A Guerra das Cápsulas
76 Homem mal - hentai
Notas iniciais
Com a ajuda do Dragon Radar, Vegeta precisou de apenas um dia para localizar as sete Dragon Balls. No fim da tarde voltou à casa do Dr. Briefs para devolver o aparelho. A casa estava cheia, por coincidência era o dia do aniversário de Bulma. Todos os amigos foram, até Chichi e o Rei Ox saíram das montanhas para celebrar.
Quando viu Vegeta chegando, Bulma revirou os olhos.
— De novo esse cara? Mandem ele embora — Bulma ordenou.
— Ele veio pra falar comigo — o Dr. Briefs avisou.
O Dr. Briefs o levou ao andar superior da casa.
— Como foi?
— Foi fácil — Vegeta disse mostrando as Dragon Balls escondidas no bolso.
— Guarde isso direito — o Dr. Briefs deu uma bolsa mais apropriada para ele guardá-las — o que vai fazer agora?
— Vou embora.
— Você tem nave para voltar?
— Tenho a minha nave individual onde vim — Vegeta respondeu.
— E ela é rápida?
— Não, lentíssima. Levei onze meses para chegar aqui.
— E o menino morreu quando?
— Uma semana antes de eu sair de lá.
— Mas então se pegar essa nave demorada não vai dar certo ressuscitá-lo. Você precisa fazer o pedido em até um ano que a pessoa foi morta, se deixar passar disso será impossível ressuscitá-lo.
— Não sabia desses detalhes — Vegeta disse.
— Nesse caso, vá em uma das nossas naves mais rápidas. Em uma semana estará lá e vai dar tempo de ressuscitar o menino, mas não pense em mudar a rota ou pegar um atalho, caso você se perca no espaço pode levar mais tempo para chegar, aí não vai dar para ressuscitá-lo.
— Claro, eu vou direto, não tem porque ser diferente.
Vegeta fez menção de sair, mas o Dr. Briefs o convidou.
— Quer se juntar à nós? Estamos comemorando o aniversário da Bulma-chan.
— Com certeza ela não vai me querer aqui — ele logo pensou em uma rejeição.
— Você está sendo mais legal do que eu pensava, direi à todos que é meu convidado — o Dr. Briefs respondeu.
— Sendo assim...
— Ótimo! Mas tome um banho antes. Tem um quarto vazio ao lado do quarto da Bulma, você pode usar ele. Lá tem algumas roupas também.
***
Estavam todos bebendo e conversando alegremente no jardim onde a churrasqueira em brasa assava deliciosas carnes, uma música animada tocava ao fundo. Os homens bebiam suas cervejas direto nas garrafas pequenas e conversavam, as mulheres todas em volta de Bulma e do pequeno Trunks mimavam o garoto e se derretiam pela beleza e graciosidade dele, quando Vegeta apareceu, todo desconcertado, usava uma camiseta cor de rosa choque e uma calça amarela. Nas costas da camiseta estava escrito Badman, e mesmo que os dizeres combinassem perfeitamente com ele, todos começaram a rir assim que o viram.
— Não tinha outra camisa, não? — Vegeta perguntou ao Dr. Briefs.
— Relaxa, você está ótimo — o Dr. Briefs disse alegremente, alterado pela bebida — E vocês parem de rir do meu convidado!
— Ele é o seu convidado, pai? — Bulma perguntou irritada.
— É sim.
— Então eu vou embora, adeus! — Bulma pegou Trunks no colo e entrou na casa com ele.
Vegeta a seguiu de perto, e assim que colocou os olhos naquele homem estranho, Trunks começou a chorar.
— Está vendo? É só você aparecer com essa cara feia para assustar o menino! — Bulma reclamou.
— Bulma, apenas me deixe conversar com você — Vegeta pediu.
Yamcha surgiu na porta de entrada.
— Algum problema, Bulma? — Yamcha perguntou, ele a havia seguido também.
— Ah, então hoje é esse o paspalho? — Vegeta zombou.
— Você não tem nada a ver com isso, entendeu? — Bulma reclamou.
— Bulma-san, tem alguém te incomodando? — Dezessete apareceu também.
— Pelo amor de deus, mulher! Quantos machos mais vão aparecer?
— Não te interessa! — ela gritou com Vegeta — Rapazes, podem ficar tranquilos, vou apenas pôr o Trunks para dormir, esse idiota não vai tentar nada.
— Vocês dois não tem honra, não? — Vegeta se dirigiu à Yamcha e Dezessete — como toleram dividir uma mulher sabendo um do outro?
— Você queria estar no nosso lugar, não queria? — Yamcha provocou rindo.
Bulma subiu com Trunks e Vegeta a seguiu.
— Você não pode entrar aqui — ela avisou assim que entrou no quarto do bebê.
Vegeta ignorou e entrou mesmo assim, ficou observando Bulma colocar ele pra dormir, ela cantou uma canção suave enquanto o embalava, em pouco tempo, Trunks estava dormindo. Ela o deitou no berço e deu um beijo na testa dele, Trunks se remexeu um pouco, mas continuou dormindo.
— Bulma — Vegeta disse baixinho para não acordar o bebê — eu consegui encontrar as Dragon Balls, vou poder ressuscitar meu sobrinho.
— Que bom, fico feliz por você — ela respondeu apática.
— Venha comigo, por favor. Deixe esses caras de lado, são uns insetos, não servem pra você.
— Eu não vou à lugar algum com você — ela cruzou os braços.
— Eu sei que você não se lembra, mas se me der uma chance tudo pode ser diferente.
— Olha moço, eu não vou dar chance nenhuma à você, entenda de uma vez. Eu não te conheço, não faço ideia de quem você seja, pelo que me disseram você é noivo da Chichi, por que não fica com ela e me deixa em paz?
