A Guerra das Cápsulas

107 Aceitação - hentai


Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Gohan acordou antes do sol nascer, como sempre acordava desde que iniciou seus treinamentos com Piccolo. Ali não havia o mestre para puxar-lhe as orelhas para que levantasse cedo, mas não precisava disso, ele estava acostumado ao ritmo intenso e aproveitar a luz natural do sol era a melhor coisa para energizar o seu corpo jovem e preparar-se para a batalha. Banhou-se em água fria, penteou os cabelos e os prendeu em um rabo de cavalo, vestiu as roupas favoritas, no mesmo estilo que Piccolo usava, o macacão azul marinho com a faixa azul royal na cintura e as ombreiras pontudas que prendiam uma capa branca, nos pés calçou as botas marrons. Teve sonhos esquisitos na noite anterior, como se perdesse a mãe para sempre, então estava angustiado para vê-la, procurou-a pelo ki e não a achou. Pensou que fosse a fome matinal que não o permitia se concentrar, então tomou seu desjejum no quarto e desceu para as áreas comuns do castelo. A movimentação naquele horário cedo da manhã era mínima, apenas os guardas que revezavam-se na vigília e as criadas que faziam a limpeza. Foi até a cozinha, pois imaginou que a mãe ainda guardava os mesmo hábitos de cozinheira de antigamente. Não a encontrou, mas sim Vegeta, que todo sujo e rasgado, comia diretamente das vasilhas.

— Onde está a minha mãe? — Gohan perguntou.

Vegeta o mediu de cima abaixo.

— Que roupa ridícula é essa?

— São as roupas do meu sensei. Onde está a minha mãe? — ele insistiu na pergunta.

— E eu que vou saber daquela bruxa?

— Vocês são casados agora, não são?

— Só no papel, pirralho. Sua mãe e uma mosca morta valem o mesmo pra mim.

Gohan fechou os punhos irritado, mas depois pensou que era melhor assim. Melhor que não houvesse nada entre ela e aquele rei desprezível que ele odiava desde sempre, por tudo de ruim que fez contra ela e a sua família.

— Caso a veja, diga que quero vê-la — Gohan avisou.

— Por acaso acha que sou moleque de recados? Vá você atrás dela e me poupe das suas idiotices.

— É estranho — Gohan respondeu — eu não estou sentindo o ki dela.

— Deve ter morrido, a desgraçada — Vegeta respondeu com um risinho sarcástico.

— Não diga isso!

— Vai saber... ela pode ter morrido sufocada com aquela pança enquanto dormia. Tá parecendo uma bola de tão redonda, deve ter caído da cama e rolado até o beiral do castelo e caiu como uma jaca lá de cima — Vegeta gargalhou — se for o caso, meus cães já devem tê-la devorado.

Gohan pareceu desesperado com a hipótese absurda que Vegeta havia levantado, então saiu correndo em busca de Chichi. Vegeta por sua vez, terminou de comer tranquilamente. Havia treinado a madrugada toda, então tomaria um banho para relaxar e seguiria com os treinos após um breve descanso. Quando terminou de se banhar, deu de cara com Bulma o aguardando na sua cama, ela usava apenas uma calcinha e um top justo no corpo.

— Bulma, o que está fazendo aqui?

— Adivinha... — ela passou um dos dedos pela alcinha do top — vi que você esteve fora a noite toda, eu vim para fazer companhia pra você.

— Eu estava treinando, estou morto de cansaço, preciso descansar um pouco antes de retomar — ele respondeu secando os cabelos.

Bulma se levantou e caminhou até ele, tirou a toalha de suas mãos e começou a secar os cabelos dele esfregando a toalha e os espalhando para todos os lados, quando terminou, o cabelo dele estava mais eriçado e arrepiado do que o normal, ela começou a rir.

— O que você está fazendo? Estou parecendo um espantalho — Vegeta disse calmamente enquanto tentava tirar a toalha das mãos dela.

Bulma a escondeu atrás do corpo, de modo que Vegeta teve que colar o corpo nu no dela para alcançar o tecido. A proximidade proposital que a jovem criou permitiu que ele sentisse o perfume adocicado da sua pele.

— Vai, me dá essa toalha e para de brincadeira — Vegeta pediu.

— Não... — ela respondeu sorrindo.

— Você está de bom humor é? — ele perguntou — Desistiu de ir embora?

