Notas iniciais
Geeente me perdoem a demora, estava prestando vestibular essa semana e me atrasei! Mas imaginem minha alegria quando entrei na conta do nyah e vi que essa historia recebeu mais uma recomendação... Obrigada de coração Uzumaki Nathália pela liiiiinda recomendação. Eu nem preciso dizer que eu ameeei demais né? Estou amando escrever essa historia =) E esse capítulo inteirinho é dedicado a você linda... Aproveitem

Capítulo 11 — Okoma

Como prometido Adrian veio me ver logo depois que Lissa saiu. Ele me deu alguns detalhes sobre o que tinha acontecido com Barton. Ele e seus três guardas tinham sido mortos em uma emboscada, e os objetos de valor haviam sido levados. O filho mais velho do duque, e herdeiro das terras, se desculpou pela atitude do pai e por medo de maiores consequências prometeu continuar fornecendo toda a ajuda necessária para a guerra.

Quando meu pai soube do ocorrido ficou furioso e queria cortar todas as relações com os nobres de Elder, mas as necessidades da guerra não permitiam tal atitude, ele teve que engolir seu orgulho e agir como um Rei.

O dia de voltarmos para o castelo finalmente havia chegado. Era manhã, dois dias depois do baile quando estávamos na mesa de jantar fazendo a refeição da manhã antes de partirmos. Eu passava geleia de framboesa no meu pão quando Nathan quebrou a monotonia do barulho de louça batendo.

– Recebi a notícia está manhã de que soldados do Rei Victor foram vistos andando em minhas terras. Eles estão avançando Ibrahim, precisamos nos organizar para atacá-lo o quanto antes. – eu parei o que estava fazendo e voltei minha atenção totalmente para a conversa. Eles nunca falavam sobre a guerra na presença de mulheres, a situação deveria estar pior do imaginava.

– Houve outro ataque? – Abe perguntou.

– Sim. Um povoado na fronteira de Menfis com a Rússia foi totalmente destruído durante o baile. Meus guardas acabam de chegar com a notícia. – meu peito se apertou.

– Houve sobreviventes? – meu pai também parou totalmente o que fazia.

– Sim, uma mulher. Ela foi encontrada por nossos guardas e trazida para cá.

– O que ela relatou? – Abe continuava no modo negócios.

– Na verdade ela chegou essa manhã, ainda não a interrogamos. Vou pedir que a chamem. – Nathan fez um gesto para o guarda se aproximar e pediu que trouxessem a moça.

– Nathan, a refeição não é um local para tratar de negócios de guerra. – Daniela disse soando ofendida quando avistou uma moça com trajes rasgados e sujos passar pela porta.

– Cale-se Daniela. – ele a ignorou e se voltou para a jovem que estava parada de frente para a mesa e acompanhada do guarda.

– Qual o seu nome?

– Camille. – a jovem loira tinha e voz trêmula, estava assustada. Eu nem poderia imaginar o que ela passou.

– Pode nos dizer o que aconteceu em Okoma senhora Camille? – Adrian pediu tentando soar gentil.

– Ele..Eles apareceram no meio da noite. Incendiaram tudo e mataram todos. Estupraram as mulheres e fizeram seus maridos assistirem para logo depois os matarem. – a garota tinha lágrimas descendo pelo rosto sujo.

– Como você escapou? – seus ombros tremiam até que a garota desabou no chão chorando em desespero. Eu sai da mesa e corri ao seu lado mesmo sobre os protestos de Nathan.

– Está tudo bem Camille, está segura agora. – disse me agachando e segurando-lhe as mãos.

Ela assentiu, mas não diminui o choro. Nathan se levantou e veio na nossa direção, segurou Camille pelos braços e a ergueu de forma brusca.

– Quando alguém superior lhe fizer uma pergunta, você responde garota. – ele a sacudia com raiva.

– Pare com isso. Ela só está assustada, passou por muita coisa e precisa se alimentar e cuidar dos ferimentos.

– Ou ela fala, ou morre.

– Gente demais já está morrendo pai. – Adrian veio ao meu lado defendendo-me. — Deixe Rose cuidar da garota primeiro. Ela está em choque.

Nathan lançou um olhar para meu pai, que balançou a cabeça em concordância.

– Tire essa garota daqui. – ele disse.

– Venha comigo Camille. Não vou lhe fazer mal. – a puxei pelo braço até a casa de banho com Lissa ao me enlaço.