— Eu e ela já somos casados, mas isso não importa, nós nunca tivemos nada, nosso casamento é um mero acordo político por causa das nossas posições como príncipes. A única que eu desejo é você — ele disse tentando se aproximar.
Bulma se esquivou, mas ele pressionou sua cintura.
— Eu tenho certeza que se eu te beijar você vai se lembrar de mim, de tudo o que vivemos juntos.
— Eu tenho certeza que não — ela desdenhou.
— Posso tentar? — ele passou uma das mãos pelos cabelos dela e pressionou sua nuca
— Não — tentando ignorar a corrente elétrica que passava pelo seu corpo.
— Posso?
— Não — quase gemendo de prazer.
Vegeta ignorou as negativas dela e a beijou. Aquele beijou calmo que ele sempre deu nela, primeiro lento e suave, aos poucos colocando a língua na sua boca, exigindo espaço, exigindo o sabor que há tempos ele desejava sentir novamente.
Bulma estava odiando a invasão dele, mas tinha que admitir que ele era quente e gostoso, e aquele beijo era de virar a cabeça. Não sentia a mesma coisa quando beijava Yamcha ou Dezessete.
— Pare com isso — Bulma pediu entre sussurros.
— Ainda não.
Vegeta a continuou beijando suavemente enquanto a pressionava com um abraço que envolvia todo o seu corpo. Um autêntico beijo romântico de um casal apaixonado. Bulma estava completamente entregue ao beijo dele, correspondendo àquelas sensações que seu corpo parecia conhecer há tanto tempo. Mesmo que a cabeça dissesse que aquela era a primeira vez que se beijavam, o corpo dizia que já haviam partilhado daqueles momentos milhares de vezes.
Vegeta demonstrou conhecer todos os seus pontos fracos e brincou com eles, de modo que Bulma estava se perdendo cada vez mais naquelas sensações deliciosas. Vegeta aproveitou que ela estava submissivamente se entregando à ele, e a conduziu para fora do quarto do bebê, que alheio à tudo ao seu redor, dormia como um anjo.
***
No quarto ao lado, Vegeta deitou Bulma na cama, e deitou sobre ela, ainda sem parar de beijá-la. Bulma já não estava mais pensando, apenas queria continuar sentindo aquele corpo quente e forte sobre o dela. Mas a despeito das sensações maravilhosas, algo em si começou a crescer, uma revolta, um desprezo muito grande por aquele homem desconhecido, que sem pudor algum tomava liberdades que ela não havia concedido, como por exemplo, a mão que entrava por dentro da sua calcinha e tocava-lhe com suavidade.
— Se não parar com isso agora mesmo eu vou gritar e te acusar de estupro — ela disse se livrando dos beijos dele — então meu pai não deixará você levar as esferas embora e você nunca mais será rei!
— Sua mulherzinha insolente... está louca para que eu vá adiante, não é?
— É claro que não! — Bulma respondeu indignada — eu nem gostei do seu beijo. Eu tenho dois namorados que podem me dar beijos mais deliciosos do que o seu.
Indignado com a lembrança de que agora ela era de "outros", Vegeta continuou entrando com a mão na calcinha, e introduziu levemente um dos dedos na vulva quente dela. Isso pareceu assustar mesmo Bulma, que não imaginou que ele iria tão longe.
— Pare com isso! — ela disse incisiva enquanto o empurrava.
Ele levou o dedo úmido que segundos antes estava dentro dela até a boca e lambeu enquanto a olhava diretamente.
— O mesmo sabor de morangos de antigamente.
— Seu pervertido! — ela ruborizava fortemente.
Bulma o empurrou para o lado, ajeitou as roupas e saiu do quarto irritada. Vegeta ficou rindo, ciente que já havia balançado a terráquea, agora era apenas uma questão de tempo até ela estar novamente nas mãos dele.
***
Bulma desceu para a cozinha e pegou uma bebida, apesar de estar amamentando, precisava de algo alcoólico para esquecer aquele intruso que estava bagunçando sua cabeça. Enquanto bebia, observou os familiares e amigos lá fora. Focou em Yamcha e Dezessete, percebeu que nenhum dos dois a haviam deixado naquele estado tão intenso de excitação. Por mais louca que as histórias que o tal príncipe contava, algo no fundo lhe dizia que aquilo tudo poderia ser verdade. Tinha várias coisas que não lembrava, e os amigos viviam falando de guerra, de saiyjins, e, com certeza, o fato de Chichi não viver mais no palácio, e sim refugiada nas montanhas, a intrigava muito. Decerto, muitas coisas haviam acontecido sem que ela se desse conta, e para coisas grandiosas terem acontecido sem que ela soubesse, possivelmente a sua memória deveria ter sido apagada por circunstâncias que ela desconhecia.
Agora esse homem estranho vinha para despertar coisas loucas nela. Lembrou daquela mão quente em si e estremeceu. Ele a deixava muito excitada, só com aquele beijo, queria arrancar as roupas e arder no corpo dele até a manhã seguinte, mas algo no seu coração dizia que este seria um caminho arriscado, que algo ali havia se quebrado irremediavelmente, e o culpado era ele. Ouviu os passos de Vegeta descendo para a cozinha e tratou de sair.
Lá fora, eles ainda trocaram alguns olhares, e ela ruborizou contra a sua vontade. Não era apenas pelos beijos que trocaram minutos antes, mas também por uma certeza incômoda que ela se deu conta.
— "Apagaram minha memória, seu idiota. Não os meus sentimentos" — Bulma pensou enquanto observava o príncipe ao longe.
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