— É — ela respondeu — eu conversei bastante com o meu filho depois que você saiu, ele é uma pessoa encantadora. Estou muito feliz por ter tido um filho com você. Mesmo que tenha sido em outra linha de tempo, mesmo que não tenha sido exatamente eu.

Vegeta ruborizou.

— É... o moleque parece ser digno — ele desconversou — agora me dá essa toalha aqui, eu preciso descansar, eu falo sério.

— Fala é? — Bulma tentou atirar a toalha para o outro lado do quarto, mas Vegeta estendeu a mão rapidamente e a pegou no ar.

Ele secou-se e arrumou com as mãos, os cabelos eriçados devolvendo o arrepiado habitual à eles. Apagou a luz e andou até a cama, Bulma já estava no móvel com os joelhos apoiados na extremidade e sentada sobre a planta dos pés.

— Ei, Vegeta, eu estava pensando... — ela começou — assim que essa história com o Black for resolvida, e já que você e a Chi vivem em um pé de guerra e vão se separar, a gente bem que podia...

— O que você está querendo agora? — ele perguntou irritado.

— Não seja grosseiro e ouça! — ela continuou — A gente bem que podia... ah, você sabe, né? Já que você é o rei, acho que vai precisar de uma rainha.

— Você quer casar comigo, é mulher?

— Não seja metido! — ela riu nervosamente... — eu não tô falando que eu quero, eu tô falando que eu acho que você vai ter que fazer isso uma hora ou outra, e já que você não quer que eu vá embora, então... eu não sei, você tem alguém em mente?

— Não, ninguém — ele respondeu seriamente, ocultando a diversão por vê-la ficando irritada.

— Vegeta, seu tonto! — ela deu um tapa no peito dele — se continuar me rejeitando eu nem sei o que posso fazer!

Ele fingiu fazer uma cara malvada, o que não era nada difícil pra ele, e segurou os braços dela atrás das suas costas, com apenas uma das mãos, e a imobilizou completamente.

— Está doida, é terráquea? Pensa que pode bater no rei dos saiyajins e sair assim livre? — ele disse fingindo ira.

— E você vai fazer o que, reizinho? — ela respondeu o provocando.

Com a mão livre, ele queimou as alcinhas do top que ela usava e com um movimento apenas, removeu a peça destruída e passou a massagear seus seios com firmeza.

— Seu tarado... não estava morto de cansaço? — ela o fitou estreitando os olhos.

— Sua insolência me deixou animado.

Ela o agarrou pelos cabelos e começou a beijá-lo , Vegeta retribuiu no mesmo ritmo. Ela o puxou para a cama para deitar-se sobre ela, e em minutos, ele a estava consumindo entre beijos, afagos e apertos, marcando a pele branca da moça, por onde suas mãos passavam, para que quem a visse depois, soubesse que ele era seu dono, assim como ele era propriedade dela. Uma vez que a sua Bulma, a original nunca seria recuperada, ele estava disposto a honrar sua memória, dando a essa nova versão da amada, tudo o que ele pudesse dar, para que ela fosse feliz, mas possessivo como era, que ela fosse feliz com ele.

***

No palácio de cristal, Black e Chichi ainda permaneciam unidos em uma transa que já durava muitas horas, haviam testado as melhores posições que a gravidez dela permitia, ela por cima, ela de quatro, de ladinho. E diferente de Goku, que gostava de ser dominado, Black preferia ele dominar a situação, então, a posição perfeita para isso, era Chichi de quatro apoios na cama, e o amante por trás dela, com força suficiente para o prazer, mas não a ponto de machucá-la, controlava os movimentos de entra e sai que levavam a princesa ao delírio. Estava apaixonada por essa versão decidida e controladora do amante. De fato, era como se tivesse uma versão melhorada de Goku, sendo tudo o que ela sempre quis que ele fosse.

Ele terminou-se dentro dela e ficaram trocando beijos e carícias até que Black percebeu que Chichi, mesmo sem exercer o controle declaradamente, o havia prendido naquela armadilha prazerosa, de modo que ele estava quase esquecido do que tinha que fazer.

— Eu preciso ir, princesa.

— Mas já?

— Já... podemos estar em uma dimensão alternativa, mas o tempo lá fora está passando normalmente, não quero dar nenhuma chance àqueles mortais — ele se levantou e vestiu-se.

— Poupe os meus amigos, por favor — ela pediu.

