A Guerra das Cápsulas
41 Nada - hentai
Notas iniciais
Muitos meses já haviam se passado desde que Tarble e Gure haviam voltado para o Planeta Vegeta e se casado. Gure estava naquele momento em trabalho de parto. Os médicos faziam o que podiam, mas a gestação revelou-se difícil nas últimas semanas que antecederam o parto, pois o corpo frágil de Gure parecia não aguentar a barra pesada que era a gestação de saiyajins trigêmeos. Vegeta observou o irmão desesperado achando que a esposa fosse morrer por "culpa" dele e o considerou um tolo. Mas mesmo com todos os percalços, uma corajosa Gure conseguiu dar a luz aos trigêmeos e sobreviver. Todos a consideraram uma verdadeira guerreira.
Depois de muitas horas, após a mãe descansar e dar a primeira mamada aos filhos, ela estava pronta para receber visitas. Bulma foi, encantada e apreensiva. De tanto Vegeta falar das diferenças físicas entre os saiyajins e a raça de Gure, ela temia que de fato os bebês tivessem nascido com algum problema. Mas quando olhou aqueles embrulhinhos com os cabelos negros e espetados, e a pele levemente azul-esverdeada, ela os achou perfeitos e lindos. Gure aninhava um enquanto Tarble orgulhoso segurava os outros dois filhos. Assim que Bulma entrou, pegou um deles no colo e se derreteu com a beleza das crianças.
— São feios pra burro — Vegeta disse olhando os sobrinhos — mas pelo menos são fortes — ele concluiu ao ler o poder dos meninos com um scouter.
— Obrigado, nii-san — Tarble disse — mas meus filhos não são feios, ok?
— Não mesmo — Bulma emendou — são lindos!
Gure não se importou com as ofensas do cunhado, estava muito feliz e realizada para ligar para a rabugice de Vegeta.
***
Bulma voltou para o seu quarto após visitar os três príncipes recém-nascidos sentindo-se nas nuvens. Achou os meninos lindos e fofos. Sem nem mesmo perceber, imaginou-se como mãe de crianças tão lindas quanto aquelas. Estava terminando de se preparar para dormir quando Vegeta entrou no quarto. Ficou observando ela passar seus cremes ao mesmo tempo em que tagarelava sobre os novos príncipes.
— Já terminou de passar essas gosmas na cara? — ele perguntou se aproximando.
— Não são gosmas! São meus cremes!
— Dá no mesmo. Vem logo pra cama, quero te comer.
— Você não pode agir como um cavalheiro?
— Por que eu deveria?
— Idiota... — ela praguejou baixinho.
Como ela não vinha logo e Vegeta estava ficando de mal humor, ele a pegou apoiando os quadris dela nos ombros e a jogou na cama.
— Vegeta! — ela reclamou.
— Eu falei pra você vir logo! Você tem que me obedecer na hora que eu mandar!
— Estúpido!
— Eu sei que você gosta... — ele disse com um sorriso safado — agora fica de quatro, deixa eu dar uma olhada nessa bundinha.
Ela quis reclamar mas ele a girou com um movimento rápido e a deixou de quatro apoios na cama. Com um único movimento arrancou o shortinho de dormir e a calcinha que ela usava. Enfiou a cara no meio das pernas dela e começou a passar a língua.
— Não faça isso... — Bulma gemeu.
— Faço sim.
Ele a deixou bem lubrificada e foi logo colocando no seu lugar favorito.
— Faz devagar e com cuidado — ela pediu.
— Tá, tá... quanta frescura.
Ele entrou devagarinho e Bulma reclamou, então se inclinou sobre ela e começou a beijar e mordiscar sua nuca, isso pareceu deixá-la mais relaxada. Então ele foi entrando mais, com movimentos um pouco mais fortes e ritmados.
Bulma gemia e movimentava os quadris com movimentos circulares. Vegeta grunhia de prazer, ela adorava como ela se entregava de maneira lasciva. Em pouco tempo ele atingiu o clímax e deixou o corpo cair sobre o dela, até recuperar o fôlego. Assim que isso aconteceu, ele voltou a dar atenção à amante para ela atingir seu prazer também.
***
Ficaram abraçados se beijando calmamente depois daquele sexo intenso. Bulma gostava muito como ele era na cama, apesar de toda a grosseria e indiferença durante o dia, Vegeta era o melhor amante à noite. Amante. Ela não sabia se poderia chamá-lo assim, a situação deles era completamente indefinida. Ela não sabia o que era para ele, e isso era uma coisa que a incomodava. Nunca foi uma mulher vulgar ficando com um homem sem nenhum sentimento envolvido, o seu primeiro amor foi Yamcha e ela o amou profundamente, e, apesar de tudo, ela já não queria mais se esforçar tanto assim para esconder o que sentia pelo novo amante.
