A Guerra de Fogo
15 O Fim do Exílio
Notas iniciais
As horas já não passavam tão devagar à aquela altura, a Princesa Jujuba só conseguia pensar no Reino, e em quantos habitantes seriam feridos naquele evento, ela conseguia manter a calma, mas de vez em quando havia um flash psicológico que a fazia entrar em pânico, finalmente ela parou, ofegante.
– Não, eu não aguento mais! — Disse a princesa ajoelhada nas escadas, Finn e Princesa de Fogo ficaram observando ela, o Raposa que vinha mais atrás tomou alguma atitude
– Continuem, eu alcanço vocês depois — Disse ele se sentando ao lado da Princesa Jujuba que estava chorando, Finn assentiu e continuou subindo junto à jovem princesa
O Raposa então se acomodou ao lado dela e conversou com ela
– Vamos lá princesa, eu pensei que estava melhor — Disse ele com uma voz calma
– Eu não consigo... Isso já está no limite — Disse a princesa com lágrimas nos olhos
Eles respirou fundo e começou a pensar, o que fazer pra melhorar a situação emocional da princesa, ele então lembrou de algo
– Me empresta isso — Disse ele pegando o casaco que ela tinha, ele amarrou ele de uma forma que formasse um círculo e envolveu os braços da princesa nele, logo depois ele abraçou-a e colocou sua cabeça no ombro dela, a respiração quente dele fazia com que ela ficasse mais calma, logo a respiração dela ficou mais estabilizada
– Agora me diz o que foi, pois eu tenho certeza de que a culpa não é da guerra — Ele falou com calma
Ela ficou um tempo calada, mas depois se virou para ele e olhou os seus olhos
– Eu sei que nós não somos muito próximos nem temos muitas coisas em comum... — Disse ela
– Eu também — Ele disse colocando a mão no rosto rosado de chiclete dela
Ele chegou próximo à boca dela e beijou-a, ela ficou com o coração mais acelerado, mas ele segurou sua mão deixando-a mais calma, no final ele se afastou e olhou para ela
– Obrigada — Disse ela um pouco sem jeito
– Eu sabia que isso ia te ajudar — Disse ele sorrindo
...
A Quilômetros de lá, o foguete carregado com hidrogênio em direção ao reino doce, não demoraria muito até se chocar com o centro do reino doce, Finn foi o primeiro a chegar lá, seguido da princesa de Fogo
– Beleza, então? Por onde começamos? — Perguntou Finn depois que a princesa de fogo chegou
– Vamos esperar ele chegar perto — Disse a princesa se posicionando no topo da torre no centro da sala virada para uma janela longa
– Só você pode parar aquilo não é? — Perguntou Finn Nervoso
– Eu espero — Disse ela se preparando
– Boa sorte
– Não se preocupe
O foguete finalmente entrou na linha de visão da princesa de fogo, ela então juntou as mão e apontou-as para o foguete que venha em sua direção
– Vamos lá... — Torceu ela, quando o foguete chegou a uma distância razoável ele soltou uma corrente de calor formando uma enorme labareda cobrindo o foguete, ele estava reduzindo sua velocidade até o ponto de parar, mas ainda estava funcionando, ele fazia uma forma incrivelmente alta sobre a princesa, ela então chegou a ajoelhar um dos pés
– Finn, ajuda! — Disse ela com os dentes cerrados
Finn pensou em algo até ver os motores do foguete, ele teve uma ideia brilhante
– Aguenta aí princesa, eu sei o que fazer — Disse ele correndo para o foguete, ele abriu a mochila, e tirou uma toalha de lá, ele então molhou a toalha na poça de água que estava ao lado e colocou sobre o corpo antes de pular no foguete, mesmo com aquilo o calor era infernal, ele correu para os propulsores do foguete e colocou a espada em uma das bandejas de proteção, tirando uma placa de aço e revelando por trás delas um painel de controle
– Ok, o que eu faço aqui... — Finn pensou e tentou calcular o que melhor ele poderia fazer, no final ele simplesmente enfiou sua espada na tela fazendo vazar combustível, que chegou a ser queimado, ele então saiu de cima do foguete e pulou de volta na torre, deixando-o mais leve
– Vai princesa, é com você — Finn gritou para a princesa de fogo que lançou o foguete para o céu, ele então subiu até seu combustível acabar e finalmente explodir em uma bola de fogo quente e luminosa, Finn ao ver aquilo se sentou e suspirou
– Ah cara... finalmente acabou — Disse ele
– Sim, acabou — Respondeu a princesa de fogo olhando para o horizonte
...
