A Guerra das Cápsulas

72 O plano de Vegeta


Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Com a decisão renovada, Vegeta correu até o salão do conselho onde Tarble estava.

— Tarble, eu já sei como resolver tudo.

— Pensou bem então? Vai aceitar meu convite para liderar o exército?

— Não, estou indo para a Terra — Vegeta anunciou.

— Nii-san deixe a Bulma em paz, arrume outra mulher para os seus caprichos.

— Não é nada disso, seu tolo! Eu vou pegar a Bulma de volta sim, mas isso não é da sua conta. Descobri que a princesa terráquea ainda está viva.

— Como isso é possível? Você a matou, não matou? — Tarble perguntou espantado.

— Sim, eu a matei. Mas aqueles terráqueos malditos a ressuscitaram.

— Ressuscitaram?

— Sim, eu não duvido, pois eles usaram as esferas mágicas que eu mesmo usei no passado para roubar as cápsulas.

— Mas funciona até para ressuscitar pessoas? — Tarble parecia abismado.

— Pelo visto sim.

— Mas então... será que seria possível...

— Foi por isso que eu vim. Eu vou para a Terra pegar essas cápsulas e usar para ressuscitar o seu filho.

— Você faria isso? Não posso acreditar que seria generoso assim.

— Obviamente assim que o pirralho estiver vivo de novo, você me devolverá o meu trono.

— Claro que não vai ser de graça, não é mesmo? E eu pensando que você estava sendo generoso.

— Seu insolente! Queria o quê? Você me traiu com essa história de se tornar rei no meu lugar, eu vou tentar o que eu puder para recuperar meu trono.

— Irmão, entenda que algumas coisas estão acima da nossa vontade. Tem a questão dos herdeiros e...

— Isso vai ser fácil — Vegeta o interrompeu — A princesa está viva e ainda é minha esposa de direito. Eu vou pegar ela de volta e já trazê-la grávida para cá.

— Nii-san... você matou essa menina no passado, como acha que vai convencê-la a ter um filho seu?

— Quem disse que eu preciso convencê-la? Eu posso estuprá-la — Vegeta respondeu com um sorriso sádico.

— Que horror... começar uma família assim. Eu sou contra.

— Foda-se que você é contra! Não é um herdeiro o que me falta para ser rei? Pois bem, não importa como vou consegui-lo.

— Eu só acho que...

— Cale-se! Já está resolvido. Pensa que vai ter o seu filho de volta, não é um bom negócio?

— Claro que é! Mas nossas relações com os terráqueos estão enfraquecidas, acabamos de guerrear, não sei se seria vantajoso manter essa aliança.

— Nós podemos escravizá-los. O pai deveria ter feito isso quando pôde, eu fui tolo de não ter feito.

— Eu também sou contra a escravidão — Tarble declarou.

— Você é muito fraco, mas já está resolvido. Estou indo pegar uma nave.

— Não temos naves disponíveis.

— Como não? Eu vi várias no hangar.

— A grande maioria foi inutilizada na guerra, e eu vou usar as poucas que sobraram para uma expedição em outros planetas. Por que não usa as naves individuais? Elas são ótimas, você pode ir hibernando e poupar energia.

— Mas elas demoram muito, levaria quase um ano para chegar lá.

— É só o que temos. Se tivesse deixado a Bulma em paz para terminar as naves mais rápidas, mas nem pra isso você prestou.

Vegeta saiu irritado para o hangar, entrou em uma nave individual. Programou o destino para a Terra e iniciou o processo de hibernação. Quando a nave decolou ele já completamente adormecido, sonhando com o momento em que reencontraria Bulma e faria todas as barbaridades possíveis com ela.

***

Chichi estava colhendo nabos na plantação, as lágrimas caíam sobre os legumes.

— Gohan-chan... onde será que está você? Meu Gohan-chan...

Sentou-se no meio da plantação e ficou observando o imenso campo, duramente cultivado por ela sozinha. Lembrou-se daquela manhã terrível quando soube do sumiço do filho. Assim que os terráqueos voltaram da guerra, Chichi chegou no seu carro voador enlouquecida.

— Gohan-chan, Gohan-chan!

