A Guerra das Cápsulas

77 Uma aliada improvável - hentai


Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Vegeta deixou o quarto com um ar vitorioso. Passou pela cozinha e pegou uma cerveja, foi beber tranquilamente junto dos outros, vez por outra lançava um olhar à Bulma, ela ruborizava fortemente quando isso acontecia e desviava o olhar. Ele sorriu por dentro, mas por fora estava com a mesma cara fechada de sempre. Aproveitou para estabelecer sua superioridade sobre os seus rivais. Yamcha estava conversando com um grupo num canto, contava alguma história engraçada e todos gargalhavam, Vegeta se aproximou e ficou observando o jeito paspalhão dele e não conseguia entender como um cara daqueles era a escolha de Bulma. Ficou o medindo com o olhar, tão severamente que Yamcha percebeu, isso começou a incomodar o rapaz, tanto que a "contação" da história foi cada vez mais perdendo a graça, até que Yamcha se calou. Estava em pânico com aquele olhar tenebroso em cima dele. Sabia que ele nunca seria um oponente à altura, se o príncipe o quisesse matar, ele morreria facilmente.

Então Vegeta se aproximou e disse baixinho, apenas Yamcha ouviu.

— Você vai terminar com ela hoje, entendeu? E não apareça mais por aqui, do contrário você morre, seu inseto.

Yamcha concordou com a cabeça, enquanto ria sem graça, morrendo de medo, tremendo da cabeça aos pés.

Feliz com o resultado, ele focou sua atenção em Dezessete. Só que este não era um humano comum, era um andróide, tinha energia infinita e naquele momento, suas habilidades estavam à altura das habilidades do príncipe. Intimidá-lo como fez com Yamcha, não seria nada fácil. Porém Vegeta não sabia da coragem dele, e mesmo que soubesse, sua arrogância não o permitia enxergar que Dezessete não era um oponente qualquer. Tentou intimidá-lo com o olhar, mas diferente de Yamcha, Dezessete sustentou o olhar do rival até o final. A tensão entre os dois aumentou tanto, que logo sairiam na porrada, não fosse Dezoito, que sendo irmã de Dezessete e possuindo uma conexão profunda com este, percebeu o que estava prestes a acontecer, e temendo que ambos arruinassem a festa de todos, puxou Vegeta de lado.

— Vegeta-san, quero te mostrar uma coisa, quer me acompanhar? — ela sugeriu.

Kuririn viu a contragosto a namorada levando o príncipe embora dali. Ficou apreensivo, mas confiava nela.

Vegeta não entendeu nada o que aquela mulher queria com ele, nunca trocaram uma palavra, mas a seguiu, porque pensou que qualquer informação que recebesse seria importante. Andaram pelo jardim da casa até até chegar aos limites da propriedade. Então Dezoito sentou-se em um dos banco de madeira que ali estavam, tirou algo do bolso, começou a enrolar em um cigarro, acendeu e deu uma tragada. Vegeta apenas a observava sem entender nada. Ela ofereceu para ele.

— Eu não fumo — Vegeta respondeu.

— Por que não?

— Nós saiyajins não temos esse hábito. Isso reduz a capacidade pulmonar e prejudica os treinos.

— Ah é? Eu não tenho esse problema — ela se gabou.

— Não?

— Não. Eu sou uma andróide, posso fazer o que eu quiser com este corpo que ele nunca vai se deteriorar. Nunca vou perder minhas habilidades de luta, nem reduzir minha energia. Posso fumar, beber, usar drogas, me cortar, quebrar uma perna, trepar a noite inteira, que nada vai mudar.

Vegeta ruborizou ouvindo ela falar assim e dando tragadas longas naquele cigarro de cheiro esquisito.

— "Essa vadia é sexy... mas se pensa que vai me seduzir para depois esfregar na cara da Bulma e me afastar de vez, ela está muito enganada" — Vegeta pensou.

— É mesmo? — ele perguntou em voz alta entrando no jogo ela — então você pode fazer o que quiser e nada vai mudar no seu corpo?