Mais tarde, o reino já estava de volta à sua rotina normal, o Raposa foi premiado pela princesa pelos seus serviços de campanha e passou a morar lá como membro da guarda, Jake voltou para casa e deixou finn no reino doce, a noite estava clara pela lua e os 4 jovens estavam no centro da cidade onde havia uma celebração de vitória
– Foi um bom trabalho que vocês fizeram — Disse a princesa segurando uma taça de vinho
– Graças às ajudas que tivemos — Respondeu o Raposa sorrindo para ela
– "Eu sei" — Pensou Ela
Mais ao longe da mesa principal, nas portas do palácio, Finn estava sentado com um copo de suco nas mão, ele estava olhando para o céu pensativo
– Ei Finn, o que está fazendo aqui? — Perguntou a princesa
– Eu estou pensando sobre o reino de fogo, os cidadãos de lá, e como ficou destruída com o lançamento dessa arma — Disse ele apertando o copo
– Eu sei — Ela senta-se ao lado dele — Eu sei como ele se manteve no poder por tanto tempo
– Onde será que ele está agora?
– Eu não sei, deve estar perdido por aí
Finn continuou olhando pra cima, a princesa então continuou
– Er... bem, obrigado por ter me ajudado — Disse a princesa
– Não, eu só fiz o que precisava ser feito — Finn riu
– Poderíamos fazer isso sempre, foi até divertido — Disse ela
– Sim, mas sem essas guerras nem esses conflitos... só mesmo... eu e você — Disse ele com um sorriso
– Eu espero — Disse ela beijando o rosto de finn e voltando para o palácio, ele olhou ela entrando e depois voltou sua atenção para a rua
– Então aguarde... — Disse ele com um leve sorriso
...
A quilômetros de distância de lá, naquela madrugada, o rei de fogo tentava sair de um buraco armadilha, ele estava com seu cavalo morto no fundo e pulou varias vezes até finalmente conseguir colocar a mão na borda, assim ele joga a outra mão para segurar um provável toco de árvore seca e conseguir colocar o peito na borda, então ele respira fundo descansado
– Olha só o que encontramos aqui... — Disse alguém do qual ele estava segurando a perna e não um toco
– Quem é você? — Disse o rei ameaçando puxar sua espada
– Nem ouse tocar nisso — Disse ele colocando o rei sob a mira de uma flecha com uma pedra de gelo amarrada à ponta
O rei olhou com mais detalhe e viu um jovem com um uniforme militar, mas com uma insígnia de regimento militar do reino doce
– Oras, o que vocês quer?
– Você não pode me dar o que eu quero — Disse o adolescente mirando no rei prestes a atirar
– Quem é você afinal?
– Eu sou a criatura que a natureza criou de exímia esperteza e que veio das florestas escuras e geladas para cumprir sua missão de vida, eu sou um justiceiro, eu sou o vingador que acabará com a linhagem usurpadora que governou o reino de meu pai e meu reino de direito, eu sou o Raposa.
Ouve-se o barulho de uma flecha cortando o ar, e do corpo do rei caindo no chão frio do buraco
No final, ele pega a coroa do chão e coloca em seu bolso, depois olha para o canto aberto e vê ao longe seu antigo reino em chamas
– Eu vou voltar um dia, mas não hoje — Disse ele com um sorriso sob a luz da lua
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