Todos desceram das naves e a olhavam espantados sem entender nada.

— Cadê o Gohan-chan? Onde ele está, hein? Ele se escondeu porque acha que vou brigar com ele, não é mesmo? Mas eu não vou! Gohan-chan, apareça logo que sua mãe está aflita! Por Kami-sama, que menino mais teimoso! Venha, meu filho! Gohan-chan! — Chichi gritava desesperadamente.

— Chichi, o que está dizendo? — Kuririn perguntou.

— Onde ele está, Kuririn-san?

— Ele quem?

— O Gohan!

— Eu não sei, como posso saber? Acabamos de voltar da guerra, ele deve estar na escola, não está? — Kuririn respondeu.

— Não! Ele foi para a guerra escondido na nave com vocês!

— Não, ele não foi!

— Ele foi sim! Ele deve ter se escondido, ele faz isso muito bem.

— Chichi, nós não vimos ele.

— O culpado é o Goku-san! Ficou ensinando essas lutas violentas para o menino e o deixou confuso. Goku-san, apareça, que eu quero ter uma conversa séria com você!

— Ah, Chichi... quanto a isso, bem... como posso dizer? — Kuririn estava constrangido.

— Não me diga que ele morreu? — Chichi perguntou desesperada.

— Não, não é nada disso, bem nós não sabemos. A verdade é que o Goku desapareceu.

E assim, em uma manhã ensolarada, quando todos voltavam da guerra para seus familiares, Chichi recebeu notícias confusas. Goku havia desaparecido e Gohan sequer foi visto. De qualquer maneira, ela estava sozinha sem os dois. Agora, quase um ano depois da guerra, com as cápsulas que Bulma trouxe de volta, eles puderam levantar novamente o planeta. Havia novamente dinheiro e mercadorias circulando, o povo novamente vivia próspero e feliz, todos trabalhavam, ganhavam seu dinheiro e estavam felizes. Exceto Chichi, que sem saber se Gohan estava vivo ou morto, ou mesmo onde ele estava, vivia chorando e perguntando por ele.

Ela secou as lágrimas, levantou-se e pegou o cesto. Nesse exato momento, uma nave pequena e completamente redonda rasgou o céu e pousou com um estrondo na plantação. Chichi assustou-se com a chegada inesperada, mas sua curiosidade era maior, ela aproximou-se para ver e soltou um grito agudo quando a portinhola se abriu e o saiyajin baixinho saiu da nave xingando.

— Essa merda desse planeta desgraçado!

Vegeta olhou ao redor e viu a plantação de nabos semi-destruída pela sua chegada, aos seus pés, uma moça vestindo roupas simples o olhava com verdadeiro temor no olhar.

— Ei, terráquea! Me diga onde estou e como posso chegar até a Bulma.

Chichi levantou e saiu correndo, não podia acreditar naquele pesadelo. Vegeta, sem ainda ter notado que era ela, soltou um raio ao lado dos seus pés, a pequena explosão que causou foi o suficiente para paralisá-la de medo.

— Ei, terráquea insolente! Eu estou falando com você! Está louca se pensa que pode dar as costas para o príncipe dos saiyajins!

Chichi, percebendo que ele não a havia reconhecido, tentou pensar em uma maneira de se livrar daquela situação, mas Vegeta já estava próximo à ela, exigindo as respostas que queria.

— Me responda! Como posso chegar até a Capsule Corporation?

Chichi cobriu o rosto com as mãos, Vegeta puxou seu braço e obrigou-a a revelar sua face.

— Você só pode estar de brincadeira comigo! Ou é retardada e não percebeu que pode morrer se continuar ignorando as perguntas do príncipe?

A nova ameaça fez ela tremer dos pés à cabeça, a única coisa que conseguiu fazer foi tentar correr de novo, mas dessa vez Vegeta a impediu a segurando firmemente e olhando diretamente para ela.

— Mas será possível, esses terráqueos não aprendem nunca, ou você acha que...

Então Vegeta a reconheceu. Estava muito diferente de como ele se lembrava, mas ainda era a princesa Chichi.

— Eu tive sorte então... encontrei minha esposa tão rapidamente — Vegeta falou com um sorriso malvado.

Chichi começou a chorar.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!