Depois que Mia e Jill me ajudaram a limpar Camille, dei um dos meus vestidos para ela e Lissa cuidou de seus ferimentos. Ela tinha alguns arranhões pelo rosto e braços, mas nada parecia sério.

– Você deve estar com fome. Pode comer. – Abri uma bandeja com sopa e porco assado que estava na mesa em meu quarto. Camille praticamente correu para se sentar e usava as duas mãos para comer.

– Pobrezinha. Ela deve estar tão assustada agora. – Lissa tinha um olhar simpático.

– Eu preciso voltar para Teremur hoje, prometa que cuidará dela? – eu já havia conseguido trazê-la dentro dos aposentos reais, não queria testar minha sorte levando-a comigo.

– É claro Rose. Não deixarei meu tio fazer nada contra ela.

Senti-me aliviada. Eu queria proteger a garota, porque no fundo eu sentia que tudo o que ela havia passado era minha culpa.

Assim que ela terminou a refeição, parecia mais calma e disposta a conversar.

– Camille os reis a esperam na sala do trono. Você está pronta para falar? – perguntei gentilmente.

– Es..Estou.

Seguimos até a sala do trono. Nathan estava sentado em seu trono de ferro, meu pai estava ao seu lado direito como convidado real e Daniela ao seu lado esquerdo. Adrian estava em pé ao meu lado, enquanto estávamos todos de frente aos assentos no final da pequena escada.

– Senhora Camille. Pode começar nos contando como escapou? – Abe pediu.

– Minha família se sacrificou por mim. Eu vivia com meu pai e irmão. Eles me colocaram no único cavalo que tínhamos e me mandaram seguir pela floresta. Eu queria que eles viessem comigo, mas eles insistiram que atrasaria a viagem e nenhum de nós sobreviveria. – apesar de mais calma eu ainda via lágrimas escorrendo por seu rosto.

– Ninguém seguiu você? – Nathan questionou.

– Não. Nossa casa era um pouco afastada do vilarejo. Vimos as casas pegando fogos e pessoas gritando antes que chegassem até nós. Por favor, Vossas Altezas, não me matem. Eu não quero que o sacrifício da minha família tenha sido em vão.

– Eles não irão fazer nada Camille. – eu disse passando as mãos pelos seus ombros em conforto.

– Você estará segura aqui. – Adrian acrescentou.

– O que sabe fazer na cozinha? – Daniela perguntou.

– Vossa majestade, eu sei fazer assados e tortas. Também posso ajudar na lavanderia se preferir.

– Sua rainha irá encontrar algo que você possa ser útil aqui. Tem a minha misericórdia por agora. Pode se retirar. – Nathan declarou por fim.

– Obrigada Vossas majestades. – ela tinha lágrimas, mas agora de felicidades. Se curvando para os reis ela virou para mim. – Obrigada princesa, eu nem sei como agradecer por tudo. – ela me surpreendeu quando me abraçou. Guardas se aproximaram para impedi-la, mas eu fiz sinal para pará-los.

Por fim, ficou decidido que Camille ajudaria na lavanderia. Ela havia ganhado um quarto com mais duas serviçais e moraria no castelo a partir de agora. Eu me sentia vazia depois de ouvir sua história. Pensar em todas essas pessoas que morreram me deixava inquieta. Eu precisava fazer algo.

Antes que o sol chegasse ao seu ápice eu parti com a comitiva de volta á Teremur. Meu pai seguiria a cavalo com vários guardas junto com Nathan e Adrian até o acampamento de guerra. Para minha segurança meu pai ordenou que Sir Mason Ashford, que fazia parte da guarda pessoal do rei, passasse a ser meu guardião e protetor. Eu já tinha ouvido falar sobre ele e sua lealdade, estava agradecida por ter alguém tão habilidoso ao meu lado.

A viagem foi inquietante e me pareceu longa demais. Eu cheguei cansada, mas ao me lembrar de que encontraria Dimitri, um sorriso se formou nos meus lábios. Troquei meu vestido de rendas por uma calça de couro, botas e uma túnica de linho. Aproveitando que todos estavam concentrados em descarregar as carruagens, incluindo Mason, escapei pela passagem do lago.

Dei uns cinco passos e avistei Dimitri encostado distraidamente em uma árvore e comendo uma maça. Seu garanhão também estava ali ao seu lado. Assim que ele me viu abriu um sorriso completo e veio em minha direção me pegando pela cintura e me erguendo do chão em um abraço.

