

– Eu também te amo.

Não precisei pensar para sentir seus lábios nos meus, muito menos para esquecer as meninas em volta e pensar somente em Rachel.

Notas finais
Eita que o drama continua! Acho que os próximos chegam mais rápido, ao menos é o que eu espero. xoxo