A Hard Love 2
13 Worst Pain For A Woman
Notas iniciais
Eram 15:47, 27 minutos depois do horário certo em que Santana aparecia, ela estava atrasada, e eu comecei a achar que talvez ela não fosse mais aparecer, talvez Quinn ou Andrea iria me buscar, mas essas também não costumavam se atrasar.
– Você tem certeza que ficará bem? — ouvi Milli perguntar, segurando minha mochila. — Eu posso lhe levar em casa, ou peço à um amigo que tenha carro, ou você pode dormir no meu quarto, na minha cama. Sei que minha colega de quarto passará a noite com um amigo, posso ficar com a cama dela.
– Milli, está tudo bem. — olhei para o estacionamento do campus. — Eu posso ir à pé para casa. O apartamento não é longe, em menos de 10 minutos estou lá.
– Mas é perigoso andar sozinha, Rachel.
– Vejo muitas pessoas andando sozinhas por aí. Eu quero ser como elas.
– Rachel, você é como elas, mas mesmo assim. Eu acho perigoso, eu mesma não gosto de andar sozinha e...
– Millicent, está tudo bem! — a cortei, sorrindo. — Eu posso ir sozinha, e você não vai me fazer mudar de ideia.
– Tudo bem. — ela me entregou a mochila, suspirando. — Tome cuidado, e vá direto para casa.
– Sim, mamãe. — eu ri, ela apenas sorriu.
– Até amanhã, Rachel.
Beijei sua bochecha e saí do campus, ajeitei minha mochila em minhas costas e olhei em volta, muitas pessoas passavam por mim, sem perceber minha presença. Comecei a caminhar na direção em que morava, percebi uma garotinha passar por mim me olhando, ela sorriu, eu sorri de volta.
“Acha mesmo que consegue chegar em casa sozinha?”
Suspirei para mim mesma, parei perto do sinal e esperei. Assim que o mesmo ficou vermelho, os carros pararam e eu atravessei, junto com duas mulheres. Eu estava bem, confiante.
“Você devia aceitar o convite de Millicent e voltar para o campus. Lá é mais seguro, Rachel.”
Entrei em uma rua menos movimentada, me lembrava que o carro de Santana sempre entrava ali, às vezes ela parava para comprar café para mim, assim entrei na cafeteria e comprei um café, logo seguindo meu caminho. Por um segundo, ouvi sons de passos atrás de mim, virei meu rosto e vi duas garotas da minha idade andando juntas, parei rapidamente e as deixei passar por mim.
“O que foi? Acha que alguém está lhe seguindo?”
– 1... 2... 3... 4... — murmurei, voltando a andar, uma técnica que Milli me ensinou, caso eu ficasse com medo. — 5... 6... 7... 8...
– Rachel! — me assustei, deixando o copo de café cair no chão, percebi um corpo alto parando ao meu lado, era Elliot. — O que foi? Se assustou? — abaixei minha cabeça e cruzei meus braços, tentando o ignorar. — Millie disse que você estava indo para casa sozinha e ela estava preocupada, então achei melhor vir atrás de você e lhe acompanhar.
– Eu não preciso de companhia. — resmunguei, quase sussurrando.
– Sei que andar sozinho não é legal. — ele colocou seu braço em meus ombros, se aproximando mais. — E sua namorada? Não veio lhe buscar?
“Elliot é lindo, não? E parece que ele gosta de você. Devia dar uma chance a ele.”
– Não...
– É uma pena, sabe? — ele riu um pouco, andando cada vez mais devagar. — Se você fosse minha namorada, eu não a deixaria sozinha por aí. Garotas lindas como você são raras.
Elliot foi parando, senti uma enorme necessidade de me afastar, até mesmo o empurrar para longe, mas seu braço parecia me puxar para mais perto e com mais força.
– E-eu não...
– Eu acho que sua namorada não gosta realmente de você, por ter lhe deixado sozinha. — ele passou a me empurrar para o lado, ninguém olhava para nós dois. — Talvez um homem como eu lhe mostre o que é ser um namorado. — ele me soltou por um segundo para segurar meu braço com um pouco de força, enquanto me empurrava para dentro de um beco sujo. — Você precisa saber o que é um sexo de verdade, sem dedos femininos.
“Eu lhe disse, Rachel! Ele gosta de você! Ele quer ser seu namorado! Deixe-o ser seu namorado!”
Meus olhos estavam arregalados e repletos de lágrimas, eu queria gritar, o empurrar e correr dali, mas parecia que nada funcionava naquele momento. Santana veio à minha mente. Ela disse que me protegeria sempre que eu precisasse, mas ela não estava lá para mim. Ele abriu uma porta velha de ferro e me empurrou para dentro do lugar escuro, subimos algumas escadas à tropeços, parecia ser um tipo de quarto, mas este estava um pouco escuro e sujo. Elliot me empurrou até a parede e passou a beijar meu pescoço, tentei o empurrar, mas ele era mais forte do que eu. Senti uma de suas mãos descerem rapidamente até a barra do meu vestido, o puxando até minha cintura em seguida, a mesma mão puxou a tira da minha calcinha, a mesma rasgou e caiu no chão, meu corpo gelou na hora.
– Elliot... — choraminguei, o vendo puxar o cinto de sua calça.
– Não precisa se preocupar, gracinha. — ele murmurou, sorrindo para mim. — Eu sou o melhor nisso.
Fechei meus olhos rapidamente, ao vê-lo abrir o botão de sua calça, e comecei a chorar. Nunca imaginei passar por isso, nunca achei que homens fossem tão maus quanto Elliot estava sendo. Me perguntei por um segundo se meu pai era assim, já que ele engravidou duas mulheres.
“Abra os olhos, vejo seu futuro marido lhe dando o melhor prazer.”
Elliot puxou uma das minhas pernas, logo senti algo me penetrar com força, me fazendo gritar com todas as minhas forças, assim ele tampou minha boca. Meu corpo era cada vez mais pressionado na parede, a dor entre minhas pernas aumentava cada vez mais, Elliot suspirava e gemia, enquanto eu chorava. Não demorou muito para Elliot se afastar de mim, me fazendo cair no chão, abri meus olhos e o vi terminar de pôr sua calça, sorrindo para mim.
– Você foi ótima. — ele disse, abrindo sua carteira. — Mas da próxima vez, tente gritar mais baixo. Isso pode assustar os vizinhos.
Ele jogou uma nota de dinheiro em mim e saiu, me encolhi o máximo que pude e continuei chorando, querendo me isolar de tudo e de todos. Em segundos, vi um inseto se aproximar de mim, me levantei rapidamente, mesmo sem forças e ainda com dores, peguei a nota que ele jogou em mim e saí dali. Entrei na primeira cafeteria que vi, me aproximei do balcão e olhei para a mulher parada, a mesma lia algum tipo de revista.
– C-com licença... — murmurei, quase sussurrando, ela me olhou pelo canto do olho. — Você teria algum telefone para me emprestar?
– Há um perto do banheiro. — ela resmungou, ainda olhando para a revista.
Coloquei a nota de dinheiro em cima do balcão e abaixei minha cabeça, murmurei um “Obrigada.” e me afastei, indo até o telefone. Eu sabia para quem deveria ligar para me buscar, mas minhas dores e minhas lágrimas me fizeram discar outro número, logo ouvi o som da voz dela.
– Mamãe... — choraminguei, voltando a chorar. — Eu preciso de você. Eu estou triste e preciso de você agora...
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