— Exatamente. E o meu nii-san é assim também. Nós dois somos iguais, nós pensamos e sentimos parecido. Já tínhamos essa ligação antes, mas depois das experiências que fizeram com a gente, isso aumentou mais ainda — ela deu mais uma tragada e ofereceu o cigarro à Vegeta, que dessa vez aceitou.

— Então me diz qual é a dele em relação à Bulma — Vegeta pediu enquanto tragava, começou a tossir e entregou o cigarro à ela.

— Você nunca fumou mesmo, não é?

— Que negócio horroroso é esse? — ele perguntou ainda tossindo.

— É apenas uma coisinha que começaram a vender depois que você sumiu com as cápsulas da Terra — ela riu.

Ela tragou de novo e deu novamente pra ele. Vegeta recusou.

— Dê mais um trago, vai fazer bem pra você, vai te relaxar, você tá precisando. Sei como é barra quando todo mundo tem um monte de expectativas em cima de nós — Dezoito disse.

Vegeta sentou ao lado dela e tragou o cigarro mais uma vez. Enquanto Dezoito falava, ele sentiu o corpo ficando mais leve, começou a ficar relaxado e todas as preocupações desapareceram. Tragou mais algumas vezes e já não ouvia nada do que Dezoito falava, apenas sentia uma satisfação muito grande, como há muito tempo não sentia.

— ... no final o lance deles é mais uma coisa de pele, sabe? Meu irmão é um cara muito rigoroso, ele não a levaria à sério, entende? — Dezoito terminou.

— Entendi — Vegeta quase sussurrou, tamanho o estado de relaxamento em que se encontrava.

— Então, príncipe, fique tranquilo. Vou conversar com ele, vou fazê-lo repensar a decisão de continuar nesse rolo com a Bulma-chan. Já tem muita gente naquele rolê, uma hora iria dar merda.

— É — a cabeça do príncipe rodava.

— Vamos voltar para a festa? — ela pediu enquanto terminava de dar o último trago e jogando a bituca no chão, pisou-a para apagar a chama.

***

Com satisfação, Kuririn viu Dezoito voltar com Vegeta pouco tempo depois de partirem. O príncipe estava com uma cara meio engraçada, parecia ter um sorriso mole no rosto, algo que nunca ninguém havia visto nele. Dezoito também sorria, mas um sorriso matreiro de quem estava aprontando alguma. Ela se juntou ao namorado, ele a abraçou pela cintura e deu um beijo no rosto dela.

— O que você aprontou, hein? — Kuririn perguntou.

— Espere e verá — ela respondeu com um sorriso malicioso.

Então, sem aviso ou propósito, Vegeta começou a cantar e dançar no meio de todos.

— Bingo! Bingo! Bingo!

Todos pararam de conversar e olharam para o príncipe, ninguém poderia imaginar que o orgulhoso príncipe dos saiyajins se prestaria a um papel daqueles.

— É hora do bingo, há! — Vegeta continuou a cantar.

— O que deu no Vegeta? — Kuririn perguntou.

— É um louco, só pode — Bulma escondeu o rosto de vergonha.

— A vida é maravilhosa! A comida também é gostosa! — o príncipe cantava enquanto fazia uns passos estranhos.

— Gente... o que que está acontecendo? — Yamcha disse enquanto ria das bobeiras do rival.

— É hora do bingo, legal! — Vegeta cantava.

— Coitado do rapaz — o Rei Ox disse.

— É hora do bingo, há! — Vegeta continuava.

— Coitado nada! — Chichi ria já com o celular na mão filmando a vergonha que o seu "marido" passava.

Ele parou de cantar e todos ficaram olhando estupefatos. Ninguém tinha coragem nem de rir, exceto Dezoito que sabia de tudo e gargalhava alto e Chichi que não perdia uma chance de ridicularizá-lo. Vegeta ficou parado no meio do povo, sem dizer nada, então as pessoas voltaram a conversar, comer e beber e imediatamente pararam de dar atenção para ele.

— O que deu em mim? — Vegeta perguntou-se — estou ficando doido?

Envergonhado, ele saiu sem olhar para ninguém. Apenas deu um último olhar para Bulma que parecia olhá-lo com pena.

***

Subiu para o quarto que o Dr. Briefs disse que ele poderia usar e se jogou na cama de qualquer jeito. Sua cabeça girava tanto que logo ele adormeceu.

