A Guerra de Fogo

14 O Corpo do Reino


Era aproximadamente 2 da tarde quando Finn e seu grupo passavam pela estrada em direção ao reino doce, a princesa Jujuba estava nervosa, não era todo dia que ela enfrentava uma crise daquele tamanho, algumas lágrimas podiam ser vistas rolando de seus rosto rosa, ela mesma as enxugou com sua camisa sem mangas, o Raposa, olhou para ela, percebeu o seu estado

– Princesa... — Ele pegou em sua mão — Eu sei que isso é difícil, até mesmo assustador, mas você é uma líder, uma monarca, você sabe lidar com isso

– Mas não é por isso que eu estou assim — Respondeu

– Então, o que foi? — Perguntou ele

Ela se virou pra ele e deu um leve sorriso, ele não entendeu no início, mas logo ficou claro o que ela quis dizer

Não muito tempo depois, o reino doce já era visível, com uma leve neblina, eles se sentiram aliviados de chegarem antes que algo de ruim acontecesse, eles então se apressaram, ao chegar em frente ao castelo, os portões estavam abertos e sem guarnição, os cidadãos doce estavam em casa, escondidos, naquela situação era difícil andar pela rua sem preocupações, com todas as forças de segurança ocupadas, o povo doce ficava a mercê de sua própria sorte

– Onde estão os guardas banana? — Perguntou princesa Jujuba

– Todos eles devem estar ou lutando, ou desertando — Disse Finn

– Ótimo, isso não nos ajuda muito — Disse o Raposa

Jujuba foi para o castelo, estava sujo, e coberto por ervas daninhas, aquilo era perigoso pois qualquer um poderia ter acesso a materiais importantes do reino, ela entrou nele e começou a tatear a parede próximo a estátua de um cavaleiro, procurando alguma coisa, ela então tocou em uma pedra que soltou a estátua, ela colocou suas mãos na base da estátua e empurrou-a para o lado, revelando um corredor minúsculo e claustrofóbico

– Esse é um dos lugares mais seguros do reino inteiro — Disse ela ofegante

Finn aproximou-se do pequeno túnel, era impressionante como o reino tinha tantos segredos guardados, mas o jovem de fogo e nem a princesa chamas faziam questão de entrar no túnel

– O que houve com vocês? — Perguntou a princesa

– Eu não gosto de lugares fechados, eu sou feito de fogo quando fico em lugares assim, sem muito oxigênio eu acabo apagando — Respondeu o Raposa, princesa Chamas concordou

– Então fiquem aqui, e tomem cuidado — Disse a princesa entrando no pequeno buraco

O local era estreito e longo, tinha alguns metros e era cansativo andar por lá, mas no final havia uma sala escura iluminada por um tela e alguns computadores

Longe dali, a alguns quilômetros o rei de fogo mantinha-se esperando que seus soldados disparassem o enorme foguete, no que pareciam séculos para ele, uma pequena explosão foi vista na cidade de fogo, e o enorme foguete subiu em um velocidade extremamente rápida, jogando em direção a eles uma corrente de ar, o rei olhou para o alto, vendo a sua brilhante arma em direção a cidade doce, e deixando uma marca de destruição no reino de fogo

– Vejamos o que eles vão fazer agora — Disse o Rei cavalgando em direção a cidade, com armas para combate

...

Ainda no castelo, Princesa Chamas e Raposa estavam do lado de fora, ambos sentados em direções opostas protegendo a pequena entrada, a princesa Chamas ainda se perguntava o porquê se todo aquele ódio de seu pai pelo reino doce, sabendo que o seu "sequestro" era só uma desculpa para ele atacar, o raposa então vira-se para ela

– Sabe, eu queria fazer uma pergunta — Disse ele com calma

– O que foi?

– O que o seu pai lhe disse, quando você perguntou como ele se tornou rei? — Perguntou ele

– Eu nunca cheguei perguntar isso pra ele, as ele disse uma vez que uma família assumia o poder e permanecia como líder até o dia em que as chuvas chegassem, e assim nosso reino sucumbisse, respondeu ela como se tivesse lendo uma história

– Essa família, é aquela que tem aquele sinal no braço não é? — Perguntou ele

– Sim, mas eu nunca vi esse sinal nem em mim nem nele, muito menos minha mãe, bom, pelo menos eu ainda não vi para saber disso — Disse ela com uma voz pesada

– Isso porque ele não o Rei

– É claro que é, mesmo sendo tão tirano — Respondeu ela

– Não, o verdadeiro rei, por direito hoje, seria eu — Ele disse seriamente

Ela não acreditou, ele poderia ser um rebelde do reino, mas não passava disso

– Não está acreditando? — Ele levantou e segurou o braço dela e pôs no seu ante-braço direito, levantando a manga da camisa dele, revelando uma marca parecida com uma cicatriz, em forma de um dragão em S

Princesa Chamas ficou impressionada

– Então você é um dos...

– Sim, eu sou um dos banidos — Disse ele com raiva do rei

– Meu pai me contou sobre vocês

– Ele com certeza nos chamou de terroristas usurpadores de trono não é?

Ela deu um sorriso e concordou com a cabeça

Dentro da câmara, Finn olhou com atenção os computadores, Jujuba correu para um deles e digitou alguma coisa, mas na tela ficou a imagem de uma câmera, apontada exatamente pra fora do reino, em direção a estrada por onde vieram, mas para o céu, ela olhou com um pouco de dificuldade, mas percebeu que se tratava de um foguete, um míssil

– Não! — Jujuba gritou, ela já esperava que isso fosse acontecer, Finn, ao perceber isso correu para fora até chegar de volta ao salão do reino

– Finn, o que aconteceu? — Perguntou Raposa

– O Rei, ele conseguiu lançar aquele foguete — Disse Finn

– O que?

– Calma, eu sei como parar isso, chama a princesa e vamos para o topo do castelo — Disse o raposa

– O que você quer fazer? — Perguntou Finn

– Meu pai disse que estes foguetes são rápidos mas frágeis, se nós pudermos ataca-lo com alguma coisa, a gente tem uma chance, mas pra isso precisamos estar em um lugar alto — Disse o Raposa

– Ótimo, vamos logo

Eles correram pelas escadas do castelo doce, eram altas, mas a adrenalina da hora não fazia sentir dor alguma ou cansaço

Notas finais
penúltimo capítulo