— De novo isso? Já conversamos, alguns deles vão ter que morrer de qualquer jeito.

— O Vegeta você pode matar mesmo, mas o resto deles é inofensivo...

— Não existe isso de mortal inofensivo — ele riu — todos eles são uma praga.

— Eu sou uma mortal também.

— Você é diferente — ele se inclinou para a cama e a beijou no rosto.

Chichi o agarrou e exigiu um beijo na boca, em poucos minutos, Black sentiu a onda de desejo tomando conta dele de novo, aquela de fato era uma mortal nada inofensiva.

— Você está me distraindo — ele falou — não vou mais cair nessa — ele se soltou dela com um sorriso.

— Poupe a quem você puder, por favor — Chichi ainda pediu enquanto via a imagem do amante sumir com os dois dedos na fronte.

***

Após a intensa e caótica transa compartilhada com Bulma, Vegeta adormeceu rapidamente agarrando-se ao corpo dela. Bulma o afagava pelos cabelos enquanto a cabeça do saiyajin repousava sobre seu peito. Ela velou o sono do guerreiro por todo o tempo em que ele dormiu, alternando-se entre despertar e adormecer junto com ele. Algumas horas depois, ele finalmente acordou, e agora ela sonolenta, foi acariciada e mimada por ele, que redescobriu o corpo da amante, passeando com as mãos por toda ela, depositando pequenos beijos e mordiscos nas zonas que considerava mais interessantes na moça, especialmente os mamilos, o queixo, o pescoço, as bochechas. Logo ele, descontrolado e invasivo, não aguentou esperar que ela acordasse, e separou as pernas da moça, levou a língua bem abaixo da penugem azulada e ali brincou como bem queria, deliciou-se com a região, e mesmo que o corpo estivesse sonolento reagia banhando-se em fluídos e preparando-a para a cópula. Quando Bulma acordou, ele estava em cima dela, prestes a penetrá-la, e com beijos na boca, ela deu sua permissão, e repetiram aquele doce ritual até que o êxtase acabou de vez com a angústia da separação que a tolice do saiyajin havia imposto sobre eles.

Permaneceram deitados e abraçados até suas respirações normalizarem-se. E mais beijos para acalmar o coração da moça e selar a promessa definitiva que agora era para sempre.

— Eu te amo, Vegeta — ela disse entre um beijo e outro.

Ele sorriu, e isso foi como uma declaração também, ela entendeu assim.

— Estou ficando um molenga... preciso treinar — ele disse sentando-se na cama e espreguiçando.

— Você treinou a madrugada toda...

— Preciso continuar, não posso vacilar. Black já está por aqui.

— Estou mesmo — uma voz masculina foi ouvida. Bulma deu um grito agudo e cobriu-se temerosa.

— Seu desgraçado! — Vegeta gritou — como ousa invadir meu quarto assim?

— Fica tranquilo, Vegeta-san... — Black respondeu — eu estava disposto a destruir tudo, mas quando cheguei aqui encontrei vocês tão animados que resolvi esperar.

— Você estava assistindo a gente? — Bulma perguntou horrorizada.

Black riu.

— É, podemos dizer que sim.

— Que horror! Seu nojento, suma daqui! — Bulma atirou um travesseiro na direção de Black, ele desviou tão rapidamente, que foi como se tivesse passado direto por ele.

— Bulma, saia daqui, vá se esconder no seu quarto — Vegeta disse vestindo uma roupa- esse verme maldito não perde por esperar, vou trucidá-lo com as minhas próprias mãos!

Bulma enrolou-se nos cobertores e levantou indo em direção à porta.

— Essa é sua namorada, Vegeta-san? — Black perguntou — suponho que seja a versão mais jovem da mãe do guerreiro Trunks... eu já havia a visto antes, vocês saiyajins realmente tem bom gosto para mulheres.

— Inseto, não ouse tentar nada contra ela! — Vegeta gritou.

— Ah não, fique tranquilo, eu não vou tentar nada não — Black respondeu — mas do jeito que estão, é perigoso logo criarem mais uma versão do guerreiro Trunks... sendo assim, acho que só tem uma solução possível.

Bulma já estava com a mão na maçaneta da porta, quando um raio intenso a transpassou pelo abdômen, fazendo-a esguichar sangue por toda a porta, deixando Vegeta, completamente horrorizado.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!