Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

— Não está feliz de rever seu marido? — Vegeta riu ironicamente.

— Me solta, seu desgraçado! Eu vou gritar!

— Pode gritar, não vai acontecer nada, de novo você está sozinha comigo e eu posso fazer o que eu quiser com você e ninguém vai aparecer para te ajudar.

— Você é que pensa, o Goku pode vir — Chichi respondeu.

— Eu sei que ele não está aqui. Não sinto nenhuma presença forte além da minha.

— O meu filho também luta, ele vai me proteger.

— Ainda não parou com esse hábito feio? Eu mesmo mandei o pirralho em uma nave pelo espaço à fora.

— Você... então você fez isso?

— Sim, ele foi como um tolo justamente para o meu planeta, os pais irresponsáveis não souberam cuidar do pivete, eu mesmo dei um fim nele.

— Ele morreu?

— Já deve ter morrido — Vegeta riu.

— Eu não acredito, meu Gohan-chan! — Chichi recomeçou a chorar e a estapear o peito dele.

— Pare com isso, mulher insolente!

— Eu não acredito que o Gohan-chan morreu!

— Eu devia tê-lo matado quando pude, mas eu posso controlar a nave a distância. Vou programá-la para se chocar contra um asteroide ou ir de encontro ao sol.

— Não, não faça isso! — Chichi pediu.

— Então pare de me bater!

Vegeta a soltou e Chichi ficou enxugando as lágrimas.

— Olha só, Chichi... posso chamá-la assim? Eu não vou pedir desculpas pelo pirralho e nem por ter te matado.

— Eu sei que você não vai! Você é o mesmo odioso de sempre!

— É, eu sou mesmo. E me orgulho disso. Apenas me leve até a sua querida amiga Bulma e eu te perdoo por ser tão insolente.

— Eu não vou fazer nada para te ajudar, se vira! Porque não a localiza pelo ki como todos os saiyajins fazem?

— Eu estou cansado pela viagem, minha energia está baixa, não vou conseguir me concentrar no ki fraco daquela insolente — Vegeta retrucou.

— Bom, isso é problema seu.

— Eu posso ver a trajetória da nave do pirralho, ver aonde ele foi parar, se é que ele pousou em algum lugar.

— Você consegue fazer isso? — Chichi perguntou interessada.

— Consigo. Mas antes me leve até a Bulma.

— Eu não sei se ela vai querer te ver.

— É lógico que ela vai! Deve estar louca de saudades de mim, aquela mulherzinha insolente. Ah, quando eu pegá-la vou bater tanto naquela vadia traidora — Vegeta ameaçou.

— Coitada da Bulma... agora mesmo é que não te levo.

— Vai me levar agora mesmo ou eu te mato!

Chichi temeu pela possibilidade. Concordou em ajudá-lo, desde que ele mantivesse a promessa de localizar Gohan.

— Tudo bem, eu te levo até lá. Mas antes preciso ir pra casa. Tenho que fazer o almoço do meu pai.

— Almoço? Eu estou sem comer há um tempo. Vou almoçar lá, assim recupero a energia mais rápido.

— Eu vou pôr veneno na sua comida — Chichi ameaçou.

— Faça isso e eu explodo a nave do pirralho daqui mesmo.

— Seu odioso!

Chichi foi andando para casa e Vegeta a seguiu de perto, observando as plantações e tudo ao redor. A casa era simples e não tinha nada de luxuosa. Chichi começou a fazer a comida, e ele ficou analisando o local. Então perguntou.

— Você mora aqui agora?

— Sim.

— E o castelo?

— Virou base militar — Chichi respondeu sem olhá-lo.

— Mas você não é mais princesa?

— Depois que ressuscitei, meu pai me liberou da obrigação de continuar vivendo como princesa, ele se preocupou se o povo entenderia as circunstâncias da minha ressurreição, enfim... e eu não queria mais nada daquilo.

— Não queria mais ser princesa? — Vegeta perguntou sem acreditar.

— Não.

— Vai ser um problema então.

— O quê?

— Quando eu levá-la comigo.

— Vai me levar pra onde? Eu não vou a lugar algum com você — Chichi avisou.

— Ainda mimada, mas isso vai mudar. Esqueceu que eu sou o seu marido? Eu vim para levá-la ao meu planeta, precisamos ter um filho para eu ser rei.

— Está louco se pensa que vou ter um filho seu, ou mais ainda se vou te ajudar com essa merda de ser rei.

— Veremos — Vegeta disse com um sorriso malvado.

Quando o almoço ficou pronto, Chichi chamou o pai que dormia no sofá para almoçar.

— Oto-san! Acorde, venha almoçar!

O rei se espantou com a presença de Vegeta ali, mas Chichi o tranquilizou. O príncipe comeu e se fartou.

— Nada mal, até que você cozinha bem.

— Eu sou uma cozinheira maravilhosa, realmente talentosíssima — Chichi gabou-se.