– Estou feliz em vê-la Roza.

– Eu disse que viria. — sorri. — Então contendedor, pronto para apanhar de uma mulher pela primeira vez na sua vida.

E um tempo depois eu tive minha resposta. Eu estava no chão pela milésima vez, gemendo de dor. Dimitri nem tinha suado ainda e seu rabo de cavalo permanecia no mesmo lugar.

– Vamos Rose, quem disse que chutaria minha bunda?

Levantei-me e avancei em cima dele novamente. Ele defendeu meu golpe com a espada. O choque de metais batendo e minha respiração rápida eram os únicos sons. Meus braços estavam doloridos de manter a espada sempre em posição.

– Isso é impossível. Você é muito maior e mais forte que eu. – eu gemi abaixando a espada.

Ele parou seus golpes e me analisou.

– Isso era o que eu queria ouvir.

– O quê? Queria me ver desistir? – disse limpando o suor da minha testa.

– Não. Eu queria ver o quão teimosa você é. – ele sorriu com o canto da boca.

– Seu idiota. – eu dei um soco em seu peito, o fazendo segurar meu pulso e me puxar para muito perto dele.

– Você não vai vencer na força Rose. Deve usar a inteligência, e o seu tamanho ao seu favor. Essa é a lição de hoje.

– Oh grande mestre, e como eu faço isso? – ele me soltou e ficou em posição de ataque. Eu fiz o mesmo.

– Quando alguém maior que você te atacar não tente acertá-lo na parte superior. Traga ele próximo de você, usando o peso dele ao seu favor. Desse jeito. – Ele se aproximou e me fez defende-lo com o braço vazio jogando o meu peso na posição contrária. – Seja rápida e aproveite a proximidade me acertando bem aqui. – ele guiou minha mão com a espada até seu peito. – É um golpe fatal.

– Acho que eu entendi. Vamos tentar. – novamente ficamos em posição de ataque, circulando um ao outro. Eu fiquei esperando Dimitri me atacar primeiro e quando ele o fez eu fiz exatamente como ele me mostrou, segurando seu braço e fingindo lhe acertar o coração.

– Você está morto. – eu sorri.

– Foi muito bem Roza. – ele disse orgulhoso.

– Eu disse que eu seria. – pisquei para ele. Antes que eu previsse Dimitri ergueu a espada, pronto para me acertar, com algum esforço eu coloquei minha própria espada na frente do meu rosto impedindo o golpe. Ele me deu uma rasteira e eu aterrissei no chão de costas com um baque surdo, sua espada estava vindo na minha direção novamente, mas desta vez eu rolei e me levantei rápido, ficando na defensiva. Ele parecia impressionado por um momento, mas logo se recompôs e me atacou novamente. Eu tentei fazer o movimento que ele me ensinou, mas assim que eu fui lhe acertar no coração novamente, tropeçamos e caímos no chão. Dimitri estava por cima, ele prendeu minhas pernas nas suas e tentava segurar meus pulsos. Até que uma ideia me veio na cabeça. Eu relaxei sob seu aperto e ele parou, provavelmente pensando que eu desisti. Nessa posição estávamos muito próximos, nossas bocas quase se tocando e todo o seu corpo estava em contato com o meu. Eu busquei seus olhos e assim que ele me olhou eu sussurrei com uma voz sexy.

– Beije-me. – sua respiração engatou e seus olhos se tornaram mais escuros. Quando sua boca estava a centímetros da minha eu lhe dei uma joelhada e nos rolei, colocando a espada diretamente no seu pescoço e sorrindo.

– Parece que eu ganhei novamente contendedor. – ele ainda parecia confuso e atordoado.

– Isso foi golpe baixo. – ele resmungou mal humorado.

– Não contendedor, isso se chama usar a inteligência. – eu pisquei.

– Vejo que aprendeu muito bem minha lição. – agora ele tinha um sorriso.

– Eu aprendi. Agora, vamos ver se você aprende a sua.

– E qual é a minha? – ele levantou uma sobrancelha.

– Não deixe um par de peitos te distrair no campo de batalha.

– Eu não posso resistir a você nunca Roza. – ele me puxou pela nuca ferozmente e esmagou seus lábios nos meus. Enquanto nos beijávamos me lembrei de que queria interroga-lo sobre Barton, mas quando senti seus lábios no meu pescoço e suas mãos descendo pela minha perna me esqueci de completamente tudo.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem! Beijos e até o próximo =)