— O que eu sou pra você? — ela perguntou.
— Como assim?
— O que eu sou?
— Você é você, ué!
— Não seja burro, Vegeta! Eu quero saber o que eu sou pra você! A Gure é esposa do Tarble, e eu sou o quê?
Ele não respondeu. Levantou-se e vestiu uma bermuda. Bulma sentou-se na cama e ficou puxando ele pelo braço.
— Vai fala! — ela pediu com a voz manhosa.
— Me solta, caralho! — ele se irritou.
— Vegeta... não seja assim... o que eu sou pra você?
— "Muitas coisas" — ele pensou. Mas acabou respondendo:
— Nada.
— Nada? — o sorriso dela morreu.
— Isso mesmo. Agora me solta, quero ir dormir.
— Como assim eu não sou nada pra você? — ela parecia indignada.
— Você não é nada pra mim, simples assim. Eu só quero uma mulher pra foder, não faz diferença quem seja. Agora deixe dessas idiotices — ele disse se soltando dela.
Ele saiu e Bulma ficou arrasada. Achava que depois daquele tempo todo, as coisas entre eles haviam evoluído. Mas pelo visto ela não era nada mais do que um objeto para ele.
***
Na noite seguinte, Vegeta apareceu no quarto dela no mesmo horário. Encontrou Bulma fingindo que dormia profundamente. Ele se aconchegou com ela no meio das cobertas e começou a acariciar o corpo da moça. Bulma não se mexeu. Vegeta continuou mais incisivo, a virou de frente e forçou um beijo. Ela permaneceu imóvel como uma estátua.
— Mulher, você está menstruada de novo?
Ela se irritou com a pergunta dele.
— Não, seu imbecil. Caia fora daqui.
— Se você não está menstruada então a gente vai fazer.
— A gente não vai fazer nada.
— Nada?
— Isso mesmo, nada.
— Por que isso agora?
— Oras, foi você mesmo que me disse que eu não sou nada pra você, então já que eu não sou nada, não preciso fazer nada!
— Sua espertinha... pensa que vai se ver livre de mim com uma idiotice dessas?
— Vá em frente, príncipe. Você pode me forçar, não pode? Você é mais forte do que eu.
Para Vegeta, a melhor coisa de transar com Bulma, era que ela era quente e permissiva. Ela sempre queria fazer sexo tanto quanto ele, às vezes ele pensava que mais até. Forçar e tê-la parada como uma estátua não teria graça nenhuma. Lembrava-o dos dias antigos quando forçava as mulheres, e depois tinha que tolerar choros, lamentações e caras de nojo. Só de pensar em receber o mesmo de Bulma ele tremia de ódio.
— Vai ficar de joguinhos, então?
— Claro que não... não é um jogo. Se eu não sou nada pra você, isso não vai fazer diferença nenhuma, certo? Saia e procure outra, já que não faz diferença quem seja.
Vegeta se irritou muito.
— Eu vou fazer isso, mulher — ele disse enquanto se levantava — Vou arrumar uma mulher bem boa e foder com ela a noite inteira.
— Faça isso, príncipe — ela respondeu com um sorriso malvado — duvido que ela vai te dar o prazer que eu te dou. Ela vai chorar, e depois vai desejar estar morta.
— Sua idiota... eu sou um prêmio para todas as sortudas que tem a chance de ser fodidas por mim.
— Prêmio de consolação? — ela perguntou gargalhando.
Vegeta saiu irritado. Não ficaria aguentando as chacotas daquela terráquea insolente.
Mal saiu do quarto e já estava querendo voltar atrás, mas não iria se humilhar como sempre fazia. Bulma só se comportava assim porque ele era tolerante demais com ela. Bem que podia fazer à força e mostrar-lhe uma lição. Pensava naquela mulherzinha mimada sendo fodida até os miolos, depois daria uma boa surra nela.
Mas só de imaginar naquele rostinho machucado, ou nos olhos cheios de lágrimas de medo, ele já estava arrependido. O jeito que ela olhava pra ele quando ele estava dentro dela, a enchendo de beijos e carícias era o melhor do mundo. E ela gemia, e se contorcia embaixo dele, e pedia mais, e fazia mais, e o deixava louco aquele jeitinho atrevido no dia a dia, e à noite ela era a mais submissa e safada das fêmeas que ele já tivera.
— Maldição! Essa mulher desgraçada! — ele gritou esmurrando a parede.
— "Já entrou na minha cabeça" — ele pensou e se resignou em dormir sem nada naquela noite.
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