— Humildade é algo que você nunca teve, não é mesmo? Ainda mantém a mesma arrogância de quando era princesa.

— Eu ainda sou uma princesa. Apenas escolhi não mais governar.

— Ok, foda-se essa merda. Nós vamos resolver isso depois, agora me leve até a Bulma — Vegeta ordenou.

Chichi arrumou as coisas resmungando e foram de carro voador. Quando chegaram, ela disse para ele antes de descerem.

— Vegeta, é o seguinte. Não faça nada com a Bulma, ok? Ela voltou meio diferente lá do seu planeta. Tenha paciência com ela.

— Por que você se importa? Ainda são amigas?

— Claro! Por que não seríamos? — Chichi o olhou sem entender.

— Bem, acho que enfim vou realizar meu plano. Você volta comigo como minha esposa e ela como concubina.

— Eu não vou voltar com você, e duvido que ela queira isso.

— Vamos ver...

Ele saltou do carro e foi até a casa, Chichi saltou também e ficou observando, não perderia a cena por nada do mundo. Odiava Vegeta mais do que tudo, seria interessante ver o príncipe perder a pose de machão nos minutos seguintes.

Entraram na casa após um empregado abrir a porta, ele conhecia Chichi então não fez cerimônia.

— Bulma-san! Eu vim te visitar! — Chichi chamou da sala.

A mãe da Bulma apareceu com uma bandeja de sucos e doces. Vegeta ficou observando a casa, estava diferente da última vez, mas ele reconheceu alguns móveis e lembrou-se das vezes que transou com Bulma ali, naqueles poucos dias que antecederam o casamento.

— Oh, Chichi-san! — a mãe da Bulma disse — quem é esse belo cavalheiro?

— Não lembra dele? É o Vegeta, o "príncipe" dos saiyajins — Chichi respondeu em tom jocoso.

A mãe da Bulma ficou olhando Vegeta muito de perto, o rosto era familiar, mas ela não se lembrava dele.

— Eu não me lembro desse belo cavalheiro.

— Foi ele quem sequestrou a Bulma e a manteve cativa por todos aqueles anos — Chichi entregou.

— Oh... a Bulma-chan! É verdade, ela ficou presa por tanto tempo, coitada da minha filhinha! Não acredito que foi esse belo cavalheiro que fez isso! Já que me fez chorar por tirar minha filhinha de mim, eu não vou servir doces para você hoje.

Então, ela virou a bandeja com sucos e doces sobre a cabeça do príncipe.

— Maldita! — Vegeta gritou.

— Com licença, sim? Muito obrigada, estou mais aliviada agora — a mãe da Bulma falou.

Chichi ficou rindo, a coisa estava sendo melhor do que ela imaginava. Com a confusão, Bulma veio para a sala.

— Chichi-san! Por que não me avisou que viria? — ela disse assim que viu a amiga.

— Não foi algo planejado, sinto muito, espero não estar incomodando.

— Você não incomoda nunca.

Vegeta estava constrangido pela situação. Estava todo melado de doces, Bulma estava ali mais maravilhosa do que nunca bem diante dele, e a única coisa que ele pensava era em abraçá-la e beijá-la, já havia esquecido completamente as ameaças que fizera. Ela parecia mais carnuda, os seios definitivamente estavam maiores, e ostentava um corte de cabelo curtíssimo, moderno e prático.

— Bulma eu... — Vegeta começou a falar, mas o sangue quente de saiyajin já fervia, ele nem pensou direito, em um segundo já a estava agarrando e tentando beijá-la.

Bulma o estapeou com toda força.

— Ei, seu idiota! O que pensa que está fazendo? — Bulma berrou.

— Bulma, sou eu.

— Eu quem?

— Você se esqueceu de mim? Como é possível? — Vegeta perguntou sem entender.

Chichi apenas ria disfarçadamente e observava a cena.

— Eu não sei quem é você, mas se tocar em mim de novo eu te arrebento!

— Sua mulherzinha vulgar e insolente! Me traiu e ainda está fingindo que não se lembra?

— Chichi, porque trouxe esse cara aqui? Quem é ele? É algum amigo seu? Muito mal educado esse rapaz. Não o traga mais aqui, por favor — Bulma pediu.

— Eu avisei, não avisei? — Chichi falou para Vegeta.

— Suas duas loucas! Mas eu vou levá-las à força, vocês vão ver! — Vegeta gritou.

Vegeta estava prestes a pegar as duas pelos cabelos, quando o Dr. Briefs apareceu com um bebê no colo.

— Ei, Bulma-chan! Está na hora de dar de mamar para ele, não está? — o Dr. Briefs falou.

— Está sim, papai. Me dê ele aqui.

Bulma pegou o bebê, sentou-se com ele no sofá e começou a dar de mamar para ele. Vegeta ficou estupefato.

— O que significa isso? Quem é esse moleque?

— Ora se é possível uma coisas dessas, é o meu filho! — Bulma respondeu.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!