Horas depois, a festa havia acabado, todos foram embora, Bulma, bêbada e confusa abriu a porta do quarto reclamando.

— Aquele filho da mãe vai se ver comigo! Ninguém termina comigo, ninguém!

Se jogou na cama e sentiu um corpo musculoso embaixo dela.

— Chega pra lá! Eu quero dormir — ela o empurrou.

Vegeta acordou assustado, logo percebeu que Bulma estava completamente bêbada, tão bêbada que havia errado a porta e entrado no quarto dele. A cabeça estava dolorida, mas sua situação era melhor que a dela, sendo como era, ele poderia se aproveitar, mas não queria um recomeço assim, com ela bêbada, ela iria acusá-lo no dia seguinte e fazer um drama absurdo.

Se arrastou para fora da cama, passou as mãos pelos cabelos e coçou os olhos. Olhou ao redor e percebeu que quem havia errado de quarto era ele. Tentou levantar-se, mas Bulma o agarrou pela cintura. Ela balbuciava coisas sem sentido.

— Mulher, me solta. Eu não vou cair nessa.

— Príncipe bravo — ela riu.

— Você sabe quem eu sou? Não está me confundindo com um dos seus "namorados"?

— Claro que eu sei quem você é — ela forçou uma pausa dramática — Você é o príncipe que usa saia jeans — ela gargalhou.

— Estou vendo que você está sabendo muito — ele disse irritado — me deixa sair.

— Fica aqui comigo, "principinho". Me dá um beijo gostoso igual aquele que você me deu — ela disse passeando as mãos pelo abdômen dele. Vegeta sentiu-se retesar na mesma hora.

— Tem certeza disso?

— Tenho.

— Não vai sair gritando e me acusando de estupro amanhã?

— Claro que não, seu bobinho — ela se ajoelhou na cama atrás dele e começou a beijá-lo na nuca enquanto passeava as mãos pelo corpo dele — estou louquinha pra ficar com você.

Vegeta não aguentou mais e virando-se para ela, começou a beijá-la intensamente. Bulma retribuiu com o mesmo tesão, ela não parecia estar brincando.

— Você me quer mesmo? — ele ainda duvidava.

— É claro que eu quero, seu gostoso. Vem logo.

O desejo dele era tão intenso, que abriu a braguilha da calça e a penetrou pela beirada da calcinha, não tinha tempo de tirar as roupas, queria ela logo. Depois da primeira que foi intensa e caótica, eles continuaram se beijando, tiraram as roupas e recomeçaram, dessa vez com novo fôlego, mas com o mesmo desejo de antes.

***

A manhã chegou finalmente após a noite intensa que desfrutou com a terráquea. Vegeta sentia o corpo completamente relaxado, a cabeça leve. Estava satisfeito, agora as coisas seriam mais fáceis para ele. Depois da noite quente que teve com Bulma, com certeza ela havia se lembrado de tudo e voltaria para o seu planeta com ele. Gostava quando ela comandava as coisas, no passado, esses momentos eram raros, Vegeta sempre tomava a dianteira e conduzia sua parceira. Gostava de mandar nela, dar ordens e vê-la obedecendo era um afrodisíaco adicional ao já tão quente relacionamento deles, mas quando ele abria mão desse poder e deixava-se ser conduzido por ela, era igualmente delicioso. O jeito de Bulma era menos pervertido que o de Vegeta, mas o agradava igualmente aquele clima de amor e romance que ela criava com gestos e palavras colocadas no momento exato.

Espreguiçou-se, vestiu as roupas e saiu. Deu uma olhada no quarto do bebê e ela não estava lá. Desceu para a sala e viu Trunks no carrinho de bebê, sendo mimado pelos avós no jardim da casa. Na sala de café da manhã, longe dos olhares de todos, Bulma e Yamcha trocavam um beijo cálido.

Notas finais
Deixem comentários, abraços! PS: sempre achei que naquela vez que o Veggie começou a cantar no meio da galera ele tava chapadão, huahuahuauhua! PS²: Pessoal, a partir de agora o capítulo será liberado toda segunda-feira às 9h05 da manhã, fiquem ligados!